A Hóspede
4 Papel de parede
Notas iniciais
Meio nada a vê mas é oq tem para hj! ^^
enjoy!
Não! Não, não!!! Sou anti social! Não quero uma amante de uma noite. Não quero nenhuma mulher gostosa nos meus pensamentos.
Ela vai embora depois de amanhã e tudo vai voltar a ser o que era antes com o Sasuke Uchiha. Sim!Tenho que pensar positivo.
–Estou com fome. Posso comer alguma coisa? –Perguntou ainda enrubescida.
Dei os ombros e abri novamente meu notebook. Não poderia dar tanta atenção pra ela ou as coisas sairiam do controle e nada poderia sair do controle. Eu não poderia sair do controle, principalmente por causa de uma mulher que eu mal conheço.
Ela saiu do cômodo na ponta dos pés carregando uma vela e deixando o celular sobre a poltrona. Logo pensei em algo bem grotesco.
–Vai querer alguma coisa, pessoa? –Perguntou do corredor.
–Um cappuccino. –Pedi educadamente. Esperei o ruído de seus pés caminhando na madeira se dissiparem e peguei seu celular largado sobre as cobertas vazias. Apertei uma tecla e vi o papel de parede.
Três garotas: Uma loira, uma morena e ela no meio. Deve ser as meninas que ela comentou. Lindas mulheres. Moram juntas... Aparentam ser tão próximas... Acho que podem ser lésbicas. Mas a mulher dos cabelos desbotados não parece ser sapatão nem um pouco. Aliás, ela fez uns comentários meio homo fóbicos e safados lá na sala.
Haha!
Que safada!Fica na minha casa e ainda transa comigo. Bem esperta, mas não vai rolar.
Procurei qualquer informação sobre ela. Seu nome, onde vive, se é solteira... Nas mensagens recebidas, achei uma tal de ‘Hina’ a chamando de ‘Sah’. Sah é apelido. Ela poderia se chamar Sarah, Sayuri, Samanta, Samara... Era inútil , além do mais, eu estava invadindo a privacidade de alguém que eu nem conheço. Me sinto um sem educação. Minha mão não me ensinou isso.
Sinto falta dela... de Itachi... Mas tenho que seguir minha vida de cabeça erguida, creio que eles desejam isso pra mim.
Depois de muito tempo, muito tempo mesmo, ela voltou, com uma habilidade de garçom carregando uma bandeja em cada mão e as colocou na mesa de centro em frente a lareira.
–Pega aí seu cappuccino. –Olhei para ela e para a caneca desconfiado, em seguida peguei. Parecia ter sido feito em uma cafeteria nobre.
Parecia! Vamos ver o sabor...
–Olha, achei uns salgadinhos no armário e peguei, tudo bem? –Informou se enrolando de novo na coberta com a caneca e um saco de Rufles nas mãos, sem esperar uma resposta.
Tomei um gole da mistura e me surpreendi. Eu ia seqüestrar essa mulher só pra ela fazer cappuccino pra mim!!!
–Está bom? –Perguntou terminando de comer uma batatinha. –Não caprichei muito porque demorei pra achar as coisas e já estava com medo de alguma criança possuída me carregar para um poço.
–Não tenho um poço. –Falei rindo. Ela deu os ombros e perguntou novamente se estava bom. Mas eu sou orgulhoso demais para responder algo que a deixe confiante. –Está bom. –Respondi indiferente voltando minha atenção para um e-mail que recebi da gravadora para qual trabalho.
A última música que fiz foi uma bem agitada para uma americana problemática. Totalmente ridícula! Talvez meu próximo trabalho será para uma garotinha caloura no mundo da música. Segundo a mensagem, vão me pagar bem para produzir uma melodia também puxada para o gênero eletrônico sem sair do estilo pop da vadiazinha. Estão exigindo demais!
Geralmente faço três melodias com a mesma letra e mando os caras escolherem, mas eles ficam em dúvida em qual é melhor q acaba sobrando para quem? Para o trouxa aqui. Se você já teve que escolher algo por outra pessoa sabe que não é nada agradável, agora imagina você escolher suas próprias obras para outras pessoas. Sinceramente, sem modéstia, eu não escolheria nenhuma porque fui eu que fiz. Mas ou é escolher ou ficar sem dinheiro para pagar minhas contas, e acredite, a primeira alternativa não é nada legal.
–Essa tempestade de neve vai durar quantos dias mesmo? –Perguntou me passando o pacote de Rufles.
–Três. No máximo. –Respondi pegando algumas batatas.
–Vou ficar com você mais dois dias? –Perguntou num tom de decepção.
–Se não quiser ficar pode sair e se aventurar com gelo até a sua cintura. –Sugeri pegando mais batatas.
–Eu não quis dizer isso!
–Então o que quis dizer? –A encarei sério, como sempre fico.
–Ah, sei lá! –Respondeu. –É meio entediante ficar três dias sem fazer nada. Sem TV, sem luz... –Se calou por um tempo e logo voltou a tagarelar. –Quer me adicionar no facebook?
–Não tenho facebook. –respondi depois de tomar mais um gole do delicioso cappuccino.
–Twitter? –Insistiu.
–Também não.
–E forms? –Continuou me irritando. Suspirei. Me virei para ela e respondi nervoso.
–Não. Não tenho. Não gosto. Só uso e-mail e é para trabalho, não para adicionar mulheres perdidas na neve que abrigo em casa! –Ok, acho que exagerei um pouquinho. –Por que não vai descansar?
–Não estou com sono... –Disse visivelmente chateada, se levantando calmamente. –Mas já entendi o recado. Não vou mais incomodá-lo... –E saiu.
Droga. Você só faz cagada Sasuke!
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