Ok, sei que demorei demais e peço desculpas por isso, mas tive problemas pessoais que me obrigaram a ficar um pouquinho longe das fics, não conseguia pensar em nada para escrever. Mas aqui estou eu com mais um capítulo.... espero que gostem....

ATENÇÃO!!!!! Gente eu errei na cronologia desses ultimos capítulos, na história original Harry vai para Hogsmead antes de ir na festa do Prof Slughorn. Na fic eu coloquei a festa primeiro. Peço desculpas pelo erro, mas espero que tenho gostado mesmo assim... bjusss

Capítulo 16 — Desejo

Harry estava completamente em êxtase, seu coração palpitava fortemente no peito, sua mente estava nublada pelas sensações fortes que vagavam com força pelas suas veias e sua testa suava fazendo gotas salgadas descerem pelo seu corpo. Seus olhos verdes brilhavam enquanto olhava seu reflexo no espelho a sua frente. Era delicioso se ver com a boca aberta de desejo enquanto Snape o adentrava com força segurando firmemente em seu quadril, deixando algumas marcas vermelhas que ficariam doloridas depois, mas que no momento só faziam queimar sua pele. O homem o puxou fazendo-o ficar de pé e mordeu seu ombro causando-lhe uma dor prazerosa. Uma das mãos grandes e habilidosas subiu pelo seu peito e segurou seu queixo permitindo o livre acesso ao pescoço que foi devidamente saboreado pela boca faminta. O menino quase gritou quando sentiu o membro rijo sair e entrar violentamente acertando-lhe a próstata e causando arrepios de prazer que corriam por toda a extensão de sua epiderme.

Enquanto os gemidos saiam livremente por sua boca, Harry esticou o braço tocando no cabelo negro e suado puxando-o fortemente ouvindo um gemido curto de satisfação. Sentindo-se cada vez mais quente, levou a mão de Snape pelo seu tórax e abdômen fazendo-a fechar-se entorno de seu pênis intumescido e vermelho. Snape gemeu levemente ao sentir a pequena mão forçando a sua a subir e descer puxando o prepúcio roçando-o na cabeça rosada que sumia e aparecia cada vez mais inchada a cada movimento. Uma gota saliente saia da ponta do membro de Harry e Snape não a deixou escapar, pegou-a com a ponta do dedo e a levou até os lábios do menino. Harry a recebeu de bom grado, o gosto era doce com um toque leve de amargo. Em um ato atrevido virou a cabeça e puxou o rosto do mais velho para perto beijando-o com desespero.

- Severus... – Ofegou entre os lábios ao sentir a mão apertar fortemente seu pênis. – Ah, Severus eu vou gozar assim.

A resposta de Snape foi quase imediata. Seus lábios atacaram o lóbulo da orelha de Harry enquanto o menino gemia cada vez mais alto, apertou mais o quadril alvo fazendo as estocadas irem mais rápidas e profundas, sua mão trabalhava incansavelmente no membro jovem sentindo-o vibrar.

- Oh, Deus...Severus, por favor.

A súplica transformou-se em um grito estrangulado quando o menino se desfez em sua mão derramando-se por completo. Harry sentiu que seu corpo perdia todas as forças após o orgasmo que tivera. Suas pernas tremiam e quase não se mantinham em pé. Para não cair colocou as mãos na penteadeira e se segurou enquanto sentia o membro de Snape vibrar violentamente dentro de si.

Devagar levantou os olhos e viu através do espelho a expressão de completo prazer quando o professor enterrou-se fundo em seu corpo e o preencheu com sua essência. O menino sentiu o corpo pesado curvar-se sobre o seu e o braço grosso se estender para se segurar na penteadeira. Harry colocou sua mão sobre a dele e o sentiu entrelaçar seus dedos apertando-os enquanto respirava com dificuldade em suas costas.

Após alguns mínimos minutos, Snape afastou-se saindo do menino e colocando seu robe, Harry endireitou-se ainda trêmulo e também cobriu o corpo com o robe.

- Vá tomar um banho, daqui a pouco é hora do café da manhã e depois tem a visita em Hogsmead.

