A Hóspede

35 O pior dos sintomas


Começou com um barulho aguçado e ritmado cada vez mais nítido à medida que eu prestava bem atenção nele, buscando uma falha. Era como se alguém batesse na mesma tecla de um piano desafinado. Movi meu indicador, em seguida todos os dedos e me convenci de que estava acordado. Abri um pouco meus olhos e percebi que aquele não era o gesso bem polido do teto do meu quarto. Após raciocinar um pouco, me lembrei do ocorrido.


Estava com Sakura em sua casa. Brigamos. Saí atrás dela de carro. Houve um acidente. Ela se feriu gravemente.


Meu olhos se abriram mais e meus dedos endureceram, assim como o resto do meu corpo tentando parecer acordado e apto o suficiente para me manter em pé no chão. Me sentei com esforço. Minhas costas ardiam e várias coisas grudadas e fincadas em mim incomodavam-me. Olhei ao redor do quarto hospitalar e o vi vazio e calmo. Isso era bom, não era? Se eu não precisasse de vigilância e uma equipe de enfermeiros era porque eu estava bem. Não tinha como não estar. Logo fui me recordando da razão de estar ali. Queimaduras e cortes, se não me engano.


Mas eu não estava preocupado comigo e sim com Sakura, ela sim estava mal, estava péssima e eu nem sabia onde ela estava, como estava e com quem. Naruto... Céus! O deixei lá sem carro ou endereço de casa, sem como ir descansar. Puxa, ele deve estar tão desconfortável! Nem conhece as meninas direito(tanto quanto eu), apesar de que a notícia já deve ter chegado. Ou não. Pensando assim fiquei envergonhado. Era tudo culpa minha! Só minha! Se eu tivesse pegado o Naruto e ido para casa... Ou se eu não tivesse dito aquelas coisas à Sakura... Ela não teria ficado furiosa e saído do prédio como uma louca! Ela estaria bem, em sua casa, comemorando o natal com suas amigas. Ela... estaria bem.


Sem perceber, eu estava todo encolhido com a cabeça entre as mãos a beira de um colapso nervoso. Nem percebi o aparelho com o barulho amolador disparar com o intervalo de tempo entre um bip e outro reduzido. Enfermeiros entraram as pressas no quarto e me deitaram de volta na cama, examinando-me e checando os aparelhos. Queriam aplicar algo em mim que supus ser um calmante ou algo do tipo, mas não deixei, falei que estava tudo bem, pedi tanto, tentando realmente me acalmar que consegui. Literalmente. O aparelho voltou apitar mais lentamente e os enfermeiros se convenceram de que eu estava bem após checarem minha pressão e meu pulso.


–O que sente? –Perguntou um dos médicos com uma luz na minha íris.


–Preocupação.


–Isso não é um sintoma, é um sentimento. –Comentou olhando meus ouvidos.


–Se torna um sintoma quando a preocupação é doentia. –E era. Eu nem tentaria escapar dali, pois não conseguiria, tanto pelos médicos que não permitiriam quanto pelas minhas pernas que ainda não estavam estáveis. –Quero saber sobre Sakura. Como ela está? Onde está? –O homem adquiriu uma expressão séria.


–Falemos primeiramente do seu estado, depois veremos o de sua amiga. –Ajustou os óculos de leitura e folheou uma prancheta que deduzi ser meu diagnóstico. –Tem vinte e cinco anos, correto?


–Ela estava mal. –Comentei. Muito mal. –Não sei se ela tem plano de saúde, mas se não, por favor, ligue para o meu plano e mandem cobrir as despesas dela. Ela não está nada bem.


–O que ela é sua? –Essa pergunta era desconcertante. O que ela era minha mesmo? Eu a amava, ela dizia me amar, mas não somos namorados. Nem amigos. Talvez conhecidos. Colegas de nevasca.


–Mãe do meu filho. –Respondi afinal com desgosto na voz. Não muito por eu não aceitar totalmente esse fato, esse cargo que obrigatoriamente terei de assumir, mas também por não ter mais a garantia de que Sakura estava bem, muito menos esse meu suposto ‘filho’.


