A Lenda

18 Amor e Sexo


Oieeee.... pessoal quero agradecer novamente os reviews, vcs não tem noção de como eles me dão força e vontade de escrever cada vez mais... esse capitulo é bem caliente então preparem-se.... bjussss

Capítulo 18 – Amor e sexo.

Os olhos de Snape estavam arregalados, sua mente nublara-se com a imagem diante de si. O roupão branco foi ao chão e seus olhos acompanharam a trajetória até que o pano descansasse completamente aos pés do menino. Devagar subiu o olhar pelas pernas claras chegando até as coxas torneadas preenchidas com ralos pelos claros. Seu corpo esquentava enquanto olhava para a região avermelhada denunciando a recém depilação feita ao redor do pênis intumescido que apontava atrevidamente em sua direção.

Mas nem mesmo a gota saliente e apressada que saia da cabeça rosada fora capaz de assaltar seu coração causando-lhe um arrepio de prazer como a cinta de couro que envolvia sua virilha e se ligava com sua cintura subindo por uma corrente até a negra coleira postada no pescoço do menino que o olhava ansioso. Aquela imagem gravara-se no fundo de sua mente impossibilitando-o de raciocinar. Queria falar, mas não havia palavras para expressar.

- Que idiota eu sou. – Sussurrou Harry baixando a cabeça sentindo as lágrimas o assaltarem com força. – Você odiou.

Sem olhar para Snape e tentando ao máximo esconder a humilhação que devastava seu rosto, abaixou-se e pegou o roupão virando-se rapidamente para voltar ao seu quarto, mas a corrente que ficava solta em suas costas foi puxada com força causando-lhe uma surpresa dor no pescoço. Devagar se virou e encarou os olhos esfomeados de Snape.

- Não se atreva. – Sussurrou o homem puxando a corrente. – Volte.

Harry se aproximou devagar e parou na frente dele. Devagar Snape levantou a mão e limpou uma lágrima que escorria dos olhos esmeraldas.

- Suas lágrimas são minhas e não as quero derramadas.

O menino sorriu levemente ao vê-lo levar o dedo até a boca fina e o chupar como se o gosto salgado de sua lágrima fosse o líquido afrodisíaco de alguma bebida forte que sempre bebia a noite. Sorriu um pouco mais ao perceber a respiração ofegante do professor e se esfregou no corpo dele ao chegar bem perto. Levou sua mão até o rosto atônico e o puxou para um beijo simples. Apoiando-se em seus ombros ergueu-se nas pontas dos pés e enlaçou a cintura dele com sua perna cutucando seu abdômen com o membro duro. Snape desceu sua mão pelas costas do menino e apertou o monte macio que embelezava sua traseira. Harry gemeu em seus lábios.

- Eu sei como me deseja. – Sussurrou o grifinório no ouvido do mais velho. – Eu vejo em seus olhos a fome que controla quando está dentro de mim, o modo como quer ter domínio absoluto sobre meu corpo. Libere esse controle, Severus. Tome-me como queira.

- Não sabe onde está se metendo, senhor Potter. Se continuar não terá volta. Meu controle é para seu bem, não quero machucá-lo.

- Não quero voltar e não quero seu controle. – Disse olhando-o tentadoramente. – Quero ser completamente seu, te entrego meu corpo e quero que faça com ele o que o seu desejo quiser. Sou seu, completamente e confio em você.

Aquelas palavras pareceram enlouquecer o professor que soltou um rosnado do fundo da garganta e avançou contra os lábios do menor enquanto suas mãos tateavam com força aquele corpo nu e macio. Cravou as unhas nas nádegas firmes e o levantou sem parar de beijá-lo. Harry enlaçou as pernas na cintura de Snape e sentiu um arrepio prazeroso quando o homem o prendeu na parede fria.

Snape estava tomado pelo completo prazer, suas mãos não desejavam tocar outro lugar que não fosse aquela pele, sua boca desejava beijar somente aqueles lábios e sua mente só conseguia pensar nos gemidos lançados ao ar por um Potter completamente submisso aos seus toques.

- Espere. – Pediu Harry sentindo Snape parar de se mexer, mas respirar com dificuldade.

