A História De Uma Semi-deusa

11 Quase acabo morrendo


Capitulo 11 – somos recebidos por alguém na Espanha

Desembarcamos em El Puerto de Santa Maria. Tinha várias embarcações como a nossa, fomos indo para dentro da cidade. Chegamos à um estacionamento e parei.

– O que foi?

– Nós vamos para onde agora? – perguntei – não temos mais meio de transporte e não iremos a pé.

– Vamos andando até chegar em algum lugar que dê para fazer alguma coisa. – disse Iago – pegaremos um taxi e vamos até o aeroporto ou até uma estação de trem.

– Boa idéia.

Fomos andando para o centro da cidade. Vimos um taxi e chamamos mas disse que não poderia nos levar. Passamos em um beco e vi uma coisa muito grande atrás de várias caçambas de lixo.

– Gente, gente – chamei em um tom baixo – o que será que é aquilo?

– Não sei – disse Jack – quer dar uma olhadinha?

– Deixe que eu vou desta vez – disse Viserys.

Ele foi indo até as caçambas, passou por uma, duas, três e sumiu. Fez-se silencio por um tempo até que decidimos ir lá. Pegamos nossas armas e fomos em direção às caçambas. Passamos o mesmo numero de caçambas que Viserys e não vimos nada, olhei para os lados e vi um enorme rasgo em uma tela que havia logo atrás das caçambas.

– Por ali – disse apontando minha espada para o buraco

Passei por ele e fui para a direita, ao meu lado esquerdo havia uma construção abandonada, parecia um deposito. Fui indo mas adiante até que, vi outro buraco na parede. Coloquei minha cabeça para dentro e não enxerguei nada. Voltei minha cabeça para fora e vi os garotos olhando para os lados.

– Olhem o que eu achei aqui – falei

– Vamos entrar? – perguntou Iago

– Vamos né? — disse Jack

– Henrique, o que você acha? – perguntei

– Eu tenho a impressão de que conheço este lugar... – ele disse – mas vamos entrar sim

Entramos no deposito e Henrique pegou sua lanterna e iluminou o caminho.

– Por ali, ali tem uma escada – falei

Fomos até a escada, ouvi barulhos de corrente arrastando no chão. olhei para os garotos e eles fizeram que sim com a cabeça. Íamos até o barulho quando uma esfinge parou a minha frente.

Ela tinha o busto de mulher, era até uma mulher bonita, tinha olhos como de gato e cabelos negros muito lisos, seu corpo era de leão e tinha asas de águia.

– Como é bom ver vocês aqui... – ela disse em um tom muito doce – uma filha de Zeus, um de Hefesto, um de Hermes e um de... – parou – ah, como pude me esquecer Poseidon. Vocês não aprenderam nada? Não é bom sair por ai sabendo que existe monstros atrás de vocês.

– Sabemos sim – falei — e se aprendemos ou não, não é da sua conta. Agora me diga você viu uma caveira por ai?

– Filha de Zeus! Você se parece com o ultimo que apareceu por aqui... – ela disse lembrando — ele tinha a mesma coragem que a sua... pena que não durou muito em minhas mãos.

– O que você fez à ele? – perguntei quase gritando

– Eu? Nada – falou a esfinge – na verdade nem tive tempo de fazer nada, pois meu mestre o tirou daqui antes que pudesse fazer algo, minha querida.

– Porque todos falam desse ‘’mestre’’- falei fazendo aspas com os dedos – e quem é ele?

– Como ousa falar assim de meu grande mestre? – ela disse irritada

– Se eu soubesse pelo menos quem é seu mestre... – retruquei

– Ele é... – ela ia quase falando quando parou – eu jurei não dizer a meros semideuses quem é meu mestre, além do mais vocês irão logo descobrir.

– Agora me diga – disse – onde está Viserys?! – gritei

– Quem? A caveira? – ela falou – Bom, se você quiser ter ela de volta um de vocês irá ter de ficar...

– Vocês vão e eu fico – Jack, Iago, eu e Henrique dissemos juntos.

– Não vocês vão e eu fico – disse Jack

– Exatamente o contrário – falei – vocês vão e eu fico.

