A Hóspede

23 Voltando para casa


Notas iniciais
Não sei se sabiam, mas eu postava essa fanfic em uma comunidade do orkut "Sasuke e SAkura 4ever", porém, algum idiota incompetente excluiu a minha conta e meu tópico. Olha que coisa linda! ¬¬
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Vcs saíram ganhando com isso pois vou postar toda fanfic aqui HOJE se eu puder. Preciso dar continuidade, atualizar até a parte onde meus leitores da comunidade estava.
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Bem, vou tentar, mas por favor, reviews tá? Pelo menos isso.

Logo acordei, às sete da manhã. Olhei para o lado, a ruiva continuava dormindo com uma feição de que havia chorado. Tentei me sentir culpado, mas vi que não ia rolar. Tomei um banho rápido e saí sem deixar avisos.

-Naruto, estou indo. –Avisei batendo na porta do quarto vizinho sem esperá-lo atender; peguei o elevador e desci para a lanchonete do hotel me restabelecer de cappuccino e pão. A tabela de preços era envidraçada, permitindo-me ver meu reflexo claramente, deixando-me consciente que milhas olheiras estavam tão fundas que mais pareciam duas crateras sob os olhos.

-Cara!!! Estou exausto! Como consegue acordar tão cedo? –Falou o loiro se sentando ao meu lado. –Uma caneca de cerveja e torradas, por favor. –Incrível. Ele já amanhece bebendo.

-Bom dia para você também. –Falei sarcástico tomando o cappuccino.

-E aí? Como foi? –Perguntou maliciosamente.

-Legal.

-Legal? –Perguntou incrédulo.

-A Sakura faz melhor. –Sem quere falei na Sakura. Do jeito que Naruto é já vai deduzir tudo.

-Ah, eu não acredito!!! –Começou. –Tu ta gostando da garçonete!!! –Concluiu alegre.

-Fala mais baixo, idiota! –Pedi envergonhado.

-Estamos na Alemanha, ninguém nos entende!

-Claro que entendem! –Disse num sussurro. –Eles te entenderam quando pediu seu breakfast!!!

-Tem razão. –Concordou pensativo. –O que vai fazer? –Perguntou sério.

-Vou viajar agora. –Tomei um gole generoso do cappuccino.

-Não, em relação à garçonete. –Aquela pergunta me fez acordar de súbito. O que eu iria fazer em relação a isso? Havia algo que pudesse ser feito? Ela não saia do meu pensamento, nem no extremo do oceano Atlântico. O que mais me intrigava era não ter certeza se ela também estava com essa agonia pensando em mim, nos poucos momentos que tivemos que foram marcantes o suficiente para me deixar assim, louco para tê-la de volta comigo.

-Não sei. –Respondi perdido nos meus pensamentos e lembranças dela. Realmente não sabia o que fazer, e mesmo que soubesse, não saberia como.

-Investe nela cara! –Aconselhou. -Talvez valha a pena o esforço! –Disse sorrindo.

-Queria te carregar comigo para Ottawa! –Falei sorrindo.

-Quem sabe um dia eu vá lá visitá-lo de surpresa?

-Quem sabe...

Nos abraçamos como bons irmãos e eu desejei estar com esse meu irmão sempre, para assim, talvez, impedir que ele se distancie tanto de mim como Itachi está distanciado, inconscientemente, mas está.

-Eu vou tirar o seu irmão do coma, Sasuke. –Sussurrou. –É só permitir. –O larguei e olhei em seus olhos azuis. Percebi que ele falava sério.

-Faça o seu melhor por ele! –Disse com um sorriso singelo, deixando de lado a frieza que sentia em relação ao assunto.

-Pode deixar! –Garantiu. –Saí do hotel sorrindo de orelha a orelha, parece que minha vida está se ajeitando finalmente.

-Sasuke!!! –Uma voz feminina me chamou, me virei e vi que era a tal ruiva trajando apenas um hobby sobre a lingerie. Era uma sem vergonha mesmo... Sair de roupas íntimas em público já era a mais. –Espera! –Correu até o carro onde eu iria entrar. –Você disse que voltaria ao Canadá só que não falou que seria tão cedo...

-Karin, resume. Estou com pressa. –Ela tomou meus lábios com um beijo urgente, eu nem se quer me movi, achei aquilo ridículo.

-Me liga! –Pediu me entregando o número escrito no verso de um cupom fiscal.

Entrei no carro sem pronunciar uma palavra, logo quando o motorista virou a esquina em direção ao aeroporto, abri a janela e joguei o papel fora. Não é de uma vadia que eu preciso. À propósito, nunca deixei isso claro: odeio ruivas.