- Não estou com fome. – Disse Harry se aproximando e abrindo levemente o robe de Snape deixando o mamilo escuro a mostra. — Poderíamos esquecer o café. – Completou antes de lamber o mamilo duro.

- Por mais que aprecie sexo ao amanhecer, temos que cumprir com nossas obrigações e você precisa se alimentar. – Disse Snape afastando o menino e indo em direção a porta.

- Será que – Começou Harry fazendo o homem se virar antes de sair. – eu poderia tomar banho junto com você?

- Apenas se arrume.

Harry sorriu ao ver a porta se fechar, adorava ver uma centelha de constrangimento nos olhos de Snape. Se bem que Snape era bem atrevido quando queria, afinal de contas fora o professor que se esgueirara para seu quarto com o dia amanhecendo e começara a masturbá-lo e prepará-lo para uma foda maravilhosa. Mas apesar de tudo ainda faltava muito para conseguir sentir todo o corpo do mestre de poções como desejava. Snape jamais deixou que sentisse seu gosto, sempre que tentava levar sua boca até aquele prêmio saboroso, mãos firmes fechavam-se em seus ombros e o afastavam de lá. Mas isso iria mudar, nesse feriado conseguiria chegar ao seu prêmio. Já tinha o plano montado em sua mente e precisava ir a Hogsmead após o café para poder comprar o necessário.

Pensando assim dirigiu-se ao banheiro e tomou um banho rápido limpando o suor e gozo impregnado em sua pele. Quando saiu do quarto já arrumado com sua calça jeans surrada e seu agasalho viu que Snape estava parado diante da lareira olhando para o nada, provavelmente estava no meio de um pensamento muito importante, pois demorou para perceber a presença de Harry, mas assim que a presença do menino foi notada o professor se virou e viu o grifinório sorrindo bobamente em sua direção.

- Posso saber o motivo do sorriso? – Perguntou Snape franzindo a testa.

- Estou tentando me lembrar em qual momento me apaixonei por você.

Snape não respondeu, apenas colocou a mão no bolso da calça e observou Harry se aproximar e pousar as mãos em seu peito.

- Estou tentando decidir entre o casamento ou na primeira vez em que me fodeu.

- Sabe que não gosto desse palavreado.

- Desculpe. – Pediu Harry dando de ombros. – Ainda assim, saiba que você me enfeitiçou, jamais imaginaria que um dia me apaixonaria por um homem, desejaria o corpo dele. – Harry sentiu Snape relaxar com suas palavras e até continha um pequeno brilho nos olhos. – Imaginaria menos ainda que esse homem seria você. Eu jurava que gostava só de mulheres, até comecei a me interessar pela Gina.

Assim que ouviu o nome da ruiva, Snape retesou o corpo e deu um passo para trás olhando intensamente para os olhos de Harry. O menino sentiu o gelo derramar-se pelo ambiente e apagar todo o calor que estivera sentindo até aquele momento. Snape o olhava com surpresa e raiva, havia até um toque de fúria em seus olhos.

- Então você tem interesse na senhorita Weasley. — Não era uma pergunta.

- Bom, eu gosto dela sim, mas...o que foi Severus? – Perguntou Harry sentindo a hostilidade por parte do mais velho.

- Estamos atrasados para o café, eu vou na frente.

Antes mesmo que Harry pudesse pensar em alguma coisa Snape já havia saído dos seus aposentos batendo a porta com força. O menino estava completamente perplexo, não conseguia entender o motivo daquela atitude avessa de Snape.

Como sempre combinavam, Harry dirigiu-se ao Grande Salão dez minutos depois e fez o possível para não dar atenção aos sonserinos que passavam pelo corredor. Era difícil permanecer calado enquanto ouvia idiotices dos alunos, mas prometera a Snape que não iria dar bola para isso e jamais entraria em um duelo, mesmo que fosse com Malfoy. Por isso apenas seguiu seu caminho deixando frases como “Pottinho doentinho precisa de cuidadinhos”, “Ei Potter, quando que o veneno fará efeito?” para trás. Eram todas frases ridículas, mas algumas realmente acertavam no fundo de sua alma fazendo-o se sentir afundando na pedra negra por onde passava.