O médico não teve nenhuma alteração em sua expressão profissional e fria ao me ouvir, também não reparei muito, o arranjo que decorava um armário de lençóis e fronhas parecia bem mais ameno do que seus olhos lívidos. Minhas costas estavam latejando um pouco. Só as percebia quando prestava mesmo atenção e lembrava que também estava ferido, do contrário, minha única dor era na consciência. Jamais me perdoaria por machucar Sakura. Eu que devia cuidar dela e protegê-la, acabei causando isso. Um desastre dessa magnitude.


Meu Deus! Misericórdia do meu anjo! Se algo de sério acontecer com ela eu jamais voltaria ao meu juízo perfeito. Preferiria a morte do que qualquer outra coisa ou pessoa. Preferiria a mais severa das punições a viver a sombra dos meus erros ridículos, do sofrimento daqueles por quem dou tudo.


–Você teve queimaduras de primeiro e segundo grau nas costas e braços; pequenos cortes nos membros inferiores e alguns hematomas leves. Nada ligeiramente sério além das queimaduras mais profundas em suas costas. Dependendo do caso, poderá ter alta amanhã à noite e...


–Quero saber sobre Sakura. –O interrompi impaciente, pouco interessado no que ele dizia. O médico puxou uma cadeira estofada e sentou-se próximo a cama. Respirou fundo e começou com a voz baixa e sem o óculos que lhe davam aquele ar de sério. Ele não era tão velho quanto parecia, na verdade, tinha um rosto harmonioso e um ar de graça em todo aquele profissionalismo.


–O caso dela é muito grave. –Virei o rosto, tentando impedir que o desespero que me tomava por dentro se concretizasse em lágrimas gordas e apressadas para descerem por meu rosto como ácido. –Desde que ela chegou, estamos cuidando de todos os problemas: hematomas graves, fraturas em quatro ossos, cortes profundos(por sorte nenhum em membros vitais), hemorragia, pressão baixa e o bebê. –Coloquei uma das mãos sobre a testa instintivamente. Queria me debruçar em algo e chorar sem vergonha de mostrar fraqueza. Eu estava fraco. Eu era fraco.


Quanta dor ela sentiu? Qual o tamanho de seu desespero? Não cabia na minha culpa, não importasse o quanto eu me martirizasse por isso. Ela estava acabada, fragmentada como uma boneca surrada que ninguém mais se importa. Eu me importava! Demais! Mas quem sou agora para ter ao menos direito de pensar em seu nome? Eu preciso de você... Não. Você não precisa de mim. Se houver algo que eu possa lhe fornecer de rentável é a distância. Eu só lhe trazia dor!


–Lamento dizer, mas ela teve um aborto induzido. O feto não pode ser salvo. –Isso já era demais. Já era o suficiente para poder deixar minha angustia concretizada rolar solta dos meus olhos opacos. –Você vai cobrir a UTI dela? –Concordei com a cabeça. –Faremos o possível para deixá-la bem. Ela é nossa prioridade agora. –Limpei as lágrimas puxando ar para meus pulmões vazios. –Poderão tentar um filho novamente daqui seis meses se a recuperação dela for rápida. Vocês são jovens, anda há tempo. –Como se ela me deixaria tocá-la um dia novamente.


Estava esgotado. Minha cabeça latejava mais do que os ferimentos em minha pele. Garganta e olhos doíam por conta do choro. Dor: me consumia por completo e eu negava, mas estava começando ficar insuportável. Deus, livrai-me do inferno, apesar de tudo o que fiz! A dor que as chamas causam ao envolver um corpo desprotegido e vulnerável de um humano medíocre é cruel demais! Inferno para mim seria rever todos os meus erros em reprises eternas. Ver minha mãe e meu irmão falecerem tão de repente por uma ambição minha, ver Sakura agonizar em sua dor ao tentar fugir da rejeição que tive por meu próprio filho cadavérico.


