A Lenda Sem o Avatar. (Livro 1 Agua)
11 XI- Metas
Notas iniciais
Suki conhecia muito bem o reino da terra, e possuía muitos contados por ser a líder das guerreiras Kyoshi. Claro que a queda e destruição da famosa ilha Kyoshi, sem nenhum motivo aparente; não passa desapercebido. E muitos se põe a ajuda -lás.
Por tanto não demora para que elas encontrassem o seu caminho.
É por volta dos arredores da vila Chin que elas resolvem acampar depois de saírem do mar, ainda estavam bem distante de sua meta e esperavam conseguir asilo. Isso por que a vila Chin era uma rival árdua contra a ilha Kyoshi há séculos. Na verdade desde que a própria Kyoshi afastou a ilha do continente e matou o antigo líder de lá.
É no silencio da noite que ambas despertam com o som se metal e laminas. Elas o seguem ate se depararem com um grupo que estava a atacar alguns soldados. Elas se surpreendem ao ver o modo descoordenado proposital do time que vencia de forma fácil os soldados treinados e que possuíam as habilidades das chamas.
Seu líder é o único que se pronuncia ao único sobrevivente, o deixando partir com seu recado. ---- Diga a seu líder que de onde veio isso tem muito mais. Nós somos os "Guerreiros da Liberdade".
De cabelos enrolados e bem armados, estava com um ramo de capim em sua boca e se armava com apenas um par de "espadas gancho" que mais se assemelham a dois pés de cabra; coisa que usava de maneira eximia.
Nenhum deles as notou.
Nem por um segundo sequer.
Mas o modo que eles enfrentaram os demônios fica preso em sua mente, e logo Katara se aventura a encontrar os guerreiros da floresta. Coisa que não tarda a acontecer.
Eles estavam a se vangloriar de seus feitos em algo que poderia chamar de uma "pequena" festa particular. Havia bebida e comida farta, eles cantavam e brincavam entre eles. Eram poucos; um bem auto, calvo e de fartura nos ossos, outro magro e esquio de cabelos longos e estranhos, o ultimo pequeno com os cabelos ainda mais crespos que o do líder e um modo de se portar de um animal. Todos jovens como ela.
–--- Tem comida e bebida para vocês também. ---- o líder afirma ainda a olhar para os companheiros. ---- Não iremos machuca- las. ---- finalmente ele se vira e a encara. Inicialmente serio, mas depois abre um saudoso sorriso.
Gentil ele estende a mão a convidá-la a se juntar. Os outros param o que estavam fazendo e também se põe a encará-la, e sorrirem. Por algum motivo sentia algo bom vindo de todos eles.
Suki desperta sozinha e se põe a buscar por Karata, desesperada. Apenas para encontrá-la entre contos e risos junto dos rapazes.
–--- Katara! Mas o que você...
–--- Suki! Me desculpa! ---- ela se aproxima da companheira em um salto, havia se esquecido completamente que agora estava acompanhada. Tinha passado tanto tempo sozinha... ---- Estes são Jet, Longshot, Inho, Zomba, Smellerbee e Duque.
–--- Umnnn... Tha! Certo. ---- ela observa a colega, descontente. Não confiava em estranhos que encontrava nas estradas; muito menos em um grupo de jovens guerreiros.
–--- Se acalme. Vem! Junte-se a nós. ---- o jovem líder volta a convidar, porem Suki se mostra receosa. Ela acabara de perder tudo, e ainda estava lidando com o luto de seu próprio modo.
O clima amigável de festa logo se fecha, ficando um ar pesado e estranho. As duas se afastam para conversarem; apesar de cada uma ter uma idéia do que fariam e uma vontade, ambas estavam cientes que precisariam de ajuda. E que podiam contar uma com a outra.
–--- Katara como pode? Estes caras são...
–--- ...Boas pessoas. Conversei com eles! Esta tudo bem. ---- afirma ela já retornado a junto deles e trazendo Suki com sigo. ---- Eles perderam seu lar assim como você. E passaram por muita coisa como eu. Vem eles podem nos aconselhar muito no que fazer. Quem sabe não me ajudam a resgatar o meu irmão.