- Desistiu? – Perguntou a voz baixa e temerosa em seu ouvido.

- Jamais. – Respondeu prontamente afastando-se um pouco querendo olhar o rosto do homem. – Eu quero ser completamente tomado por você, desejo que me foda com força como sei que sonha fazer, mas primeiro quero fazer algo para você.

- O que tem em mente? – Perguntou mordendo o queixo do menino enquanto apertava a pele com força.

- Se não parar de apertar minha bunda não conseguirei me concentrar.

- Olha o palavreado, senhor Potter, ou terei que fazê-lo perder a consciência para se lembrar de como ser educado.

- Me desculpe, senhor. – Disse Harry começando a gostar do jogo que se iniciava. – Por favor, não me castigue.

- Eu adoraria castigá-lo, fazê-lo aprender a me respeitar, mas agora estou extremamente curioso. O que quer me dar?

Harry sorriu de leve e soltou-se do corpo do mais velho passando a mão pelo seu braço e segurando sua mão delicadamente. O puxou até o meio da sala tentando não sentir vergonha pelos olhares lançados ao seu corpo nu. Com as mãos tremendo levemente começou a desabotoar o sobretudo negro desfazendo botão por botão em uma lentidão desconcertante. Em nenhum momento Snape o parou, apenas o assistiu tirar-lhe aquela peça de roupa e depois iniciar o mesmo processo com a camisa branca até que ela estivesse completamente fora daquele corpo que lhe presenteava com a visão do tórax pálido e extremamente convidativo. Com igual lentidão, se aproximou e inspirou o perfume que os ralos pelos negros exalavam. Era o cheiro de Snape, seu corpo, seu suor, sua pele, tudo levava aquele cheiro.

Snape fechou os olhos quando as pequeninas mãos espalmaram-se em seu peito e os lábios macios fecharam-se em um beijo terno e calmo. Arrepios faziam seu corpo tremer enquanto os beijos infinitos passeavam por seu tórax, muitas vezes passando por pequenas e antigas marcas que jamais deveriam ser contempladas com tanta veemência e afeto. Aquilo o incomodou e Harry percebeu a tensão do corpo do homem.

- Eu quero beijar seu corpo, Severus. Quero saboreá-lo completamente e tocar toda sua pele.

- Por quê?

- Porque eu quero.

Sem esperar resposta se ajoelhou e pegou um dos pés do homem o apoiando em sua coxa para desamarrá-lo. Seus dedos trabalhavam devagar tirando o sapato e a meia, deixando-o descalço em alguns minutos. Subindo o olhar até o rosto de expressões surpresas, tirou o cinto largando-o perto do sofá, rapidamente deu atenção ao botão da calça o abrindo antes de baixar o zíper e descê-la até o tornozelo. Snape chutou a calça para longe sem se importar onde havia ido parar e fechou os olhos apenas por um segundo quando sentiu sua cueca descer pela suas pernas, a chutou também e abriu os olhos vendo o menino admirando o membro roxo que apontava sensualmente para seu jovem rosto.

Harry sentiu a boca se encher de água com aquela visão. O pênis grande o chamava e não queria deixá-lo decepcionado, mas sabia a reserva que Snape tinha quanto aquele lugar. Apesar de seu desejo infinito de cobrir aquele membro com sua boca sentindo o gosto forte enquanto o chupava intensamente causando euforia no corpo adulto, respeitou os limites do homem, aquele não era o momento certo, mas seria ainda naquela noite. Sentiu Snape arfar ao se aproximar segurando o quadril dele com as mãos e afundar o nariz nos pelos negros e grossos inspirando o cheiro almiscarado.

- Potter. – Sussurrou Snape sentindo arrepios constantes em seu corpo.

Harry beijou com carinho entorno daquele monte de negros e macios pelos e se levantou. As luzes que as velas jogavam no corpo adulto o faziam tremeluzir sedutoramente. Segurou a mão de Snape e o puxou para o chão.

- Deite-se de bruços. – Pediu Harry beijando o rosto de Snape. – Quero massagear você. Quero cuidar de você. Quero servir você.

