A Lenda

8 Desejos a flor da pele


Olá pessoal, obrigada pelos reviews, gostei e já respondi todos. Bjus e espero que gostem do próximo capítulo.


Capítulo 8 – Desejos a flor da pele


Já fazia quinze minutos que Snape trancara-se no banheiro, estava na hora de sair, mas seu corpo não obedecia a seus comandos, ele apenas queria ficar debruçado na pia olhando-se no espelho. O reflexo não lhe dizia nada, era apenas o homem feio e velho de sempre, seus olhos negros ainda eram frios e vazios, talvez um pouco mais vazios do que de costume, mas ainda eram os mesmos. Sua pele pálida continuava macilenta e com rugas, seu cabelo ainda era escorrido e oleoso. Automaticamente levou suas mãos a tatear seu corpo nu. Todas as cicatrizes estavam no mesmo lugar, com as mesmas marcas e profundidades. Olhou-se novamente no espelho com dúvida em seu olhar.

Estava tudo igual.

Então por que ele se sentia estranho?

Não poderia ser pelo sexo. Não. Aquilo era apenas sexo, nada mais do que isso. Por mais que Potter não fosse sua preferência sexual e muito menos pessoal, era sexo e nada mais. Tão fácil quanto fazer a poção da paz de olhos fechados, ele sabia fazer e fez, entrou e saiu cumprindo seu dever de marido. Sua mente estava em paz consigo mesmo, ele sabia disso. Mas então por que ele sentia que algo estava errado? Era difícil entender ou simplesmente aceitar que no fundo de sua alma havia algo como...culpa.

Culpa, culpa, culpa.

Ele se sentia culpado. Mas...

Ele franziu a testa lembrando-se de todos os seus movimentos na cama há apenas alguns minutos atrás. Não estava com vontade, não queria fazer e nem mesmo sentiu desejo no corpo do menino, a pele dele não queimava a ponta de seus dedos, suas mínimas curvas que desenhavam o caminho para o membro jovem não enchiam sua boca de água. Harry Potter jamais conseguiria fazê-lo arder de desejo como a mãe dele fez, mesmo que somente em sonhos.

Lilian, era por ela que sentia culpa. Não por ele, não pelo filho, por ela. E era um sentimento estranho de sentir, diferente da culpa que sentira quase sua vida inteira após a morte dela. Era mais como vergonha.

Era isso, ele sentia vergonha por ter sido bruto com o filho dela.

– Maldito seja – Disse Snape olhando profundamente em seus negros olhos.

A raiva crescia consideravelmente em suas íris, o ódio consumia suas veias e inflava seus pulmões. Ódio de Harry Potter, pois por causa dele a culpa corroia seus ossos e o fazia sentir vergonha de seus atos. Como odiava isso.

Uma vontade de matar nasceu em sua alma, matar o menino que estava deitado na cama a poucos metros com sua essência dentro dele.

Respirando fundo Snape saiu do banheiro ainda nu e se aproximou do menino que acabara dormindo de cansaço em posição fetal. Snape jamais conseguiria imaginar que Harry chorara até não conseguir respirar e depois caiu no inconsciente que seu próprio corpo forçara para que finalmente sua mente se desligasse de todos os acontecimentos recentes.

Snape olhou de cima para o menino na beirada da cama e fechou suas mãos em punho, por causa dele sua vida era um inferno e piorava cada dia mais. Se ele não existisse tudo seria diferente, provavelmente o Lord das Trevas não teria perdido seus poderes quinze anos antes, mas alguém acabaria sendo forte o suficiente para pará-lo, talvez até mesmo Potter ou Dumbledore. Se essa criança não tivesse nascido Lilian ainda estaria viva e seu coração não estaria quebrado. Snape sorriu de leve imaginando Lilian mais velha com o mesmo sorriso de criança, estaria linda. Ele até mesmo aceitaria que ela estivesse com Potter, pelo menos ela estaria viva e ele poderia vê-la de longe. Seria muito bom.

– Mas você nasceu – Sussurrou Snape abaixando-se ao lado de Harry – Você tinha que vir ao mundo e estragar minha vida como seu pai fez.

Uma mão de Snape afundou nos cabelos escuros de Harry enquanto a outra se postava no pescoço do menino. Era possível sentir a veia pulsando no ritmo das batidas do coração dele. Era só apertar, só fechar a mão entorno daquele pescoço fino e tudo estaria acabado em apenas alguns segundos.

