A História De Uma Semi-deusa
10 A missão começa
Capitulo 10 – A missão começa
– Quíron quando poderemos partir para a missão? Temos só 5 dias... – perguntei
– Vocês partiramão hoje às três horas para não perder tempo. – disse Quíron
– O.k, mas como nós vamos? – perguntou Jack
– Nós podemos pegar um ônibus até o porto e de lá pegar um navio e ir até a Espanha e de lá partir para a Rússia. – respondeu Iago.
– Sim, é ainda melhor com um filho de Poseidon e Hermes no barco – disse Iago
– Sim é bom – concordei
– Vão decidir e pegar o que for necessário para a missão – disse Quíron
– Ah Quíron, — disse – eu não tenho escudo
– Ah, isso não é problema, te dou um escudo – disse Iago
– Serio? Obrigada – respondi – preciso também de um curativo.
– É só ir na loja e comprar o que é necessário. – respondeu Jack – agora vamos
Passei primeiro pelo chalé de Hesfesto. Ele era lindo. Tinha paredes cheias de desenhos de armas, bigas, armaduras e outras coisas. Fomos para o fundo do chalé e Iago começou a procurar alguma coisa em uma gaveta muito bagunçada e sua cama também estava muito bagunçada.
– Não ligue para a bagunça – ele disse
– Tudo bem, o meu também não é arrumado.
– Achei! – ele disse animado – é um bracelete de bronze – ele disse me entregando.
– É lindo – eu disse. Ele deu uma batidinha no bracelete e ele se transformou em um escudo de bronze com o desenho de um pégasus, que era lindo. O pégasus era de prata polida e pedras azuis. – Muito obrigada – disse sorrindo e dando um abraço nele
– De nada – ele disse – é melhor nós irmos, só vou pegar umas coisas aqui.
– O.K, eu também tenho que ir buscar umas coisas nos encontramos no pavilhão.
Fui para o meu chalé e fui direto para o banheiro lavar o corte doía muito, quase gritei. Corri para pegar uma toalha e colocar na boca para não gritar de dor e sim morder a toalha. Quando lavei o ferimento cheio de terra, vi que, ele era muito fundo. Pensei como uma adaga poderia fazer um estrago tão grande, fui mancando para fora do chalé com uma mochila nas costas com um casaco e uma foto de minha mãe. Olhei para a estátua de Zeus e disse :
– Não vou te decepcionar – olhei para os olhos dele e pela primeira vez, pareciam ter vida.
E fechei a porta do chalé.
Quando cheguei no pavilhão todos os campistas estavam lá. Passei pelo lado da mesa de Ares eles me olharam com desprezo e percebi que Rebeca não estava lá.
– Bom estão todos reunidos aqui – disse Quíron – vocês poderão partir para a missão.
– ótimo! – disse Iago.
Damon se aproximou e disse :
– Boa sorte e se quiser eu posso te levar até a loja para fazer o curativo em sua perna.
– A quero sim, muito obrigada.
Fomos até quando estávamos chegando a loja cambaleei e Damon me segurou.
– Eu acho melhor você não andar muito até fazer o curativo. – ele disse me segurando no colo.
Compramos o curativo e colocamos em minha perna, voltamos para o pavilhão.
– Agora podemos ir? – perguntou Jack
– Sim podemos.
– Boa sorte à vocês — disse Quíron.
Fomos até a cidade e pegamos um ônibus para o porto. Todos passavam olhavam para nós com uma cara estranha. Entramos no ônibus e seguimos o mais discretamente possível para porto.
Chegando lá, vimos um navio vazio que se chamava La Luna. Entramos no navio e senti o cheiro de cerveja e cigarro.
– Tem alguém aqui, olhe na cabine – avisei
Iago foi olhar na cabine quando ele voltou disse que não havia ninguém lá.
– Olhe no navio todo – eu disse – estou com um mal pressentimento.
– Eu vou com Iago – disse Henrique – você e Jack ficam aqui.
– Tudo bem – respondi
– Iago e Henrique ficaram na parte de baixo, achei um pouco estranho pois eles demoraram muito para voltar.
– Não estou conseguindo esperar – falei – eu vou lá ver o que está acontecendo.
– Mas... – não esperei Jack terminar de falar e já fui lá para baixo.
Lá era escuro e frio. Escutei um barulho de algo pesado caindo fui até ele. Quando me aproximei de onde o barulho estava na direção oposta. O escuro não ajuda a achar o barulho, pensei se eu criasse um raio clarearia o lugar, quando fiz o raio clareou mas não muito. Fui para a direção oposta para tentar achar o barulho.
