A Hóspede

16 Provocações I


–Ainda vai me torturar? –Perguntei baixinho acariciando os cabelos róseos e macios.


Você ainda vai me torturar? –Fiquei confuso. –Você é um canalha mesmo! –Riu pegando minha mão e a
guiando para sua intimidade. –Consegue me deixar excitada só de ficar parado! –Corei. Não sabia que tinha tanta potência assim... mas não podia resistir por muito tempo à todas as provocações dela? Por que diabos ainda não tirei essa venda?


–Então você me quer tanto assim?


–Não está óbvio?


–Então por que não saciamos nossos desejos obscenos e
gozamos de luxúria a noite toda? –Disse com os lábios pairando em seu pescoço e meu dedo massageando de leve seu sexo sob a roupa íntima.


Ela, montada em cima de mim, se remexia suavemente e
arranhava minhas costas de tesão. Tentou ao máximo abafar os gemidos mas se rendeu quando eu comecei a tocá-la mais rápido.


–Você r-realmente acaba comigo! –Disse ofegante cruzando as
pernas na minha cintura. Estava muita excitada, eu, nem se fala! Meu ‘amigo’ estava passando um sufoco debaixo daquele moletom... Queria pegá-lo e colocá-lo nela sem piedade, não pensava em outra coisa.


–Tira a roupa pra mim e me deixe vê-la. –Pedi com a voz rouca.


–Quem dá as ordens agora sou eu! –Disse se levantando como
num pulo, de repente, só sinto ela me tentar no pé do ouvido, me fazer arrepiar e implorar por seu corpo quente. –Quero que essa transa seja a melhor da sua vida! –Disse pegando meu ‘amigo’ por cima da cueca. A excitação que eu estava sentindo já chegava a ser agonizante. –Quero que não se esqueça... –Me masturbava lentamente ainda atrás de mim, sussurrando meu nome no ouvido como uma ladra anônima prestes a levar minha sanidade. Uma ladra. Roubou minha paz, maldita! Mas isso é tão bom... eu gemia como um bobo, pensando nisso mais tarde fiquei encabulado por uma mulher me dominar desse jeito, estava completamente entregue à ela. –Quero que seja o homem mais saciado do mundo... –Disse lambendo meu pescoço. –e que goze aos montes, de me agüentar até o fim da noite.


–Você só fica aí, falando, e não faz nada do que diz... –Disse
ofegante. –Tire essa venda dos meus olhos e me deixe fazê-la minha!


–Já disse uma vez: -Pegou meu rosto brutalmente. -Sou eu quem dá as ordens aqui!


Coloquei meu “amigo” novamente dentro da calça e pus a beber cerveja e assisti-la rebolar para mim. Não queria que ela notasse meu membro se enrijecer ao vê-la dançar de forma tão sensual. Não quero demonstrar fraqueza por ela, embora isto já estar óbvio só pela minha cara de bobo vendo ela agachar e levantar movimentando lentamente o quadril, embriagada, mordendo os lábios e me olhando como se eu estivesse vestido de ouro. Depois de acabar com a garrafa de Martini em um gole só, ela se deitou no chão e começou a alisar o corpo seminu, ainda me olhando. Aquilo me excitava demais! Eu já não agüentava. Sai do sofá e fui para cima dela, que me empurrou com os pés me impedindo de tocá-la.


–Esse é meu castigo? –Perguntei com a voz rouca. –Fazer com que eu agonize de tesão me impedindo de tocá-la?!


–Humm... –Comeu uma cereja e riu como uma garotinha. Basicamente isso.



–E o seu castigo hein? Qual será?



–Nenhum! Não fiz nada de errado!


–Não?! Tem certeza?!


–Cite algo que fiz então. -Se apoiou nos cotovelos para me ouvir.


–O que está fazendo agora serve como exemplo?! –Eu estava
desesperado, eu e meu “amigo”.


Essa Sakura é mesmo cruel! Mesmo bêbada não mostrou um seio
se quer! Eu queria apenas ver e...


–Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh! Faz alguma coisa!!! –Pedi desesperado, implorando por um toque ou por uma permissão para arrancar-lhe as vestes. Já estava começando a ficar com frio sem os agasalhos, mas eu sabia que era por uma boa causa pois ela parecia gostar do meu corpo tanto quanto eu gostava do dela. A sensação daquela língua quente lambendo minha barriga, meu tórax... não saiam do meu pensamento! Queria sentir aquela língua em mim novamente!


Ela ria solta, feito uma criança. Devia ser efeito do álcool ou era muito hilário me ver nesse estado, mas eu não podia negar que ela era linda quando ria. Me fitou maliciosa e veio em minha direção engatinhando lentamente, me matando de excitação e ansiedade aos poucos. Ao se aproximar um pouco de mim, a peguei pelos cabelos e a puxei para cima do meu corpo, o que aliviou a excitação. Ela soltou um gemido baixo e sorriu som os olhos cerrados, sentindo eu fazê-la se mover sobre minha calça, mas especificamente sobre o meu “amigo”.


–Diga o que quer... –Pedi levando minhas mãos à sua cintura.
–Eu faço qualquer coisa, é só pedir...


–Diga que me ama!


–Estaria mentindo...


–Apenas diga!


–Eu... te amo. –Obedeci beijando seu pescoço suado.


