A Lenda de Luttern
10 Capítulo 10 - Amuleto
Notas iniciais
Cada luz atravessada sumia.
Avy as seguiu até chegar no segundo andar, 1a.porta à esquerda. Ela a abriu com um rinchado, as luzes acabavam ali.
A garota examinou a sala. Tudo o que havia nela era um lustre enferrujado e sem lâmpadas, repleto de teias de aranha; uma janela quebrada, que mostrava o quão mais fraca a chuva se tornara, embora ainda houvesse nuvens escuras e o frio parecia ter aumentado bastante; No canto havia uma lareira de tijolos com cinzas, e bem à frente de Avy, o que mais chamou a atenção; uma penteadeira branca no estilo vintage. Em seu espelho empoeirado, havia uma mensagem.
O que a ti pertence, a ti voltará.
O espelho refletia uma luz que vinha da lareira.
Avy estranhou, mas a seguiu, mais por extinto do que por razão.
Enterrado nas cinzas da lareira, ela encontrou um amuleto prateado com uma Lua crescente de pingente. Não era simplesmente uma Lua, junto a ela havia uma pedra redonda em tons misturados de vermelho, roxo, azul-claro, cinza e verde-esmeralda.
Ela não entendia bem o porquê ou ao menos como; mas sentiu insanamente algo estranho quando a segurou. Algo a revirou por dentro, e ela viu algumas cenas sem sentido passarem sobre sua mente.
Uma delas trazia uma mulher parecida com sua mãe, mas com os cabelos longos e bem mais jovem. Ela segurava o amuleto intensamente enquanto este brilhava, emitindo uma onda de luz que jogara a jovem para trás. Na outra cena a moça o entregava a alguém com mãos brancas como Becky e símbolos de estrelas desenhadas.
"Sua força está agora armazenada, e voltará a sangue do seu sangue quando chegar a hora" Ouviu-se durante a passagem de cenas.
Avy abriu os olhos, voltando de sua viagem estranha e com um significado que ela ainda iria descobrir.
A garota encarou mais a jóia, sentindo a familiaridade percorrer sua espinha.
Ela deveria devolver?
Avery continuou a encarar o objeto, tentando lembrar-se se alguma vez já tinha realmente o visto.
— Ahm, pessoal! Vocês estão vendo isso também?! — Matt gritou do primeiro andar, a dando um susto, que a fez guardar o amuleto na mochila.
O que Matt havia visto?
A garota olhou pela janela quebrada do quarto.
O frio que aumentara em 100% agora fazia sentido.
Estava nevando.
A pedra roubada do sonho.
Era de Glacidale, o reino do gelo na dimensão de Aquarius. Mais uma vez, não era só um sonho. Era uma visão.
—--
O chão estava coberto por uma neve de pelo menos 40 cm. E ela continuava caindo.
— Eu sonhei com o roubo da pedra de Glacidale. Acho que foi mais uma visão — Avy contou a Matt todos os detalhes enquanto ele pegava a mochila para continuarem o percurso. Ele ainda era a pessoa que ela mais confiava lá.
— Mesmo? — perguntou ele — Será que não foi apenas uma coincidência?
A garota balançou a cabeça.
— Não sei. Acho que eu não te contei ainda, mas... Lembra do Rodrick? O fogo no meu quarto, quando você apareceu como dragão...
— Sei — lembrou ele.
— Eu havia sonhado com aquilo... Exatamente como aconteceu.
— Acha que tem visões? — Matt parecia estranhamente desconfortável.
— Eu também diria que é loucura. Mas ultimamente não há quase nada que eu classifique como impossível. Estou conversando com um garoto que se transforma em criaturas mitológicas, estudo em um colégio para adolescentes com poderes sobrenaturais e estamos em uma casa que parece ter surgido do nada.
Matt riu, mas parou rápido de forma nada discreta.
— Há algo de errado em eu ter visões? — Perguntou Avy.
Matt balançou a cabeça, sem a encarar.
