A História de Uma Semideusa - Os Jogos
32 E As Vidas Se Acertam...
Notas iniciais
LEIAM AS NOTAS INICIAIS E FINAIS
P.O.V Mark
Desde que cheguei ao acampamento depois dos Jogos, eu fui procurar por Sara. Eu ia seguir o conselho da Beky e chama-la para um passeio na praia, mesmo sem saber se ela iria aceitar. O que seria da vida se não corrêssemos riscos? Eu a encontrei sozinha, sentada em um tronco caído em uma das segundas faixas e árvores da floresta. Eu me aproximei e me sentei do seu lado.
– Oi. – falei.
– Oi. – ela riu.
– O que está fazendo aqui?
– Pensando.
– Sobre...
– Desculpe você é Mark não é? O filho de Poseidon que estava nos Jogos?
– Exatamente.
– O que disse que gostava de mim no desafio de Afrodite?
– Você pode esquecer que eu disse isso se quiser.
– ‘Ta. Você ia me chamar para sair?
– Porque você pensa isso?
– Porque outro motivo você viria falar comigo?
– É. Eu ia te chamar pra sair mesmo.
– Aonde vamos?
– Você esta aceitando?
Ela deu um sorriso que eu traduzi como um sim.
– Vamos à praia. Se você quiser é claro.
– Me busca as quatro.
– As quatro?
– Vamos pegar o pôr do sol.
– Com licença. – disse uma voz.
Viramos-nos e demos de cara com Mandy. Os cabelos dela estavam soltos e ela usava a blusa do acampamento, como todos. No mesmo instante a Sara fechou a cara.
– Eu vou sair e deixar vocês conversando. – falei e escapuli para os campos.
P.O.V Sara
– O que você quer? – perguntei irritada a Mandy enquanto ela se sentava.
– Pedir desculpas.
Essa me pegou de surpresa. Eu poderia esperar qualquer coisa da Mandy, menos um pedido de desculpas.
– Eu fui egoísta. – ela continuou. – Eu só queria participar dos Jogos para tentar ser superior. Foi injusto com você. Você treinou muito para conseguir entrar nos Jogos e eu tenho certeza de que aquele sobrenome se referia a você e não a mim. Mas eu aconselho você a não participar dos Jogos. Não é algo agradável. Aquela arena da um ar sombrio. Os deuses são cruéis com os semideuses lá, nem sei como eles podem ser tão maus. Eu sei que errei e sei que provavelmente você me odeia agora, mas eu só quero pedir uma coisa, uma coisa que eu não tenho nenhum direito de ter. Você me desculpa?
Meus olhos se encheram de lagrimas, assim como os dela.
– Eu nunca te odiei. – falei puxando-a para um abraço. – Você é minha irmã, eu te amo. E eu te perdoo.
P.O.V Carol
Eu estava caminhando pelos campos do acampamento, muito concentrada na minha revista, quando eu me esbarro em alguém. Eu acabei caindo em cima da pessoa. Um garoto eu percebi, e logo depois vi os cabelos loiros do Brian.
– Oi Carol. – ele falou.
– Oi Brian.
Nós estávamos muito próximos, porque eu tinha caído em cima dele literalmente. Eu podia sentir a respiração regular dele contra a minha, travando uma batalha. Então eu comecei a me levantar e ele se levantou logo em seguida, me ajudando. Eu vi minha revista caída e amassada no chão e me abaixei para pega-la.
– Eu amassei sua revista! – ele colocou as mãos na nuca. – Desculpe.
– Tudo bem. Pelo menos não rasgou. – eu disse sorrindo.
– Eu deveria olhar mais por onde eu ando.
– Eu estava mais distraída, você não tem culpa.
Ficamos nos encarando por vários instantes. Então quase como se tivéssemos combinado, fomos em direção um ao outro, em um beijo escaldante. Ele abraçou minha cintura de modo protetor e eu passei minhas mãos pelo seu cabelo espetado. É. Os Jogos tinham mudado muitas coisas.
P.O.V Beky
Eu estava caminhando sozinha pelos campos, a procura do que fazer. Nunca tinha percebido como as atividades eram importantes para manter o acampamento ativo. Sem as atividades os semideuses não tinham nada para fazer. Ao longe eu vi Sara entrando na floresta, logo depois Mark foi para lá também. Eu esperava que ele seguisse a minha dica e não a da Carol. Falando e Carol eu vi dois emaranhados de cabelos loiros se beijando e imaginei que poderiam ser ela e o Brian, eles estavam flertando já tinha um tempo.