–Diga de novo... –Pediu gemendo mordiscando os meus lábios.


–Te amo.


–Diz que não é mentira...


–Não posso... –Me levantei do chão com ela no colo e sentei no sofá, ainda com o meu “amigo” guardado. Puxei as fitas que prendiam o baby doll ao corpo da rosada e o tirei em um só movimento, me encantado com o que via. Ontem o quarto estava escuro, mal podia ver minhas mãos tocando a moça, mas agora, Dios Mio!, mal acredito que uma mulher dessa está em cima de mim. A deitei no sofá e comecei lamber seu corpo banhando de Martini. Comecei beijá-la. Comecei tapeá-la. Comecei a abraçá-la e querê-la só para mim.


–Por... favor... -Continuou ofegante. –Diz que não... é mentira... –Tomei seus lábios quentes e bêbados e os fiz meus, só meus. Explorei toda sua boca enquanto ela abaixava minha calça. Perfeito! Não tinha tempo para pré-eliminares, não tinha tempo mais para nada. Do jeito que eu estava, precisava penetrá-la urgentemente,


–Já posso...? –Perguntei massageando seus seios. Ela nada
responder, permaneceu em transe. -Vou considerar isso como um “Sim, Sasuke, pode me fazer sua!” -Ela riu e me beijou pegando meu sexo e o aproximando de sua intimidade.


–Oh! –Gemeu ao sentir-me bater meu “amigo” em seu clitóris. –Pare com isso! Pare! –Vadia! Vai implorar pelo meu toque como eu implorei pelo seu. Ou não? Estava muito excitado para provocá-la. Deixa para a próxima. Ajeitei nossos corpos em uma boa posição no sofá e finalmente uni nossos corpos, pensei que esse momento nunca chegaria.


–Ah! –Gememos em uníssono. A sensação era extasiante. No
começo fui devagar , só depois ganhei ritmo, tive até medo de machucá-la, mas era visível em sua face que todos seus gemidos eram de prazer. Me orgulhei! Por eu não transar há um bom tempo, tinha receio, mas pelo visto meu talento na cama(ou no sofá, no caso) continuam intactos! Hehe! Estou virando um homem safado, isso não pode acontecer!!!


–Sakura... vou... –Antes que eu pudesse terminar a frase de aviso urgente, ela me deu um beijo rápido e disse:


–Bota pra dentro! –Oh my God! Não precisava ser tão explícita sua pervertida! Juro que estava louco pra dar risada quando ela disse isso(sim, Sasuke Uchiha da risada, não é freqüente ta?), mas o êxtase falou mais alto. Enfim, dei estocadas mais fortes e em segundos estava delirando em orgasmo. Essa mulher me deixa louco! –Ainda não acabou querido! –Disse sorridente.


M-mas o que? Eu tava quase tendo um enfarte, suava como trabalhador de roça e olha que devia estar uns -5°C.


–Deixa... eu... descansar... um.. –Me interrompeu com um beijo quente, daqueles capazes de matar um nadador asfixiado.


–Não cheguei ao meu ápice ainda. –Informou beijando minha bochecha enquanto eu tentava recuperar meu fôlego, até a boca da rosada começar subir e descer meu membro, me fazendo delirar de prazer de novo, novamente e mais uma vez. Dei um tapa em seu bumbum carnudo para ouvi-la gritar para mim e não deu outra, pude ler seus lábios ruborizados pronunciar ‘filho da puta’ pelo tapa, mas não me ofendi.


Minha mãe não era puta, ela não era nada, literalmente, isso que a tornava tão especial pra mim. Ela só cuidava de Itachi e eu, só. Nunca fomos crianças de dar trabalho. Bem, Itachi começou ficar meio rebelde na adolescência, isso se beber, fumar e badalar forem consideradas atitudes rebeldes. Do resto, nunca deu trabalho como ser preso, engravidar alguma menina (porque ele era muito indecente, sabe como é...), se envolver em brigas ou desrespeitar regras da casa. Sempre fomos uma família equilibrada, sem muitos problemas além dos normais que toda família enfrenta. Voltando à minha mãe, bem como disse, ela levava uma vida sossegada, nem transar com meu pai ela transava, creio eu. Itachi dizia que papai foi castrado depois que eu nasci porque o mundo não precisava de alguém mais feio do que eu. Na época eu acreditava, pois não se ouvia ruído algum do quarto deles à noite e sabíamos que mamãe não era nenhum pouco discreta em absolutamente tudo que fazia.


Já estava começando a ficar com frio ali despido, Sakura também, dava para perceber pelos lábios roxos, esmo com o calor dos nossos corpos estar intenso.


–Vamos para o quarto. –Sussurrei em seu ouvido e peguei duas
cervejas. Ela me abraçou por trás e começou beijar minhas costas até chegarmos a meu quarto, onde coloquei as garrafas sobre o criado-mudo e joguei a rosada na cama, beijando seus pés, suas coxas brancas e lisas. Sua respiração já voltara a acelerar e a partir dali meu fogo reacendeu mais forte ainda. Nos cobri com o edredom e não parei mais de beijar seu pescoço, se sentir seus seios balançarem no meu peito, suas pernas entrelaçadas nas minhas costas, suas mãos frias agarrando meus ombros, implorando para eu possuí-la sem hesito algum.


Notas finais
Reviews?
Sejam bons leitores!