— Eu acho que não... É só que... Nunca acharam ninguém com esse poder.
— E quanto aos Silverstrows? — Avy indagou, depois de um tempo.
— É limitado, eles não preveem exatamente o que vai acontecer. Eles vêem o que sua alma carrega, quem é você onde ninguém mais além deles consegue ver... É diferente.
Avy assentiu.
Ela se lembrou do que Violet havia dito quando a olhou nos olhos. Ela disse que via algo maligno neles. Silverstrows não erram.
Algo maligno os olhos... Maldição da lenda... Escolhida(errada) ...
Havia chance de tudo conter uma ligação entre si?
Avy achava que sim, embora nunca pensaria em se tornar nenhuma maldição, era tudo o que ela nunca seria. Mas... e se a maldição já estivesse nela, Silverstrows enxergam coisas que nem mesmo a própria pessoa consegue ver...
Ela sabia que não era a escolhida certa, mas seria então a tal "maldição"?
Não, nunca, isso era uma das únicas coisas que a garota classificava como impossível.
Era muita coisa para entender.
— Então... É só isso? — perguntou Avery — Algo que ninguém nunca teve, quero dizer, o poder da visão?
Matt olhou para os lados e fechou a mochila.
— Violet e Andy já devem estar saindo, vamos também?
Ele pegou a mochila e se levantou, começando a andar.
— Você não me respondeu — protestou Avy.
— Ah, claro — falou Matt, virando-se para ela — É, é só isso.
Avy sabia muito bem quando alguém estava mentindo. Nesse quesito ela podia até ser comparada a um Silverstrow.
E Matt estava mentindo.
—--
— Não me leve a mal, Andy — disse Violet — mas a partir de hoje, eu acho que odeio neve.
Estava realmente difícil para caminhar. Não só por causa o vento e do frio, mas por causa da grossa camada que o gelo ocupava.
Era incrível como as consequências do roubo das pedras aparecia de forma rápida. Os pinheiros já começavam a secar, pelo menos as consequências do roubo da pedra de Verídion estavam demorando um pouco mais.
Avy estava usando uma blusa que havia levado, assim como Matt. Violet usava o casaco de Andy, que ficava enorme nela, mas ainda caía bem. Ele não precisava. Seu sangue era mais frio que gelo.
— A caminhada que duraria meia hora vai ficar para uma hora e meia — falou Avy, enquanto continuava a andar.
— É difícil aceitar mas... Espera aí — parou Matt, e olhou para Andy.
— Pégasos da neve? — ele perguntou.
— Isso! — exclamou Matt — Pégasos da neve! Devem estar acordados agora.
— O que são pégasos da neve? — perguntou Avy.
Violet olhou para ela como se tivesse feito a pergunta mais idiota do mundo.
— Não é óbvio?!
— São pégasos nativos de Glacidale — explicou Matt — é raro encontrá-los em Verídion. Eles apenas vivem no gelo, então só acordam em dias de frio e muita neve, e como em Verídion quase nunca neva...Na verdade nós não temos certeza se realmente existem na nossa dimensão.
— Não custa tentar — avisou Andy, combinando perfeitamente com o cenário de neve — consegue chamá-los?
— Acho que sim — assentiu o garoto de óculos — me acerte uma flecha enquanto estiver me transformando.
Matt se transformou em um pégaso e Andy preparou seu arco.
Originalmente era preto, mas depois da flecha de Andy ficou branco, com asas que pareciam feitas de gelo, assim como as patas.
O Matt-pégaso-da-neve rinchou, fazendo o som ecoar no meio da neve pela vasta floresta de pinheiros, agora branca e fria.
A princípio nada aconteceu. Mais alguns segundos depois, mais rinchados iguais foram surgindo, até três outros pégasos da neve aparecerem no céu, repousando onde eles estavam.
