Notas iniciais
Olá queridos leitores de História! Mais uma capítulo saindo pra vocês, teremos um POV do Milo que estará em itálico e sinalizado. Esta semana tivemos muitos favoritados novos, por isso sejam todos muito bem vindos! A imagem do capítulo é uma arte de um game da nossa sombria Londres do século XIX. Boa leitura!

Cap 27 — Velhos Amigos



POV Milo


Naquela tarde fria e fúnebre, o salão principal da mansão havia se convertido no local de velório, contendo em seu centro o caixão fechado com o corpo de meu falecido pai.

Estávamos o velando há tres dias.

Eu e Camus vestidos totalmente de negro lado a lado contrastávamos com Natassia e seu hábito sacerdotal totalmente branco como neve. Sentado, apoiado ao braço de Camus, era como se ele me sustentasse para eu não cair. Um pouco mais á frente, Natassia fazia suas orações segurando um rosário com muitas contas, debruçada sobre o caixão já fechado pelo tempo que tinha o falecido.

Além de nós, havia Kanon e mais alguns parentes distantes que há muito eu não via. Gente da Marinha, empresários, políticos. Papai era um homem reconhecidamente importante, toda a aristocracia londrina estava no salão de nossa casa, circulando pelos jardins, bebericando o café servido pelos empregados, coxixando em voz baixa assuntos de negócios, certamente confabulando se eu teria culhões para gerir o império que papai me deixava com a mesma mão de ferro com que ele havia conduzido por décadas. Mas eu estava alheio aqueles assuntos, procurava não esticar meus ouvidos para aquela gente pois sabia que não haveria utilidade em suas palavras além dos votos de pesames. Aliás, eu já havia perdido a conta de quantos pêsames eu e Natassia recebemos, de quantas mãos apertamos e de quantas vezes ouvimos a celebre frase a "vida continua". E de fato, precisava continuar.

Pandora chegou acompanhada de Sorento e alguns de seus irmãos, percebi os olhos de Kanon a fitando intrigados. Pandora era de fato uma bela mulher, no entanto eu não sabia se estava delirando ou se realmente a presença dela roubou a atenção de meu primo, que até então mantinha seus olhos azulados e atentos sobre mim e Camus. Mas o que raios me importava o que atraía Kanon? Isso não seria de minha alçada e me desliguei do assunto logo depois que recebemos o seu afago carinhoso e seus votos de pesames, os dela sim, honestos, como os de Sorento. Depois disso ela foi ajudar Mayura a cuidar de Hyoga, confirmando que Pandora jamais perderia seu apreço e zelo por nosso menino.

Eu observava as muitas coroas de flores, uma delas, inclusive enviada a em nome de Vossa Majestade, a Rainha. Entre as coroas Hyoga passava correndo com Mayura no seu encalço. Nossa governanta tentava manter o pequeno o mais afastado possível daquele clima fúnebre, pesado para uma criança, mas como era típico de Hyoga, com ele tudo virava uma grande farra.

Eu o olhava, mas nem mesmo observar sua energia infantil tão vívida me devolvia a alegria. Eu estava abatido, cansado. Apoiava-me a Camus como se segurasse minha tábua de salvação. Na verdade, o que teria sido sem Camus? Foi ele quem organizou absolutamente tudo, quem tomou todas as providencias quando eu e Natassia estávamos chorando a morte de nosso pai e não tínhamos forças para organizar-lhe seu funeral.

Camus cuidou de todos os pormenores e agora estava ali comigo, me apoiando, ao meu lado. Eu olhava para o ruivo e ele estava sério, mas ao mesmo tempo tinha uma doçura gentil. Eu sabia que ele estava sofrendo, os últimos momentos dele com o papai foram surpreendentes, mas ele sempre se esforçava para me passar confiança, ele tentava me mostrar que seria um suporte, forte o suficiente para me segurar naquele momento de luto.

Eu já não chorava mais, já havia chorado muito, acima de tudo no primeiro dia. Agora meu rosto expressava apenas resignação e uma tristeza que eu não conseguia conter.
E saudade, muita saudade.