Suki se cala a seguindo de volta. ---- Isso... Seria muito bom. ---- ela lidava com tudo de uma maneira diferente de Katara, que tentava a todo custo manter as esperanças. A morte de suas colegas ainda a assombrava, principalmente a que havia se rendido. Todas morreram lutando.
E ela fugiu.
Foi pior que se render.
Ela era a líder.
–--- Sua a miga esta bem? ---- ele surge entre a relva apesar do tamanho elevado em altura e largura; espantando ambas. ---- Era dela que você estava falando não é? Desculpe o susto. Sou Inho prazer.
–--- Inho! Não diga algo assim vai parecer errado. ---- o baixinho se proclama já o castigando com um cascudo, coisa que ele parecia não sentir. ---- Ela só contou como se sentia culpada. ---- ele volta a se pronunciar parando a sua frente. Era mesmo menor que ela e usava uma maquiagem em torno dos olhos e possuía os lábios grossos. ---- Você é uma guerreira Kyoshi mesmo. Podia me ensinar! --- a empolgação e admiração era visível em seus olhos.
–--- Desculpe... Eu não quero negar mas... É uma arte apenas para garotas. ---- ela o responde de maneira bem educada e sutil. Porem ele parece muito irritado-a fita-la, enquanto os demais se põe a rir descontroladamente.
–-- Eu sou uma garota!–--- a pequena jovem de lábios grossos grita antes de sair, enquanto os demais riam. Suki tenta segui-la e se desculpar, mas estava com muita vergonha e também não sabia o que falar.
Com isso a primeira má impressão passa e logo eles se enturmam, Suki passa os primeiros ensinamentos a Smellerbee e Jet afirma que ajudaria Katara a encontrar seu irmão. Nunca deixaria um guerreiro se tornar escravo. E além disso, estava há muito tempo querendo descobrir como acabar com este comercio tão abominável.
Porem antes de partirem Katara ouve um dos planos de Jet, em inundar uma vila próxima. Uma vila de demônios.
–--- A onde ela fica? ---- ela se aproxima sem ser convidada os abordando e logo sendo convidada a se juntar.
–--- Não muito longe. Será bem simples na verdade. É só explodir a barragem. ---- Jet se pronuncia. ---- Íamos precisar de umas coisas... mas se você puder nos ajudar com sua dobra, nos pouparia muito tempo. ---- ele vai ate ela e a guia ate poços artesianos que ficavam próximos ao rio. ---- Eles fizeram uma barragem... Já esta na hora de devolver esta terra a seus donos.
Ela apenas acena com a cabeça e aos poucos vai abrindo uma a um, e aumentando drasticamente o nível e volume do rio.
Seu trabalho termina antes que imaginava e resolve se encontrar com os demais. Porem a cena que presencia não lhe traz o prazer que imaginava.
Casas comuns de pessoas frágeis são levadas pelas águas que ela mesma liberou. Os demônios de olhos amarelos eram agora as vitimas.
Jovens, idosos e crianças são arrastados rio a baixo junto com seus pertences e sonhos. Sem o menor aviso.
Ela se espanta em recortar-se do ataque a sua vila quando criança. Uma ataque sem motivo ou aviso que levou sua mãe. Lembra também da ultima batalha na ilha Kyoshi.
Os dois lados não pareciam ter tanta diferença.
A palavra demônio que ela tanto os intitulava, estava naquele que atacava primeiro.
Por algum motivo ela se recorda do demônio ferido que havia conhecido em circunstancias tão adversas. Ele parecia saber... saber isso que ela acabara de presenciar. Saber muito mais.
Por fim ela olha para seus novos companheiros e se vê entre demônios. Eles riam e cantarolavam sobre a morte de suas vitimas; assim como os soldados da nação do fogo faziam. Ate mesmo Suki encarava cada um se afogar com um deleite de prazer.
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