“Até posso imaginar o desgosto do professor Snape em ter que conviver próximo de você, Potter.” “Vai se arrepender de ter vindo para cá, Potter, vai querer voltar rapidinho para o colo da mamãe. Ah, é mesmo, sua mãe sangue ruim está morta.” Esse último era típico de Zabini e quase lhe custou o desgosto de Snape ao vê-lo sacar a varinha para atacar o sonserino. Snape não lhe visitou aquela noite, estava irritado demais.

Finalmente, após muito se concentrar em apenas andar, chegou ao grande salão onde a maioria dos alunos já estava devidamente sentada e saboreando o delicioso café da manhã enquanto conversavam animados sobre a visita a Hogsmead e a volta para casa no feriado. Harry se adiantou pela fileira da Grifinória e se sentou entre Rony e Hermione. Antes de cumprimentar os amigos olhou diretamente para a grande mesa dos professores e avistou Snape sentado em sua cadeira habitual do lado direito do diretor que não estava presente.

Em um único segundo, rápido demais para que os outros percebessem, os negros olhos do professor grudaram-se aos seus e estavam tão repletos de desejo que Harry quase ofegou.

- Tudo bem, Harry? – Perguntou Hermione quando o menino respirou fundo e abaixou a cabeça. – Está enjoado?

- Tudo bem sim, hoje estou bem. Sem enjôos pela manhã.

- Acho que isso é bom. – Comentou Rony. – Minha mãe sempre disse que a gravidez só ficava legal depois dos enjôos e antes das dores nas costas.

- Dores nas costas. Muito bom me lembrar que passarei por isso. Valeu Rony. – Disse Harry comendo uma salsicha.

- Não por isso.

- Você vai conosco para Hogsmead? – Perguntou Hermione.

- Vou, tenho que comprar algumas coisas, sabe, para o Natal. Por que você está sorrindo assim? – Perguntou ao perceber o grande sorriso que apareceu no rosto da amiga.

- Porque eu estou doida para que você me conte o que comprará para o professor.

- Urgh. – Gemeu Rony.

- Quase dois medes e você ainda não se acostumou com isso? – Perguntou Hermione.

- Já, mas isso não quer dizer que eu me sinta confortável ouvindo vocês conversarem sobre esses assuntos.

- Isso é normal. E quando você estiver namorando firmemente alguém? Você também vai querer contar certas coisas ao Harry e ele vai te ouvir.

- Eu já namoro. – Disse Rony baixinho vendo Lilá acenar na outra ponta da mesa ao lado de Parvati. A voz do ruivo estava desanimada. – E não estamos tão envolvidos assim, além dela ser apenas uma colega de escola de Harry, ela não é tão conhecida e nem professora dele.

- Então você pretende namorar alguém que ele não conheça tão bem. Mas e se você namorasse alguém bem próximo a ele? Como eu por exemplo. Como seria?

As bochechas de Hermione coraram enquanto o rosto inteiro de Rony tingia-se de vermelho. O grifinório não respondeu e sentiu que era melhor mudar de assunto.

- Então, eu vou sim para Hogsmead. – Disse Harry. – E vou comprar um presente de Natal, talvez eu tenha uma noite interessante.

- Uma noite de Natal interessante? Quem será a felizarda? – Perguntou uma voz atrás de si.

Harry se virou e viu Gina sorrindo e esperando uma resposta.

- Ninguém, ninguém interessante. Vai á Hogsmead também? – Perguntou vendo-a vestida com uma calça jeans e um suéter bege que realçava seus olhos verdes.

- Ah, sim. Tenho que ir comprar os presentes de Natal e Dino quer tomar cerveja amanteigada. Acho que nos vemos lá então. Até mais.

Harry não teve muito tempo para pensar, Gina abaixou-se e deu-lhe um beijo na bochecha, perigosamente perto da boca. Assim que a menina saiu Harry virou-se para Hermione e a viu com os olhos arregalados em direção à mesa dos professores. O menino se virou bem a tempo de ver a capa negra esgueirando-se pela porta atrás da grande mesa, porta que bateu com força fazendo o estrondo reverberar pelo grande salão.

