A Hospedeira do Reino de Montemort
1 Capítulo I
Notas iniciais
Um novo dia inicia a vida no reino de Montemort, na Região da Cália. Muitos habitantes já estão despertos e em plena atividade, indo e vindo das cavernas de mineração, mesmo o sol estando oculto do horizonte.
Ultimamente, o reino de Montemort tem vivido um tempo de paz e prosperidade após a renovação do acordo com o Reino de Artemia, os dois maiores reinos da Região de Cália, sendo também os mais poderosos.
Após a coroação dos novos monarcas, iniciando um novo tempo nos limites do reino, a vida dos súditos tem passado por mudanças positivas no dia a dia — tanto na Vila quanto nas tendas ao longo do reino.
Amália, a mais nova monarca da Região da Cália, após aceito o pedido do príncipe, tem presenciado todas as mudanças e sido uma testemunha fiel deste novo tempo, vivido pela realeza, nobreza e súditos do reino.
Nesta manhã, ela habitualmente caminha só pelos corredores do castelo, iluminada pela fraca luz crepuscular entrando através das janelas abertas ao longo do corredor, revelando várias cenas do reino.
Por muitas vezes, durantes as caminhadas matinais, ela foi pega de surpresa, apreciando algumas destas bucólicas cenas através das inúmeras janelas do castelo do reino de Montemort.
Lá fora, ainda nas dependências do reino, os súditos realizam inúmeras atividades, movimentando a vida entre a realeza e a nobreza, os habitantes do castelo, sob o reinado dos mais novos monarcas da Região da Cália.
Hoje, em especial, ela decide caminhar mais adentro dos domínios do castelo, explorando os corredores menos frequentados entre tantos outros espaços. Como está se sentindo bem, nessa manhã, decidiu ir além.
Lá fora, as imagens vão mudando com o passar do tempo. A vida de Montemort é aos poucos trocada pelo sombrio barulho dos ventos e encantadores cantos dos animais da floresta, ocultando e protegendo o reino.
O momento incomum a paralisou no corredor vazio, por alguns poucos instantes, diante da janela fechada, apreciando os fortes ventos movimentarem as árvores, enquanto os pássaros realizam a obra da criação.
Enquanto ela está apreciando a cena, meditando na criação, ela ouve um barulho a poucos metros dali. O que lhe despertou os sentidos e, sem pensar muito, eleva a voz suavemente, perguntando:
— Tem alguém aí?
Após alguns segundos esperando pela resposta, não ouvindo nenhum tipo de manifestação, só então, Amália decide caminhar lentamente na direção do inesperado a fim de saber o que interferiu sua meditação matinal.
Assim, na expectativa de encontrar algum guarda na ronda, ela continua caminhando lentamente na direção do desconhecido. Ao chegar, ao invés de encontrar um guarda na ronda, ela avistou uma janela aberta.
Agora, bem mais calma, ela fecha a janela e confere todos os trincos antes de retornar a caminhada pelos corredores na direção, desta vez, da sala do palácio para iniciar os ritos do dia na companha da realeza.
Estes ritos, realizados entre a realeza e a nobreza, moradores do castelo, preenchem o dia, restando pouco tempo para realizar outras atividades. Assim após um dia cheio, ela costuma ler e, em seguida, dormir.
Fale com o autor