Eu e Camus estávamos sentados junto ao caixão, logo ao lado Natassia orava, quando um dos nossos empregados veio anunciar-nos a chegada de novos visitantes . Julgamos ser mais algum empresário ou algum nobre dos muitos que papai conhecia e tinha amizade, mas ao ver quem entrava no salão, senti a mão de Camus tremer levemente. Acho que meu amor não conseguiria mais se manter tão equilibrado em suas emoções...
Pois eram os seus pais quem haviam acabado de chegar.

Camus apertou minha mão quando o senhor e a senhora Garret surgiram diante de nós.


**
Ao entrarem no salão principal, os olhares de Camus e seu pai Gerrard se cruzaram, fazendo o coração do ruivo disparar. O casal veio diretamente até os irmãos Milo e Natassia

— Meus pesames, nós sentimos muito...seu pai foi um grande e estimado amigo e sua morte um pesar doloroso. Que Deus o guarde em bom lugar. — Gerrard fez uma mesura e encarou Milo, que o encarou de volta, porém, sem expressão.

O mais velho percebeu o quanto o mais novo estava abatido

— Oh querido, eu sinto muito — mais doce, Anete o abraçou, tendo o abraço retribuído. Abraçou Natassia em seguida e depois Camus

— Camus, meu amor — ela balbuciou, saudosa

— Mamãe, eu senti sua falta. Que bom que veio

Ao mesmo tempo que Milo, Camus, Natassia e Anete se confraternizavam, Gerrard apenas os observava, mantendo-se distante e evitando tal contato. Ele e Camus limitavam a olhar-se, espreitando um ao outro.

— Nós viemos o mais rápido possível assim que soubemos do ocorrido — disse a matriarca, acariciando os fios loiros do genro

— Obrigado por estarem aqui neste momento, vamos enterrá-lo em poucas horas — Milo esclareceu, apático. Camus aproximou-se mais do amado, apoiando-o, para constrangimento de Gerrard que agora evitava olhá-los.

— Tens notícias de Krest? — inquiriu Camus, que havia enviado uma carta ao irmão, até então sem resposta

— Sei apenas que está em Paris, mas não se preocupem, eu avisei a Krest sobre a morte de Richard, mandei-lhe um mensageiro. Creio que nos próximos dias seu irmão deve vir fazer-te uma visita

Anete conversava com Camus e Milo quando seus olhos se desviaram para o pequeno garoto que passava correndo. Aquela criança loira e ativa chamou a atenção da mulher que apenas olhou para o menino e em seguida para Milo e Camus.

E os olhos dos dois diziam tudo

— Aquela criança...é filho de algum dos convidados?

Anete formulou a pergunta que foi respondida por ambos apenas com um manear de cabeça, em negação.

Camus sentiu seus olhos marejarem e um meio sorriso brotar em seus lábios, foi o suficiente para Anete soltar um quase gritinho, levando as mãos á boca rápido. Nada mais precisava ser explicado, uma vez que Anete já conhecia a paixão de Camus por crianças e o sonho que ele tinha de ser pai. Sabia também que seria com Milo que seu filho realizaria tal sonho, não seria com outra pessoa.

— Qual o nome dele? — perguntou baixinho

— Hyoga — Milo contou, pela primeira vez sua expressão era um pouco melhor

Discreta e em silencio, Anete foi até Hyoga e começou com o menino uma animada conversa até que aquela avó não resistiu: pegou o pequeno loirinho nos braços, lascando-lhe muitos beijos. Hyoga ria, quem seria aquela senhora de cabelos ruivos e esbranquiçados, fartos seios que lhe agarrava daquela forma?

Milo e Camus observavam felizes aquela cena, que contrastava com o clima fúnebre daquela tarde fria.
Logo o cortejo com o corpo de Richard saiu, rumo ao cemitério.

Dentro do mausoléu em mármore branco, o caixão eram baixado no mais absoluto silencio onde já estava o túmulo de Catherine. Richard seria enterrado ao lado da esposa. O padre já havia feito sua oração e agora Milo e Natassia depositavam as últimas flores antes de ser colocado o tampo de mármore junto a lápide contendo o nome de Richard Bloedorn. Milo acalentava a irmã, que chorava muito.
Feito todo o cerimonial, todos foram saindo do mausoléu, que seria trancado e selado com o brasão da familia Bloedorn na porta com grades de ferro fundido. O mausoléu todo em mármore branco ficava bem no centro do cemitério e era guardado por quatro estátuas angelicais em pedra.