– Não vocês vão e eu fico – disse Iago

– Ai chega – falou a esfinge – eu irei escolher quem fica. Assim é mais fácil. – ela disse olhando diretamente para Iago – Qual é seu nome querido?

– Meu... meu nome é Iago – ele respondeu

– Bom, esse aqui fica, vocês ficam – ela disse – mas não tenho certeza se ele volta...

– Não se preocupe – disse – você voltará. Vamos – disse para Jack e Henrique

Subimos a escada, e viramos para a esquerda.

– Por aqui – apontei para ma porta que havia atrás de uma mesa com garrafas vazias de bebias empoeiradas

Chegamos perto da porta de tentamos abrir. Ela estava trancada. Forçamos tanto sua maçaneta que ela quebrou.

– Vamos ter que arrombar – falou Jack

– Como? – perguntou Henrique – não temos força o suficiente.

– Vamos tentar, com isso – falei jogando um raio na porta, mas não adiantou de nada, a porta só ficou com uma marca preta de onde caiu o raio. – é não funcionou.

– Vamos tentar outro lugar – falou Henrique

Fomos indo para o lado direito da porta, vimos outra porta do mesmo jeito que a passada. Andamos até ela.

– É igual a passada – disse Jack – não iremos conseguir abrir.

– Vamos tentar ao menos. – falei. Joguei outro raio e ela também não se abriu. – Bom... pelo menos tentamos – tentei animar um poucos Henrique e Jack

– Vamos mais para frente – chamou Henrique – e só vamos parar onde eu disser.

– Tudo bem. – falei junto a Jack

Estávamos andando na mesma direção até que Henrique parou e fez um sinal com a mão para esperarmos. Ele caminhou até um corredor e virou. Olhei para Jack que estava com a mesma expressão que eu em seu rosto.

– O que fazemos agora? – perguntei a Jack – Iago ficou para trás, Viserys desapareceu e Henrique se separou.

– Vamos ir até lá. – ele respondeu

Quando estávamos a caminho do lugar em que Henrique entrou, ouvimos um barulho na mesma direção, nos olhamos e corremos.

– Cadê ele? – perguntei

– Não sei. Vamos por ali – ele disse apontando para uma porta diferente das outras. Ela era prateada com um sol de ouro no meio. – o símbolo de Apolo.

– O que isso tem haver com o lugar que estamos? – falei – vamos entrar?

– Vamos

Nos aproximamos da porta, quando ia abrindo-a, ela se abriu sozinha, olhei para Jack que fez que sim com a cabeça. Entramos, depois da porta, havia uma sala dourada, vi que havia outra porta no final da sala, me aproximei e abri ela. A próxima sala era totalmente diferente, era rosa, tudo era rosa, a sala era muito colorida, queria voltar para a outra, mas a porta havia desaparecido.

– Jack?! – gritei para onde estava a porta – Henrique?!

– Eles não iram te escutar, querida – escutei uma voz feminina falando. Me virei para trás e vi uma bela mulher, ela era alta, tinha cabelos loiros, tinha também olhos que mudavam de cor hipnotizantes.

– Onde está a porta que deveria estar logo ali? – disse me afastando do lugar de onde estava.

– Sabe que eu nunca sei... – ela falou – Bom... Íris, só há um único jeito de você e seus amigos saírem daqui.

– Como você sabe o meu nome?

– Eu sei de muitas coisas... Meu nome é Afrodite.

– Como eu não percebi antes? – perguntei – eu não preciso me apresentar, agora me faz um favor?

– Claro e qual? Outra coisa, só faço se você me prometer que irá fazer algumas coisas.

– O meu : me ajude a sair daqui da Espanha com meus amigos. Agora me diga quais são as coisas?

– Quando chegar a hora eu te digo. Agora me prometa pelo Estige

– Eu prometo pelo Estige

– Bom, agora se você não cumprir seu trato eu não sei o que acontecerá a você...

– Tudo bem, não estou nem ai – falei – no momento só quero sair do país, é difícil? Você é uma deusa não pode ser tão difícil.

– Não é difícil. É até fácil demais. Agora vamos sair daqui – ela disse estalando o dedo, com seu estalar a porta que eu havia entrado reapareceu.

Voltamos para a sala dourada e vi Jack sozinho.

– O que aconteceu? – perguntou Jack – quando ia entrando a porta desapareceu.