Eram todos iguais a Matt, a não ser pelos olhos azuis cristalinos e a marca de Glacidale no tronco. O floco de neve, exatamente como na armadura dos cavaleiros no sonho, e o pingente que Andy carregava para transformar na flecha.
Avy, assim como Andy, passou a mão nas costas dos pégasos, os admirando carinhosamente.
Até mesmo Violet não resistiu a graciosidade dos pégasos.
— Vão ter que nos fazer um pequeno favor — disse Andy, antes de montá-lo.
Depois que todos montaram, os pégasos levantaram voo, exibindo suas enormes e deslumbrantes asas de penas feitas de gelo cristalino.
A sensação de voar em um pégaso era parecida com a sensação de voar em dragões, porém se tornava cem vezes mais agradável quando não se tinha gárgulas o perseguindo.
Seria uma maravilha se não tivesse tão frio, em certos momentos parecia que seu rosto ia congelar, com milhares de flocos de neve indo contra sua pele . Mas não havia motivos para reclamar.
Ela estava voando em um pégaso!
Os animais não voavam muito alto como os dragões, apenas um pouco mais que a altura dos pinheiros, mas ainda se exibiam subindo mais para fazer curvas no céu.
Era a primeira vez que Avy via Violet sorrindo de uma forma que não fosse querendo dizer "Quero te matar".
Em questão de minutos os pégasos pousaram no destino, o céu já estava escurecendo, o relógio marcava 19h.
Eles estavam em frente a uma estação de trem completamente abandonada e escura. O local de compras de passagem tinha os vidros quebrados e estava ocupados por teias de aranha. O piso de madeira da estação rinchava e tinha algumas partes quebradas. Quando eles pisaram alguns morcegos saíram voando do teto.
— Uau — disse Andy — não poderíamos achar um lugar mais bem conservado que esse.
Matt começou a espirrar, sua alergia à poeira havia voltado novamente.
— Na próxima missão eu trago uma vassoura junto para deixar esses lugares menos sujos. — disse ele.
Matt tinha algum tipo de toque de limpeza e organização, talvez fosse só a preocupação com a alergia.
Do outro lado da estação havia um trem abandonado e inativo há séculos.
— Acho que deve ser aquele trem — disse Avy.
— Ah, jura mesmo?! Acho que devemos esperar aqui até que outro trem inativo há séculos surja do nada. Parece uma coisa divertida a se fazer, não é mesmo?! — ironizou Violet, doce como um limão.
Avy revirou os olhos.
— Sr.Hart tem certeza de que essa geringonça vai funcionar? — perguntou Matt, arqueando uma das sombrancelhas.
— Vamos ver — disse Violet.
Eles se despediram dos pégasos e caminharam até a catraca do trem. Por dentro ele era ainda mais acabado do que por fora. Violet retirou as passagens do bolso da calça jeans rasgada e depositou um deles em uma máquina.
Depois de alguns segundos de silêncio, uma luz percorreu o trem, o renovando por completo.
As teias de aranha sumiram, a pintura estava refeita, os vidros consertados, etc.
— Uau! — exclamou Andy.
Violet colocou as 3 primeiras passagens enquanto os colegas entravam, ela deixou a sua por último e pulou no trem em movimento, segurando na mão de Andy, que depois passou o braço em torno dela.
Internamente, os bancos de veludo marsala eram espalhados em duas fileiras com mesas encostadas nas janelas.
Haviam três lustres no primeiro vagão com lampadas amarelas. No segundo haviam beliches típicas de trem
espalhadas da mesma forma dos bancos e mesas.
Provavelmente chegariam ao destino pouco antes do sol nascer.
—--
Estava difícil para dormir.
Era muita coisa a perturbando. Se já não bastasse o trem em movimento, ainda havia o colar e aquelas mensagens que pareciam não ter sentido, mas que no fundo tinham algum grande significado, e ela precisava saber o que ele queria dizer.
Avery acordou pelas 1 e meia da manhã e pegou o amuleto na mochila, saiu do vagão das beliches e foi até a varanda depois da passagem de um vagão para o outro.
