A Ilha
4 Conclusão, Maré e Mudanças
\"Número de tripulantes do avião: duzentos e quarenta e um. Número de corpos encontrados: duzentos e trinta e cinco. Número de sobreviventes: zero”.
E assim terminou por completo, as buscas do avião que saiu de Tropo, com destino a Nasathe.
No mundo, onde acontecem acidentes o tempo todo, sendo grande parte com motocicletas e carros, tivemos um dos raros acontecimentos com um avião, que entra para a lista de \"mais\" um avião que caiu.
Uma semana se passou depois daqueles trinta dias do incidente, e assim, foi feito um enorme velório e um belo enterro para todos aqueles que haviam morrido no incidente, inclusive os seis corpos encontrados, que tiveram lápides também com seus nomes gravados, eram: Edward Bideto, Luiz Kentyura, Paul Mentik, Varides Perez, Borti Pafint e John Wilk Vilas.
Após receberem as homenagens de seus amigos e parentes, que logicamente, estavam mais tristes que todos os outros por não terem nem encontrado os corpos destes seis, encerraram o caso, e confirmaram as últimas palavras do piloto como verdadeiras, o avião realmente havia sido atingido por uma trovoada, assim como teve uma pane no sistema elétrico.
Foi criada uma assembléia, e em breve novos modelos de aeronaves serão criados, com a melhor e mais avançada tecnologia possível, para que não ocorra mais nenhum tipo de problema, para que diminua a pequena porcentagem de acidentes aéreos, para zero.
Voltando ao incidente com o avião, voltando no tempo, para o dia em que o avião caiu, o corpo de John havia recebido grande impacto daquelas pequenas explosões, e o contato com a água nesse momento, mudou algo dentro de John.
Passaram-se meia hora com John boiando e com o corpo paralisado, até que seu braço se mexeu, seus olhos abriram, e sua consciência voltou. Sentia-se completamente bem, e logo começou a sentir a sensação térmica da água, esfriar seu corpo, as ondas, o levaram bem para o sul, e com isso John começou a nadar com grande estilo e graciosidade, como se estivesse com suas baterias completamente carregadas, sentia uma força sobre-humana em seus braços, e conseguia uma grande velocidade de natação. Após quase uma hora nadando, ainda tinha muitas energias para continuar, e o frio que a água possuía, já não passava mais para o corpo de John, parou por um instante quando avistou uma poltrona boiando no mar, então resolveu subir nela, e ficou ali observando todo o horizonte, e nada viu, a não ser o belo pôr-do-sol que estava se criando no horizonte.
Passou uma hora até o sol deixar de aparecer, e trazer a escuridão do mar. John resolveu dormir sentado na poltrona flutuante e ficou ali antes de dormir por muito tempo observando as estrelas que logo encheram o céu. Logo dormiu, e apesar da ventania, e das ondas batendo em seu corpo a todo o momento não sentiu frio e ficou na mesma posição até o momento em que o sol surgia do outro lado, mas John, ao ver sol, viu algo diferente na frente dele, e esperou um pouco. O sol saiu em grande parte, mas ainda estava colado com a linha do horizonte, quando finalmente John viu terra.
Rapidamente, como um louco pulou na água e começou a nadar, em direção ao local em que avistou, e percebeu que deveria estar a menos de dez quilômetros de distância. Nadou, e sentia aquela mesma força estranha e desproporcional a si mesmo de novo, levá-lo com muita rapidez.
Ao nadar próximo dos três quilômetros, ele reparou algo estranho ao olhar para a água em volta dele, e parou, nesse momento, quando deixou o corpo descer na água para ficar boiando apenas com a cabeça de fora, bateu os joelhos na terra, e então percebeu o quão raso era o lugar ficando em pé, a maré realmente estava baixa, e aquela realmente era uma grande chance de correr ate a terra mais alta que ele visualizava com dificuldade ao horizonte.
Antes de começar a correr, olhou para si próprio e viu sua roupa toda rasgada assim como grande parte da calça. Ao olhar em seus braços, pode ver uma pequena mancha desenhada próxima ao cotovelo e que parecia subir ao braço, mas não quis olhar, ignorou como se fosse apenas uma cicatriz, então correndo pela água e o oceano raso, partiu em direção a terra.
Não demorou nem uma hora para percorrer mais cinco quilômetros, sentiu que sua velocidade estava muito desproporcional ao que sempre fora, e queria muito entender o que havia acontecido com seu corpo, era certo que havia passado por mudanças, mas era algo realmente extraordinário. Sentia-se como um verdadeiro atleta, e continuou a correr, percebendo também que não estava nem um pouco cansado, agora ele tinha uma bela vista da terra que viu ao longe, mas lhe parecia uma enorme montanha acima do mar, que fechava grande parte de sua visão, mesmo há quase dois quilômetros de distância.
E em poucos minutos John finalmente chegou, e percebeu como a maré era baixa naquela região. E agora teria de escalar a montanha para buscar algum alimento e torcer para que houvesse algum naquela enorme montanha.
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