–Com licença. –Uma enfermeira tirou-me de meus devaneios. –Doutor, há um senhor dizendo ser médico no Hospital de St. Mary em Ohio e está insistente para vir ver o paciente. –Naruto...


–Deixem-no vir. –Pedi com a voz perdida. –É meu amigo. Como um irmão. A única família que tenho aqui no Canadá. –O doutor, que eu ainda não sabia o nome, coçou os cabelos brancos(sim, seu cabelo era totalmente branco, mesmo ele aparentando ter menos de trinta anos) e se voltou à mim.


–Só por cinco minutos. Você não pode ter muito estresse.


–Meu limite de estresse estourou há muito tempo, doutor. –Ele esticou os lábios em uma linha reta em seu rosto oval, um meio sorriso, um meio lamento e se dirigiu para a moça parada no batente da porta.


–Autorize sua entrada. –Respirei aliviado. –Vou ligar para o Hospital St. Mary e procurar saber de que ramal esse senhor pertence. –E saiu da sala com a moça magricela e pálida. Quase neutra no uniforme branco alvíssimo. Mudei de posição para a parte mais fria do travesseiro, tentando assim sentir mais conforto, porém não adiantou de muita coisa. A porta se abriu novamente e, eu sabia que não era nenhum idiota tentando me sedar. Me virei para confirmar e me deparei com a cabeleira loura arrepiada. Sorri. Ele tinha as mãos no rosto e um olhar cansado. Pedi desculpas mentalmente por aquilo.


–Sasuke... –Murmurou sentando-se onde anteriormente o doutor havia sentado. –Cara, o que você foi aprontar? Olha o seu estado! -Comentou assombrado.


–Naruto, eu estou bem. Foram apenas algumas queimaduras e cortes, posso ter alta amanhã. –Expliquei pausadamente. Ele pegou meus braços e os examinou, balançando a cabeça negativamente.


–Eles não colocaram curativos o suficiente. –Disse por fim, procurando em toda a sala alguma maleta de primeiros socorros. Na gaveta do criado mudo, havia tesouras, gases, fitas, iodo, band-aids e essas coisas. Com um pedaço de algodão e álcool ele foi limpando direito os cortes enquanto eu puxava assunto.


–Você viu a Sakura? –Ele não de distraiu do trabalho, fazendo o mais depressa que podia cortando as gases e fitas para atar.


–Ela está sob um coma induzido para não sentir dor. –Depois de um tempo respondeu. Eu fiquei chocado.


–Sob que autorização fizeram isso com ela? Eu não autorizei, jamais autorizaria! E se ela não voltar do coma? –Perguntei nervoso, impaciente para sai daquele quarto e xingar todo mundo.


–Sob a autorização de Hinata. –Naruto respondeu como se fosse obvio. –Neste momento, ela é a responsável por Sakura.


–E eu? Eu estou cobrindo o plano de saúde e...


–Você é apenas o cara que está cobrindo o plano de saúde dela. Só. Se pelo menos ela ainda estivesse grávida, você poderia ser o cara que seria pai do filho dela, mas nem isso, então, deixe que Hinata e Ino se responsabilizem. Elas são amigas de Sakura, a conhecem há mais tempo e Sakura confia nelas. –Explicou. –Desculpa estar sendo frio em relação a isso. Nem sei se o Dr. Kabuto lhe explicou direito o estado dela, mas tenho que dizer que não é um dos melhores. –Virei o rosto. –Você deveria acordar e ver o que aconteceu. Não foi uma simples discussão, foi um acidente grave do qual nenhum dos dois poderia ter saído vivo. Já pensou assim? –Já. Já havia pensado nisso, mas fiquei muito assombrado para voltar a examinar este pensamento. –O mínimo que você pode fazer pela Sakura é cobrir as diárias dela, o que não será problema para você. E o máximo que ela pode fazer por você é lhe conceder um minuto para um pedido de desculpas e um adeus. Depois de hoje, Sasuke, esqueça esse pedaço da sua vida pelo seu próprio bem. –Solicitou.


