Capítulo 7 – Embaralhado

Onde será que estavam meus amigos? Eu não conseguia tirar esse pensamento de mim, mas era apenas uma preocupação mesmo, pois confio nas habilidades dos dois. Conto com você pra proteger a Gris. Minha mensagem ecoava por minha mente... Como queria dizer isso, pelo menos ter me despedido.

— Bom Dia, você deve ser o Saiore Hamatsuma, não é? — Para minha surpresa o artesão era um jovem garoto, vestindo um pijama branco e com os cabelos cobrindo metade do rosto, cabelos brancos e lisos e uma voz segura.

— Ah, desculpe, estava distraído, você é o tal Artesão? E como sabe meu nome?

— Sim, Sim, Sim, sou eu mesmo. Eu costumo observar os humanos que estão prestes a vir pra Daskari, mas você veio através do portal, não foi?

— Acho que sim, eu tenho coisas para fazer aqui. — Andei pela sala observando as espadas e outras armas penduradas nas paredes. — São todas suas?

— Exato, mas vamos ao ponto, você precisa de uma espada pra lutar, mas aqui em Daskari não pode simplesmente comprar uma ou roubar, a espada já vem pronta pro dono, ou seja, já tenho sua espada guardada aqui comigo.

— Se é assim, então onde ela está?

— Em lugar nenhum e em todo lugar ao mesmo tempo. — Parece que aquilo era um enigma.

— Como assim? Como vou encontrá-la então?

— A sua espada é um tipo raro de arma, pois você é um tipo raro de lutador, Daskari possui três tipos de lutadores: Os Pressores, dotados de extrema força, Os Evazios, que tem alta velocidade e por último os Gênios, que utilizam planos nas batalhas. Você não se encaixa em nenhum desses três grupos, mas não se preocupe com isso.

— Não pode ser, o senhor deve estar enganado. — Fiquei quieto ao ver que o garoto não gostou do comentário. — Qual é a minha classe, então?

— Esses guerreiros que não possuíam nenhum atributo das outra classes começaram a focar em um novo tipo de luta. Chama-se Esquievet, a arte que foca em desviar dos golpes dos oponentes para vencê-lo.

— Desviar? Mas como eles podiam vencer alguma luta assim? — Eu não acreditava em poder vencer uma luta fugindo.

— Utilizando os atributos dos oponentes contra eles mesmos. A sua arma é a Espada da Maldição de Leverdi, a maldição do primeiro Esquievet que existiu. Agora, não sou um guia turístico e não vou ficar te contando toda a história desse mundo, saiba que Leverdi foi um grande guerreiro e o único que conseguiu usar a espada da maldição.

— E que maldição é essa?

— Descubra por si mesmo, a sua arma está atrás de você.

Virei e vi uma espada azulada presa por várias correntes vermelhas, havia apenas uma lâmina, ao lado dela um chapéu mexicano.

— Veja quanto tempo consegue segurar a lâmina. — disse o artesão.

— Vamos pela sorte, não é?

Percebi que eu fui ignorado e aproximei-me da lâmina, ao tocá-la eu senti as mangas de minha roupa subirem até meus ombros e um vento forte soprou meu rosto. Vi uma luz rápida e logo estava em um oceano, mas era como se as ondas fossem sólidas, pois eu conseguia manter-me em pé na água, na minha frente surgiu um enorme monstro, uma mistura de baleia e barco pirata, do alto dela saltou um guerreiro. Parou ao meu lado e estalou os dedos, as ondas pararam e a água ficou lisa e reta.

— A maldição... Você quer saber o que é não quer?

— Quero muito. — Eu não conseguia tirar os olhos do meu oponente, uma mulher.

— Pois bem , vou lhe contar o que aconteceu com Leverdi.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.