Notas iniciais
Chegando com o terceiro capítulo antes do que eu previa, e apresentando o outro lado da estória: Os Bloedorn Gente, to amando as reviews de vocês! Muito, e tem sido um grande incentivo. Fazer uma fanfic de época e totalmente fora do universo CDZ é um desafio! A imagem do capítulo são roupas masculinas daquela época. Quando falo em casaca, botas, camisas e tals..talvez tenham dificuldades para saber exatamente do que falo. Por isso estou trazendo essas fotos nesse capítulo, para verem como eram as roupas que eles usavam. E pra quem curtiu o Rendez-Vous, vou adiantar que ele vai aparecer mais vezes, vai ser palco de muita confusão ainda!!! Aguardem! Tem um POV do Milo, ele estará em itálico Boa leitura!

Cap 3 — O Clã Bloedorn

Naquela tarde de outono, o sol chegava afastando as nuvens e dando á gélida Londres um agradável calor atípico.

Ele corria suas mãos levemente pela pelagem negra e brilhante dela, que calma e mansa, parecia se deleitar no carinho que vinha daquelas mãos masculinas. Ficava quieta, tão quieta que mal se mexia.

Se tratava de uma bela potra, um lindo exemplar de cavalo árabe, totalmente negra como a noite, sem qualquer mancha.
Milo a acariciava e conversava com ela baixinho, incrívelmente sua voz deixava a pequena égua mais calma enquanto a escovava. Passava com delicadeza a escova por sua longa crina, enquanto fitava com seus olhos azuis, os olhos negros da égua que parecia mais calma a cada toque.

Milo amava aqueles animais, cuidava de seus cavalos como se fossem pequenas e doces crianças. Admirava a força e a sensualidade únicas que possuíam e tinha com eles uma sintonia rara.

De longe, outro jovem, o decidido Julian observava seu parceiro de equipe de polo naquele trabalho cuidadoso. Julian aproveitava para admirar o corpo esbelto que geralmente apenas homens rudes, estivadores e operários costumavam ter.
Para a empreitada, Milo havia se desfeito da casaca e da camisa, ficando apenas com as calças e botas. Acima da cintura, apenas um suspensório se erguia sobre o peitoral nu, para deleite do que o observava. Porém, Milo estava tão absorto em seus pensamentos, que não notou a presença de Julian, um dos filhos da abastada família Taylor.

Ela é realmente linda! Um porte elegante e uma pelagem perfeita. E doce...tão doce. Mansa, como Natassia.

Mas que nome dar a ela?

Não importa, deixarei para Natassia decidir isso. Afinal, será um presente para ela. Meu presente de casamento.

Minha irmã caçula estava a poucos meses de casar-se, e eu, Milo Nickolas Bloedorn me orgulhava em saber que minha pequena menina logo seria uma senhora.

Tivemos a companhia de nossa finada mãe por pouco tempo. Depois disso, eu acabei me comportando como um pai para Natassia. Não sei exatamente porque, já que temos um pai. Talvez porque ele passe mais tempo envolto em seu trabalho na indústria do que dando atenção aos seus filhos.

Eu e Natassia crescemos na enorme mansão em Greenford, uma área verde e nobre da cidade de Londres. Lembro das noites de tempestade em que a pequena pulava em minha cama com medo dos trovões. Eu ria e a abraçava, fazendo-a dormir tranquila. E assim adormeciamos juntos, enrolados no mesmo cobertor. No tempo em que me ausentei para servir á Royal Navy, minha irmã tornou-se introspectiva, tendo apenas nossa governanta como companhia. Quando retornei, ela chorou por deixá-la sozinha e me fez jurar que nunca mais a abandonaria.

Eu sentia falta da mamãe, lembro-me de como ela era linda, realmente linda. Seus olhos eram tão azuis, tão intensos e cheios de amor. Maldita peste. Lembro que me revoltei naquela época, fiquei fora de controle, meu pai foi como uma rocha para apoiar a todos nós, ainda que ele precisasse de apoio também. Essa dor nos uniu definitivamente como uma familia.

