A Impostora

2 Teste de Aptidão


Dentro do carro do Sr. Carpenter Aimee estava começando a ficar nervosa. A inquietação de Liren e as mil vezes em que ele esfregou as mãos nas calças para impedir que suassem confirmava que o garoto estava com medo. O porquê Aimee não sabia, afinal, era ela que poderia ser descoberta, era ela que poderia voltar para os esgotos da abnegação. Mas nem tudo gira em torno de um alguém.

A forte tradição de facção antes de sangue era aquilo que Aimee não compreendia principalmente quando se é nascido na abnegação. Mas tanto Marie Carpenter quanto Connor Carpenter sabiam que Aimee sairia. A garota já dissera que aquilo era abuso de hospitalidade. Os dois, de acordo com Liren, sabiam que aquilo lhes causaria alvoroço mas disse para que a garota não se importasse, e foi o que fez.
Todos a população de dezesseis anos se encontravam do mesmo lugar. Os garotos da amizade riam com volúpia invejável, os da erudição cochichavam e os da Audácia, com vestes negras, conversavam entre si. Nomes aleatórios eram chamados e logo foi a vez de Liren. Os nós dos dedos estavam brancos e ele murmurou um silencioso "boa sorte" para Aimee.Ela ia contando o tempo. 1 minuto, 3, e quando foram fechados quinze minutos ele apareceu, suando frio, logo sentando-se ao lado de Aimee. "Acho que a sorte não esteve a seu favor." Ele pegou a mão da ruiva contendo-se para não falar o que acontecera. Suas mãos estavam brancas quando uma voz feminina a chamou.

–Aimee Carpenter. — Liren soltou sua mão e ela foi sentindo um peso esvair de suas costas. "Finalmente estarei livre.".

Os olhos da mulher que a esperava na porta varreram-lhe o corpo e ela disse em alto e bom tom quando adentrou:

–Que cabelo mais maltratado! Odeio ruivas! — e Aimee soube imediatamente que a mulher era da franqueza.

Ela assentiu para uma cadeira perto de uma máquina desproporcional ao resto da sala ofuscante, provavelmente desenhada pela Erudição. Ela deu-lhe um líquido laranja e conectou alguns fios nela própria e em Aimee. Uma pontada foi o que a menina sentiu quando ela disse:

–Você irá entrar em uma simulação. Faça as coisas rapidamente, estou cheia.- Disse dando de ombros.Então seus olhos se fecharam.

P.O.V Aimee Wekheiser

Obviamente não teria como ninguém em sã consciência se preparar para uma simulação.
Somente algum nascido na Erudição. É a última coisa que penso antes de ficar desacordada.

Estou em uma casa desconhecida. Vejo dois meninos, e aparentemente os conheço. É claro que os conheço, são meus irmãos. Um deles, que não consigo lembrar o nome sussurra:

–Vamos mana! Vem comigo! Eu te amo. — Suas palavras fluíram. O outro loiro, disse alto e claro somente algumas palavras:

–Venha comigo mana, te darei tudo o que quiser! — Ele disse.

Uma voz irrompe para minha surpresa.

–Escolha um dos dois menina! — A voz soa fanha.

Caminhos até o loiro de olhos castanhos a minha frente, que têm uma face feliz e delicada. O meu outro irmão olha-me com desespero contido, não entendo que sua face triste significa até que ele acerte-me com uma faca. Meu tórax lateja, e meu outro irmão não está mais lá. Urro de dor e o sangue que escorre em minha barriga cai rente a meus pés descalços. Minha vida está terminando.

Encaro-o confusa e pego a faca liberando um grito mudo que antes estava preso em minha garganta. Ela tem um cabo plástico com um fio unilateral. Sem pensar duas vezes, enterro no coração do garoto.

–Você não vai me ajudar? É só se matar! Mana, faça-o.Eu te amo. — O garoto dizia desesperadamente. E por um instinto eu não o fiz, só vi sua vida se esvair.

–Eu não posso! Eu não... — Murmuro, mas o garoto não está mais lá.

Estou em uma grande roda. Ela tem carrinhos que se mexem em direção ao alto, voltando gradualmente. Gritos ecoam de pessoas desconhecidas. Aproximo-me de uma moça que aponta para o céu e sigo seu dedo magricela. Uma menina está pendurada nos cabos de aço e grita pedindo por socorro.

Não penso antes de correr até o grupo de pessoas que formam uma rede para quando a garota cair. Meu coração bate acelerado e vejo uma escada. Subo para ajudar a garota mas quando chego, um homem com estatura mediana a segura pelos cabelos.

–O que fará menina? — O homem perguntou com um olhar psicopata.

–Nada! — Menti.

–Mentirosa! Você irá salvá-la não? Você a conhece? Essa garotinha tentou me matar e mesmo assim você irá salvá-la?!

–Juro que você ficará seguro. — Digo.

Sentindo uma lâmina em minhas mãos calosas pulei no homem com a faca em punho. A garota liberou um grito e caiu na rede humana bem-planejada. Quando estava cravando a lâmina no homem ele desapareceu.


P.O.V 3ª Pessoa



Aimee voltou para a sala, onde uma mulher a encarava com uma mistura de desdém e indiferença.



–É simples careta. — Ela fez uma pausa. — Seus resultados foram obviamente conclusivos, Audácia foi o seu resultado. — Ela disse em meio a pigarros.


Ela franziu o cenho. "Audácia?", pensou.


– Você não teve o raciocínio lógico suficiente no segundo momento para a Erudição. Não se juntou a rede-humana para amizade, escolheu o garoto que disse que lhe daria o que quisesse, então certamente a senhorita não pertence a abnegação, além de mentir para o homem! Nunca pertenceria a minha facção.


A mente de Aimee pairava sobre a simulação. "Eu não tenho irmãos", pensou enquanto a mulher falava.

–Portanto, você não hesitou em matar as duas pessoas envolvidas, o que a torna corajosa, o qual não concordo entretanto, e na minha opinião não é nada demais se você não é verdadeira ok, ruivinha? — Ela disse, cuspindo as palavras. — Vá!