Queria que Dumbledore estivesse sentado em sua cadeira, talvez com um de seus olhares significativos o diretor pudesse lhe explicar o que estava acontecendo, mas o ancião estava em uma de suas viagens e só voltaria após as festas. Dessa vez a voz da razão veio pela boca de Hermione que apertou seu ombro fazendo olhá-la.

- Harry, acho que ele está com ciúmes.

- Agora é que o mundo se acaba. – Exclamou Rony.

- Cale a boca Rony. Vamos sair daqui para podermos conversar.

Harry, Rony e Hermione se adiantaram pelo jardim e sentaram em um banco afastado, os alunos ainda demorariam alguns minutos para começar a se aglomerar diante dos portões da escola.

- Agora me explica essa história.

- É óbvio, Harry. Snape está com ciúmes de você com a Gina, deu pra ver na cara dele quando ela se abaixou para te beijar.

- Mas é idiotice, eu sou casado com ele, vou ter um filho dele.

- Isso não quer dizer nada, você pode muito bem gostar de outras pessoas mesmo estando com ele, e não é segredo para ninguém que Gina sempre gostou de você e que você também começou a ter uma queda por ela.

- Eu não fiquei sabendo dessa história. – Disse Rony olhando para Harry com cara de quem foi traído.

- Isso não vem ao caso. – Disse Harry sem olhar para o amigo. – Mesmo se isso fosse verdade, Severus não gosta de mim, deixou isso bem claro desde o começo e deixa até hoje. Ele só está comigo por obrigação.

- Harry, as vezes você é a pessoa mais burra que existe e mais obtuso do que Rony.

- Ei!

- Não vou ficar te explicando tudo. – Disse Hermione ignorando as reclamações de Rony. – Você terá que aprender sozinho. Só darei uma dica: Preste atenção em Snape, em como ele é e como ele age.

- Eu pensei que homens fossem mais fáceis do que mulher para se entender.

- O problema não é se é homem ou mulher e sim que vocês homens são tão cegos que não vêem a verdade nem que ela dançasse cancan na sua frente.

- O que é cancan? – Perguntou Rony.

- É uma dança trouxa. – Explicou Harry. – Ainda assim acho um absurdo ele pensar isso, se é que ele pensa.

- Já disse que não darei explicações, precisa conhecer os pontos vulneráveis dele para saber onde está pecando e já lhe dei uma dica do que fazer.

- Eu vou atrás dele esclarecer isso.

- Não vai não. Deixa ele, enfrentar alguém como Snape não é o mais recomendável. Ele vai negar e se enfurecer. Terá que achar outra maneira de explicar que essa idéia é absurda.

Mesmo incomodado pelo fato de não esclarecer as coisas, Harry arrumou a blusa de frio e acompanhou os alunos até as carruagens que os levariam até Hogsmead. Ao passar pelos testrálios o menino olhou em seus grandes olhos e sentiu um arrepio na espinha como se eles quisessem lhe avisar sobre algo ruim. Harry balançou a cabeça afastando essas fantasias da mente e se sentou ao lado de Hermione e Catia Bell na carruagem, Rony estava em outra carruagem com Lilá, Hermione fechou a cara ao ver a menina devorar os lábios do ruivo.

- Tudo bem Hermione? – Perguntou Harry.

- Claro que sim, vamos logo.

Assim que Hermione terminou a frase a carruagem começou a andar e parecia a Harry que os testrálios corriam conforme a urgência de Hermione em se afastar de Rony e Lilá, pois o casal ficava cada vez mais para trás. Após alguns minutos eles pararam na entrada do vilarejo e os alunos desceram. Hermione adiantou-se até a livraria mais próxima.

- Hermione, eu vou dar uma olhada nos artigos de quadribol. Nos encontramos em uma hora no Três Vassouras.

- Está bem, até mais.

Harry esperou que a amiga entrasse na livraria para então seguir pela rua em direção à uma loja especifica que o ajudaria e muito no que desejava fazer. Um sorriso bobo apareceu nos lábios de Harry ao imaginar a noite de Natal que passaria com Severus. Com certeza o professor não estaria esperando por nada daquilo.