Ela sentou-se num canto encostando nas grades e tentou se concentrar em nada e em tudo ao mesmo tempo.
A noite estava bem estrelada para a nevasca que parara de cair a pouco tempo, embora ainda estivesse frio.
— Não consegue dormir também?
Avy levou um susto. Não tinha visto Andy sentado do outro lado por causa da escuridão.
— Eu... Desculpa, eu realmente não tinha te visto aí... — Ela se levantou para sair.
— Ei — chamou Andy — não tem problema, não precisa ir embora — ele fez uma pausa — o que está segurando?
Avery checou o amuleto em sua mão.
— Bem, na verdade... Nem eu sei direito. Encontrei na casa abandonada. Na hora pareceu certo trazer comigo, mas agora...
— Na casa abandonada? — perguntou ele — Lembra quando eu disse que a casa aparecer do nada devia ser algo do destino? — ela assentiu — Esse amuleto lhe aparecer prova que eu estava certo.
Avy riu.
— Isso é confuso... Porque ele apareceria para mim encontrar?
Ele deu de ombros.
— Talvez porque estava no seu destino o encontrar. — Andy respondeu, sob a escuridão o que prevalecia ainda mais em sua imagem era o brilho dos olhos.
Avy foi se sentando novamente, sabendo que seria melhor para a sobrevivência dela e a sanidade de Violet que ela fosse para outro lugar.
Alguns gloomies prateados, como Matt havia descrito, foram surgindo no meio da noite. Eles eram simplesmente fantásticos.
— O encontrou por acaso? — Andy perguntou.
— Ahm... acho que não — respondeu Avery, eles estavam falando bem mais baixo que o normal, para não acordar Violet e Matt — é estranho, mas meio que uma sequência de luzes me levaram até ele. Não sei porque isso aconteceu.
Deu para ver que Andy espremeu levemente os olhos.
— Sério?! — indagou ele — sempre soube que era verdade.
Avy tomou uma expressão de dúvida.
— O quê?
— As luzes do destino — Andy respondeu — aquelas que você viu. Katherin costumava me contar histórias sobre elas. Aparecem quando precisam te guiar à algo importante, que fará parte da sua história.
Avy assentiu, checando novamente o amuleto e suas cores mescladas da pedra. O que mais aquele colar tinha para revelar?
— Quem é Katherin? — ela perguntou.
— É a rainha de Glacidale, faz um bom tempo que não a vejo. — ele fez uma pausa, Andy olhava para o horizonte enquanto conversava — Bem, foi ela que me ajudou quando cheguei aqui e ainda não tinha idade para entrar em Verídion.
— Com quantos anos descobriu os poderes? — perguntou Avy.
— Eu meio que nasci com eles — ele respondeu — antes dos 7 eu já não conseguia controlá-los e eles cresciam cada vez mais. Acho que se não tivesse vindo a Glacidale e a todo esse universo naquela idade, provavelmente já teria congelado minha cidade e toda a população dela.
Andy falava rindo, mas no fundo percebia-se que havia um toque de tristeza nas lembranças.
— Foi de difícil para você? — perguntou Avy.
Andy demorou um pouco para responder.
— No começo, sim. Não é fácil para uma criança de 7 anos entender tudo isso — ele simbolizou o universo com braço — acho que o pior foi ter que deixar tudo para trás. Os amigos, a família, talvez. — ele fez uma pausa — meus pais não compreenderam. Eu acho que, eles nunca me compreenderam. Mas a culpa não é deles, imagina, seu filho nascer com a capacidade de te congelar. A minha sorte é quando cheguei aqui, Katherin me ajudou. Eu morei no palácio até completar a idade necessária para entrar em Verídion. Acho que pode-se dizer que mina vida começou de verdade apenas depois da passagem pelo portal. Eu não era feliz no Canadá, acho que a única coisa que me divertia lá era Becky e o arco, que ainda precisava usar escondido e com um controle que não tinha. — ele riu — não podia sair muito de casa e nem brincar com elas, ou as congelaria sem querer — ele riu — igual fiz com a Becky.