– Iago? Henrique? – perguntei
Depois que perguntei não escutei nenhum barulho a não ser pelo barulho de meus passos. Senti um vento gelado passar por mim. Já estava ficando nervosa com aquilo. Tirei o anel de meu dedo e ele se transformou em uma espada negra.
Me virei e tentei voltar para a parte de cima do La Luna. Quando dei uns 5 passos uma mão me segurou no ombro. Olhei para trás e vi uma caveira com olhos azuis muito brilhantes que pareciam me olhar no fundo de minha alma.
Tentei me livrar de sua mão mas não deu certo.
– Eu não vou lhe ferir — disse a caveira – Meu nome é Viserys, sou um servo de seu pai. Ele me mandou aqui para lhe proteger.
– E como posso ter certeza que não irá tentar me matar?
– Jurei pelo Estige para o meu senhor Zeus que te protegeria até o final.
– Se você vai mesmo me ajudar, me leve até a parte superior do navio.
– Por ali senhorita – disse Viserys apontando para uma parte mais iluminada.
Quando cheguei lá em cima, vi Jack, Henrique e Iago conversando.
– O que aconteceu? – perguntou Jack
– Quem é esse? – perguntou Iago.
– Nada e esse é Viserys um servo de meu pai. – respondi – nós vamos ficar aqui no porto mesmo ou vamos partir?
– Vamos partir – disse Jack indo para a cabine
– Não vamos chegar lá nuca se formos nessa velocidade – falou Iago – Jack, você é filho de Poseidon tem que saber fazer alguma coisa.
– Eu posso controlar a correnteza e fazer ela ficar mais rápida. – respondeu Jack
Fui para um canto distante dos garotos e peguei meu colar. Fiquei olhando-o pensando como eu conseguira ele.
– Tudo bem ? – perguntou Iago
– Sim.
– Você acha que vai dar tempo de chegarmos lá em cinco dias? – perguntou ele
– Tenho quase toda certeza que sim.
– Seu cordão é bonito
– Ah, obrigada. – eu disse percebendo que não tinha guardado o colar ainda debaixo de minha camisa – só tem um problema, eu não me lembro de desde quando eu tenho ele. Digo, não lembro de como eu consegui ele.
– Estranho.
– Está ficando frio aqui fora, vou lá para dentro. Vem comigo? – perguntei
– Sim.
Quando chegamos na cabine Henrique estava tentando arrumar um rádio de música.
– O que você está tentando Henrique? – perguntou Iago
– Estou tentando arrumar esse rádio para escutar música – respondeu ele irritado
– Posso? – perguntou Iago.
– Pode – respondeu Henrique
Iago abriu o rádio com uma chave de fenda que Henrique conseguira, ele tirou e colocou algumas peças e depois fechou e ligou.
– Viu, funcionou – disse Iago sorrindo
– É vi.
– O.K, garotos – falei – que música vocês iram colocar?
– Não sei... – falou Henrique – eu tenho um CD de rock nas minhas coisas.
– Qual banda? – perguntei
– System of a Down
– Álbum? — Perguntei novamente
– Toxicity.
– Vamos meu filho está esperando o que para colocar?
Ele colocou o CD e começamos a cantar feito uns malucos até que cansei e fiquei sentada vendo eles cantando e me fazendo rir.
– íris – chamou Henrique – você é muito faquinha, não agüentaria uma hora de show do system of a down.
– Agüentaria sim! – respondi – é por que você não lutou hoje...
– Eu acho que isso não quer dizer nada...
– Então vai lá lutar vai. – respondi
– Nem comecem – interferiu Jack
– O.K, não vou mais falar nada – falou Henrique
– Alguém pode me passar minha mochila por favor? – pedi
– Aqui – disse Iago me entregando a mochila
– Obrigada
Tirei da mochila um moletom muito grande para mim escrito ‘’I Love Rio’’ e o coloquei por cima das outras roupas que estava usando. Fui para uma poltrona vazia e me sentei nela.
Eu dormir muito fácil pois acordei e já estava claro, mas era muito cedo, o sol ainda estava nascendo quando acordei. Fui para a borda de La Luna e fiquei olhando para o mar, até que vi uma coisa que se parecia com uma cauda de peixe, só que dez vezes maior.
– Gente! – gritei – venham aqui rápido!