Ás vezes aconselhar Natassia era desafiador demais. Ela é uma menina frágil, doce, dessas que qualquer coisa a magoa. Uma palavra mais dura á faz quebrar em mil pedaços e chorar copiosamente. Pobre irmã. Ás vezes eu precisava ser um pouco mais incisivo, para ensiná-la, e ela parecia que iria morrer. Mas eu a amo tanto...

Tanto que estou feliz por ela. Quero que se case e tenha uma linda familia.

Quanto a mim, não tenho pressa. Gosto da vida que levo, sem muito compromisso. Me sinto livre!

Não é pra me gabar, mas tenho muitas pretendentes. Papai diz que escolherá uma especial, de família e que eu serei o próximo. Entretanto, honestamente, não estou preocupado com isso. Não pretendo casar-me para unir fortunas ou para fazer a vontade de quem quer que seja. Comigo não será assim, ainda que eu enfrente a fera que é o Sir Richard Bloedorn.

Não me casarei com quem não quero.


Milo estava tão imerso em pensamentos que só notou a presença de Julian quando este já estava bem próximo

— Você tem se exercitado bastante — disse olhando os músculos do loiro e o fazendo despertar de seus pensamentos — linda égua, é sua?

— É um presente. Como vai, Julian? — não parou o que estava fazendo, precisava terminar logo e ir para casa, anoiteceria em menos de duas horas.

— Bem melhor agora. Sabe Milo...não consigo esquecer aquela noite em Manchester

— Eu já disse para esquecer aquilo, foi uma insanidade

Milo agora finalmente encarava seu interlocutor de frente.

Julian era um jovem da mesma idade de Milo, também possuia um belo porte físico, cabelos loiros como os dele, porém curtos, e um par de olhos castanhos. Haviam se envolvido em uma noite mais quente, em que terminaram fazendo sexo depois de muitas doses de wisky.
Os fios loiros e longos de Milo caiam pelos ombros nus e nos olhos, dando a ele o ar selvagem que levava Julian á loucura

— Esquecer? Me diga como? Você me deu a noite mais intensa que já tive. Nunca foi tão delicioso ser...maltratado daquele jeito — sorriu lambendo os lábios

— Nós estávamos bêbados, não sabíamos o que estávamos fazendo. Alem do mais, somos homens Julian, essas coisas não podem acontecer entre homens.

A quem Milo estava tentando enganar? A si mesmo, sabia que aquele tipo de argumento era furado quando se sabe muito bem o que quer. E ele sabia. Apenas não queria mais com Julian.

— Então é isso? Você poe na minha boca o seu doce — olhou para o baixo ventre do outro e depois novamente para seus olhos — e depois quer tirar? Você é realmente cruel.

— Eu já disse, foi um erro. Agora preciso ir, com sua licença.

Milo saiu levando a pequena égua para uma das baias do jóquei clube onde estavam. Era o mesmo lugar onde treinavam e onde costumavam acontecer os jogos de polo que disputavam. Faziam parte de uma equipe de jovens homens abastados, os chamados "melhores partidos da cidade".

Milo se recompôs, recolocando o resto da roupa no corpo. Olhou ainda mais uma vez para Julian, que o esperava na esperança de ainda tentar convencê-lo a repetir aquela noite louca

— Então essa é mesmo sua última palavra?

— Você sabe que é. Me perdoe, mas não insista mais nisso.

Milo saiu despedindo-se de Julian e indo direto para casa. Precisava ver Natassia e em pouco tempo iria anoitecer.

Andar pelas ruas de Londres á noite era um péssimo negócio.

**

— Maninho!! Venha, venha ver como está ficando lindo o suéter!

Natassia chamou pelo irmão mais velho assim que o viu entrar na suntuosa mansão dos Bloedorn, precisava mostrar á ele o suéter carmim escuro que bordava para o futuro noivo usar por baixo da casaca nos dias mais frios.

— Tá ficando lindo querida, tenho certeza que ele vai gostar muito — disse animando a menina e lhe beijando a fronte

Natassia era linda como uma boneca de porcelana. Delicada, com seus fios loiros muito longos e dois olhos expressivos e azuis na face alva como a neve. A cintura tão fina parecia que iria quebrar a qualquer momento. Sua presença etérea era até difícl ser sentida, de tão silenciosa e cálida.

