A Herdeira dos Riddle

7 As coisas podem melhorar


Notas iniciais
E agora começa a história...

"Vai me ver com outros olhos ou com os olhos dos outros? — Paulo Lemisnki."

Chegara o dia de voltar para Hogwarts e eu não podia estar mais "animada" com isso. Acordei cedo e tomei um banho longo demais. Coloquei uma calça jeans e uma regata branca e desci com meu malão para cozinha de Ben, sim eu havia me livrado das roupinhas de princesa. Graças a Ben, conseguimos comprar roupas diferentes de acordo com que eu crescia e aquelas roupas foram para o beleléu.

– Já está pronta? — perguntou ele e eu assenti me sentando a mesa me servindo de torradas e geleia — Animada para o sexto ano?

– Claro — disse com um sorriso torto e ele suspirou.

– Um dia as coisas vão melhorar — disse ele e eu revirei os olhos.

– Você me fala isso a seis anos — disse dando de ombros — Tudo bem, a culpa não é sua.

– Se você não quiser voltar... — começou ele mas o interrompi.

– Eu vou ficar bem — disse forçando um sorriso.

– Mesmo? — perguntou ele.

– Mesmo — disse e confirmei com a cabeça.

Fomos para o ar frio lá fora e ele levou meu malão até o carro, o colocando no porta malas enquanto eu entrava no mesmo. Ele entrou no carro e fomos em silêncio para estação, hora ou outra ele me lançava um olhar preocupado pelo retrovisor e aquilo me matava por dentro, estar ferindo-o daquela forma. Mas ficamos em um silêncio perturbador até a hora de atravessar a plataforma.

– Pronta? — perguntou ele, enquanto eu empurrava o carrinho com meu malão.

– Não — foi o que eu disse antes de correr e atravessa-la.

Ben atravessou logo atrás de mim e foi desembarcar meu malão.

– Que as coisas se resolvam — disse ele me abraçando — E qualquer coisa me made cartas, a qualquer hora do dia ou da noite.

– Que Merlin o ouça e obrigada — disse com um sorriso fraco e fui para o trem, arrastei meu malão com dificuldade pelo corredor indo para uma das últimas cabine.

Me joguei na poltrona e tampei os rostos com as mãos, como eu odiava esse colégio e como eu odiava deixar Ben preocupado por isso.

Encostei-me na janela com as pernas em cima do bando e fiquei encarando a paisagem la fora, até que alguém bateu na porta da cabine. Virei-me para la, ciente de que encontraria a mulher dos doces, mas estava enganada.

– Ola — disse uma menina de cabelos negros e olhos azuis.

– Ahn... Oi — disse sem entender nada.

– É que eu e meus amigos não achamos outra cabine e queríamos saber se podíamos ficar aqui — disse ela e eu a encarei.

– Sabe quem eu sou?

– Sophia Riddle — disse ela cruzando os braços — Isso foi um não.

– Não! — disse rápido — Quer dizer, isso não foi um não.

– Tudo bem — disse ela rindo — Podemos ficar aqui?

– Sim — disse dando de ombros e tirando meus pés do banco.

Ela entrou na cabine junto com Tommy Steinfeld e... Alvo Potter.

Eu não sei por que mas sempre que o vejo fico nervosa, ele parecia enxergar tudo em meus olhos e aquilo me perturbava.

– Ola — disse Tommy e eu acenei.

– Riddle — disse Alvo Potter.

– Po-potter — gaguejei e fechei os olhos virando-me pela janela. Que merda!

– Nossa — disse a morena — Que clima legal, hein.

– O que? — perguntou ele rindo.

– Seja legal — disse ela e ele revirou os olhos.

– Sophia — disse ele.

– Alvo — respondi.

– Doeu? — perguntou ela e ele revirou os olhos — Sou Mackenzie Hale.

Eu apertei a mão dela e ela sorriu.

– Eu não tenho medo de você, sabia disso? — perguntou ela.

– Isso é bom — disse rindo.

– Eu deveria? — perguntou ela e eu balancei a cabeça negativamente.

– Então Sophia — disse Alvo — Como é ter um dormitório só seu?

– Estranho — respondi de imediato — Mas é legal, as vezes.

– Por que estranho?

– Nunca se tem ninguém para conversar — disse dando de ombros — Não faz muita diferença, não converso com ninguém em Hogwarts além de Hagrid.

– Também conversa com Hagrid? — perguntou ele levantando uma sobrancelha.

– Sim — disse dando de ombros.

– Nunca te vimos lá.

– Por eu não ir no mesmo horário que vocês — disse e ele me encarou por alguns segundos e abaixou os olhos.

– Poderia ter ido — disse ele dando ombros — Seria legal.

– Talvez — disse rápido, minha voz falhando.

Eu não estava acostumada a conversar com ninguém, muito menos ele. Eu estava nervosa, minha voz falhava e minhas mãos soavam.

A viagem foi silenciosa até Mackenzie quebrar o silêncio.

– Venha — disse ela me estendendo a mão — Vamos colocar nossas vestes.

Eu me assustei com a atitude dela, porém peguei sua mão sem discussão e também minhas vestes, assim como ela.

Fomos para cabine ao lado e ela estava vazia, ergui as sobrancelhas.

– Disse que não haviam cabines vazias — disse a ela.

– Só queria te conhecer — disse ela dando de ombros.

– Por que? — disse confusa, mas um sorriso se formava em meus lábios.

– Não deve ser legal viver sozinha, com as pessoas te julgando por seu sobrenome, mesmo que não te conheçam. Aprendi isso com Alvo.

– Nunca imaginei que alguém falaria comigo naquele colégio, não desse jeito — disse sorrindo e trocando de roupa.

– Pois é — disse ela — Mas aqui estou eu.

– Obrigada.

– Sem problemas — disse ela sorrindo — Podemos ser amigas.

– Ta falando sério?

– Claro — disse ela e eu sorri.

Saímos da cabine e paramos no corredor.

– E a propósito — disse ela sorrindo marota — Alvo não para de falar de você desde o 1º ano.

Eu parei com os olhos arregalados e a encarei, ela apenas sorriu e entrou na cabine.

– Vem — disse ela revirando os olhos e eu entrei.

– O que fez com a menina? — perguntou Tommy.

– Nada — disse ela rindo e levantando as mãos.

Depois de um tempo o trem parou e eles dividiram a carruagem comigo, eles não se importavam com os olhares e eu sorri com isso.

– Ignore-os — sussurrou Alvo ao meu ouvido quando descemos a carruagem e eu me senti arrepiar.

– Tudo bem — disse o encarando e ele deu um sorriso torto.

– Se vamos ser amigos, me chame de Al — disse ele e eu sorri mordendo os lábios.

– Okay, Al– disse enfatizando o Al.

– Ótimo — disse ele e fomos para o Salão Principal. Eles se sentaram perto de mim e os olhares nos comiam, eles não pareciam se importar mas eu estava com vergonha — Relaxa.

Eu apenas balancei a cabeça positivamente.

Aquele era o começo de um novo ano, que por Merlin parecia que seria melhor.

Notas finais
E aii gostaram?? Quero comentáriios!