A História de Karin

44 H E N T A I — Fujin ao Ataque


Notas iniciais
OIIIEWW, como estão amores? Desculpem minha demora, época de avaliações não é fácil. Principalmente, coincidir com as fanfics. Bom, porque eu estraguei a surpresa e avisei que havia hentai logo no título? Porque sei que alguns leitores não gostam. Nada do que vai acontecer aqui altera significativamente o enredo, portanto quem não gosta pode simplesmente pular. Todos os capítulos que contenham hentai terão esse aviso (sim, terá mais, amantes de hentai gritando YUPI). Para avisar: não será um sexo muito explícito e detalhado, o motivo para isso é porque foi a primeira vez deles. E acho que do nada surgir um hentai bem elaborado e tals, seria um tanto incoerente. Por isso, isto é uma amostra de um hentai de personagens desajeitadas e inexperientes. O segundo deles sim, será numa fase mais madura do relacionamento, logo mais experiência, portanto mais hot ~risos. Espero sinceramente que gostem, e perdoem qualquer erro.

Soul Society

— Karin? O que aconteceu com você?

— Toushirou…kun… — A voz arrastada, seus lábios próximos demais do seu pescoço fizeram com que a pele naquela zona se arrepiasse. O calor que se espalhou pelo corpo de Hitsugaya, alastrou-se inclusive até seu rosto, constrangido pelo sufixo adicional ao seu nome.

— Pare com essa brincadeira, Karin!

Usou um tom altivo, afastando-se -quase desesperado- do corpo feminino, agarrando-a pelos pulsos. No entanto, ela não manteve os movimentos estáveis. Devido à falta de equilíbrio, trocou os pés caindo sobre o peito de Toushirou que arregalou o olhar perante seu estado. Sentiu um cheiro peculiar, no entanto, conhecido. Quando esta suspirou fundo, expirando mais propriamente contra seu rosto.

— Você… está bêbada?! O que lhe passou pela cabeça, Karin?! Quem lhe deu álcool? – Ele gritava em vão, ela parecia murmurar algo que ele não conseguia decifrar, o ignorando de todo. Irritou-se mais com essa atitude usual da Kurosaki, do que exactamente com o seu estado de embriaguez.

Em sua cabeça, só poderia existir uma culpada para todo aquele cenário. Contudo, ele tinha a certeza que Matsumoto não entrara no bantai e muito menos que ofereceria bebida alcoólica a Karin e a abandonasse naquela situação…. Será que, então, fora a Kurosaki que tomara a iniciativa…?

— Maldição, só pode ser influência daquela Matsumoto irresponsável!

Hitsugaya equilibrava Karin com um de seus braços, levando uma das mãos à cabeça, bagunçando o cabelo alvo, extremamente nervoso com o cenário em que se encontrava. Porém, as funcionalidades de sua mente travaram, sendo obstruídas por branco puro, quando sentiu a boca desajeitada procurando desesperadamente uma reacção sua. Por um breve instante, as pernas ficaram trémulas pelo beijo. Não o tinha previsto, e mesmo sendo totalmente incorrecto perante aquelas circunstâncias, também não o recusara. Ele desejava aquela sensação desde a última vez que tivera um contacto mais íntimo com sua subordinada.

Num misto de ansiedade e desejo, apertou os ombros quase despidos da morena, tentando manter algum de seu bom senso. Sabia que não era Karin que estava com ele. Adentrou com a língua por seus lábios, explorando vagaroso o sabor que habitava no céu na boca. Chocolate com álcool. Riu sarcástico pela mistura, no entanto, não reprovava o paladar.

Contudo, sua atenção focara-se sobretudo na língua quente da Kurosaki. A saliva escorria, minuciosamente, pelos cantos de suas bocas, porventura isso não o incomodou. Suas mãos começaram a descer pelas costas, contornando-as com o polegar, meigo. Quando alcançou a cintura, Karin deixou de responder ao beijo.

— … Karin? – Afastou-se para a encarar notando esta imediatamente pousar a cabeça em seu ombro quando se afastara, escutando sua respiração calma contra sua pele.

Ficou estático quando notara que ela tinha… adormecido?!

Gargalhou baixo pela ironia da moralidade. Talvez, tivesse sido melhor assim. Com a palma da mão limpou os cantos da boca e notou na veste negra que não era apenas saliva, mas estava sujo também de chocolate. Passou com o olhar pelo kimono e notou que estava consideravelmente sujo pelo doce.

Colocou o braço por debaixo dos joelhos de Karin, carregando-a e depositando-a na cama. Deixando-a dormir, encaminhou-se à porta respectivamente do quarto de banho.