Não gritava, não tinha modos rudes ou movimentos bruscos, não se enfurecia nunca. Se algo a frustrava ela apenas se encolhia e chorava. Por tudo isso Milo a defendia e protegia como se fosse sua prória vida.
Ele a amava devotamente, faria qualquer coisa por ela. Era seu guardião e defensor.
E ela era o bebê dele.

— Será que ele é gordo? — assustou-se, pondo delicadamente os dedos finos sobre os lábios

— Gordo? Não meu anjo, ele é um marinheiro como eu. Deve ter este mesmo tipo de corpo que tenho — disse simpático

— Ah que bom, então você poderá me servir de modelo irmãozinho?

— Claro querida, faço como quiser. Só permita-me preparar a água para um banho, ou o suéter do seu noivo vai ficar cheirando á cavalo — riu, fazendo-a rir também.

Trancado em seus aposentos iluminado por um castiçal com velas, imerso na água morna, esfregava a esponja pela pele devagar. Pensava na sua vida que parecia estar chegando em uma encruzilhada onde ele teria que tomar uma decisão: ou fazia o que seu pai queria, ou o enfrentava e tomava as rédeas do seu destino.

O que viveu com Julian estava longe de ser amor, mas serviu para Milo ter certeza do que queria. Depois de se relacionar tanto com mulheres como com um homem, teve a confirmação do que íntimamente já sabia. A virilidade masculina era o que o agradava, mas será que o amor poderia vir no mesmo pacote que o desejo? Era uma pergunta sem resposta.

Milo voltou do banho com roupas mais leves, vestindo calça, botas e uma camisa de algodão com golas e abotoaduras. Vestiu para a irmã o suéter que lhe caiu como uma luva. Se ficou bem para ele, ficaria para seu futuro cunhado.

**

Já era noite quando o senhor Richard chegou em casa, encontrando seus dois filhos animados em uma descontraída conversa.
Beijou a caçula com ternura , elogiando suas habilidades e chamou o mais velho para uma conversa particular antes que a janta fosse servida.

Rumaram os dois para o escritório da casa, onde Richard costumava tratar de negócios e outros assuntos importantes. Sentaram-se frente a frente.

— Filho, o casamento de sua irmã está cada vez mais próximo. Os Garret fizeram questão de cuidar de tudo, assim sendo só temos que ir pra lá e celebrar a união deles. Quero que comece a se preparar para a viajem, devemos embarcar em poucas semanas.

Richard estava animado, Milo também por poder rever o garoto Krest

— Está certo pai. Vai ser muito bom poder rever o Krest, fizemos amizade da última vez que estivemos lá

E isso foi a muito tempo. Krest e Milo eram garotos quando brincaram na propriedade dos Garret pela última vez. Camus já estava estudando na Marinha, por isso não fazia parte desta lembrança de Milo. Mas ele lembrava muito bem do garoto de cabelos castanhos e manias esquisitas desde muito cedo. Milo ria só de lembrar.

— E claro, depois que retornarmos apenas os dois, porque sua irmã vai ficar lá com o marido dela, vamos agilizar seu casamento. Tenho pressa em lhe ver bem casado, filho. — disse encarando Milo por trás dos óculos no rosto austero de quase setenta anos.

— Pressa? Não entendo a razão, pai. As coisas não estão bem assim?

— Milo, não vou viver para sempre. Eu preciso encaminhar você e sua irmã na vida. Além do casamento, preciso que passe a frequentar a fábrica e se intere de tudo por lá. Você irá herdar tudo aquilo, precisa saber o que fazer.

A fábrica não era problema, Milo era um bom administrador e saberia o que fazer. Os pescados enlatados Bloedorn seguiam gerando milhões todos os anos. Mas um casamento forçado realmente o amedrontava.

— O que pretende fazer então, pai?

— Vamos oferecer um jantar aos Steiner, uma importante familia de industriais de origem austríaca. Eles possuem três lindas filhas. Uma mais velha e já casada, a caçula ainda muito jovem e por fim, a filha do meio, uma linda mocinha em idade de casar-se. Eles querem que se conheçam, seria um casamento interessante para todos nós.