Mas não podia fazer isso. Lilian não deixava, a memória dela não permitia.

Snape retirou a mão do pescoço e passou um dedo pela bochecha de Harry, ainda estava molhada pelas lágrimas que ele derramara há pouco. O professor sentiu o corpo tremer pela raiva, mas respirou fundo controlando-se. Controle era tudo em sua vida, era o que sempre o impedia de fazer algo impulsivo como matar Harry Potter em sua lua de mel. Matar seu próprio marido.

– Eu te odeio – Sibilou no ouvido do menino dando um pequeno puxão de cabelo.

Após olhar o menino continuar a dormir, ele se levantou, colocou sua cueca e se deitou do outro lado da cama colocando seu braço atrás da cabeça. O tempo passou e ele apenas olhava para o teto, apenas pensava em tudo e em nada. Era tão mais fácil apenas se deixar viver sem pensar ou agir. Seria muito mais fácil se apenas ficasse deitado sem ter que se preocupar com o restante dos dias com o menino que começava a sentir os efeitos da poção agir em seu organismo.

Harry começava a sair do torpor escuro e a entrar em um mundo de sonhos desconexos em que ele via olhos negros o observando e mãos grandes tocando em seu corpo. Era bom. Ele queria mais.

Snape viu o menino se mexer ao seu lado e suspirar falando frases baixas e sem sentido. Ele sabia o que estava por vir e que não poderia evitar, aquilo precisava acontecer e ele precisava permitir. Seu auto controle exigiria muito dele nesse dia. Foi exatamente esse auto controle que o fez ficar calado e quieto olhando para o teto quando Harry se aproximou e enlaçou sua cintura com os braços. O menino descansou a cabeça em seu peito e dormiu. Algumas vezes Harry se mexia esfregando-se no corpo de Snape em meio a um sonho que tinha, outras vezes apenas fazia juras de amor, carinho e desejo. O professor apenas olhava para o teto.


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Quando Harry abriu os olhos recebeu de bom grado a luz fraca de um sol distante e tímido. Resmungando um pouco por causa do sono o menino colocou os óculos olhando a bela paisagem de uma Grécia isolada ao nascer do sol. Ele sorriu de leve se sentindo preguiçoso e tentado a voltar a dormir, mas sua bexiga cheia o forçou a se levantar.

Fisgadas fortes e ardência quase o fizeram gritar. Harry quase chorou ao sentar, sua bunda doía profundamente, parecia que alguém havia cortado seu corpo. Ele se levantou e tentou dar um passo. Era quase tão dolorido quanto sentar. As lembranças do motivo de ficar daquela forma vinham em sua mente, mas curiosamente ele não as via como ruins ou causadoras de dor, apenas como sexo bem feito.

Afastando os pensamentos estranhos ele se apoiou no criado mudo e olhou para a cama, Snape não estava ali, parecia ter saído a bastante tempo, pois o colchão não estava marcado e frio. Voltou seu olhar para o criado e viu um vidrinho com a loção anestésica, havia uma mensagem em um pergaminho pequeno embaixo do vidro.

“Passe após o banho”

Passaria, com certeza, se conseguisse chegar até o banheiro. Sentindo as fisgadas cada vez mais profundas e a ardência comer sua pele como se estivesse em fogo, ele caminhou até o banheiro e tomou um banho de banheira, a água estava morna e relaxou seus músculos, mas ainda assim foi muito difícil lavar suas partes, cada vez que encostava ali era uma dor lancinante.

Quando Harry passou a pomada, com muito cuidado, sentiu um alivio imediato. Não era como se o local realmente ficasse anestesiado, ele sentia todos os músculos daquela região e tinha domínio sobre eles, parecia mais como uma pomada curativa que aliviava a dor e curava os machucados que foram causados por Snape.

Snape, onde estaria ele?

Harry foi para o quarto com um roupão branco que com certeza era de Snape, pois era grande demais para ele, chegava a arrastar no chão, precisaria por para lavar depois e rezar para o professor não o querer.

