A Ira de Phêmeder.

2 Crapta: A Cidade Morta.


Notas iniciais
Olá, mortais. Como vão? Já falaram com Kratos, hoje? Qualquer dúvida, erro, crítica ou elogio pode ser dado na caixa de comentários, é de graça e não dura mais que 3 minutos ♥ Encontro vocês lá embaixo, se estiverem vivos.

A luz do sol já raiava, Phêmeder havia saído cedo de casa, deixando apenas um último bilhete para sua família adotiva. A conversa com Atena na noite passada ainda a atormentava, a moça odiava ser desafiada. Pensava sobre como ressuscitar Afrodite ou achar Kratos, algo a dizia que um dos dois ainda estavam vivos e dispostos a ajudá-la. Parou em frente a uma floresta escura, com árvores podres e passarinhos mortos, reconheceu o lugar; Cryptos.

A lenda de Cryptos, o homem queimado. Cryptos se dizia Deus de todos os males, o todo-poderoso, o mortal que destronaria Zeus. Assim que soube, Hera tratou de rogar a maior maldição que sabia, Cryptos não teve como revidar e faleceu tristemente naquele lugar. Sua morte foi marcada naquela floresta para que ninguém ousasse fazer o mesmo.

Um pequeno estrondo fez Phêmeder ficar atenta. Decidiu se aproximar do barulho, pedindo para seu pai lhe proteger de qualquer inimigo que pudesse encontrar. A criatura tinha uma grande armadura nas costas, as asas negras um pouco despenadas, parecia uma mistura de corvo com leão; um hitanks.

Os hitanks eram criaturas guardiãs de seus donos, tinham como missão protegê-los e deixá-los em segurança após cada missão. Ultimamente, havia boatos que só existia um restante e este tinha como dona Phêmeder, a destinada a derrubar todos aqueles que se atrevessem a entrar em seu caminho.

Phêmeder, encantada, logo se aproximou:

—Olá, Phêm.—a criatura se pronunciou.

—Como sabe meu nome?— a mulher já planejava sua rota de fuga, caso hitanks resolvesse a atacar.

—Kratos falava muito bem de você. Ele me pediu para que a vigiasse, e é isso que estou fazendo.

—Você tem um nome?— ele negou.— Posso te chamar de Fergus?

—É um belo nome. O que significa?

—Eu li esse nome enquanto dormia na noite passada.

—Afrodite ainda se comunica com você?

—Antes era um pouco mais nítido.

Galopas. Sons de galopas foram escutados. Phêmeder, mesmo sem arma, posicionou-se em posição de batalha, esperando pelo pior. Fergus, prevendo que esta continuaria parada, abaixou-se para que Phêm pudesse subir nele e os dois fugiram dali.

Fergus só parou quando chegaram no destino desejado. No final da floresta de Cryptos, aonde havia a lápide de sua morte:

—'O que viemos fazer aqui', prevejo que está se perguntando. Cryptos era um grande feiticeiro, sabia de magias simples até as de ressurreições. Hera tivera um grande problema para matá-lo, afinal, ele sabia como escapar de suas armadilhas.

—Deseja fazer o feitiço de ressurreição e trazer meu pais de volta a vida?—Phêmeder desceu de seu casco, aproximou-se de sua lápide e leu o que estava escrito: 'Guerras são guerreadas por mortais, mas vencidas por Deuses'

—Eu? Não. Eu não posso, os seres da minha espécie são apenas para ajudar seus donos em suas missões, nada a mais que isso. Mas você pode, só usar as palavras certas e um de seus pais voltarão.

—Um?

Seria uma escolha difícil. Afrodite sempre guiava a filha para os caminhos certos, mostrando aonde ir e como fazer, porém Phêm não tinha certeza se aquilo poderia ajudar agora. Kratos, o famoso Deus da Guerra, nunca se fez presente que ela tenha percebido, mas ele ajudou-a nos seus primeiros treinamentos, em suas primeiras caçadas e estava a observando de longe. Depois de ponderar, a moça tomou a decisão que poderia mudar seu destino:

—Feiticeiro do destino —recitava o encantamento-, Deus de almas desamparadas, o injustiçado, eu o invoco. Cryptos, guardião da cidade destruída de Crapta, você consegue me sentir? Eu necessito de sua ajuda para trazer o espírito de meu pai para nosso mundo.

—Como você pretende fazer isto?—uma voz grave soou de trás dela, porém não havia nenhuma personificação ali.

—Doando tudo o que precisará. Sangue, corpos vazios, almas novas; comida para o senhor.

—É uma oferta tentadora, devo observar. Mas não se pode trazer a vida alguém que não deixou-a. Você precisa da pedra do destino, não de minhas feitorias.

—Aonde encontro-a?— já era tarde demais, Crypto havia voltado para seu devido lugar.—Fergus, você sabe aonde podemos achar a Pedra do Destino?

—Também apelidada de Pedra dos Mortais, ela pode...

—Sem enrolações. Eu preciso da Pedra em si, não de sua história. Vamos!

A incrível cidade de Crapta estava aos pedaços, não havia sobrado nada dela. Corpos jogados por todo lado, sangue sujava o asfalto, grandes estatuetas enfeitavam sua entrada e, por fim, o grande nome desta junto com a personificação de Crypto.

Sons de galhos quebrando se fez presente no ambiente abandonado. Phêmeder se virou, encontrando um homem de mais idade, com cabelos longos e brancos, uma barba que descia até seu pescoço, vestimentas típicas de coveiros, um olho totalmente branco, já o outro olho poderia ser considerado normal. O homem se aproximou, se apoiando na bengala podre:

—Não achei que demoraria a chegar em Crapta, a cidade destruída por Hera.

—O senhor precisa de ajuda?— a moça estendeu a mão para que o senhor a pegasse, porém este não o fez.

—Quem você é para mudar esta guerra, criatura tola? Ninguém vai querer ouvir suas palavras de ódio! Eu cavei a sepultura de seu pai, não demorará muito para me pedirem para cavar a sua. Você nem ao mesmo tem vestes dignas de batalha!

Phêm distanciou o olhar, vendo um pássaro branco com algumas manchas vermelhas se aproximar. O mesmo pairou em sua frente, parecendo a encarar incansavelmente. Sua visão foi tomada pelo escuro, apenas uma luz vermelha que parecia cobrir todo o corpo da mulher. Quando retomou a consciência encontrou-se de frente para o senhor, com as vestimentas de uma guerreira:

—Isto não é possível!— o mais velho gritou.— Não há como! Kratos não pode te ajudar!— ele estava tentando se auto convencer de que o feito era apenas uma ilusão.

Em um movimento rápido, Phêm lançou a grande espada que recebera em direção ao velho, lhe acertou o braço esquerdo e o arrancou. Repetiu o ato com o outro braço, fazendo o homem cair ao seus pés:

—Eu... Eu sinto muito se a verdade doeu em ti.— mesmo morrendo, o velho se opôs contra ela.— Mas nada mudará o que eu disse, nem mesmo a minha morte. Você chegará aos pés daquele que matou seus pais, mas nunca o vencerá!

Em um último golpe, ela cravou o objeto pontiagudo no coração do homem, lhe arrancando a vida em menos de segundos.

Notas finais
Hã, ainda estão vivos? Parabéns, seria legal se permanecessem assim até o final! Até qualquer dia, mortais ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.