NA: Oi gente, estou envergonhada. Podem me apedrejar. Mas eu já tinha o capitulo pronto. Talvez metade dele. Mas quando eu terminei, eu fui tonta e perdi tudo. Desculpem-me. Mas! Muito obrigada pelos reviews! Continuem comentando e favoritando gente linda!


Uma dor lascinante e o vermelho do sangue cobrem as palmas das mãos calejadas de Aimee. Seus olhos se comprimem por alguns segundos para que seja digerido o que acabara de acontecer. Ela larga a faca com lâmina unilateral onde ela antes estava e entorpecida observa o vermelho ser engolido pelas chamas. O fogo estala e um tumulto se inicia na Abnegação, enquanto um par de olhos tristes procuram pelo olhar morto de Aimee.



Liren se mexe desconfortavelmente e os membros da audácia lançam piscadelas para a garota. Ela senta-se ao lado de garotos e garotas com piercings, agora membros da audácia.



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–Qual é o seu nome? — Uma mulher alta e magra, quase esquelética, dona de olhos castanhos e cabelos vermelhos, com tatuagens por toda a face pegunta.



–Merida. — ela responde com a respiração ofegante.



–Rebeca. — ela replica, estendendo a mão para que a ruiva se levantasse.



Werkheiser estava entorpecida. Seus olhos varriam o fosso de maneira maníaca. Quando entrara no complexo da audácia, seu sangue ferveu. Todas suas entranhas estavam em alerta. Como se aquele fosse o exato lugar onde ela deveria estar.



Após ouvir um homem alto e — como todos vistos na facção — cheio de piercings falar animadamente sobre o novo sistema do complexo e sobre o modo de chegada ao fosso sua mente organizou-se. Ela lembrou-se do olhar de arrependimento do Sr. Carpenter. O olhar fulminante que doía-lhe como o inferno. Massageou suas têmporas ao permitir ver Liren e seus tristes e fundos olhos. A ruiva procurou por Annie, a garota que conhecera no trem, ela era da Erudição.



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Dias massantes se passaram. Suas pernas doíam por conta da dor que ela sentia devido aos treinamentos pesados. Sua voz estava rouca por conta dos gritos de um homem carrancudo que controla os treinamentos dos iniciantes da Audácia. Seu nome é Rowen. Mas ele não possuí tatuagens, somente piercings, que se espalhavam por seu corpo como uma praga.

E finalmente chegara. A paisagem do medo.

–Merida Werkheiser. — Rowen disse, indicando a sala com a cabeça para a garota que sentiu as pernas bambearem. Seus passos antes firmes estavam fracos e lentos.

Dentro da sala ofuscante a agulha penetrou sua pele fria. Então ela entrou na escuridão. No lado sombrio da Audácia.


P.O.V. Aimme/Merida Werkheiser



Acordo de um sonho. Eu transpiro. Logo percebo que não sou eu. Estou submersa e isso me apavora. A água me toma e meu coração palpita no peito. Engasgo-me e não vejo nada além no vazio. Me lembro de algo parecido com isso mas a solução não se resolve em minha mente, como uma máquina que estragou. Me debato mas não chego a superfície e sinto a água tomando meus pulmões. Deixo que meus olhos se fechem, pronta para a morte. Mas nada disso acontece.



O cenário muda.


Meus olhos se martirizam com a claridade ofuscante. É só então que abro os olhos, sinto uma leve pressão na pálpebra e uma dor em meu olho. Levanto-me bruscamente. Estou em uma sala metálica. Cobras se esgueiram. Aranhas andam sorrateiras. Solto um gemido e um grito ecoa na sala. Sinto todas minhas entranhas se contorcendo e mordo meu lábio. O gosto metálico do sangue se instala na boca. Sapateio loucamente e os animais guincham. Uma cobra esgueira-se sobre meus pés descalços. Estou nua. Grito por socorro mas minha voz fica presa na garganta. As presas das cobras roçam em minha pele. e sinto mordidas.

Dou pulos e chuto uma cobra, que dá o bote antes que eu a retire. Tonteio. Abro e fecho os olhos e não sinto mais nada. Nada de mordidas. Nada de cobras. Ou aranhas. Somente uma sala. Cambaleio por causa da tontura e os animais voltam.

Grito com meus pulmões. E caio. Sem forças. Meu coração se acalma e os bichos me preenchem. Subindo sobre mim. A morte é fria. Mas não estou morta. Estou numa casa.

E facas estão postas sobre uma mesa de carvalho. As pego e uma voz exclama. Curta e grossa. "Mate-os." Vejo minha mãe. E vejo meu pai. Os mesmos olhos verdes e cabelos castanhos. E em minha mãe, os olhos negros e cabelos ruivos. Suas faces estão abaladas. Cansadas. E não hesito ao pegar a faca. A lanço mirando em meu pai. Aquele que me abandonou. Lágrimas furiosas embaçam meu olhar e rosno. Pareço um animal. Sou um animal. E sei disso. Sua mão é perfurada primeiro. O sangue respingando em minha face pálida. A raiva continua e minhas mãos lançam as facas em pontos variados da minha família. Como uma máquina. Uma máquina pronta para eliminar tudo que se impuser. E quando os dois morrem, eu só sinto o alívio. E logo, a escuridão.

–Vamos começar a iniciação então!

–O que é isso? — pergunto.

Uma injeção. Um líquido metálico. Dor.

Olhos curiosos me encaram. Um microfone.

–Diga! Diga o que ninguém mais sabe! — A mulher diz ao meu lado.

As palavras fluem de minha boca. Rápida, indolor. Sinto um impulso de dizer tudo aquilo que me destrói por dentro mas só digo:

–Meu nome é Aimee Werkheiser. E eu sou uma impostora.

Notas finais
Desculpa pelo capitulo pequeno. Mas é que eu gostei desse final. Comentem, sim? E se virem erros de português(essa frase não é válida pra Mei) ou se não entenderem algo não tenham vergonha e me digam. Adoro reviews.