O sol já estava um pouco mais alto no céu, mas ainda era tímido demais, não esquentava a pele do menino. Harry abriu sua mala e encontrou roupas que não eram suas, pelo menos não antes. Hermione tivera o cuidado de comprar-lhe roupas novas antes do casamento, o que era muito bem vindo visto que Harry só tinha roupas velhas. Depois de pensar um pouco ele colocou uma calça social preta, uma camisa preta de seda e um suéter branco. Ao se olhar no espelho achou-se muito bonito e simples, por algum motivo ele gostou do que viu, ele queria estar bonito e chamativo, sensual. Por que isso? Não importava a resposta, só o sentimento que crescia dentro de si, a verdade que clareava em seus olhos. Ele queria ver Snape.

Após tentar arrumar os cabelos e desistir, ele saiu do quarto descalço, não teve paciência para colocar o sapato. A sala estava iluminada pela luz da neve que refletia o sol e morna devido a lareira acesa. Ele engoliu em seco, Snape estava sentado em uma poltrona lendo um livro. Usava apenas uma calça preta e uma camisa branca. Harry abriu a boca para falar algo, mas a voz de Snape se propagou primeiro.

– Vá tomar seu café da manhã, precisa se alimentar.

Ele nem ao menos tirara os olhos do livro enquanto falava, não viu o quanto o menino se arrumou para ele, não reparou em Harry. Uma fisgada de tristeza foi sentida dentro do estomago do grifinório, mas o menino preferiu ignorar, apenas se dirigiu a cozinha e viu seu café preparado. Se sentou e pegou uma torrada, mas na terceira mordida desistiu e voltou para a sala parando em frente a Snape.

Sua respiração começava a se alterar e ele sentia o coração bater mais forte, um frio se instalou em sua barriga. Ao abrir a boca para falar viu Snape erguer um dedo pedindo que ele aguardasse. O dedo longo trouxe lembranças à mente de Harry, mas não eram dolorosas, eram gostosas, só se lembrava dos movimentos dos dedos e não o que eles causaram, ele fechou os olhos lembrando-se do corpo de Snape em cima de si na noite anterior e a mão fechada em seu quadril apertando-o e levando-o de encontro a ele. Parecia que um choque elétrico fora dado no corpo do menino fazendo-o reagir a essa memória, ele ofegou e abriu os olhos. Snape olhava para ele e em seus olhos havia um mistério, era como se ele não soubesse o que sentir ao olhar Harry naquele estado.

– O que quer? – Perguntou por fim.

– O que está havendo comigo? – Perguntou Harry olhando dos olhos para a boca do professor e de lá para seu pescoço exposto pelos botões abertos.

– A poção fez efeito.

– E o que é isso que eu estou sentindo?

– Desejo – Respondeu Snape vendo o quanto o menino se segurava para não atacá-lo. Fechou os olhos e mais uma vez controlou-se, era preciso aceitá-lo, tanto por dever quanto porque Potter não estava nos domínios de suas faculdades mentais – Você me quer, porque precisamos fazer sexo mais vezes hoje, não que seja da minha vontade. Por isso você usou a loção após o banho, ela cura seus ferimentos rapidamente permitindo que eu possa invadi-lo de novo.

– Então porque não fazemos? – Perguntou Harry se aproximando e tirando o livro das mãos de Snape – Eu quero fazer sexo com você, quero que você me tome.

Harry retirou o suéter e começou a desabotoar a camisa quando viu Snape pegar um vidrinho na mesinha ao lado e tomar de um gole.

– O que é isso? – Perguntou Harry sem parar de abrir a camisa.

– Eu não sinto desejo por você – Disse Snape cruelmente sabendo que Harry não iria nem ao menos ouvir o que foi dito quanto mais processar a frase em sua cabeça – Se quer que eu te coma, precisarei de uma ereção e não vou conseguir se o sexo for com você. Essa poção vai me ajudar com isso.

– Tá – Disse Harry retirando a calça.

Somente de cueca Harry subiu no colo de Snape ofegando quando sentiu seu membro duro em contato com o corpo tenso do mestre, mesmo por cima dos panos. Snape respirou fundo e descansou a cabeça no apoio da poltrona sentindo a língua de Harry em seu pescoço devorando sua pele, subindo e descendo esfomeada molhando o caminho que levava a sua boca. Harry enfiou a língua na boca de Snape na fome de um beijo desesperado, mas as mãos fortes como garras afastaram seu rosto levando-o até seu ombro que Harry rapidamente tomou posse. Snape apenas fechou os olhos e esperou sua poção fazer efeito enquanto os dedos do menino abriam sua camisa e a retiravam.