–Naruto, eu a amo. Você não está entendendo...


–Estou sim! –Me interrompeu. –Você está louco por ela. Está escrito na sua testa. Mas encare os fatos de que toda a intimidade de você foi constituída na cama, todos os laços que aproximam os dois são frouxos e instáveis e principalmente agora, há mais motivos para cada qual seguir um rumo diferente do que para uni-los como um casal. Se você tivesse ao menos parado para pensar sob todos os ângulos, teria literalmente usado aquela criança para ficar com Sakura, em vez disso começou julgá-la sem nem ao menos pensar direito sobre o assunto. Estou errado? –Neguei. –Existe teste de DNA, lembra? Existe também a fisionomia da criança, depois que nascesse, ia ter traços seus e de Sakura. Havia tantos meios, Sasuke! Você foi justamente pelo mais difícil, com mais conseqüências ruins! Por que tanta repulsa por uma criança que nem havia nascido? Mesmo se não fosse filho seu, ele não era culpado. –Meus olhos lacrimejaram. Ouvir aquilo do Naruto era mais doloroso do que uma facada. Agora eu sentia todo o peso sobre meus ombros me puxando para baixo.


Como fui egoísta! Como eu me odiei no momento em que percebi o que minha avareza e egoísmo me tiraram a única chance que tive de poder abraçar Sakura e essa criança sem medo de vê-los indo embora, pois eles eram meus, eu poderia dizer que eles eram meus, então eu os protegeria de tudo e de mim mesmo e assim viveríamos. Juntos.


–Me diga Sasuke, era necessário tudo isso? Foi preciso ver Sakura capotando o carro e perdendo esse bebê para você perceber que agiu como um moleque diante dessa situação? Pode me odiar por estar dizendo isso, eu simplesmente não suportaria assistir isso e deixar meus sentimentos entalados na garganta. Sabe qual foi meu maior medo todo esse tempo? Foi algo de ruim acontecer com Sakura, exatamente como aconteceu com sua mãe e irmão, justamente porque você estava só pensando em si mesmo. –Ele estava concordando comigo. Estava concordando que eu era culpado pelo acidente de nove anos atrás.


...


Eu sabia. Sabia que era culpado, mas ouvir isso de outra pessoa... Não.


–Já excedeu os cinco minutos requeridos, senhor Uzumaki. –Interrompeu-o o médico, entrando de súbito na sala. –Mas o que está fazendo?! –Perguntou nervoso.


–Estou fazendo o que você e sua equipe de enfermeiros não fizeram: cuidar dos machucados dele. –Respondeu Naruto guardando as coisas no lugar onde as encontrou.


–São ferimentos leves, não precisavam de mais nada além de...


–Ainda assim são ferimentos e merece cuidados.


–Dos médicos, não de um visitante.


–Também sou médico, Dr. Kabuto. Sou um médico de nível mais elevado do que o seu, portanto, não estufe o peito e me diga o que é certo pois eu tenho muito a te ensinar.


–Este é o meu hospital, não o seu. Estufo o peito sim pois exerço minha profissão com humildade e respeito por meus pacientes.


–Humildade e respeito não cicatrizam cortes ignorados. –Naruto deu a ‘discussão’ por encerrada. Esticou a mão para mim, aceitei. Aquilo era o máximo que eu poderia fazer. Estava transbordando de angustia pelas coisas que ele dissera para mim.


Saiu da sala sem olhar para trás, com os ombros largos eretos, exibindo sua superioridade em relação ao doutor a minha frente que mantinha um olhar aborrecido.


–Quero ver Sakura. –Pedi. –Agora.


–Ela está adormecida.


–Até eu que não sou médico sei que coma não resolve dor! Por que não lhe dá morfina?


–E matá-la de overdose? –Falou zombeteiro. –Não vou ficar recebendo comandos de pacientes. Eu tenho um diploma na minha sala, não preciso da sua opinião.


–Você está lidando com a vida da minha mulher! Minha opinião e minha vontade sobre ela prevalecem do que seu diploma empoeirado! –Me alterei.


