A História De Uma Semi-deusa
14 Ganho um inimigo e perco um amigo
- Muito bom, Minos – diz o homem – Agora venham aqui semideuses.
Nós fomos e paramos a sua frente.
Ele nos olhou com brilho nos olhos e falou:
- Vejamos o que temos aqui. – ele me olhou e parou – Esperei muito por esse dia. Prazer Íris, sou seu irmão mais velho, Digore.
- Não sinto prazer nenhum – falei com desgosto – Se sou eu que você quer, deixe meus amigos em paz.
- Vou lhe dar duas escolhas – ele diz – que todos ficam lutam e morrem, ou, dois deles vão e dois ficam, você escolhe.
- Jack e Angélica vão e avisem a Quíron que estamos bem. – falo — e nem adianta falar que não. Agora vão, já.
- Tem certeza maninha? – pergunta Digore.
- Sim, tenho. E não me chame de ‘’maninha’’ – falo com raiva
- Henrique, — chama Angélica — não escolha o caos. – ela disse e foi embora correndo até Jack
- Agora vamos começar. – reconheci a frase e a voz. Foi meu irmão que me fez lutar com o leão de nemeia. – Os deuses do Olimpo estão lá a muito tempo, está na hora da era dos Deuses primordiais voltarem, e o Caos estará no lugar de nosso paizinho querido.
- Vocês não iram conseguir – falei
- Se você acha que não verá que sim, — Digore diz colocando a mão em meu ombro – você não entende, os deuses iram cair, e os deuses primordiais e os titãs iram reinar, e o mundo de semideusa que você conhece irá acabar.
- Nunca! – falei tirando sua mão de meu ombro – Porque você está fazendo isso?
- Vou ter que te explicar novamente? Os semideuses e os deuses pararam de existir.
- Você não vê que isso não irá acontecer? – digo retirando o anel de meu dedo – os titãs estão presos no tártaro junto com os deuses primordiais. É impossível acontecer, e se acontecer, nós os prenderemos de novo.
- Minha cara irmã, a maioria dos titãs estão fracos, mas o mais fortes estão se retirando e se juntando ao Caos, pois, eles iram acabar com a era dos deuses. E tenho uma má noticia, quando há semideuses como você e quando eles não se juntam à mim, eles morrem.
- Então pode tentar me matar – falo
Ele se afastou e ativou seu escudo e sua lança, me dando tempo para ativar meu escudo.
Quando ele se virou para mim, jogou um raio, mas foi inútil, pois eu o absorvi. Visualizei como poderia ganhar a luta, mas ele tinha muito experiência. Ele me atacou com sua lança em direção à minha cabeça, se não tivesse abaixado teria minha cabeça perfurada por sua lança.
Sai de perto dele e fui para o lado oposto da sala. Criei uma bola azul de estática e joguei em sua direção, mas não fez efeito nenhum, ele continuou como estava. Corri até ele, ele me atacou no peito, me protegi com meu escudo, e mesmo assim cai no chão. Digore aponta sua lança para meu pescoço, criei uma camada de estática e a fiz explodir, jogando-o para trás. Corri até ele e tentei cortar seu pescoço mas foi como tentar cortar aço.
- Você não irá me matar tão facilmente, me banhei no estige , nada pode me matar – ele diz agarrando minha perna e me jogando no chão.
- Parece mal de filhos de Zeus só lutar no chão. — digo me levantando e o atingindo com vários raios mas fora inútil.
- Bom, sim parece, ele me agarrou e me jogou para o outro lado da sala. Percebi que demorei muito para me tentar levantar, quando comecei a tentar me levantar, Digore se aproximou e colocou sua lança em meu pescoço.
- Vamos, — falei – me mate.
- Adeus maninha.
- Não! – grita Henrique de longe fazendo Digore se distrair.
Henrique veio correndo e tentou acertá-lo com sua espada, mas foi inútil, Digore só o jogou para o lado e perfurou sua barriga.
Vi Henrique caindo no chão e corri até ele.
- Henrique – falei com a voz embargada – porque você fez isso?
- Não sei – ele responde tossindo – só sei que fiz e não me arrependo.
- Eu... – gaguejei – eu... como vou continuar sem você?
- Você irá – ele sorri – me prometa que irá.
- Eu prometo – digo chorando.
- Obrigado – ele diz tirando uma lagrima de meu rosto – agora, preciso lhe contar uma segredo... Eu te amo. – ele me olha sorri e dá seu ultimo suspiro.
- Eu... Vou... Te... MATAR! – grito fazendo tudo ao meu redor se explodir – A única vez que alguém gosta de mim, e você acaba com tudo. Juro pelo estige que te matarei.
- Então, descubra como e tente. – ele diz sorrindo e sumindo do Parthenon.
- Filho de uma... – começo
- Íris, — fala Iago – se acalme.
- Como? – pergunto deixando cair mais algumas lagrimas.
- Não sei, eu simplesmente, não sei.
- Mas...
- Vamos mandar uma mensagem de íris para Quíron. – Iago diz pegando um dracma dentro de seu bolso. – precisamos de água.
- Ali. – falo apontando para um mangueira.
Iago fez um arco-iris com a mangueira e disse:
- Ó íris deusa do arco-íris , aceite minha oferenda, deixe-me falar com Quíron.
No mesmo instante que ele termina a frase se forma uma nevoa e vemos Quíron.
- Quíron? — chamei
- Íris? O que houve? – ele pergunta com um tom de voz preocupado
- Bom, por onde posso começar? Conheço meu irmão e ele mata Henrique.
- Como assim? Henrique morto? – ele pergunta
- Sim, — diz Iago – ele está morto, Digore o matou.
- E Jack? Cadê ele?
- O mandei de volta com uma nova semideusa, Angélica, ainda não sabemos de quem ela é filha.
- Tudo bem. Volte para o acampamento.
- Não falei, vou acabar com minha missão.
- Íris, não vou deixar perder mais um semideus, volte agora mesmo para o acampamento.
- Não. – retruco – não vamos morrer, prometo. – digo e saio da frente.
- Iago, — diz Quíron – me prometa que irá protegê-la.
- Eu prometo. – ele responde bagunçando a imagem com a mão.
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