Passei por uma floresta densa, tentando lembrar a direção daquelas torres que eu vi durante a queda, agora estava mais equilibrado que antes, me apoiava nos arbusto e galhos que apareciam em minha frente e acabei dando de cara com uma estrada de barro.

Olhei para os lados, não havia ninguém nas pontas da estrada e eu aproveitei para dar uma olhada no medalhão que estava em meu pescoço, não tinha percebido que ele estava ali.

Era um medalhão em formato hexagonal, com um olho de vidro no meio, mas era um olho estranho, parecido com o de um dragão. Parei de olhar quando ouvi um barulho estrondoso parecido com o de um tiro, na ponta direita da estrada vinha uma multidão de pessoas montadas em cima de avestruzes enormes, devia ter uns 2 metros de altura no mínimo.

Eu acenei com as mãos, mas eles não paravam de correr, corri da multidão e saltei para o mato antes de ser atropelado, eram muitos deles, estavam com garrafas nas mãos, rindo feito loucos.

– Ei garoto, o que faz aqui no meio da estrada? – Um dos homens parou seu avestruz ao meu lado e desceu da montaria. – Estamos apostando uma corrida até a cidade de Cicelyn, quer uma carona?

– Eu preciso achar o Artesão de Espadas... – respondi ofegante.

– O artesão? Então você é novo aqui, não? Meu nome é Rash Ted... Eu já venci Trinta e Oito oponentes em Daskari. O artesão está em Cicelyn, quer que eu te leve até lá? – ele montou no avestruz e estendeu a mão esquerda para mim.

Trinta e Oito Oponentes?! Esse cara deve ser muito forte mesmo... Será que é confiável?

– Tudo bem, vamos lá! – montei no avestruz e seguimos até a cidade de Cicelyn.

Chegando à cidade eu vi o grupo de corredores conversando, a corrida devia ter acabado. Nos aproximamos do grupo e Rash cumprimentou os outros corredores.

– Você ficou perdido lá atrás? – um deles disse, rindo.

– Tive de ajudar um amigo... – Rash colocou a mão sobre meu ombro.

– Você e seu jeito solidário – o outro completou.

– Você só precisa seguir essa praça e virar à segunda esquerda. – ele me explicou, apontando com a mão direita, depois apertou minha mão e seguiu seu caminho. – até mais!

– Ei! Espera! – gritei quando ele estava no meio do caminho. – Desculpe por te fazer perder a corrida.

Ele parou por um segundo. – Isso? Não se preocupe, corremos por diversão... Boa sorte em sua jornada! – gritou sorridente.

– Obrigado!

Segui pelo caminho, atravessando a praça, era como na terra, vendedores expondo seus produtos e muitas pessoas andando por todo lado, mas elas eram diferentes, carregavam objetos pesados com facilidade, deslizavam pelo chão como se usassem patins e o mais importante, tudo quanto é tipo de pessoa, desde uma criança até um idoso carregava um medalhão no pescoço.

Virei à segunda esquerda chegando a uma pequena casa, havia uma placa na porta. Artesão de Espadas... Deve ser aqui... Entrei na casa, a porta estava encostada.