Então alguém segurou meu braço. Primeiro eu pensei que fosse Summy, já que a última vez que eu tinha visto ele tinha sido de manhã, mas a mão do Summy era fina e aquela era grossa e forte. Virei-me e dei de cara com o Hally.
– O que você quer? – perguntei com frieza.
Percebi que o pé dele estava melhor, apesar de uma fina cicatriz onde eu tinha enfiado a flecha.
– Podemos conversar? – ele indagou.
– Não demore muito, eu tenho coisas a fazer.
– Pelo que eu vi você estava caminhando sem um rumo especifico pelos campos.
– Isso não é do seu interesse.
– Olha, eu não vim aqui para brigar, ok? Eu só queria pedir desculpas e explicar que a flecha no Summy não foi minha culpa. A Leae lançou uma faca no meu braço no momento em que eu preparei uma flecha.
– E quais eram as chances da flecha atravessar todas as grades que estavam nos separando e ir atingir justo o Summy?
– Vai ver que aquilo tinha que acontecer. Não sei. Mas nem Apolo pode mirar uma flecha tão bem.
– Tudo bem. Agora, se me dá licença.
Eu me virei para ir embora, mas ele foi mais rápido e se postou na minha frente.
– Amigos? – ele perguntou, estendendo uma mão.
– Veremos. – eu falei.
Em seguida eu passei direto, deixando-o no vácuo. Não me sentia culpada por isso. Ele podia estar pedindo desculpa, mas ainda era um completo idiota.
P.O.V Leae
Eu decidi que não iria pensar muito. De acordo com as minhas deduções, a Beky tinha ganhado e eu estava realmente feliz por ela. A única pessoa que eu não tinha achado ainda tinha sido o John e era a pessoa que eu mais estava procurando. Logo eu desisti e decidi ir para o meu quarto e descansar um pouco. Acordei de novo o sol estava se pondo no horizonte, uma linha laranja no céu azulado. Decidi caminhar um pouco pelos campos e foi então que eu o vi. Ele estava saindo do refeitório.
No mesmo instante nossos olhares se encontraram e corremos na direção um do outro. Eu me sentia leve, como se meus pés não estivessem tocando o chão. Por um momento eu me imaginei em uma daquelas cenas dos filmes de romance que a Beky gosta de assistir, quando o casal se encontra e se beija. Só que quando nos encontramos, não rolou beijo. Na verdade a gente se esbarrou e caiu. (N/A: quantos casais vão ter que cair até que eu me canse?).
Ele se levantou primeiro e estendeu a mão para me ajudar, eu a segurei. Ele me puxou e abraçou a minha cintura. Eu coloquei minhas mãos no seu cabelo.
– Estava com saudade. – ele murmurou.
– Não mais do que eu. – murmurei em resposta.
Então ele me beijou, um beijo leve e delicado, como se qualquer coisa pudesse me quebrar. Quando nos separamos ele falou:
– A gente não precisa mais se esconder não é?
– Eu nem sei por que a gente se escondia!
Eu peguei a mão dele e fomos caminhando, sem um rumo definitivo, só curtindo a companhia um do outro.
P.O.V Grus
Eu mal tinha acordado quando alguém invadiu o meu quarto. Eu dormia em um quarto sozinho, porque já havia o suficiente para todos os outros. Primeiro eu só vi um emaranhado de cabelos negros, que eu logo percebi que eram da Geny. Ela entrou no meu quarto e fechou a porta. Eu guardei o pedaço de metal com o qual eu estava passando o tempo e me sentei na cama. Em menos de um minuto ela já estava me abraçando.
– Senti saudades. – ela falou.
– Também. – sorri.
Então eu a beijei. Minha língua pediu passagem que ela logo cedeu. O peso dela contra o meu fez com que eu caísse de novo na cama, dessa vez puxando-a comigo. Eu comecei a colocar a minha mão por dentro da blusa dela, mas antes que eu terminasse o serviço ela parou.
– Alguma coisa? – indaguei.
– Não. – ela disse.
Geny se levantou e foi até a luz do quarto, colocando-a para apagar e depois se virou para mim de novo.
– Assim fica mais divertido. – ela falou antes de voltar para a cama.
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