As mãos de Snape permaneceram postadas nos braços da poltrona, mas Harry queria mais contato com o professor, por isso pegou a mão grande e a beijou lambendo seus dedos devagar. Era tão bom estar em contato com ele, era como uma realização pessoal, ele se sentia bem enquanto beijava a pele do mais velho e sentia seu corpo reagir cada vez mais com essa sensação. Seu membro gritava dentro da cueca, queria liberdade, queria se saciar, queria ser tocado. Sem um pingo de constrangimento Harry levou a mão do professor até sua cueca e a esfregou por cima do pano para logo depois libertar sua ereção vermelha quase roxa pelo sangue acumulado e fechar a mão do professor em volta do membro. Harry gemeu alto olhando os olhos inexpressivos de Snape. O homem os fechou por um momento e franziu a testa, Harry não percebeu seu desgosto com a situação, pois nesse momento ele movimentou a mão de Snape pela extensão de seu membro e apenas gemeu sentindo calor em seu abdômen.

Era tão bom o toque da mão gelada em sua parte sensível, subindo e descendo, roçando a pele pálida na cabeça vermelha cobrindo-a com o prepúcio para logo depois puxá-lo expondo-a novamente. Harry tremia ante a sensação deliciosa de Snape masturbando-o, seus olhos estavam nublados de desejo e sua boca aberta por gemidos que não conseguia conter, ele afundou a mão livre nos cabelos negros do homem e aproximou seu rosto do dele respirando com dificuldade em sua bochecha, gemendo com vontade em seu ouvido. Harry aumentou a velocidade da mão de Snape e a apertou. As fisgadas na ponta do abdômen aumentaram quase a ponto dele não agüentar, mas ele agüentaria até o fim, pois precisava disso. Harry se jogou em cima de Snape e apertou mais ainda a mão em seu pênis, movimentando cada vez mais rápido arranhando a cabeça na barriga do mais velho.

Os olhos de Harry arregalaram, seu corpo tremeu, ele gritou e puxou de leve os cabelos de Snape enquanto derramava-se na barriga do professor sujando suas mãos. Somente após alguns segundos Harry conseguiu levantar a cabeça e olhar para Snape, o professor continuava com os olhos fechados.

– Olha pra mim – Pediu Harry passando os dedos trêmulos nas linhas do rosto de Snape.

Os olhos negros se abriram, mas não demonstravam sentimento algum, nem mesmo raiva, pareciam ausentes do mundo. Harry não ligou para isso, apenas sorriu e beijou cada centímetro daquele rosto, inclusive os lábios cerrados. Ainda respirando com dificuldade Harry afastou-se apoiando a mão do tórax do mais velho e olhou para baixo. Seu pênis já começava a dar sinais de que queria mais, ele sorriu e escorregou sentando nos joelhos do homem. Não se importou em limpar a barriga ou a mão de Snape, eles acabariam se sujando mais mesmo.

– Eu quero sentir seu gosto – Disse Harry sorrindo e descendo um dedo pelo tronco de Snape até o cinto de sua calça.

Com um sorriso safado Harry abriu o cinto de Snape, desabotoou a calça e baixou o zíper. Ele saiu das pernas do homem e puxou a calça jogando-a no outro sofá. Engatinhando ele se arrumou no meio das pernas do homem e acariciou as coxas brancas subindo a mão até a beirada da cueca, passou a mão por cima sentindo o membro do homem começar a reagir ao seu toque. A poção que Snape tomou iniciava seus efeitos. Harry ficou passando a mão por cima do pano branco e olhando para Snape que mantinha seus olhos abertos e fixados no grifinório. As mãos do professor mantiveram-se fechadas em punho nos braços da poltrona mesmo quando sua cueca fora quase arrancada expondo seu pênis. Harry arregalou os olhos e sorriu quase reverenciando o membro de Snape. No fundo de sua mente ele sentiu uma pontada de vergonha pelo seu ser tão pequeno comparado com o dele, mas rapidamente esse pensamento foi excluído pela sede que ele tinha por aquela parte do corpo do mais velho. Lambendo os lábios ele se aproximou, mas quando seus lábios foram encostar na pele vermelha a mão de Snape o impediu.

– Não faça isso.

– Por quê? Eu quero.

