Notas iniciais
Eu ando meio sem inspiração pra escrever, btw, tentarei fazer um capítulo elaborado. Não tenho o resto da história pronto em minha mente, então o que sair aqui é o que eu imaginar agora. Desculpem se ficar um pouco confuso, mas eu tendo a misturar algumas coisas e deixar questões em aberto. Tentarei consertar isso.

Acordara de sobressalto durante a noite. Devia ser umas três horas da madrugada ainda. Aos poucos Alan fora acordando e relembrando do terrível pesadelo que tivera com sua amada Devin, com a guerra, com a pedra que necessitava trazer de volta, e com toda essa loucura na qual estava metido. Parecia uma história de um videogame qualquer... uma princesa, alguma relíquia, um guerreiro, uma lenda, mitologia. Só que era real. E Alan não era uma pessoa que se pudesse considerar um guerreiro, afinal, passara sua vida toda dentro de seu quarto, jogando variados games, lendo muitos livros, assistindo animes e filmes, com pouco contato humano.

Esfregou os olhos e olhou ao redor. A única fonte de iluminação no seu quarto aquela hora era a da Lua, que podia-se ver exatamente pela grande janela em frente a sua cama. A paisagem era muito bonita do quarto de Alan; podia-se ver as outras enormes árvores que servem de casa para os elfos, com algumas aberturas iluminadas, pequenos pontos brilhantes em um céu de auroras boreais coloridas e de frias estrelas. Apoiou-se na beirada da janela e passou a olhar ao campo em que há algum tempo atrás esteve com Devin, observando o mesmo céu, sob as mesmas explosões de cores boreais, ao lado de sua amada, compartilhando um sentimento arrebatador. Virou-se para sua cama, deitou-se, e voltou a dormir. A manhã seria agitada, pois, pela primeira vez, Alan iria à uma guerra.

~x~

Alan já estava de pé e pronto quando uma pequena criatura adentrou em seu quarto. Era o duende que o havia instruído em relação ao seu dragão, e o treinado para saber o básico.

-Estás pronto? Bom que tenha acordado cedo, mestre.

-É, estou. Acordei uma vez durante a noite, acho que por ansiedade.

-Bem, mestre Alan... tenho alguns compromissos, apenas não demore, apresente-se logo ao Rei Lanty.

-Claro, vou já para lá. Não nego que estou ansioso e...

-Já era esperado, afinal, você partirá a uma longa jornada hoje.

-Até.. — o pequeno duende saiu pela porta apressado, e Alan logo juntou o que achava importante.

Saiu com uma pequena bolsa transversal, uma bainha nas costas (ainda sem espada) e um cinto com bolsos. Passou pelos corredores quase vazios despercebido, pois era um dia normal na colônia dos elfos. Para ele, era um dia de uma grande jornada iniciar-se.

Chegou no pórtico para a sala do Rei. Bateu algumas vezes, e esperou que um dos soldados abrisse o portão.

-Olá, jovem. Está cedo ainda, mas uma boa hora para partir.

-Olá, Sua Majestade. — disse respeitosamente, logo após fazer uma tímida reverência — Acho que chegou a hora, e estou pronto para o que vier.

-Ótimo. Bem, tenho algumas coisas a lhe dizer, e também para lhe entregar. Começarei com o principal. A partir de agora, você é um Nobre Cavaleiro do Rei. Aqui está sua espada; — era uma espada de tamanho médio, com uma lâmina de tamanho grande na base, mas que diminuía até chegar na ponta. Sua base era incrustada de pedras, bastante enfeitada, tinha um brilho colorido que lembrava o arco-íris, e reluzia em contato com a visão — cuide muito bem dela. Essas pedras te guiarão, acredite em sua intuição. Saiba que por aqui a razão confunde, você deve-se guiar pelo coração. Faça o que seu coração disser, mas não abandone totalmente a razão. Boa sorte, jovem Alan. Seu nome será grande por essa terra, tenho certeza disso.

-Obrigada... — Alan não tinha palavras para descrever o que sentia. Era uma mistura de ansiedade, felicidade, gratidão e coragem. — Farei bom uso dela.

-Sua jornada será auspiciosa. Adeus.

-Adeus... até algum outro dia, Sua Majestade Lanty.

Alan reverenciou novamente o rei, e fora em direção a porta. Agora sim, estava pronto para partir de vez à guerra que lhe esperava. Era mais do que uma batalha; era uma luta pela sua amada. Uma disputa por seu amor. Conseguiria ele, sozinho, trazer de volta a pedra Raerual e conquistar ainda mais o coração da princesa Devin?