Ao chegar à loja, Harry olhou para os lados e disfarçadamente entrou. Ali dentro tudo levava a crer que era apenas uma loja de roupas bruxas, mas Harry sabia que a vendedora tinha certos artigos trouxas muito interessantes.

- Olá, você deve ser a Denise, certo? – Perguntou Harry para a mulher de cabelos curtos que estava atrás do balcão.

- Sim, sou eu mesma e você é o famoso Harry Potter. Que honra tê-lo em minha loja.

- Obrigado. Fred e George que me indicaram essa loja.

- Os gêmeos, sei quem são. Frequentavam bastante aqui, mas não os vejo desde o começo do ano.

- É, eles saíram da escola no final do ano letivo passado.

- E o que posso fazer por você? – Perguntou a vendedora sorrindo.

- Eu preciso de alguns produtos específicos. Algumas coisas trouxas.

- Ah, certo. Espere um pouco.

A vendedora foi até a porta e a fechou junto com as percianas. Ela indicou que deveria segui-la por um corredor estreito e Harry a obedeceu sendo levado para uma sala no fundo da loja. Assim que entrou naquele lugar o rosto de Harry ficou vermelho e quente. Seu coração bateu mais forte com a perspectiva do que poderia fazer com tudo aquilo.

- Vou deixá-lo sozinho, quando escolher pode colocar naquela cestinha.

- Está bem.

Quando a vendedora saiu, Harry deixou sua mente voar solta e sentiu-se muito mais confiante em escolher o que precisava. Alguns minutos depois, o menino levou a cestinha até Denise que os embrulhou discretamente, recebeu o dinheiro e lhe agradeceu com um sorriso torto. Ao sair da loja tomou muito cuidado para que não percebessem de onde vinha. Aproveitando que ainda tinha trinta minutos, passou nas lojas e comprou os presentes dos amigos.

Às onze horas se encontrou com Hermione no Três Vassouras. Como sempre a menina estava carregada de livros, mas fechou o que estava lendo assim que sentou ao seu lado.

- O que é tudo isso? – Perguntou Hermione curiosa.

- Presentes e algumas outras coisas.

Os dois pediram cervejas amanteigadas e esperaram Rony que chegou alguns minutos depois sentando-se esbaforido.

- Onde está Lilá? – Perguntou Hermione limpando a neve dos cabelos do menino.

- A deixei na dedosdemel com as amigas.

- Eu pensei que você não viria. – Comentou a menina.

- Eu disse que viria. Obrigado por ter pego a bebida para mim.

- Não foi nada.

Harry ainda não entendia porque os dois não estavam juntos, eram perfeitos. Talvez o amor fossem assim mesmo, primeiro você nega com todas as suas forças, depois se entrega com sua vida. Fora assim com sua história com Severus. O detestava, o odiava e no entanto agora sentia falta de sua presença, falta de seu olhar firme e suas palavras ferinas, mas mais falta ainda da sua aura intensa e segura.

- Harry para de sorrir dessa forma. – Disse Rony estralando o dedo diante de seus olhos.

Harry riu e conversou, ouviu Rony reclamar de Gina beijar Dino Thomas e recebeu uma piscada da ruiva quando ela saiu com o namorado. Algum tempo depois os três saíram do três vassouras e foram em direção as carruagens que o esperavam para levá-los ao castelo.

- Será que dá tempo de ir até a dedosdemel? – Perguntou Harry ao ver uma bala roxa e enorme na vitrine.

- Não dá. – Respondeu Hermione. – Temos que ir logo para pegarmos a última carruagem.

Harry deu de ombros e se apressou para acompanhar os amigos, mas no momento em que Cátia Bell foi suspensa no ar, teve certeza que deveria ter entrado na loja de doces. Seu coração disparou com força enquanto via a menina no ar gritando e continuava disparado enquanto se lembrava de tudo, mesmo que agora esteja na escola diante de McGonagall e Snape.

O olhar de Snape fora quase homicida ao ouvi-lo falar de Malfoy novamente. Mas Harry não se intimidou, falou o que pensava e ouviu o que não queria de Snape que mantinha em sua têmpora uma veia pulsando fortemente.