– Não faça. Obedeça-me – Rosnou Snape.

– Tudo bem – Disse Harry vendo Snape voltar a fechar as mãos em punho nos braços da poltrona.

Já que o menino não podia brincar com a boca, ele usaria as mãos, foi o que pensou ao sorrir e iniciar uma lenta masturbação no membro quase ereto. Snape estava achando difícil permanecer quieto, pois apesar de conscientemente não sentir um pingo de tesão pelos movimentos que as pequenas e inexperientes mãos faziam, a poção o fazia sentir um comichão no pé do abdômen, seu corpo reagia aos toques apressados do menino, seu pênis se erguia.

Harry continuou a subir e descer a mão pela extensão do membro sentindo-o pulsar e crescer. Era excitante imaginar que era ele que causava aquilo ao professor, sorriu com a vitória sem imaginar que Snape o odiava por isso. A ilusão era boa de vez em quando.

O pênis jovem de Harry já estava ereto clamando por contato e rapidamente seu dono o presenteou com seus dedos. Gemidos saiam da boca de Harry enquanto se masturbava e via o membro de Snape endurecer e o homem se tencionar. Porém Harry era muito jovem, seu corpo não agüentaria muito tempo.

– Me prepara Severus – Pediu subindo no colo do mais velho.

Harry quase ronronava no colo dele rebolando em cima de seu membro. Sim, Snape também precisava disso, seu corpo estava no ápice e ele precisava se aliviar. O vidro de lubrificante foi convocado para a mão do mestre e Harry quase gritou de euforia ao sentir um dedo molhado posicionar-se em sua entrada. Ele facilitou erguendo-se ficando de joelhos na poltrona o mais próximo possível de Snape. Como Harry estava com a pomada fazendo efeito não houve dor, apenas um leve desconforto, porém a euforia do menino era tanta que no terceiro dedo ele já gemia.

Quando Snape retirou seus dedos e empurrou levemente o quadril dele, Harry fechou os olhos e deixou que o professor o guiasse até seu membro pulsante.

Um gemido alto saiu da boca do menino quando a cabeça vermelha forçou entrada, aos poucos o menino forçou seu corpo para baixo e mordeu os lábios quando todo o membro estava acolhido em seu interior. Ele sentia as bolas de Snape em suas nadegas, eram quentes.

Snape poderia falar para ele que daquela forma ele se machucaria, mas não disse nada, apenas esperou o menino se acostumar e se mexer. Não foi preciso esperar muito, Harry apoiou os cotovelos nos ombros de Snape pousando as mãos no topo da cabeça do professor e começou a movimentar o quadril para cima e para baixo olhando diretamente para os olhos do homem. Ele é tão lindo, pensava Harry vendo Snape tentar não demonstrar que ele estava sentindo prazer também, que queria gemer. Porém mesmo querendo gemer e sentindo prazer em seu pênis cada vez mais esfomeado, Snape não emitiu um único som, apenas deixou que o menino fizesse seus movimentos.

Harry rebolava em cima de Snape e gemia acariciando os cabelos negros.

– Oh, isso é tão bom Severus – Gemeu mordendo os lábios.

Aos poucos os movimentos do menino se intensificaram e Snape não conseguia mais apenas ficar parado. Em um momento de prazer ele agarrou Harry e se movimentou estocando com força. Harry quase gritava pedindo mais e mais. Os gemidos saiam rasgando a garganta do grifinório, era delicioso e intenso estar nos braços de Snape sentindo-o dentro de si. O professor cerrava a boca esforçando-se para não emitir o som de prazer que trancara atrás dos dentes, ele não podia demonstrar que estava gostando e que queria despejar-se dentro do menino.

– Está gostando, não está? – Perguntou segurando o rosto de Harry fortemente e vendo-o assentir – Então aproveita enquanto pode.

Ainda segurando o rosto do menino, apertando sua mandíbula, Snape firmou a mão no quadril de Harry segurando-o e se levantou. Harry abraçou a cintura do professor com as pernas e o sentiu se abaixar e o depositar no chão gelado onde o tapete não alcançava. Suas costas quentes arderam com o contato frio.

– Espero que goste disso.

O prazer crescia tanto dentro de Snape que o homem não conseguia controlar-se, sentia raiva de si próprio, ele não devia gostar, não devia querer, mas ele queria, desejava ir mais fundo, sentir o corpo estreito apertar seu membro, queria ver os olhos verdes arregalarem-se e a boca pequena abrir-se emitindo um grito sufocado. Ele queria.