Avy apertou os olhos.
— Congelou a Becky?
— Sem querer. Em uma das crises de ataque que me apareciam. Eram horríveis e incontroláveis. É por isso que hoje ela tem poderes como os meus e aquela mecha branca no cabelo. Ainda me sinto mal por ter feito aquilo.
Um vento frio soprou.
— Ela parece feliz aqui — Avy disse.
— Talvez — concordou Andy — mas estaria levando uma vida normal se não fosse por mim.
Avy riu.
— Pelo o que já conheço da Becky, posso garantir que ela não gostaria de estar levando uma vida normal.
Andy riu e assentiu.
— Apesar da aparência quase idêntica de vocês, não parecem irmãos — comentou Avy — ... É que, sei lá... Eu e minha irmã discutimos tanto apenas por discutir mesmo, e vocês... bem.
— É, nós não parecemos tão próximos... Mas somos. Quer dizer, vamos nos defender sempre que precisarmos, nos gostamos e tudo mais... Talvez a única razão de não discutirmos tanto é porque passamos grande parte da infância separados. Mas somos unidos.
Avy assentiu e eles ficaram um tempo em silêncio apenas observando as paisagens de pinheiros e lagos que o trem passava, e os milhares de gloomies brilhando na floresta.
— Posso ver o amuleto? — perguntou Andy, quebrando a longa pausa.
Avy concordou e o entregou.
Ele examinou a peça, a olhando curioso.
— As cores dessa pedra me lembram as dimensões de força, embora nunca tenha associado a cor violeta a nenhuma delas.
— Era nisso que eu estava pensando também — assentiu Avy — faz um pouco de sentido com a frase.
— Que frase?
—"Sua força está agora armazenada, e voltará a sangue do seu sangue quando chegar a hora" Eu meio que a ouvi quando o encontrei. Mas não é exatamente ouvir, como alguém falando, é difícil de explicar... A frase surgiu como uma cena na minha mente, mas não era eu querendo a imaginar.
Andy balançou a cabeça.
— Força armazenada... Cores das dimensões de força... Dá para fazer sentido. Agora, voltará a sangue do seu sangue quando chegar a hora? — ele fez uma pausa para pensar — a hora do amuleto ser encontrado chegou, e foi ontem. Sangue do seu sangue... Se foi você que o encontrou, deve ter pertencido a alguém da sua família.
— Isso vai ser complicado. Não conheço praticamente ninguém da minha família, apenas minha irmã e minha mãe... Eu havia visto minha mãe em uma cena — Lembrou-se a menina.
— Deve ter sido dela. E agora é seu. Por algum motivo.
— É o que vou tentar descobrir — completou Avy.
Eles fizeram outra longa pausa, até Avy começar a se levantar.
— Eu acho mesmo que tenho que me deitar.
— Não é por causa da Violet, é?
A garota sentiu-se desconfortável.
— Não precisa se preocupar com ela, não estamos fazendo nada que ela possa julgar ou dizer que estamos errados, estamos apenas conversando como amigos.
— Bem, sim, mas... Ela me odeia, qualquer coisa que eu fizer ela vai intervir.
— Violet não te odeia.
Avy riu.
— Odeia sim.
— É o que ela quer que você pense. Mas eu a conheço. Ela nem te conhece para poder dizer isso. Acho que ela está com ciúmes — ele fez uma pausa — Só queria que ela confiasse mais em mim e entendesse que esse ciúmes é perda de tempo.
Avy assentiu.
— Ela é uma ótima pessoa — disse Andy — pode estar achando que isso é uma mentira, mas vai entender quando ela deixar-se conhecer melhor.
— Se ela não me matar primeiro.
Avy recolheu o amuleto e foi deitar-se.
Havia grandes encontros marcados para o próximo dia.
Fale com o autor