- Os dois estão dispensados. – Disse Snape para Rony e Hermione. – Espero o senhor em nossos aposentos.

- Severus. – Chamou Minerva antes que o homem saísse. – Não acha que Harry já teve sermão o suficiente?

- Isso é entre eu e meu marido, Minerva. Não se meta.

Por mais que estivesse deslumbrado por ser a primeira vez que Snape o chamara de marido, estava preocupado demais com o que iria acontecer para sequer sorrir pelo que ouviu.

- Melhor ir logo. – Disse a professora indicando a porta da sala onde estavam.

O grifinório se adiantou pelos corredores em direção à masmorra, não havia sonserino dessa vez, eles já haviam guardado suas compras nos dormitórios e ido almoçar. Ao chegar aos seus aposentos, Harry deixou seus embrulhos no canto da porta e olhou para o homem sentado na poltrona. Snape estava sério, seu rosto era duro, mas seus olhos não demonstravam a raiva que pensou que veria, havia apenas um leve tom de consternação e algo mais que Harry pensou ser preocupação, mas que logo descartou, pois se fosse preocupação então não seria pela sua pessoa e sim pelo objetivo que crescia dentro de se útero. Então era melhor não imaginar que ele estava sentindo isso.

- Severus? – Chamou Harry parando na frente do homem. – Olha, eu juro, não procurei por Malfoy, eu só estava lá na hora que aconteceu e suspeito dele, mas não fui atrás dele, eu...

- Cale-se. – Disse Snape fechando os olhos e respirando fundo por um momento. – Você tem noção de quanto chegou perto de morrer? Você consegue entender o perigo em que se colocou ao chegar perto daquele embrulho e quase o tocar?

- Eu...

- Você pensou no que poderia ter acontecido? Pensou que eu poderia...

Snape parou no meio da frase e cerrou os lábios olhando atentamente para Harry. Não poderia se deixar levar pelo nervosismo. Acabaria deixando escapar bobagens que não deveria nem mesmo ter crescido dentro de si. Mas era quase impossível se segurar enquanto olhava para o menino e imaginava que ele poderia não estar ali, olhando-o assustado com seus brilhantes olhos verde. Não poderia pensar em perder aqueles olhos naquele momento, pois o perderia logo e precisava tê-lo enquanto pudesse.

- Você tem certeza de que não tocou em nenhuma parte daquele colar? – Perguntou com um tom mais calmo.

- Tenho, eu não toquei nele, juro.

- Você está bem? – Perguntou Snape quase como um sussurro.

- Estou. Severus, eu estou bem, não aconteceu nada.

Snape balançou a cabeça, fechou os olhos e não os abriu nem mesmo quando sentiu os carinhos da mão do menino em suas pernas. Harry se ajoelhou diante da poltrona e deitou a cabeça em sua coxa acariciando a perna musculosa.

- Vamos almoçar. – Disse Snape fazendo o menino levantar.

- Está bem. Quer que eu vá primeiro?

- Não, você não vai almoçar no Grande Salão. Hoje você vai almoçar aqui comigo.

Harry ergueu as sobrancelhas de surpresa, mas nada disse, apenas acompanhou o homem até a mesa onde ele fez surgir um banquete delicioso com as comidas do grande salão. O menino se sentou de frente para ele e se serviu. O frango estava delicioso e o lombo muito macio. Harry devorou seu prato, não pensou que estava com tanta fome, mas quando deu a primeira garfada sentiu-se como se estivesse em pleno jejum semanal. Quando foi pegar a jarra de suco viu que Snape estava parado apenas o olhando e nem havia tocado na comida.

- Não vai comer?

- Não estou com fome. – Respondeu Snape sem se mover.

- Deveria comer, está delicioso.

- Imagino, se comer muito mais vai ter uma constipação.

- Desculpe. Eu não percebi que comi demais. – Disse Harry afastando um pouco o prato. – Desculpe.

- Não precisa me pedir desculpas por isso. Você pode comer, só tome cuidado para não passar mal.