As pernas de Harry foram postas nos ombros no homem e suas mãos seguravam os braços fortes ao lado de seu corpo. As estocadas diminuíram de velocidade fazendo Harry sentir uma leve tristeza, mas apenas por um segundo, pois logo em seguida um sorriso abriu-se no rosto de Snape, um sorriso estranho e sombrio. O professor retirou-se quase por completo somente para entrar com força em uma única estocada atingindo fortemente a próstata de Harry que arqueou as costas, afundou os dedos nos braços de Snape e gritou sentindo seu corpo convulsionar. O liquido espesso que saiu de seu membro lambuzou o peito dele e de Snape que não aguardou ele se recuperar antes de sair e entrar de novo, cada vez mais violento, mais rápido e forte. Harry mantinha a boca aberta sentindo aquele caleidoscópio de sensações. Jamais atingira um prazer tão alto como aquele. Voar com sua firebolt não era nada se comparado a ser comido por Snape que suava em cima de si.

Não havia dor, por mais que devesse graças à força usada por Snape, havia somente contemplação daquele rosto sério se entregando levemente ao prazer que o levava ao ápice.

– Goza – Disse Harry sorrindo enquanto olhava Snape – Goza que eu quero vê-lo.

O fogo da ira consumiu Snape e em uma longa penetração derramou-se dentro do menino, mas não demonstrou prazer em seus olhos, não gemeu e não chamou o nome do menino. Apenas respirou.

Harry sentiu o corpo de Snape tremer e limpou as gotas de suor que ameaçavam cair da testa do homem.

– Shh. Está tudo bem. Vem – Chamou Harry puxando os braços de Snape fazendo-o deitar a cabeça em seu ombro.

Snape não negou, sentia-se tão cansado fisicamente, tão exausto emocionalmente. Naquele momento ele não queria lutar, apenas se deixar ficar inerte e esquecer-se de tudo. O suor ainda escorria de seu corpo enquanto o sol subia e começava a atingir sua pele que tremeu levemente ao sentir a mão de Harry desenhando círculos em suas costas com a ponta do dedo.

Ao levantar a cabeça encontrou Harry sorrindo para si, não gostou disso. Devagar se afastou do menino saindo de dentro dele e ouvindo um gemido de tristeza. Harry queria mais contato, não queria perdê-lo, mas Snape estava indo, se levantara e começava a pegar suas roupas.

– Não – Disse Harry levantando-se também e se aproximando – Não se vista.

– Acha que irei ficar andando pela casa sem roupas? Não sou adepto aos seus costumes de nudismo.

– Não tenho costumes de nudismo, mas estou cansado e quero dormir com você assim – Disse se aproximando e tocando o peito de Snape com a mão – Quero sentir sua pele. McGonagall disse que contato era essencial para a fecundação da nossa filha. Então não pode me negar.

Snape amaldiçoou aquela velha por ter dado essa informação ao menino, mas estava cansado demais para discutir e realmente precisava obedecer as regras da poção. Contato, contato e mais contato. Aquele domingo demoraria demais para passar.

Harry puxou Snape de volta para o quarto e abriu todas as cortinas deixando as paredes de vidro expostas para que o sol atingisse a cama no centro do aposento. Ele se ajoelhou no meio da cama e estendeu a mão para Snape que relutantemente a pegou e sentiu-se ser puxado. Eles se deitaram e Harry aconchegou-se ao mais velho dobrando sua perna na cintura dele e abraçando seu ombro com o braço enquanto escondia seu rosto na curva do pescoço de Snape.

– Isso é bom, quero ficar sempre assim com você.

Snape fechou os olhos e apenas fugiu com sua mente para outro lugar onde não havia Harry Potter recitando juras de amor em seu ouvido enquanto caia no sono. Por um momento sentiu-se culpado, dessa vez porque acabara de foder com Harry Potter e sua mente só pensava em Lilian.

– Merlin me salve – Pediu baixinho respirando fundo.

– Eu salvo você, Severus. Eu salvo – Disse Harry entregando-se ao sono gostoso daqueles que acabaram de se entregar ao amor.

Snape não tinha sono.


Próximo capítulo: Os primeiros dias