A voz sedutora de Harry em seu ouvido causava um frenesi em Snape, era uma sensação intensa e inédita. Sem pensar cedeu ao pedido e se deitou por cima das pétalas vermelhas e esperou ansioso. Em sua mente vinha o pensamento de que aquilo era ridículo, ele deveria levantar-se e acabar com tudo aquilo, mas a sensação que sentiu desde o momento em que entrara nos aposentos fora tão intensa que o desarmou completamente, faria o que o menino pedisse, naquele momento Severus Snape respondia apenas aos instintos gritantes de sua alma.

Harry levantou-se rapidamente e pegou um vidrinho perto da lareira, ao voltar sentou-se em cima do quadril do homem e se inclinou beijando o ombro largo. Snape estremeceu com o toque.

- Shh. Eu vou beijar sua pele, Severus, toda ela, não tenha medo.

Medo. Será que era isso que sentia? Era medo por tudo aquilo ser novo para si, por jamais alguém ter desejado fazer isso, tocá-lo de bom grado e beijar com tanta devoção sua pele marcada? Sim, era medo. Tentando relaxar sentiu as mãos pequenas o abandonarem por apenas alguns segundos para logo depois retornar lambuzadas com óleo.

- O que é isso?

- É um óleo afrodisíaco. – Respondeu Harry apertando os ombros do homem. – Vai te ajudar a relaxar. Aproveite meu amor, vou fazer tudo por você hoje, tudo.

Com carinho Harry massageou os ombros tensos e desceu os dedos retirando os diversos nós que os nervos formavam. Aos poucos Snape relaxou em suas mãos e aproveitou os toques delicados. Harry mexia suas mãos com uma destreza absurda para alguém inexperiente, mas para falar a verdade teve que se esforçar muito para não tremê-las ao passar os dedos pelas diversas cicatrizes que marcavam cruelmente a pele pálida. Havia uma cicatriz em específico que fazia arder sua alma ao tentar imaginar como fora feita, era um risco fundo que tomava metade de suas costas, desde os ombros até o meio das costas próximo as costelas. Em um impulso se inclinou e beijou todo o rastro sem deixar um único centímetro de fora. Snape arfou e fechou os olhos, mas não se mexeu. Harry continuou com os beijos por um tempo, mas logo levantou-se e ajoelhou-se no chão entre as pernas do homem.

Os olhos esmeraldas admiraram o corpo másculo antes de massagear os pés frios e beijar cada um dos dedos levando seus lábios para as panturrilhas até as coxas grossas. Snape se mexeu levemente quando a língua travessa traçou um caminho desde o interior de sua coxa até o alto de sua bunda. Harry sorriu ao ouvir um pequeno gemido escapar da boca do homem, mas logo voltou sua atenção para aquela região onde depositou carinhosos beijos e até algumas pequenas mordidas apertando a outra banda com a mão.

Ah! Era delicioso sentir aquele gosto em seus lábios. Era o gosto dele. Doce. Snape estava quase perdendo o controle com aquela boca faminta, sentia que logo perderia completamente a razão. Harry também sentia isso, tanto em Snape, quanto em seu próprio pênis ávido por contato.

- Vire-se. – Pediu ao homem.

Snape se virou e olhou o menino e seu rosto quente de prazer, Harry tinha os olhos grandes e cheios de expectativas, sua pele estava vermelha de rubor e seu peito subia e descia com pressa. O menino engatinhou sobre o homem esfregando-se na pele do mais velho sentindo o toque de seu membro grosso.

- Como você é lindo, Severus.

- Como você é cego, senhor Potter.

Um sorriso se abriu nos lábios de Snape antes de puxar Harry para cima de si e ocupar sua boca com a dele mordendo seu lábio e explorando-o com a língua. Suas mãos desceram pelas costas lisas e alcançaram a formosa bunda macia onde deleitou-se apertando e dando pequenos tapas que faziam Harry gemer em sua boca, o menino mexia seu quadril avidamente esfregando seu pênis na barriga do professor. Snape fechou os olhos e ficou apenas apreciando os gemidos em seu ouvido enquanto ele chegava ao ápice. Apenas alguns segundos bastaram para Harry. O corpo do grifinório se contraiu, suas mãos apertaram com força os ombros de Snape que apertava sua bunda enquanto sentia seu corpo tremer.