- Não tem problema, eu já acabei. Posso sair da mesa?

- Não até me explicar o motivo de agir dessa forma a um comentário tão banal.

- Não é nada.

- É alguma coisa e eu exijo saber.

Harry respirou fundo e afundou na cadeira baixando a cabeça. Sentiu as lágrimas se acumularem em seus olhos, mas fez o possível para não derramá-las. Estava começando a odiar esses hormônios.

- Quando eu era pequeno, Tio Valter sempre me dava pouca comida. Quando vinha visitas em casa eu tinha que ficar escondido no armário embaixo da escada. Só quando a visita já sabia de mim que me deixavam sentar à mesa para almoçar junto com eles, então eu aproveitava e comia bastante, mas depois me arrependia.

- O que acontecia depois.

- Não quero falar disso. – Disse o menino secando as lágrimas do rosto.

Harry odiava falar da época de criança junto com os tios e sentia-se completamente humilhado tendo que falar isso com Snape. Era vergonhoso demonstrar-se fraco e vulnerável daquela forma. Snape respirou fundo e olhou mais uma vez para o menino que chorava diante de si com a cabeça baixa como se fosse um filhote maltratado e abandonado. Devagar estendeu o braço e pegou a mão de Harry na sua, o menino tentou tirá-la, mas Snape fechou os dedos nela e a prendeu com força e delicadeza.

- Olha para mim. – Pediu vendo Harry levantar a cabeça devagar e olhá-lo com olhos marejados. – Eu vou te dizer uma coisa, e quero que escute com atenção, pois não vou me repetir. – O menino assentiu. – Não sou seu Tio Valter, sou seu esposo e jamais vou repreendê-lo ou castigá-lo por algo tão banal assim. Entendeu?

- Sim. – Respondeu Harry secando as lágrimas assim que Snape soltou sua mão.

- Agora coma o pudim, sei que quer comê-lo.

- Eu perdi a fome, vou guardar minhas coisas.

Harry se levantou da mesa e pegou os embrulhos levando-os para seu quarto. Ainda com uma sensação forte no peito, retirou os embrulhos das sacolas e os amontoou no chão ao lado do armário. Quando ia guardar um pequeno pacote na gaveta sentiu seu braço ser puxado e viu Snape diante de si com um prato de pudim e uma colher.

- Eu disse que não quero.

Snape não lhe respondeu, apenas pegou um pedaço do pudim na colher e levou até a boca de Harry erguendo a sobrancelha quando a boca não se abriu. Harry olhou para o homem por apenas alguns segundos antes de aceitar a colher de bom grado. O gosto era maravilhoso e parecia que explodia em sua língua. Snape fez com que comesse todo o pudim e quando na última colherada um filete de calda escapou pelo canto do seu lábio, ele se abaixou e sorveu com sua boca fazendo Harry ofegar. Sem dizer nada apenas deu as costas e saiu entrando em seu laboratório.

Harry demorou um pouco para voltar a arrumar suas coisas e agora tudo estava mais colorido e quente, mas ainda assim sentia uma enorme vontade de comer aquela bala roxa da dedosdemel. Por um segundo pensou na idéia louca de pedir para Snape que comprasse para ele, mas não teria coragem de pedir algo assim. Era melhor ficar na vontade até a próxima vez que fosse a Hogsmead.

A tarde passou rápido, pois Harry dormiu durante boas horas e só acordou quando já estava próximo do jantar. Ao acordar lembrou-se do sonho em que estava em cima de Snape cavalgando-lhe deliciosamente enquanto comia uma bala roxa, foi um sonho gostoso, a bala tinha gosto de uva. A boca do menino encheu-se de água.

Snape ainda estava em seu laboratório e Harry só o viu após o jantar. O homem estava arrumando sua capa negra nos ombros, nem o olhou ao entrar.

- Você vai sair?

- Vou.

- Onde vai?

Snape não lhe respondeu, apenas o olhou firmemente com olhos duros e se dirigiu até a porta. Harry sabia porque ele sairia àquela hora da noite, fora chamado mais uma vez, teria que rever Voldemort e obedecer suas ordens. Seu estômago revirou.

