A Hóspede
15 Jogos, Martini e uma 'dancer'
Notas iniciais
.
Também quero agradecer à vocês pelos reviews, estou muito contente ^^ e agora vou cumprir minha promessa! rsrsrs
.
Aproveitem o(s) capitulos... e é isso!
Santo Deus, Jesus, Maria e José. Que se passa comigo?
Esperei ela entrar no quarto e fui para a cozinha feliz da vida. Muito feliz mesmo! Você não tem noção. Peguei uma garrafa fechadinha de Martini Rosato e umas outras de cerveja, deixei na sala e voltei para lavar as cerejas e esquentar o chocolate, mas quando cheguei na sala, tive vontade de largar tudo o que eu segurava e pular em cima dela.
Ela usava um baby doll preto justinho definindo sua cintura, seus seios e suas nádegas; uma meia fina com rendas nas bordas subia suas pernas até a coxa a deixando mais sexy, me incitando a agarrá-la ali mesmo, sem nem me preocupar com o resto. Sakura parecia ter saído de um pôster.
-Traga aqui essas cerejas. –Pediu com um olhar malicioso. As
deixei no centro da mesa junto com as bebidas, não fazia idéia do que ela iria fazer, mas estava gostando e em nenhum momento desviei meu olhar de suas pernas torneadas forradas por aquele tecido fino, macio e transparente que me estimulava e muito!
-Onde arrumou essa roupa? –Perguntei distraidamente, mas ela
pediu para que eu me calasse e abrisse o Martini. Obedeci.
-Sente-se. –Ordenou autoritária. Me senti=ei com uma garrafa
de cerveja na mãe e ela apenas virou um pouco do Martini na boca e apoiou uma perna sobre a mesa de centro. Era impossível não olhar pra ‘lá’. Sua expressão pervertida era ao mesmo tempo cruel... Ela iria me torturar?
Abaixou um pouco da meia e tirou um fino tecido negro de lá;
esticou o pano me olhando sedenta como uma assassina segurando uma arma e então começou a vir em minha direção com um andar elegante e forçado, vagarosamente, rodando o pano no dedo. Montou em cima de mim sem restrição, sentindo meu perfume, quando do nada, me pegou pelo queixo agressivamente e aproximou meus lábios perigosamente de sua boca.
-Gosta de joguinho? –Perguntou num sussurro que me arrepiou
todo o corpo. –Porque vou brincar com você!
-Depende do jog...
-Xiii! Não responda! Fique em silêncio. É mais excitante! -Interrompeu-me com um dedo sobre meus lábios, depois me deu um longo beijo. O gosto de Martini já estava em sua boca. -Feche os olhos...-De repente ela parou o beijo e se afastou de mim. –Me desculpe por isso... –Falou com a mesma voz assustadora e erótica. Saiu de cima de mim e puxou-me pelo casaco, em seguida me jogando no chão se posicionando sobre meu corpo exatamente como estávamos antes.
Enquanto percorria minha mão pelas pernas bem torneadas da
rosada, sentia um tecido me vendar. Como ela era criativa! Será que ela faz essas coisas nas apresentações de dança dela? Ah, vai saber! Diz ela que não é stripper, mas depois do baby doll provocante e do paninho me vendando, eu duvido. Mesmo. Pensando bem, uma stripper que transou com apenas três caras é um pouco estranho, pra não dizer muito estranho. Será que ela mentiu ou sou eu que imagino coisas demais? Deve ser... preciso parar com essa minha paranóia. Puxa, é tão difícil não ser paranóico e criador de teorias com um pano preto te vendando e com uma mulher gostosa seminua em cima de você!
-Como vou vê-la dançar? –Perguntei ao acaso. Odeio ser
limitado, controlado ou ter que respeitar fronteiras. Não preciso disso agora! Pra quê disso agora sendo que ela está montada em cima de mim lambendo meu pescoço? Não tem mais limites, auto controle ou fronteiras entre agente. Pra mim não tem.