– Que foi? – perguntou Henrique sonolento
– Eu vi alguma coisa no mar por ali – disse apontando para onde vi a cauda
– O que você viu exatamente ? – perguntou Jack
– Eu vi uma cauda de sereia – falei
– Tem certeza ? – falou Iago
– Tenho! – falei
Quando eu acabei de falar os garotos se olharam e olharam para as bordas do navio, se debruçaram tanto nas bordas que pareciam que iam cair, Henrique esticou a mão tentando pegar alguma coisa. Olhei para onde ele tentava pegar e vi uma sereia, ela era linda, tinha olhos e cabelos azuis como o mar. Ela mexia a boca mas não escutava som nenhum, me lembrei de uma história que minha mãe me contou quando era pequena, que só os pescadores e marinheiros poderiam escutar o canto da sereias, mas nunca acreditei muito nessa história que me contava. Henrique ia quase caindo para fora do navio quando o puxei de volta.
– Você está louco? Falei – se você pular você morre!
– Hã? Como? O que você disse? – como era de se esperar todos eles estavam vidrados com o canto delas.
Corri até Viserys e pedi ajuda.
– Viserys! – gritei – preciso de ajuda!
– O que foi? –
– Os garotos vão morrer!
Ele foi até a borda do navio e olhou diretamente para as sereias.
Vi mais sereias se aproximando, olhei para os garotos e eles já estavam quase caindo. Corri até eles e os agarrei o os coloquei dentro da cabine e antes de eu a fechar a tranquei por fora pegando a chave que estava dentro.
– Como vamos sair dessa?! – perguntei para Viserys – e como você não sente vontade de pular!?
– Só resta esperar sairmos daqui – ele respondeu – eu sou imortal o canto delas não me afeta.
– Ah... – falei – mas os homens só ficam assim quando escutam o canto delas, não é?
– Sim.
– E se tampássemos os ouvidos dos garotos com alguma coisa? – perguntei
– Bom... acho que daria certo. Mas com o que?
– Vou olhar lá embaixo.
Corri até lá embaixo. Rodei duas vezes uma prateleira procurando algo que desse para tampar ouvidos. Olhei para o outro lado e vi um barriu. Corri até ele e vi cera de vela, coloquei minha mão dentro dele e vi que dava para modelar. Peguei um pouco e levei lá para cima. Corri até a cabine e destranquei a porta. Olhei para os meninos e eles estavam tentando sair da cabine de qualquer jeito.
Peguei um pouco de cera e coloquei no ouvido de todos. Eles olharam para mim como se não entendessem nada do que estava acontecendo.
– Não tirem a cera do ouvido. – falei, mas me lembrei que eles não poderiam me escutar
Escrevi em um papel ‘’ Não tirem por nada a cera do ouvido ‘’ quando eles terminaram de ler fizeram que sim com a cabeça e os puxei para fora da cabine. Apontei para as sereias e eles olharam impressionados. Chamei a atenção deles e fiz um sinal para que não tirassem a cera de seus ouvidos.
– Viserys – chamei – se nós andarmos mais rápido conseguimos sair daqui?
– Claro. Elas ficaram para trás.
Puxei Jack para dentro da cabine novamente e escrevi em um papel ‘’faça a gente sair mais rápido daqui. Agora!’’ Ele fez que sim com a cabeça. Correu para fora e começou a fazer andarmos mais rápido.
Esperei ficarmos muito longe das sereias para deixar eles tirarem a cera dos ouvidos. Olhei para Viserys e ele fiz que sim com a cabeça. Fiz um sinal com a cabeça para que o meninos pudessem tirar a cera.
Eles olharam para mim e começaram :
– O que aconteceu com a gente? – perguntou Iago
– Bom – disse – como posso dizer? Vocês são homens, as sereias fizeram vocês se apaixonaram pelo o canto delas, fazendo que vocês quase pulassem do navio... vocês acham isso legal?
– Sim – disse Henrique – quero dizer não – ele disse quando Jack deu uma cotovelada em suas costelas
– Como você conseguiu salvar a gente? – perguntou Jack
– Vocês são lerdos hein? Salvei vocês por que, fui procurar alguma coisa para tampar seus ouvidos, para não escutarem o canto das sereias.
– Obrigado – disse Henrique – como Viserys não se apaixonou?
– Eu sou imortal . – lembrou Viserys
– Ah. Eu acho que ainda estou apaixonado sabe, elas cantavam bonitinho até... – brincou Iago
– Se quer morrer? – falei – eu te faço até um favor te jogo na mar para elas virem atrás de você. – disse agarrando ele
– Não, não obrigado! – ele disse correndo para a cabine
– Bom, — disse Jack – se continuarmos nessa velocidade chegaremos na Espanha hoje de tarde.
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