Milo respirou fundo, mas um cansativo jantar cheio de não-me-toques onde ele e outra jovem seriam anunciados e negociados como duas mercadorias. Quis saber logo quando seria "vendido"

— Quando será esse jantar?

— Amanhã mesmo! Já avisei aos empregados da casa, tudo será preparado para fazermos nossa melhor imagem. Posso contar com você, não posso?

O patriarca o olhava por cima dos óculos, era uma pergunta retórica cujo apenas uma resposta caberia.

— Claro pai, vamos receber os Steiner como merecem. — disse, forçando um sorriso

"Mas que bela porcaria. Mais um jantar enfadonho, com pessoas da sociedade em mais uma tentativa patética de casar-me. Pois eu garanto que esse jantar será inesquecível"

Milo sorriu, coçando levemente a ponta do queixo.

**

A noite seguinte prometia ser mais uma em que homens poderosos negociavam o casamento de seus filhos e a união de suas familias.

Faltavam poucos minutos para a hora marcada e os Steiner chegariam a qualquer momento. Os Bloedorn, sempre elegantes, já estavam prontos.

Natassia vestia um lindo vestido azul claro com muitos babados e anáguas, fazendo a saia ficar especialmente armada. O espartilho podia ser fácilmente fechado do modo mais justo, já que sua cintura era absurdamente fina, resultado de uma alimentação escassa, pois quase não comia. Seus cabelos soltos eram enfeitados por lindas flores brancas e violetas. Seu rosto sempre pálido, contava no máximo com um rosado discreto nos lábios.

Milo vestiu uma casaca cinza escuro, camisa branca com detalhes e abotoaduras, colete, calça e botas pretos. Deixou seus fios loiros e longos totalmente soltos. Aquele cabelo longo demais era um sinal de rebeldia que Richard não aprovava muito, mas acatava para não se indispor com o primogênito.

Ao chegarem, a familia Steiner, que era composta pelo casal com suas duas filhas foi recebida carinhosamente por Richard e seus dois filhos. A filha do meio, e que Richard pretendia que Milo desposasse, usava os cabelos trançados e era realmente linda com seus olhos bem verdes. Sua pequena irmã, a caçula, uma mocinha doce e sorridente. A maior se chamava Eva e a caçulinha, Mia.

A primogênita não viera por já ser casada.

— Eva, querida, este é Milo, meu filho mais velho.

Richard apresentou os dois e ficou olhando suas reações. Os pais da moça também, estavam encantados com Milo.

— Seu filho é um belo rapaz, Senhor Bloedorn! — disse o senhor Steiner

— Obrigado, acho que farão um belo par! — disse feliz, com a concordãncia do outro

Milo olhava Eva simpático, lhe cumprimentou educadamente com um sorriso que derreteu a jovem austríaca. Porém, aquele sorriso era um prenúncio de que Milo não iria aceitar ser negociado e iria agir.

Os dois patriarcas conversavam saboreando doses de wisky, a senhora Steiner, Natassia e Mia brincavam distraídas e Milo e Eva faziam companhia um para o outro numa situação constrangedora. Até que um dos empregados da casa anunciou que o jantar seria servido

— Finalmente! — Milo deu um pulo se livrando da situação. Já não tinha mais assunto para puxar com Eva.

O loiro foi repreendido pelo pai com um olhar, mas Richard não tinha ideia do que viria pela frente.

Sentaram-se todos á mesa, com Richard na cabeceira por ser o anfitrião da noite. A farta comida foi servida, cujo o prato principal era um grande faisão assado.

Enquanto todos educadamente pousavam seu guardanapo de pano no colo, Milo fez questão de pendurá-lo na gola da roupa, como fazem os gulosos italianos. Richar o olhou sem entender nada, ele nunca havia feito aquilo.

Começaram a comer, falando de negócios, claro. O papo chato só foi interrompido para todos olharem para Milo. O loiro pegou uma enorme coxa de faisão, a pairou no ar com o cotovelo apoiado á mesa e lascou uma mordida grande, deixando parte da carne pendurada á boca.
Todos olhavam aquilo, um rapaz tão bonito e bem vestido comendo como um estivador.