- Goza pra mim, Potter.

O jovem pênis jorrou o liquido espesso no peito másculo. Os braços de Snape fecharam-se sobre o corpo do menino trazendo-o para perto de si, esmagando-o em seu abraço.

- Oh, Deus! Severus! – Ofegou Harry puxando levemente os cabelos negros. – Você acaba comigo.

Snape sorriu e mordeu levemente o pescoço do menino. Harry se apoiou no peito do homem e ergueu o tronco olhando-o sonhadoramente. Devagar, olhando-o com malicia, passou o dedo pelo tórax melado com sua essência e o subiu até os lábios finos que hesitaram por um segundo para depois se abrirem e aceitarem o dedo atrevido chupando-o fortemente sentindo o gosto doce com um toque leve de azedo.

- Adoro sentir seu gosto. – Sussurrou Snape segurando a mão de Harry e chupando todos os dedos.

- Eu quero sentir seu gosto, Severus. – Disse Harry vendo o homem passando a língua por seu polegar. – Quero experimentar você.

- Não. — Respondeu Snape sem parar de lambê-lo.

Harry já esperava essa resposta, por isso apenas se inclinou novamente e sussurrou em seu ouvido novamente.

- Por quê?

- Porque... – Snape não completou.

- Eu quero, eu desejo, eu preciso.

As mãos do menino desceram pelo abdômen melado e envolveram o pênis duro deixando Snape momentaneamente sem ação. Foi esse mínimo momento que Harry aproveitou para se ajoelhar entre as grossas pernas, segurar o membro com suas mãos firmes e o colocá-lo inteiramente na boca sentindo a textura áspera e o gosto forte junto com o cheiro almiscarado. De uma coisa Harry estava certo, não havia no mundo gosto melhor do que o daquele membro duro. Sem saber o que fazer desceu os lábios pela extensão áspera forçando os lábios sentindo as veias pulsarem intensamente. Com cuidado retirou o pênis da boca e o colocou novamente levando o mais fundo que sua garganta permitiu.

Snape soltou um gemido gutural que fez o coração de Harry pular dentro do corpo. Ele era o responsável por tamanho prazer.

Com os olhos atentos, Harry retirou o membro da boca e beijou a cabeça vermelha vendo Snape separar os lábios e gemer olhando-o intensamente com seus olhos carvão em brasa, em suas íris via-se a completa desordem de sentimentos, não havia clareza e nem compreensão, apenas o sentir do momento, apenas o prazer que a boca de Harry lhe dava.

Quando o menino raspou os dentes pela pele sensível puxando o prepúcio completamente, Snape jogou a cabeça para trás e deixou-se cair completamente no prazer proporcionado pelo seu jovem esposo.

- Ah! Potter.

Os músculos de Snape contraiam-se evidenciando a proximidade com o ápice da luxúria. Dando importância apenas ao que sentia naquele instante, colocou a mão na cabeça de Harry e o empurrou para baixo fazendo-o engolir seu pênis completamente quase o engasgando, mas Harry não se deixou abalar por aquilo e apenas aceitou a euforia que o homem sentia, o desejo de ser devorado e aceito. Ele o aceitava, completamente. Sua cabeça ainda era guiada pela mão de ferro, sua garganta começava a arranhar e arder com a penetração bruta, ainda assim não se afastaria. Demorou pouco mais de dois minutos para que Snape finalmente entregasse-se por inteiro ao menino. O professor sentiu os músculos contraírem-se e seu corpo tremer, tentou empurrar o menino, mas Harry prendeu suas mãos no quadril do homem e fechou os lábios no membro duro até que toda a essência amarga e espessa fosse expelida em sua boca.

