A Ira de Phêmeder.
1 Jurados de morte.
Notas iniciais
Está aqui mais uma fanfic de GoW, e eu espero que gostem. Uma observação ´rápida: Lê-se Fêméder (para quem não saiba).
Boa leitura, encontro vocês (se estiverem vivos) nas notas finais.
Decorar o panteão grego parece fácil, e realmente é. Você decora o nome dos maiores, finge que sabe quem são os menores citando Hermes, Hélio ou qualquer outro. Pronto, você ganha nota dez na prova de história, fácil. Mas, você realmente sabe quem eles são? Aposto que não. Divindades não são apenas para fazer promessas, ou algo do tipo. Divindades são os seres mais falsos já existentes aqui. E foi por isso que Kratos revindicou seu poder, indo contra toda Grécia para achar o tirano Ares, o matou e ganhou seu lugar no topo, porém isto não era tudo. Ele teve uma longa jornada, com altos, baixos e sangues que não deixavam-no dormir. Um de seus altos foi ter encontrado com Afrodite, a deusa do amor. Ele nunca pensou que uma noite poderia engravidar alguém, estava errado. Dessa noite, nasceu Phêmeder, a criança que logo se tornaria adulta e assumiria o lugar de seus pais.
Na mesma noite em que nascera, Phêmeder tomou um destino diferente de todos os deuses; Kratos decidiu deixá-la em uma cidade tranquila, em Esparta. A ideia realmente deu certo, afinal, ela aprendeu as artes da luta com seu pai adotivo. Phêm (como era apelidada pela família que a acolhera) aprendeu tudo com maestria, sendo filha do deus da guerra trouxera várias vantagens, e uma delas era a facilidade em lutas corporais. Herdou a beleza de Afrodite; longos cabelos negros, olhos da mesma cor e tinha o mesmo corpo da mãe quando chegou a fase adulta. A menina crescera feliz, e logo atingira a fase adulta. Ajudava sua mãe adotiva como se fosse a biológica, ajudava o irmão mais novo a ler e ia caçar com o pai, eram uma família totalmente simples.
Após a caçada, quando o sol já descansava, Phêmeder recebeu a visita de uma senhora. A mulher era mais velha que Phêm, com cabelos grisalhos, olhos verdes e um corpo esguio, carregava uma expressão cansada. A mulher se dizia mensageira dos deuses, e tinha uma coisa importante para comunicar:
—Phêmeder, filha de Kratos, eu prevejo.—disse a mais velha.
—Nos conhecemos?—a moça roía as unhas, seu tempo não era grande, tinha que ajudar Deya (sua mãe adotiva) a fazer a janta, e também ajudar Steven (seu irmão de consideração mais novo) a fazer lições de leitura.
—Não, mas eu conheci seus pais, não foram as melhores pessoas que estiveram no Olimpo. Seu pai foi um tirano, um espartano comum com a sorte de matar Ares, o antigo deus da guerra, e sua mãe, ah, ela era uma vadia imperdoável…— a mulher soltou um riso irônico.
—Vamos direto ao assunto. Não sei se percebeu, mas meu tempo está curto para gastar com uma velha falando asneiras.— a confirmação que a mensageira ouvira pelos cantos: Phêmeder tinha o mesmo nível de educação de Kratos, quase nenhuma.
—Afrodite está morta, Kratos está desaparecido, há dois tronos vazios para se ocupar. Zeus decidiu fazer uma competição entre mortais, o mais competente assumiria o lugar de Kratos e a mais bonita viria a ser a nova Afrodite. Uma péssima ideia, eu sei.— Phêm a olhava incrédula, era uma ideia absurda oferecer lugares importantes assim.— Kratos nunca se orgulhou de tê-la como filha, muito menos Afrodite, pelo menos não demostraram. Mas essa é a chance de mudar esses conceitos, Phêmeder! Você precisa ocupar esses tronos, os dois, para mostrar para quê você veio!— ela fazia um esforço imenso para falar, as almas de Hades estava, aos poucos, tomando sua vida enquanto acontecia a velha traía o Olimpo.— Phêmeder, você precisa me escutar com atenção. Chegares ao topo, e o mundo irá lhe reconhecer como a poderosa deusa que és!
O trabalho das almas já estavam feitos. Não havia vestígios de que aquela mensageira existira. Phêmeder ainda refletia sobre as últimas palavras que ouvira, não queria deixar sua família por ganância, mas aquele era um trabalho que deixaria seus pais orgulhosos. Por fim, Phêmeder decidiu deitar-se, deixaria para pensar em tudo quando amanhecesse.
Tivera um sonho. Atena estava sentada no pé de sua cama, observando-a dormir, quando a mesma acordou tranquilamente. Atena e Phêmeder se encararam por um bom tempo, Atena suspirou antes de ter um diálogo com a espartana:
—Para tudo há uma explicação, para o falecimento de Afrodite não é diferente.
—O que você quer aqui?— Phêm se sentou.
—Repare seu tom de voz, lembre-se que você é apenas mais uma espartana, nem ao menos sabe combater.
—Veremos.— Phêmeder voltou a deitar, virando-se do lado oposto a divindade.
—Afrodite foi contra as regras impostas, tentou montar o próprio exército as minhas custas. Ela pensou que era mais sábia, mais… tolerante. É por isso que seu nome foi cravado na lápide, Phêmeder. Se continuar assim, seu destino será o mesmo, ao lado de seus pais.
—Veio me pedir para desistir da competição, então?
—Nem você, muito menos aqueles meros mortais, estão ápetos para competir.
—Sugiro que volto para o lugar de onde veio, pois não desistirei por mandato seu. Eu tenho o meu orgulho, Atena, você e os deuses acabaram de abalá-lo, e não sairão imunes.
De uma coisa, caro leitor, você pode ter certeza: A Ira de Phêmeder cairá sobre todos do panteão grego. Fique feliz por estar a salvo disto, por ter a sorte de apenas saber a árdua, finalizá-la e nunca dar de frente com essa mulher. Você, sim, é uma pessoa sortudo, apesar de mortal. A partir de agora, Zeus e todos estão jurados de morte.
Eles mexerão com a mais nova deusa da guerra, e se arrependerão para sempre.
Notas finais
Sem mais enrolações, deixe seu comentário se gostou, dando dicas, mostrando suas opiniões e faça uma autora feliz. Até qualquer dia, mortais! sz
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