Notas iniciais
Após uma longa viajem, Sir Slepphenir e a pequena Yennipher chegam a tão esperada cidade, onde Sir Slepphenir esperava encontrar alguém.

Entre longas e delongas estávamos caminhando, dia nevava dia fazia sol, mas iam os três, Sir Slepphenir, Yennipher e Senhor Lobo, caminhando lado a lado, dormindo junto e comendo juntos. Foram cinco dias de viagem, caminhado e nenhum desses dias senhor lobo deixou de se comportar, parecia um cão domado mas ás vezes parecia que tinha consciência das coisas que se passavam.

—Papi, tá demorando muito, meu nariz tá começando a doer – diz Yenni colocando as mãos cobertas sobre o nariz avermelhado.

—Calma filha, já vamos chegar, se não estou ficando gagá logo ali, virando aquela montanha tem um assentamento. Ali que vamos viver.

—Oba, ouviu senhor lobo? Ali que vamos morar! – disse Yeni olhando para o lobo que respondeu mexendo suas orelhas que sempre ficavam em pé.

Dito e feito, logo que passaram a montanha conseguiram ver no céu uma coluna de fumaça, só poderia indicar uma coisa, um assentamento! Não demorou muito e chegaram. Havia ali uma pequena vila na costa do continente. Algumas poucas edificações em pedra e madeira ali estavam. Uma taverna, um armazém, um ferreiro/carpinteiro e algumas poucas casas espaçadas entre si.

—É aqui, filha, vem comigo ali, quero encontrar um amigo que vai nos ajudar.- disse Sir Slepphenir segurando na mão de Yenni que o acompanhava como uma adulta. Ia ela e seu nariz vermelho empinado segurando na mão de seu pai acompanhando ela. E dessa forma entraram na taverna.

—Bom dia, senhor, gostaria de falar com o Senhor Humbelt, o senhor por acaso sabe quem é? – Diz Sir Slepphenir encostando no bar se dirigindo ao taverneiro.

—Opá, Bom dia meu bom senhor e pequena senhorita! – respondeu o taverneiro que estava a secar uma taça de metal, após olhar na cara de Sir Slepphenir e para a pequena Yennipher – Acontece que sim, esse nome me é familiar, acho que é um senhorzinho já de cabelos grisalhos como o senhor que vem ás vezes aqui na vila pra vender seu trigo... – completou o taverneiro.

—Sim! Ele mesmo, será que ele aparece por aqui? – Pergunta Sir Slepphenir.

—Não sei, senhor... Talvez... Ele não vem faz um tempo já, por quê? Quais são seus negócios com ele?

—Eu estou de mudança e ele que é meu parente por aqui, mandei uma carta a muito tempo e fiquei de encontrar com ele assim que conseguisse... Enfim, sabe com quem mais posso falar para saber dele?

—Sim, ali do outro lado da rua, fale com o Padeiro, o rapaz que também fica encarregado do armazém, ele sempre compra seus trigos.

—A, claro! Como não pensei nisso? – Respondeu Sir Slepphenir já rindo.

—A senhorita gostaria de pedir alguma coisa? – Diz o taverneiro a Yenni que estava a muito calada, mas de olhos bem abertos olhando para todos os lados, analisando a taverna. Havia poucas pessoas, umas bem estranhas, com poucas roupas para o inverno... Uma senhora saiu da parte de dentro da taverna quase nua e ela parecia encantada com aquilo, por algum motivo.

—Não! Eu queria ser assim, poder não sentir frio... – Diz ela baixando o tom da voz, colocando a mão na boca e acompanhando a moça com a cabeça.

Sem graça e ainda rindo, Sir Slepphenir a coloca no colo e completa – Muito bom, né filha... – diz ele rindo sem graça e ficando corado – Não sentir frio deve ser muito bom, principalmente quando se está viajando no inverno... — completa com a cara quase totalmente vermelha.

O taverneiro que estava sem graça com aquilo completa – Sim, sentir frio é realmente muito ruim, mas não se compara com o coração daquela moça! – e cai na gargalhada após terminar de falar.

— Então tá tudo bem, Senhor, muito obrigado, irei falar com o padeiro! – Diz Sir Slepphenir apertando o passo em direção à porta.

— Nada, filho! Pode vir sempre que quiser, só tente não trazer a pequena! – Completa o taverneiro voltando a gargalhar.

Ao sair da taverna Sir Slepphenir vê um carro de mão parado em frente ao armazém, parece cheio de sacas de alguma coisa. Aquilo o enche de esperança que sai andando apertando o passo em direção ao armazém. No meio do caminho senhor lobo percebe eles e levanta de perto da porta da taverna e os acompanha.