–Ela não é sua mulher. A amiga negou. O ‘melhor médico da America’ negou. A mãe ao telefone negou. Recebi pedidos diretos das responsáveis para mantê-lo afastado dela. Só lhe resta cuidar do seu estado e deixá-la em paz. –O que? Como assim? Até o Naruto? –Vou lhe aplicar um calmante. Você precisa dormir para se recuperar.


–Não quero calmante. –Afastei meu braço da agulha.


–Vou ser obrigado a chamar os enfermeiros então. –Ah! Inferno! Inferno!!! Maldição! Isso é a treva! Tem como as coisas ficarem piores?!

Na noite seguinte...


A porta é aberta de forma brusca, quase arrombada, assustando o Dr. Kabuto e eu. Uma mulher alta, de seios ridiculamente fartos e um olhar que seria capaz de matar qualquer um que os olhasse diretamente.


–Então você é o filho da puta que fez isso com minha filha?! –Perguntou respirando descontrolada, com o tórax subindo e descendo constantemente e os punhos fechados como se tentassem esmagar a si mesma.


–Bem, eu... –A mulher veio em minha direção furiosa e confesso, me caguei de medo dela. Ela ia me desmontar em mil pedaços com um só soco que me desse! Não acreditava que aquele monstro que vinha em cima de mim pariu uma garota tão meiga de delicada quanto a Sakura. O pai dela devia ser um frouxo.


–Senhora, por favor, se acalme ou terei que chamar a segurança do hospital e... –A barrou o Dr. Magricela, mas ela era forte demais para ele.


–Eu não quero saber!!! Esse infeliz quase matou minha filha porque ela estava grávida dele!!! Vou matá-lo da pior forma!!! –E então o doutor foi jogado longe. Coitado. Ou melhor. Coitado é um cacete! Coitado é de mim que vou morrer da pior forma!


Ela montou em cima tão ‘delicada’ que seu peso fez meu corpo se elevar, me deixando sentado na cama e, no mesmo instante ela me deferiu um soco de um lado do rosto, e do outro, e do outro, e parei de contar depois do terceiro, e já não sentia as bochechas e acho que já havia perdido alguns dentes e então alguém a tira de cima de mim, mas infelizmente não segura suas pernas e ela acaba chutado lá. Isso. Lá. Lá mesmo. No meu ‘amigo’.


A dor foi indescritível. Insuportável. Perdi o ar, a noção das coisas... perdi tudo!


–Morfina... –Disse engasgado naquela agonia.


–Eu deveria rancar seu pênis com minhas unhas seu desgraçado!!! –Gritava enquanto era arrastada por um suposto segurança. –É bom minha filha ficar bem, e rápido!, porque do contrário eu te mato no murro mesmo!!! –E foi carregada para fora da sala, gritando coisas ofensivas que me deixariam assustado se eu não estivesse concentrado no meu ‘amigo’ recentemente machucado.


Eu descubro que vou ser pai. A mulher por quem estou apaixonado sofre um acidente grave por minha causa e fica hospitalizada. Eu também fico hospitalizado. Tenho que ouvir sermão do meu melhor amigo. Meu ‘filho’ morre. Não tenho notícias animadoras sobre o estado de Sakura. A mãe dela entra como uma louca no hospital, invade meu quarto enquanto estavam trocando as bandagens das minhas queimaduras e cortes, monta em cima de mim e começa me socar como se eu fosse um pedaço de carne pendurada em um freezer de açougue. Ainda por cima machuca o ‘amigo’.


Sim. É possível as coisas piorarem. É possível tudo ficar pior! Não vou subestimar o poder das coisas conspirarem contra mim ultimamente. Já percebi que não me resta nada além de orar para que Sakura fique bem. Só isso.



Notas finais
Tenso né?
Esse realmente não é o melhor ano da vida do Sasuke
.
PS estou pensando em cancelar a história por falta de review.
Comentem! Me instiguem! A história já está nas retas finais, mas posso cancelar a qualquer momento por falta de incentivo.
Obrigada!