Notas iniciais
Antes de começarem, volto a avisar que esse um conto que ocorre em universo alternativo e que há menções pessoas e eventos, que podem ou não ter existido e acontecido de verdade, e que alguns fatos podem históricos podem ou não ocorrer com precisão, portante, antes de comentarem qualquer coisa sobre “erros” na história, lembrem-se que esse é trabalho com intuito de brincar com alguns fatos e também fictício, então amantes da história não pirem! Agora, desejo a todos uma boa leitura. Com carinho, Mandie Cruz.

Prólogo

A princesa Maria Beatrice Augusta Frederica de Belfiore (7) nasceu na manhã do décimo quinto dia do mês de maio do ano de 1824 no Palazzo della Fiori – a moradia oficial de seus pais longe da capital – dentro do Reino da Aurânia (1). Ela é a filha única do príncipe Ferdinando da Aurânia (6), o Duque de Belfiore, e de sua esposa, a princesa Amália da Saxônia (2), a Duquesa de Belfiore, uma dramaturga e musicista. Nenhum membro de sua família poderia nem sequer imaginar o quão importante ela seria para nação ou impacto que ela deixaria na história, mas, realmente quem poderia dizer alguma coisa sobre a pequena princesa além de descrever o quão adorável ela é, especialmente quando ela abri um sorriso desdentado.

Cinco dias após seu nascimento, a princesa Maria Beatrice foi batizada na capela do Palazzo della Fiori em uma cerimônia particular pelo Arcebispo de Sole – um amigo de sua família. Ela teve como seus padrinhos: seu primo, o príncipe Ferdinando de Allegro (9), e o seu tio materno, o príncipe Frederico Augusto da Saxônia (3), que foi representado na cerimônia por outro tio de Maria Beatrice, o Duque de Allegro (8). Suas madrinhas escolhidas foram: sua prima, a princesa Maria Ana Elisabeta da Aurânia (12), e sua tia materna, a Grã-duquesa da Toscana (4), que foi representada na cerimônia pela esposa do Duque de Allegro, a princesa Maria Antônia de Parma (5).

Na altura de seu nascimento, a princesa Maria Beatrice se encontrava relativamente afastada da primeira posição na linha sucessória para o trono da Aurânia. O rei Alfonso (10) tinha uma herdeira na forma de sua filha mais velha, a princesa Maria Luísa (11), e ele e sua esposa ainda eram jovens e esperavam pelo nascimento de mais crianças – principalmente por crianças do sexo masculino. As duas irmãs mais novas do rei perderam suas posições e direitos de reclamar o trono há algum tempo, sendo que a mais velha entre as duas desistiu da coroa para poder se casar com um homem da nobreza enquanto a outra decidiu dedicar sua vida a Deus como uma freira, mas o segundo e o terceiro que anteriormente eram ocupados por elas foi dado ao Duque de Allegro e ao seu filho, o príncipe Ferdinando de Allegro, que naquele instante já era casado e que sua esposa estava grávida do primeiro filho deles – e assim como rei, tinha esperanças de ter mais filhos. A quarta posição era ocupada pelo pai da princesa, o Duque de Belfiore, e Maria Beatrice ocupava a quinta posição, embora seu pai e mãe também tinha esperança de terem mais filhos, meninos que suplantariam sua irmã mais velha.

Ninguém aguardava grandes feitos de uma coisa tão pequena e adorável quanto Maria Beatrice de aparência angelical, uma menininha com cachos castanhos claros e expressivos olhos verdes não parecia ter a força necessária para liderar uma nação em crescimento, ainda que no ela vá mostrar a todos que duvidaram dela e de sua capacidade o quão enganados eles estavam sobre ela, mas, bem, isso só acontecerá no futuro e continuamos no ano de 1824, uma época que nada se espera da recém-nascida Maria Beatrice e que o máximo que ela pede da vida é o carinho e amor de seus pais.

Notas finais
1 – O nome Aurânia é o nome fictício que criei para o reino. É baseada na palavra do latim “aurum” que significa ouro, então Aurânia pode ser traduzido como “Terra do Ouro” devido as várias minas de ouro espalhadas pelo país. 2 – A princesa Amália da Saxônia foi uma princesa real do Reino da Saxônia, que também foi uma compositora alemã sob o pseudônimo de A. Serena, também foi dramaturga sob o nome de Amalie Heiter, suas obras ficaram bastante famosas entre a elite. Não sei ao certo se ela se casou ou não com outra pessoa, mas já que estou trabalhando em uma obra fictícia em um universo alternativo, ela se casou na família real da Aurânia. 3 – Como Amália da Saxônia, Frederico Augusto da Saxônia também foi uma pessoa real e o irmão mais novo de Amália. Ele foi um príncipe e mais tarde Rei da Saxônia, e o filho mais velho de Maximiliano, Príncipe Hereditário da Saxônia. 4 – A Grã-duquesa da Toscana também foi uma pessoa real e se chamava Maria Fernanda (ou Ferdinanda) da Saxônia, irmã mais nova de Amália e mais velha de Frederico Augusto, ela se casou com Ferdinando (ou Fernando) III, Grão-duque da Toscana. 5 – Foi uma pessoa real, a filha de Ferdinando (Fernando) I, Duque de Parma e da Arquiduquesa Maria Amália da Áustria, uma princesa de Parma por nascimento, uma neta da Imperatriz Maria Teresa e sobrinha da rainha Maria Antonieta. Maria Antônia nunca se casou, mas assim como fiz com Amália da Saxônia, no meu universo fictício a fiz se casar dentro da família real da Aurânia. 6 – Ferdinando da Aurânia é um personagem da minha criação e nunca existiu. Ele é um príncipe da Aurânia, detém o título de Duque de Belfiore e é o pai de Maria Beatrice e o marido de Amália. 7 – É a personagem principal da estória, a filha do Duque de Belfiore e de Amália da Saxônia. Maria foi o nome escolhido por sua mãe, Beatrice foi a escolha de seu pai, e Frederica Augusta é tanto uma homenagem para seu padrinho e tio quanto para sua mãe, que se chamava: Amália Maria Frederica Augusta. 8 – O Duque de Allegro é o tio de Maria Beatrice e o irmão mais velho do Duque de Belfiore. 9 – O filho do Duque de Allegro, sendo o primo e padrinho de Maria Beatrice. 10 – O rei é o primo de Maria Beatrice e o atual soberano do Reino da Aurânia. 11 – É uma das filhas do rei que morreu em uma idade jovem. 12 – Uma das irmãs do rei e aquela que desistiu de seu direito de herdar o trono para poder se casar com um homem da nobreza.