- Não me espere. – Disse Snape antes de sair e fechar a porta.

- Eu sempre te espero. – Sussurrou Harry para o vento.

Sem sono e sem algo para fazer, resolveu arrumar seu quarto, mais uma hora depois já estava entediado de dobrar suas roupas e os lençóis negros. Quem sabe uma leitura não o entretece? Não, definitivamente livros tão estranhos como os que Snape mantinha na sala não eram interessantes. Pena que não havia nada de quadribol, talvez conseguisse passar o tempo.

Duas horas da manhã e nada de Snape, Harry já estava ficando apreensivo novamente, mesmo sabendo que muitas vezes ele voltava para o castelo somente quando o dia amanhecia. A agonia já começava a lhe tomar, além da falta de Snape, tinha a louca vontade, o insano desejo por aquela bala. Poderia esperar até o dia amanhecer e pedir para que Snape a comprasse, mas iria demorar muito. Precisava daquilo naquele momento.

Sem se preocupar com nada, Harry pegou o mapa do maroto, sua capa de invisibilidade e saiu de seus aposentos. Caminhou com passos rápidos e silenciosos pelos corredores sempre olhando para o mapa vendo onde se encontravam Filch, madame Norra e os professores de vigília. Por sorte todos estavam longe da estátua da bruxa de um olho só. Com cuidado jogou o mapa e a capa pela abertura na corcunda e pulou em seguida caindo direto em um túnel estreito que usara em seu terceiro ano. A perspectiva de chegar ao seu destino aumentava o desejo dentro de si, logo poderia saborear o que tanto queria.

Sentindo-se como uma criança em busca do pote de ouro no final do arco-íris, caminhou pelo túnel até chegar a entrada que dava nos depósitos no fundo da Dedosdemel. O local estava vazio e escuro como era de se esperar por ser madrugada. Os donos provavelmente estavam dormindo nos cômodos em cima da loja. Tudo estava perfeito.

Harry abriu a porta que dava acesso a loja e se deparou com vidros cheios de doces coloridos, vitrines lotadas de chocolates de diversos sabores e formatos. Estava no paraíso. Animado com tudo aquilo, deixou alguns galeões em cima do balcão e se dirigiu ao pote com seu maior desejo.

No meio de todo aquele colorido estava a cor púrpura que fazia-lhe brilhar os olhos. Com cuidado estendeu a mão e pegou o pote colorido levando-o até um canto no chão onde se sentou e abriu a tampa encontrando a tão desejada bala de uva. Um sorriso se abriu no rosto de Harry enquanto levava a bola roxa até a boca, a cada centímetro mais perto o desejo dentro de si aumentava. Assim que a bala tocou sua língua teve certeza que a única coisa mais gostosa que aquilo era o orgasmo que o membro de Severus lhe dava.

Harry sentiu-se bobo, parecia uma criança travessa que finalmente alcançara o tão sonhado pote de doce de leite que a mãe guardava no alto do armário. Sentindo a maravilhosa sensação de bem estar, largou-se por completo ao desejo e atacou o pote de balas como se fosse o pomo de ouro de um jogo de quadribol. Em sua cabeça não existia mais nada além daquele momento e nem mesmo reparou o que estava acontecendo a sua volta.

- O que você faz aqui?

O pote de balas caiu da mão de Harry derramando-as no chão causando um caleidoscópio de cores que rodavam em diversas direções até se encontrarem com os sapatos surrados do homem na porta. Harry levantou os olhos e sentiu toda a euforia da realização de seu desejo cair por terra. Jamais sentiu tanto ódio, raiva e fúria fluindo daqueles olhos, era possível tocar a ira que a figura de negro exalava, pareciam filamentos negros que se estendiam pelo ar procurando a pele do menino para grudar e arrancar de si o calor mínimo restante que ainda fazia seu coração palpitar com força. Por trás da máscara prateada não havia um homem, havia um comensal.

- Severus!

N/A: Pessoal dei uma revisada, arrumei algumas coisas, mas me perdoem se ainda existir algum erro.... ta dificil administrar meu tempo, mas tamo indo neh..... bjusss