Milo refestelou-se na cadeira com a boca cheia de carne de faisão e deu um aberto sorriso á sua pretendente, deixando que seus dentes cheios de pedaços de carne aparecessem. Eva estava apavorada, olhava seus pais e eles também estavam

— HAHAHAHAHA!!! ISSO TÁ UMA BELEZAAAAA!!!!

Milo falava de boca cheia, alto e tomava goles largos de vinho, encerrando com um sonoro arroto.

Todos estava boquiabertos, Natassia ria colocando as mãos á frente dos finos lábios e Richard fuzilava o filho com o olhar. Mia também ria achando tudo o máximo!

Quando a sobremesa chegou, uma torta de maçã, Milo a atacou antes de todos, fazendo cara feia a quem ousasse pegar um pedaço maior do que o seu

— Oras, Milo...pare com isso

— Larga a minha TORTAAAAA!!!!!!

Milo berrava com o guardanapo sujo de faisão pendurado ao pescoço, Natassia e a pequena Mia riam quase descontroladamente.

Após aquela demostração dantesca de como ser um pirata ogro, a familia Steiner foi embora com Eva implorando aos pais para nunca mais ver aquele porco rude em sua frente.

**

— Eu não posso acreditar no que aconteceu aqui!!!

Milo estava sentado no escritório, com a boca já devidamente limpa e sem o guardanapo imundo no pescoço, levando um sonoro sermão de Richard

— Eu criei você para ser um cavalheiro. Você sabe entrar e sair de qualquer lugar, sabe todas as mais finas regras de etiqueta. Sabe falar ao menos três idiomas. Estudou em Cambridge. Sempre foi um gentleman!! Chegou a Segundo Tenente da Royal Navy. Sempre fui elogiado pela educação polida que você e sua irmã apresentam. E com tudo isso você decide passar esse maldito jantar se comportando como um VIKING! Um selvagem! O que raios deu em você, Milo??

— Desculpe pai, mas eu não ia ficar noivo de Eva Steiner. Meu intento era que ela me odiasse, e consegui. — disse sorrindo

— Tudo isso pra se livrar da moça? — Richard estava incrédulo

— Tudo isso pra não ser obrigado a fazer o que não quero. Agora, com sua licença, pai...

Milo depositou um beijo no rosto do pai e saiu. Richard estava furioso mas não podia negar que Milo era determinado e corajoso quando queria impor sua vontade.

— Depois que sua irmã se casar, você não me escapa Milo Nickolas Bloedorn!!! Eu casarei você, nem que seja a última coisa que eu faça na vida!

**

Alguns dias depois


O casamento de Natassia e Camus estava cada vez mais próximo. Faltavam apenas dois dias para embarcarem para França, passariam uma longa temporada por lá.

Porém, um imprevisto inesperado acontecera: Richard havia contraído uma gastrite forte e havia sido orientado pelo médico a não viajar naqueles dias.
Richard chamou os dois filhos até seus aposentos, onde repousava na cama.

— Milo, Natassia...a viagem para Aix-en-Provence está marcada para depois de amanhã. Não quero que percam o navio, vocês irão sem mim

— Mas pai, e meu casamento? Não irá me conduzir ao altar? — preocupou-se a mais nova

— Não se preocupe querida, eu chegarei a tempo. Ainda faltam quase três meses para o dia do casamento, dará tempo. Milo, leve sua irmã e cuide dela, vocês irão na frente e eu chegarei depois.

— Você vai ficar bem pai? — Milo estava preocupado

— Vou filho, só preciso que acompanhe sua irmã e dê um forte abraço em meu amigo Gerrard Garret por mim. Avise que eu já estarei chegando.

Milo sorriu concordando, os dois irmãos beijaram o velho pai.



Dois dias depois, Milo e Natassia embarcaram na longa viagem até o norte da França.


**

Notas finais
Gente, isso é o que eu chamo de espantar uma noiva! Essa nunca mais volta hahaha!! E aí, curtiram o Milo? Ele é de derreter corações, como sempre ^^ Os irmãos já estão á caminho da França e quando eles chegarem lá nossa estória, aí sim, começa! Comentem, xinguem, elogiem...manifestem-se! xD