Do lado de fora a neblina dominava a paisagem, aquele fim de tarde estava ainda mais frio e uma forte chuva se abateu sobre Londres logo ao final do enterro. Aquele temporal era um daqueles que deixava a cidade caótica, com lama pelas ruas e que fazia o Tamiza transbordar em alguns pontos. Apesar de terem deixado suas coisas em um hotel no centro da cidade, Anete e Gerrard aceitaram o convite de Camus e Milo para se abrigarem na mansão, passando lá aquela noite.

Assim que chegaram de volta á mansão, tanto Milo como Natassia se recolheram imediatamente, exaustos. Milo desejava apenas dormir, estava cansado e abatido demais. Mayura perguntava á Camus se poderia servir o jantar para ele e os convidados, após responder positivamente á governanta, Mayura viu Anete aproximar-se com uma trouxinha embrulhada em um pano branco

— Camus, meu anjo, olha só o que eu trouxe de casa para você! São aqueles doces que você adora e só existem em Aix-en-Provence — disse animada a matriarca

Camus pegou meio sem graça os doces, agradecendo a mãe por eles

— Mamãe, não precisava disso...obrigado

— Imagina! Eu sei o quanto ama estes docinhos desde a infancia e eles só existem na nossa França. Duvido que haja por aqui delícia igual

Mayura, que estava próxima franziu o cenho. Como "não havia delicia igual", aquela senhora estava querendo desmerecer os maravilhosos doces britanicos? O que ela estava pensando? Tudo bem que suas delicadas massas folhadas e seus magníficos macarons eram um exemplo nato de que a França sabia produzir doces, mas os ingleses sempre iriam preferir seus pãezinhos deliciosamente recheados com toda a sorte de glacês que se pode imaginar.
Mayura saiu pisando duro ante aquela ofensa, arrancando de Camus um risinho divertido com a guerra das senhoras doceiras.

**

Durante toda a madrugada a chuva não cessou. Trovoadas altas ecoavam pelos corredores da mansão. Ao lado de Camus, Milo tinha um sono pesado pelo cansaço, porém Camus demorou a dormir. Outro que demorou a adormecer fora Gerrard, as imagens daquele dia fúnebre ainda ecoavam em sua mente. O Almirante mantinha os olhos no teto do quarto de hóspedes, que tinha a pintura de uma paisagem retratada em toda a sua extensão, e apesar da escuridão, conseguia enxergar algumas de suas nuances. Era uma paisagem bucólica, de um lugar verde e alegre, com uma casinha e um riacho em meio a muitas árvores e alguns animais. Logo a paisagem começou a ficar mais nítida por conta a luz do dia que começava a amanhecer e sua claridade entrara pelas vidraças.
A chuva finalmente cessou.

Gerrard levantou-se. Era cedo demais, no entanto ele não tinha mais paciência para permanecer deitado. Vestiu o robe de tecido grosso por cima dos pijamas e caminhou lentamente até onde lembrava-se de ver uma biblioteca. Empurrou a porta entrando no recinto e sentou-se em uma poltrona, recostando a cabeça. Gerrard fechou os olhos, sentindo o sono tardio se aproximando finalmente quando percebeu que uma bolinha entrava rolando pela porta e em poucos segundos seu pequeno dono surgiu procurando-a.

Era Hyoga, ainda de pijamas já brincando pela manhã. O menino assustou-se quando a bolinha bateu nos pés de Gerrard, o áustero senhor que havia evitado contato com ele durante todo o tempo desde que chegara. Hyoga pensou em correr, mas Gerrard o impediu, pegando a bolinha do chão e oferecendo-a ao pequeno, que lembrou do que seus dois pais sempre lhe falavam: que ele deveria ser valente e corajoso, enfrentando os perigos como um homenzinho. Então Hyoga estufou o peito, enchendo-se de coragem e encarou o mais velho, destemido. Gerrard admirou aquela altivez pra uma criança tão pequena.