Retirou o kimono, limpando com água quente onde este encontrava-se manchado. Sentindo o vapor acumulado na divisão, optou por largar as vestes, decidindo ignorar todos os pensamentos que o conduziam a Karin Kurosaki. Paciente, observou a água enchendo a banheira, encarando seu próprio reflexo, enquanto escutava o embate causado pela água escorrendo.

Ao afundar no fluído, uma pequena porção de água quente saiu pelas bordas. Suspirou quando ficou imerso, sentindo o corpo mais leve, boiando superficialmente. Notou porém, apesar do ligeiro conforto, que uma parte de seus desejos impróprios estavam a contribuir para mante-lo tenso. Após alguns minutos de descontração, sentiu os olhos pesar.

Cumprir funções de capitão, ajuntando os deveres de tenente e todo o desgaste psicológico recente, não seria inédito como consequência ficar exausto. Ergueu-se com alguma preguiça, desejando que seu corpo continuasse mais leve como dentro de água. Arrastou as pernas, praticamente, até encontrar sua hakama.

Ainda com algumas gotas escorrendo, humedecendo seu corpo e parte inferior do kimono, encostou-se ao lado de Karin, quase por automático adormeceu, sendo que a última imagem que enxergara antes de os sentidos o conduzirem a um novo mundo, foi dela dormindo tranquila, ao seu lado.

Pressentia que sonhava com Karin, que resmungava que queria abandonar os relatórios junto de Matsumoto, escutava-a claramente a chamá-lo. Reconheceu uma pressão incomum sobre si, mesmo inconsciente, resultando de seu despertar gradual; percebendo que Karin realmente o estava chamando. Assim que abrira seus olhos, pela segunda vez, ela o beijara nu momento em que estava desprevenido. Pensou que ainda pudesse ser algum vestígio do álcool, mesmo não sentindo mais o sabor nela. A oficial distanciou-se, juntando as testas, com os olhos fechados e um pequeno rubor nas bochechas. Toushirou estranhou aquela atitude, arqueando a sobrancelha.

— Karin? Está tudo bem?

— Toushirou… você me ama? – O capitão ruborizou completamente com aquela pergunta tão directa. Suava apesar de sentir frio, queria acreditar que ela estava bêbada, mas quando constatou os olhos ónix, compreendeu que não era essa a situação.

A determinação de seu olhar o obrigou a suspirar. Era impossível não dar uma resposta séria ou fugir do assunto com ela sobre seu peito, com uma expressão que apesar de firme mostrava inocência.

Durante alguns minutos o silêncio não se quebrou, o capitão sempre que pensava em alguma coisa a dizer sentia a voz falhar, a garganta rouca… Gaguejava, e acabava por desistir. Voltando a pensar em outra justificação. Por sua vez, o tempo que parecia eterno sem resposta fez com que a feição de Karin esmorecesse. Não mostrou raiva ou mágoa, apenas profunda tristeza. Apoiou as palmas em seu peito apartando-se, atraindo a atenção do albino que buscava alguma forma de responder à pergunta imposta. Foi quando notou que já tinha demorado tempo demais.

— Matte, Karin! – Novamente suspirou, e puxou-a de novo para deitar-se sobre si. Ela não disse nada, nem mexeu um único músculo.

Toushirou ficou mais sério e sorriu de canto, sem que esta percebesse. Ele puxou o queixo dela, sorrindo terno, um olhar doce incomum, a surpreendendo.

— Karin você é a pessoa mais importante para mim, nunca permitirei que alguém a machuque. Nunca, sempre estarei ao seu lado. – Um sorriso largo foi o reflexo do alívio e felicidade que sentira, que numa atitude espontânea o abraçou, beijando seu pescoço.

Um gesto terno que despoletara, pela segunda vez, vontades passionais.

A temperatura do quarto baixara consideravelmente. Toushirou tremeu sobre os toques ousados por seu abdómen, os dedos não inocentes escorregavam por seu corpo, o fazendo suspirar. Karin sempre era frontal em suas atitudes, mas de onde surgira tanto atrevimento numa noite? Seria ainda algum efeito secundário do que ingerira?

Murmurava sons incompreensíveis, quando os lábios tocaram de leve o peito desnudo.O capitão segurou a cintura de Karin, virando-a para o seu lado, deitando-se assim sobre ela.Ela segurava seus ombros, cravando as unhas, mordendo o lábio nervosa. Suas íris nitidamente mais escuras, denunciavam o prazer que sentia, da ansiedade de algo que nem mesmo ela conhecia, remexendo suas pernas inquieta acabando por enroscar seus pés em Hitsugaya.