-Não vai me ver dançar agora... –Respondeu beijando meu tórax. –Quero brincar com você um pouco...
-Vai me torturar? –Perguntei sem pensar, tanto que pareceu mais um gemido do que uma pergunta vinda de um homem sério e conservador.
-Só um pouquinho! –Respondeu mordendo meu lábio inferior e
massageando meu membro sobre a calça. –Sabe... Pode parecer algo tolo, mas eu ainda estou chateada com o que você disse lá no quarto. –Mordeu minha orelha. –Você não me deu opções...
-Ainda ta pensando naquilo? Você estava errada; me pediu
desculpas; eu aceitei e já era! Vamos aproveitar o restante da noite agora! –Levei minhas mãos para suas nádegas e apertei de leve.
-O que? –Tirou minhas mãos de seu corpo. –Só eu estava
errada? –Eu não podia vê-la mas alguma coisa me dizia que ela havia se
irritado. Mulheres... Por que são tão complicadas.
-Sim, se não estivesse não iria me pedir desculpas.
-Eu só queria transar, por isso que fui me humilhar e te pedir perdão por você ter mexido no meu celular e me interrogado como se fosse algo além de um hospedeiro!
-Com todo o respeito, você parece uma vadia falando assim... –Mal continuei o sermão e ela me deferiu um tapa na cara. Doeu maia porque foi de surpresa, sabe? Maldita venda!
-Nunca mais repita isso, ok? –Depois de um longo silêncio, ouvi ela abrir uma cerveja, colocou um pouco em minha boca e lambeu meus lábios em seguida. –Me chame de qualquer coisa, só não me chame de vadia.
-É o que você aparenta ser com essas atitudes. –Falo como se
reprovasse... Eu estava adorando! –Ela deferiu-me outro tapa. –Vadia! –Insisti. Mais outro tapa. –Vadia! –Continuei rindo e levei outro mais forte do que os três anteriores juntos. Meu rosto já ardia. –Minha vadia! –Ela segurou meu rosto, acariciou meu cabelo, puxando minha cabeça para mais perto dela, quando pensei que ela ia me beijar, lá vem ela me dando mais um tapa que ardia até na alma, me deixando meio tonto e estressado. Ela é bem agressiva né? Fico me perguntando a quantidade de Martini que ela bebeu enquanto estou com os olhos vendados.
-Você gosta de apanhar, não gosta? Seu cretino! –Montou em
cima de mim e segurou meu rosto com mais força e desejo(suponho). Não sabia se gostava dessa Sakura violenta, apesar dela ficar bem sexy invocada... Santo Cristo, to virando um pervertido! –Quer saber de uma coisa interessante? –Ela sussurrou no meu ouvido friamente. –Não transo tem um bom tempo. –O que é um bom tempo para ela? Espero que seja, sei lá, tipo assim uns onze meses, como foi o meu caso. Vergonhoso.
-É por isso que está tão sedenta? –Perguntei tentando
retomar a autoridade, subindo novamente minhas mãos por suas pernas.
-Não. Eu amo essa atividade e não tenho muitas oportunidades de praticá-la. Não transo com qualquer um.
-Isso é contraditório.
-Você é uma exceção! –Disse botando ênfase na última palavra. –Não sou vadia. Posso ser sua vadia, por enquanto. Mas há uma coisa que eu tenho que outras vadias de emo’s –Eu já disse pra ela que não sou essa droga de emo...-...não têm...
-O quê? Cabelo rosa? –Chutei.
-Não. –Chutou. Literalmente. –Amor.-Procurei sua boca, seguindo seus suspiros e ela permitiu que eu a beijasse. Queria comprovar se ela tinha amor mesmo, mas eu não podia. Jamais senti o gosto de amor na boca de uma mulher e na dela, pra mim, o sabor era de Martini e não passava disso.
Fale com o autor