— Então perdeu o seu brinquedo?

Perguntou, simpático esticando a mão com a bolinha, oferecendo-a de volta ao dono

— Está com saudades de Richard?

Hyoga balançou a cabeça positivamente, mas sem ceder a sua postura defensiva a séria

— O vovô era bom pra mim, eu gostava de fazer cafuné no cabelo branco dele...

— Oga, vá fazer seu desjejum filho e depois pode ir brincar. Deixe-me conversar com seu avô agora — interrompeu Camus, que chegava na biblioteca com uma xícara de chá bem quente, que estendeu ao pai.

Gerrard pegou a fina porcelana contendo o chá e bebericou observando o menino sair, obedecendo o pai

— O garoto é educado e tem bons modos. Qual a origem de Hyoga, afinal? Conhece seus pais biológicos?

— Não. Eu encontrei Hyoga em condições muito precárias para uma criança e tudo o que sei é que fora abandonado ainda rescém nascido em um orfanato. Nunca houve notícia de seus pais. Mas isso não importa, eu e Milo somos os pais dele e o estamos educando como um lordezinho deve ser — contou Camus, orgulhoso de sua cria

— Mas você não tem medo? Que tipo de genes o garoto pode ter? E se for filho de um assassino ou de uma mulher da vida? Essas crianças carregam genes, Camus. Isso existe e a ciencia já comprovou — esclareceu o mais velho, preocupado

Camus suspirou e encarando o pai da forma mais direta usou de toda a sua sinceridade para falar-lhe o que há muito desejava dizer

— Pai...o senhor lembra porque me tirou do mar? Lembra com que propósito me fez abdicar da carreira na Marinha que eu amava loucamente? O senhor queria que eu fosse pai, que eu lhe desse um neto, e no momento em que tive que abrir mão do que mais amava para realizar seu sonho, este se tornou meu sonho também. Me perdoe se não foi da forma convencional como todos fazem, mas eu descobri em Milo um amor ainda maior do que o que eu tinha pela minha carreira. Eu estou realizando seu sonho, pai: Hyoga é a realização da sua vontade de ser avô, aceite-o. É tão simples...

Após as palavras de Camus um silêncio momentâneo sobreveio entre pai e filho, até que Camus buscou em uma das gavetas da escrivaninha algo que deveria entregar ao seu pai

— O que é isso? — Gerrard inquiriu ao filho que lhe estendia a mão um envelope selado

— É uma carta de Richard, seu velho amigo. Tome-a, ele a escreveu para o senhor

— Uma última coisa, Camus...voce e Milo pretendem ficar vivendo nesta casa?

— Eu ainda não sei...

Após entregar a carta, Camus retirou-se

A carta havia sido escrita por Richard dias antes de sua morte e deveria ser entregue apenas a Gerrard.

O Almirante francês tornou a sentar-se e passou a ler as linhas bem escritas por seu amigo de longa data. Nelas, Richard começava lembrando a Gerrard dos tempos áureos de ambos na Marinha, cada um defendendo seu país, de como eram tempos divertidos. Começaram rivalizando por servirem a pátrias diferentes e adversários no mar, mas aos poucos a rivalidade foi dando lugar a amizade. Viram os filhos de um e do outro nascerem, Gerrard testemunhou a luta de Richard para alavancar seu negócio de pescados enlatados, uma ousadia para a época. Uma bela amizade que resistiu ao tempo e a distancia, e era em nome desta bela amizade que, agora, ele lhe pedia:

Aceitemos nossos amados filhos como eles são. Aceitemos a escolha que fizeram, por mais que nos pareça errado ou absurdo. Aceitemos em nome da amizade e do amor. Aceitemos a união de nossas familias, ainda que não seja da forma como sonhamos, mas é da forma como nossos filhos se sentem felizes.
Aceite, sem amarras, sem preconceitos e sem julgamentos.
Abra seu coração, amigo Gerrard
Se eu, que sempre fui o menos nobre entre nós consegui, pra você não será impossível.
Observe o pequeno e belo fruto desta união: Hyoga
Ele é nosso neto, porém eu não estarei mais aqui para amá-lo. Faça isso por mim.
Esteja em paz.