Os cabelos negros estavam ligeiramente húmidos, compreensivelmente pelo aumento súbito do calor corporal. Seus corpos friccionavam-se moderadamente, enquanto o casal se encarava fixamente. Quase receavam em tocar-se e estragar a magia que pairava entre eles. Toushirou agachou a cabeça, roçando um tanto de seus lábios, sentido a respiração dela entrar por sua boca entreaberta. Pressionou ligeiramente sua cintura contra de Karin, que estremeceu arqueando as costas. Por puro instinto, revirou os olhos, emitindo sons baixos.

O capitão encontrava-se apoiado em seus braços, que estavam encurvados junto dos ombros da Kurosaki. Tremeu com os reflexos da excitação na expressão da subordinada. Tentou racionalizar, pensar com clareza, não podia machucá-la, de jeito nenhum.

— Toushirou…

A voz dela não alcançou seus ouvidos. Inerte, prosseguindo com seu controlo sentimental exemplar.

Karin entreabriu as coxas enterrando as pernas de Toushirou dentro das suas. Ergue-as com o intuito de circular a cintura deste, o puxando com força contra si. Por susto, e imprevisibilidade, Hitsugaya deixou de se apoiar nos braços, encaixando os corpos quase perfeitamente. Mordeu os lábios fortemente evitando soltar um suspiro longo.

— Toushirou.

Ele encarou-a, com os olhos cerrados, apertando o punho. Karin entendeu o motivo, o prazer não saciado era um desconforto. Poderia reconhece-lo ao sentir o membro rígido sobre as vestes tocando seu ventre.

Karin cruzara os calcanhares atrás das costas de Toushirou para conseguir manter as pernas atravessadas. Ruborizou com o pedido que pretendia fazer. Era demasiado vergonhoso para ser feito directamente. Ele continuava a observá-la, tentando normalizar sua reaitsu que começava a criar atrito nas com o vidro das janelas.

Num misto de vergonha e ansiedade, Karin mordeu o lábio inferior do capitão, com voracidade. Tomou seu pescoço puxando as pequenas madeixas situadas lá. Ele captou a mensagem sublinhar daquele gesto, e mesmo que tentasse prosseguir seu auto controlo, já não tinha forças para resistir mais.

Não se distraindo da boca da Kurosaki, foi abrindo a faixa do kimono alvo. Ela tiritou, não por medo nem prazer mas vergonha. Seu corpo era um misto rosado pelo constrangimento que abundava sua mente.O jovem capitão teve de lutar contra seus instintos, buscando não olhar claramente para o corpo despido, dando tempo a que ela se acostumasse com sua própria nudez.

As pernas da oficial, pela inexperiência do acto começaram a ficar dormentes pela posição. Uma delas escorregou para o colchão, arrastando a única veste que o capitão usava. Por outro lado, a outra canela deslizou, contudo permaneceu apoiada em sua cintura com o pé impulsionando a nádega deste.

Mesmo envergonhada, ela não negava os estímulos, nem se inibia em agir segundo estes. Karin enrolava os dedos no cabelo peculiarmente branco, com o suor fluindo por seu corpo até o kimono totalmente aberto e bagunçado, sem contar os ocasionais gemidos.

Inclinando a face, Hitsugaya moveu os lábios pelo pescoço descoberto, investindo na voracidade em seus beijos na zona especialmente sensível. Enquanto, em simultâneo, uma das palmas de suas mãos, encarregava-se de pressionar o mamilo enrijecido, escutando satisfeito esta arfar.

Movida por intuições, como se o corpo fosse independente de sua vontade, ela movia-se segundo o ritmo do toque firme do seu capitão; fechando com robustez as pernas, apertando o corpo de Toushirou, que gemeu em resposta, já sentindo o suor escorrer por seu rosto.

Uma pequena brisa balançava as pequenas cavidades aglomeradas de gelo e neve que formavam-se na divisão, como remoinhos de neve.

Um líquido incomum molhava as coxas de Karin, pressentindo sua área mais íntima contrair-se. Envergonhada e tímida sentia seu corpo implorar por algum gesto mais profundo. Toushirou passeou com os dedos no seu ventre descendo pelas canelas, molhando a ponta de seus dedos no líquido lubrificante, rangendo os dentes em prazer, evitando apressar-se.

Karin achava-se, por seu turno, muito mais impaciente e irrequieta, quanto mais Toushrou abaixava o local nas carícias, mais desejava seus toques.O albino segurou a coxa, da perna que continuava flexionada em sua cintura, a erguendo parcialmente, enquanto a outra mão massageava seu couro cabeludo negro.

Os olhos turquesa buscaram alguma apreensão ou arrependimento. Contudo, Karin instigou-o a prosseguir. Beijando-a com um simples toque de lábios, penetrou-a, entrando vagaroso dentro da cavidade húmida. Ela mordeu seus lábios, sentindo os olhos arder. Quase gritou se não tivesse descarregado a dor que sentira nos lábios de Toushirou que para além de inchados encontravam-se vermelhos pelo ligeiro ferimento.