Snape gritou jogando a cabeça para trás e arqueando as costas. O orgasmo que tomara conta de seu corpo era tão intenso que esvaziara sua cabeça de qualquer dúvida, problema ou sequer pensamentos que o deixavam sempre confuso e tenso. Naquele momento só havia espaço para o que sentia enquanto o menino chupava seu pênis mole limpando-o com carinho. Quando sentiu que poderia pensar novamente ouviu o gemido de Harry saído de sua boca ocupada. O menino acabara de gozar enquanto o chupava fortemente.

O que era aquilo tudo? O que significavam esses atos do menino? E mais ainda, o que era aquilo que sentia? Não podia ser....Não, definitivamente não era isso, não podia ser. Era apenas emoção pelo que sentira durante esse sexo...bom.

- Severus. – Sussurrou Harry engatinhando até em cima de Snape e olhando-o em seus olhos confusos. – Você tem o melhor gosto de todos. Obrigado por me deixar te sentir. – Franziu os lábios sentindo os olhos marejarem. – Eu te amo, Severus. Queria que você me amasse também.

A cabeça de Snape inclinou um pouco para o lado e sua testa franziu enquanto olhava o menino como se fosse a primeira vez que o via. Seus olhos negros estavam confusos e tristes, evidenciavam uma angústia tão intensa e profunda que era capaz de machucar. Seus dedos traçaram as linhas do queixo e lábio do menino e quando as lágrimas caíram em suas bochechas ruborizadas, aproximou seu rosto do dele e beijou delicadamente cada gota salgada com um carinho desconhecido e inédito.

- Não sabe como me mata quando chora, Potter. – Sussurrou Snape mordendo o lóbulo da orelha do menino.

- Então me faça sorrir. – Disse Harry erguendo a cabeça para que os lábios frios passassem para seu pescoço causando-lhe arrepios. – Faça amor comigo, Severus.

Harry gemeu quando Snape mordeu seu pescoço e puxou sua coleira deixando-o ardido, mas passando a língua logo em seguida acalmando a pele atingida. Os braços fortes apertaram sua cintura e o viraram rapidamente deixando-o embaixo do corpo pesado. Os lábios de Snape passeavam ansiosos pelo rosto do menino deixando-o molhado e vermelho, suas mãos passeavam intensamente pelo peito magro arranhando a pele e brincando com o mamilo fazendo Harry gemer e remexer-se embaixo de si. O menino balançava o quadril causando um atrito entre seus membros deixando-os duros.

Snape fechou os olhos quando os arrepios atingiram sua espinha. Levou sua mão até a corrente no meio do peito dele e a puxou levando a cabeça de Harry até sua boca beijando-lhe ferozmente. Os gemidos soltos em sua boca eram tão saborosos quanto chocolate em uma manhã de primavera. A entrega de Harry o assustava, mas era bem vinda.

- Severus, por favor. – Gemeu o menino sem parar de mexer o quadril.

- O que você quer, senhor Potter.

- Você.

- Onde?

- Dentro de mim.

- Quando?

- Agora. – Gritou Harry. – Me fode, Severus, me fode duro.

Os pedidos desesperados de Harry gritaram dentro de seu corpo fazendo-o se ajoelhar e colocar as pernas do menino em seu ombro deixando-o exposto. Sem pedir permissão segurou na cinta de couro e penetrou seu traseiro com força. Harry fechou os olhos e cerrou os dentes sentindo a dor da intromissão. Snape respirava com dificuldade, o calor do corpo de Harry era confortável e o embalava com perfeição. Porém ao ver a expressão de dor desejou retroceder, mas quando folgou suas mãos na cinta de couro as mãos de Harry prenderam as suas e seus olhos se abriram.

- Não. – Ele respirava com dificuldade. – Continua.

- Potter...

- Continua. – Harry levou uma das mãos de Snape até seu pescoço e a fechou em sua coleira apertando-a. – Com força.