– Achei Afrodite... – falei apontando para trás – é difícil perceber ela?

– Não, não é. – diz Jack

– Afrodite, eu me esqueci de perguntar, você viu um garoto um pouco mais alto do que eu de cabelos encaracolados, pele clara e olhos castanhos andando por ai?

– Sim, eu vi, ele entrou na sala de Apolo e foi por outro lado, foi para o oposto de onde você havia ido.

– Aquela? — falei apontando para uma porta negra.

– Sim. – ela respondeu

– Eu vou – falei

– Não, pode ser perigoso. – diz Jack

– Henrique só desapareceu por minha causa, então eu vou.

Olhei para trás e vi Jack abrindo a boca para me impedir mas acabou que não disse nada. Me voltei para a porta e girei a maçaneta.

Dei alguns passos e logo tive que me abaixar pois o teto era muito baixo. Continuei indo para frente. Parei pois vi um vulto passando correndo.

Mudei de direção e segui o vulto.

Passei por várias estantes, como as de bibliotecas. Segui em frente. Vi novamente o vulto, só que desta vez fazia barulho e estava muito perto, tirei meu anel e andei em sua direção. Andei mais alguns metros sem fazer nenhum ruído. Escutei um barulho de coisas caindo, ouvi também o barulho de passos rápidos só que desta vez atrás de mim.

Virei – me e não vi ninguém, voltei para a direção que estava. Ouvi passos de alguém correndo e cai no chão.

– Ai – exclamei

– Desculpa! – disse Henrique

– Henrique? Você está bem?

– mais ou menos. – diz ele – tem alguma coisa aqui – avisa ele.

– O que exatamente?

– Não sei o nome – quando ele acabou de falar, ouvimos um de rugido de leão muito forte. – ele está vindo. Vamos! – ele agarrou meu braço – por aqui.

Fomos para um corredor que parecia nunca ter fim. Passamos por um corredor aleatório e parei.

– porque parou?

– por aqui!

Entramos onde falei, não demorou muito para me arrepender. Estávamos sem saída. O pior nem era isso, o pior era que, o monstro estava se aproximando.

Olhei para trás e só vi uma parede enorme.

– Vamos tentar sair daqui – falei – pode dar tempo.

– Você ta louca?! Se não der tempo a gente morre.

– Não, se não der tempo a gente luta! Agora vamos! – mandei

Voltamos ao corredor principal, continuamos na direção que Henrique queria que fossemos.

Não deu muito certo, quando corremos mais ou menos 5 metros. Passou em espinho enorme ao lado de minha cabeça.

Me virei para trás com Henrique.

O monstro rugiu novamente.

– Se esconda! – exclamei

–Não

– Sim! E não adianta reclamar – ele me olhou com raiva, hesitou, mas foi.

O monstro se aproximava. Ele tinha cabeça de homem, um corpo enorme de leão. Sua cauda era rija e pontiaguda que lançava espinhos mortais em todas as direções.

Acionei meu escudo e ergui minha espada. O monstro jogou uma rajada de espinhos em minha direção. Me abaixei e fiz com que o escudo cobrisse meu corpo inteiro.

Me levantei e corri em direção a ele. Tentei acerta-lo na pata mas ele esquivou. Ele tentou acertar sua pata em meu corpo, mas pulei para o lado.

Ele jogou novamente uma saraivada de espinhos contra mim. Coloquei meu escudo em minha frente.

Corri com meu escudo me protegendo, me abaixei e fui para baixo do monstro.

Acertei minha espada em sua barriga, mas não adiantou muito.

Como te matar? Pensei.

Pensei em canalizar meu poder pela espada e chegar nele.

Tentei uma vez e não deu certo.

O monstro deu um pulo para trás e jogou mais espinhos em minha direção. Tentei me proteger, mas não consegui, um espinho foi mais baixo do que eu esperava e acabou perfurando exatamente no lugar que Priscila havia me cortado. Senti veneno passando do espinho para mim.

Gritei de dor, criei um raio de duas vezes o meu tamanho e acertei a cabeça do monstro com ele, mas infelizmente não o matou. Corri o mais rápido que pude e decepei sua cabeça. Não me lembro de mais nada depois disso.