Ao concluir a última linha, Gerrard percebeu sua visão embaçada pelas lágrimas que teimavam em rolar-lhes na face envelhecida. Richard estava certo, seu amigo estava com a razão e não havia mais porque esperar. Se perguntou porque fora tão intolerante durante tanto tempo, se perguntou o porque de tanto ódio por um sentimento que era tão nobre: o amor.

Mas não poderia ser tarde, ainda havia tempo de consertar tudo aquilo.

**

Quem também havia levantado cedo era Natassia. A noviça já juntava suas coisas, partiria de volta para o convento logo após tomar seu desjejum.

Milo levantou-se, ainda um tanto mareado pelas horas de sono e foi direto ter com a irmã

— Precisa mesmo partir tão logo? Fique alguns dias minha irmã.. — pediu o loiro ainda vestido em pijama e roupão, com os cabelos despenteados e algumas olheiras

— Oh querido...bens sabe o quanto amo-te, mas preciso retomar minha vida como sacerdotisa, meu serviço junto aos mais pobres e necessitados.

— Falando nisso...bom, é um assunto chato, mas necessário: sua parte na herança. Os papéis devem sair nos próximos dias, precisarei lhe enviar sua parte. E não é pouca coisa.

— Eu sei, a enorme fortuna de papai será dividida entre nós dois. Mas você bem sabe o que farei de minha parte, não é?

— Vai doar tudo para a caridade. Eu já imaginava -ele sorriu

— Exato! — ela sorriu também, o abraçando por fora do hábito negro que usava — mas eu sei que a parte mais importante ficará com você irmão: as fábricas. São elas que multiplicam a fortuna que era de papai a cada dia e com isso você, Camus e Oga vão levar uma vida muito boa, muito abastada. Eu fico muito feliz por vocês, irmão querido

— Está certo, mas escute: se precisar de algo não exite em mandar me avisar, está bem? Eu não quero que nada falta á você.

Ela concordou com a cabeça e se aninhou no peito dele, aceitando um abraço fraterno de despedida.
Milo, Natassia e Camus fizeram o desjejum juntos e logo em seguida ela partiu na mesma carruagem que a trouxe, em uma manhã quase tão fria como a tarde em que havia chegado.

**

Após comerem, novamente Hyoga cruzou o campo de visão de seu avô. Gerrard o chamou e tendo a atenção do menino, o observou bem. Tímido e com certo receio, o menino apenas o observava

— Hyoga, você gostava de ser neto do Richard? Ele era um grande amigo meu — disse o mais velho em um tom quase infantil, tentando ganhar a confiança do mais novo

— Sim. O vovô era bom

— E você gostaria que eu fosse seu vovô também? Eu posso ser?

Hyoga sorriu e respondeu positivamente com a cabeça, para a alegria de Gerrard que ainda era contida e não lhe permitia abraçar o menino, ou realizar provas mais expansivas de carinho.

— Oga, você está aí...bom dia senhor Gerrard, como passou a noite?

Milo acabara de entrar na sala em que estavam, á procura de Hyoga e supreendeu-se em encontrar o garoto com seu sogro

— Bom dia Milo, passei muito bem, obrigado. A mansão é confortável e os criados são prestativos, foi uma ótima noite...

Gerrard parou um pouco de falar, apenas olhava para Milo que o observava sem saber exatamente o que esperar do mais velho, até que ele prosseguiu

— Seu pai deve sentir muito orgulho de você, onde ele estiver agora. Orgulho pelo homem que se tornou. És um grande homem, Milo e tens minha profunda admiração

Milo sorriu e trocou olhares com o filho que parecia feliz, Gerrard mais uma vez prosseguiu

— Eu acabo de tomar uma importante decisão. Algo que eu poderia já ter feito há muito tempo, mas nunca é tarde.

Camus terá uma belíssima surpresa!

Notas finais
Que será que Gerrard está preparando para Camus? Agora até eu estou curiosa ^^ Esteja á vontade para deixar comentários, sugestões, críticas, dizer um oi...o espaço á baixo é pra isso ♥