Após um segundo de incompreensão, Snape puxou a coleira e o quadril de Harry entrando mais fundo em sua carne para depois sair e entrar de novo em um ritmo acelerado. Sua pele batia na bunda de Harry deixando-a vermelha, era delicioso fodê-lo daquela forma bruta, causava-lhe um frenesi intenso que o levaria a um dos melhores orgasmos que poderia ter. Harry sentia os incômodos de sua posição. Suas pernas doíam por estarem nos ombros do homem que o prensava. Suas costas ardiam pelo atrito com o tapete, seu pescoço deveria estar vermelho e sua nuca com marcas pela coleira puxada pela mão que pressionada seu pomo de adão dando-lhe vontade de tossir. Sentia como se seu traseiro estivesse rasgado em mil partes, o pênis grosso entrava sem dó em sua carne sem nem mesmo um preparo ou lubrificação, a dor era intensa, mas Harry não emitiu um único ruído negativo, apenas gemidos altos, pois a dor era sucumbida pelo prazer de ver o brilho nos olhos negros enquanto Snape o subjugava. A dominação do homem sobre seu corpo deixava-o feliz e isso já era motivo suficiente para esquecer a dor e os futuros machucados, estava servindo a ele e isso era o que importava.

Snape rosnou fortemente e puxou Harry com força entrando completamente em seu corpo espalhando seu gozo quente em seu interior.

- Isso, Severus, goza meu amor.

O corpo pesado caiu sobre o seu e Harry largou-se sentindo espasmos pela posição em que estava. Suas pernas doíam demais e suas costas ardiam de cansaço. Mas isso não importava, Snape estava completamente tomado por um orgasmo que fora causado por sua culpa, por seu corpo e sua entrega. Isso o deixava feliz.

Demorou alguns segundos para que Snape se recuperasse das sensações gostosas e abrisse os olhos. Devagar saiu de dentro do menino e se deitou ao seu lado vendo Harry franzir a testa levemente ao se mexer e olhar para si. Snape estava com olhos estreitos e furiosos, Harry não entendia o motivo.

- O que foi? – Perguntou assustado. – Por que está bravo? Não gostou?

- Pelo contrário, foi o melhor sexo que já fiz. – Respondeu respirando fundo e olhando-o com ira. – Mas isso jamais vai acontecer de novo.

Harry franziu a testa e piscou algumas vezes sem compreender as palavras do professor.

- Por quê? – Perguntou baixinho sentindo as lágrimas começarem a dar sinal de vida. – Você gosta disso, eu fiz por você.

- Sim, eu gosto e sei que fez por mim. – Levou seus dedos até os lábios vermelhos desenhando-os com cuidado. – Agradeço-o por isso, sua entrega foi mais significativa do que pode imaginar. Mas eu te machuquei.

- Eu te amo. – Disse Harry baixando a cabeça. – Não me importo que me machuque.

- Mas eu sim. – Levantou o queixo do menino fazendo-o o olhar, as lágrimas caiam em suas bochechas vermelhas. – Não sabe o que a idéia de machucar você me causa. É ruim e intenso demais.

Os lábios de Snape atacaram os de Harry não deixando-o processar o que o professor havia falado. Naquele momento só sabia que amava aquele homem e que não queria outra coisa além de ficar perto dele, cuidando e amando-o. Amando Severus Snape.

- Você nunca mais vai usar isso. – Disse abrindo a coleira e se erguendo para tirar a cinta e jogá-la dentro da lareira queimando-a. – Por que a comprou? – Perguntou se deitando novamente ao lado dele.

- Eu me lembrei de Belatriz dizendo que você era duro com ela na cama. – Franziu a testa ao dizer o nome da comensal que aparecia em seus recentes pesadelos. – Parecia que você gostava e algumas vezes você era rude comigo, eu somei dois mais dois e...

- E como sempre chegou à conclusão errada. – O tom de professor afiou na ponta de sua língua.

- Mas você gosta de agir assim, não é? E deve ter se deitado com outras pessoas que te serviram melhor que eu. – Teve que respirar fundo após esse desabafo corrido.

- Olhe para mim. – Ordenou Snape. – Sim, Potter, eu gosto de dominar na cama. Todas as vezes que fiz sexo com alguém eu fui bruto, eu bati, surrei e humilhei até que saciasse minha necessidade, depois ia embora e gostava daquilo. Mas jamais me deitei para dormir com alguém e minhas ações tinham um motivo que não vem ao caso. Porém, você não é uma das putas que tracei. – Harry estava de olhos arregalados bebendo cada palavra. – Você é meu esposo.