Tentou descontrair os músculos aguardando que Karin permitisse algum gesto seu. Ela encaixou a testa em seu ombro, durante alguns segundos. O calor de seus corpos não diminuíra, a dor e a pausa dos gestos não rompera com o prazer que cada um sentia e ainda necessitava.

Karin remexeu ligeiramente sua cintura gemendo. Hitsugaya entendeu essa atitude para prosseguir, movimentando devagar a anca, procurando encontrar o ritmo certo e o movimento adequado. Não foi preciso muito tempo até que ambos se acostumassem a uma posição confortável e que seus corpos chocassem violentamente um contra o outro. Seus elementos antes descontrolados agora bailavam na divisão, o casal ignorara qualquer discrição que a razão ainda lhes recomendasse.

Por uma inexperiência inocente e pura, sentiram os corpos vibrar intensamente anunciando o orgasmo. Por fraqueza, ambos deixaram seus corpos amolecer sobre os lençóis, ainda suspirando, tentando normalizar seus batimentos cardíacos.

Embalados pela brisa fresca proporcionada por suas reaitsus, permitiram que o sono os conduzisse a novos sonhos. Nesse tempo, o par de zanpakutous dos shinigamis materializaram-se em sua forma humana. Hyourinmaru encontrava-se junto de Fujin, observando o sorriso desta que cobria toda a sua face.

— Não acha que foi longe demais, Fujin?

— Eles me irão agradecer por isso, Maru-kun. – O dragão de gelo suspirou, derrotado, com a resposta previsível de sua companheira; observando a deusa abanar a garrafa de saqué vazia entre os dedos.

Como uma zanpakutou enganava sua mestre misturando chocolate com álcool? Só Fujin, certamente.

“- Maru-kun, Karin precisa tornar-se mais ousada! Tem de agarrar o taichou e não deixá-lo fugir!”

Apesar de não ter decorrido propriamente como ela planejara, não duvidava que ela tivesse obtido êxito em seu plano. Para além disso, ele sentia o seu mestre tranquilo, como há muito tempo não sentia. Talvez, só talvez, Fujin tivesse praticado uma boa acção.

— Sabe, devíamos seguir o exemplo dos mestres, Maru-kun… — Hyourinmaru assistia, com um leve sorriso, o casal dormindo quando Fujin salta em seu ombro, o provocando.

— Não seja idiota! – O rubor em sua face, como o gaguejar, denunciaram seu imenso constrangimento, contribuindo para a risada maléfica da deusa dos ventos.

— Oh, Maru-kun ficou envergonhado! Que dragão fofo!

Percebendo que ele desviava o olhar, tentando ignorar suas investidas maliciosas, sorriu travessa, mordendo o lábio superior de Hyourinmaru, o apanhando -ardilosamente- desprevenido. Com uma mão travessa, foi deslizando seus dedos por seu abdómen, até o escutar gemer quando sua mão ficou a poucos centímetros de alcançar sua cintura.

— Adeus, Maru-kun.

Beijou ternamente sua bochecha, evaporando em seguida, dando lugar à katana que a Kurosaki carregava diariamente. Ao retornar para seu mundo, deixou Hyourinmaru abismado por ela o ter abandonado justo naquele instante. No entanto, sua expressão modificou-se, após ter compreendido o jogo de Fujin, a surpresa fora substituída por um sorriso de canto… ele não esqueceria esta travessura inapropriada da deusa. Com uma expressão pouco conhecida, que nem o seu mestre reconheceria, o dragão de gelo repetiu a atitude de Fujin, retomando ao seu mundo coberto pelo nevoeiro.

Num gesto instintivo ao pressentir a movimentação de poder espiritual ao seu redor, profundamente adormecido, Toushirou segurou mais firmemente a cintura da Kurosaki, a pressionando contra seu abraço.

As nuvens sumiram naquela noite em Seireitei, expondo todo o brilho estrelar e a Lua alva, semelhante a um gracioso floco de neve.

Notas finais
Curiosidade: Para quem shippa Ichiruki, criei uma página no facebook com outra amiga deste couple. E para quem escreve IR tem a vantagem que lá pode divulgar suas histórias, pedir capas para fanfics e até banner para assinatura para o Spirit ou outra conta que queiram. Eu não percebo de design mas a outra CDC é RAINHA! Sério, seu trabalho é incrível, vale a pena considerar e dar uma vista de olhos para o que ela faz! Conexão IchiRuki: https://www.facebook.com/conexaoichirukioficial/