- Seu esposo. – Repetiu Harry em um sussurro. – Seu único homem.

Snape concordou com a cabeça e viu um mínimo de sorriso aparecer nos lábios de Harry. Com delicadeza mordeu o lábio inferior do menino e se deitou por cima dele beijando todo o seu rosto e pescoço.

- Com você eu só vou fazer amor. – Disse no ouvido do menino escondendo o rosto em seu pescoço e respirando com dificuldade.

Harry sentia o peito explodir com tanta revelação. Snape jamais havia dito algo parecido com isso antes, sempre fora calado e reservado, mas naquele momento o homem de gelo estava praticamente dando seu coração de bandeja.

- Então faz amor comigo, agora.

- Não. – Sentiu Harry tremer ante a recusa. Ergueu-se sobre o cotovelo e olhou para suas esmeraldas marejadas. – Por favor, não chore. Não vou fazer nada com você, pois te machuquei e agora só vou cuidar de você.

A delicadeza de Snape era estranha, inédita e muito bem vinda. Era mágico olhar para o rosto daquele homem feito, sentir a vibração dos novos sentimentos que ambos compartilhavam e perceber que ele retribuía seus carinhos, de sua própria maneira.

- Fique de quatro e empine a bunda, vou passar um remédio em você.

Harry ficou encantado ao ver o homem se levantar e ir até seu laboratório, a nudez de Snape era bela, seu corpo não era perfeito, mas era belo aos seus olhos. Sua pele era pálida de uma maneira doentia, mas trazia uma maciez encantadora, seus ombros largos acompanhavam seus braços grossos. Suas costas não eram definidas, mas eram bonitas e suas pernas encaixavam-se perfeitamente a essa obra de arte.

- Pare de me admirar e faça o que mandei. – Ordenou Snape voltando a sala.

Harry se virou com cuidado sentindo cada músculo doer e sua entrada arder com os cortes pela penetração bruta. Snape ajoelhou-se atrás de si e empurrou seus joelhos mais para frente fazendo-o baixar mais o corpo e empinar a traseira se expondo completamente aos olhos do homem. Snape pegou sua varinha e o limpou de todos os resíduos do coito. Por um momento ficou apenas olhando para o local que mais lhe trouxe prazer nesses últimos dois meses, em seus olhos havia um pouco de luxuria e admiração, talvez até veneração. Delicadamente passou a mão pelo monte macio de sua carne sentindo-a quente e arrepiada. Harry suspirou. Os olhos de Snape se fecharam ao se inclinar e depositar um beijo casto na pele doce. Sua mão agarrou com força a traseira de Harry e trouxe para mais perto permitindo-lhe que beijasse todo o local e venerasse com sua boca a entrada de sua felicidade, a porta de seu prazer.

O menino fechou a mão em punho e gemeu ao sentir a língua de Snape lá, beijando e chupando sua bunda como se fosse sua sobremesa preferida. Um tapa fraco foi desferido causando-lhe um arrepio intenso fazendo-o gemer alto. A boca esfomeada continuou a lhe devorar completamente até que sentiu a intensidade do orgasmo contrair seu corpo e expelir o gozo no chão. Snape respirava com dificuldade, depositou mais alguns beijos doces em cima da pele vermelha pelos tapas dados e fechou os olhos descansando a cabeça no monte macio.

- O que você fez comigo nesses dois meses, Potter? – Perguntou quase para si mesmo.

- Eu o amei. – Respondeu Harry baixinho.

Após recuperar a respiração, Snape se ajoelhou novamente e passou uma pomada em Harry causando-lhe um alivio imediato. Arrastou-se por cima do menino e se deitou abraçando-o por trás trazendo-o para perto de seu corpo e beijando seus cabelos suados e bagunçados.

- Durma.

- Quero ficar ao seu lado pra sempre, Severus. Promete para mim que jamais vai me deixar.

O pedido ficou no ar e Snape não lhe respondeu, nem mesmo depois de se entregar ao sono, mas sentiu os braços fortes o puxar para mais perto.

Naquela noite nenhum dos dois teve pesadelo.

E ai gostaram?