A Hóspede

42 I feel so close to you right now


Notas iniciais
Gente, eu demorei por conta da minha internet. Estava sem desde sábado à tarde portanto não deu para postar. Em compensação, passei horas escrevendo o final, ou seja, não demorarei muito para trazer o próximo capítulo para vocês.
Boa leitura!

De certa distância era possível ouvir o som de carro e da própria casa da loira. Músicas eletrônicas, conhecidamente, uma que criei, ‘Feel so close’, que não era algo extraordinário, mas o resultado final ficou ótimo e superou as expectativas. Minha conta estava recheada. Enfim. Estava uma barulheira só e eu não conseguia achar lugar para estacionar. Decidi confiar no seguro que eu pagava a risca e deixei o carro a uma distância da casa. Fui andando para a casa com uma das mãos no bolso e a outra com a sacola dos presentes de Ino.

De fato não eram pessoas totalmente desconhecidas para mim. Eu não sabia um nome de ninguém, mas seus rostos e vozes me eram familiares. Alguns sorriam e acenavam pra mim, outras com mais intimidade me distribuíam beijos no rosto e elogiavam minhas vestes, mas tudo o que eu queria mesmo era entrar e ver se arranjava um espaço para me sentar e botar em prática a o plano de ficar quieto, obsevar e fingir que estou adorando o ambiente.

Fracasso. A sala foi transformada em uma pista; os móveis como sofá e cômodas foram arrastados para as paredes do espaço, sendo ocupados por casais apressados que já adiavam seus passatempos desde cedo. Era apenas sete da noite. Entrei na cozinha na esperança de encontrar Hinata ou Ino preparando as coisas, no máximo encontrei Tenten(minha empregada que recomendei à elas).

-Tenten... –Chamei, mas ela me interrompeu.

-Ah, oi Sasuke! Tudo bem?! Você quer que eu prepare algum drink? –Perguntou com uma simpatia exagerada.

-Não agora. Pode me dizer onde está a Ino ou a Hinata?

-Oh, Hinata foi com a Sakura buscar mais gelo, já Ino deve estar por aí. Se eu a ver eu te aviso.

Saí da cozinha enquanto ela ainda falava. Precisava deixar o presente da Ino em algum lugar, não queria ficar andando com uma sacola pela festa. Fui no quarto que presumi ser dela por conta da porta condecorada, entrei e notei que estava enganado. Era o quarto de Sakura, pude perceber só de sentir o cheiro. Me permitir explorá-lo: vi seu painel com fotos suas de infância, com Ino e Hinata e em locais turístico; sua penteadeira com poucas maquiagens, mais acessórios de cabelo e perfumes; sua cama era de solteiro com uma cocha verde musgo que dava contraste com o quarto todo cor-de-rosa e marrom. Era uma decoração bonita, mas infantil. Fui pego de surpresa pela própria entrando no quarto com uma sacola, me olhando com uma expressão fresca e simpática, o que eu estranhei.

-Admirando a decoração? –Perguntou colocando a sacola em uma cadeira de madeira.

-Eu estava procurando o quarto da Ino. Sem querer entrei no seu. –Expliquei com a mão na cabeça, meio desconcertado por ter sido flagrado. Não era bem assim que imaginei nosso reencontro, mas estava gostando dessa coisa trivial.

-Não tem problema. O quarto dela é o último do corredor, mas deve estar trancado. –Falou apoiando as mãos na cintura.

-Humm. –Foi tudo o que pude emitir. Queria sair da li correndo, tomar um drink, depois voltar para o quarto e falar como um homem seguro, conversar, reverter a situação desconfortável que havia ficado entre a gente.

-O que tem feito esse tempo todo? –Perguntou retirando caixas da sacola e as colocando na cama.

-Ah... O que eu sempre fiz durante os últimos dez anos. –Falei com um certo desgosto na voz por não ter nenhuma novidade. Ela riu.

-Para variar! –Brincou. –Tenho ouvido bastante suas músicas. O ritmo animado e eletrônico não tem nada haver com você, mas as letras são cativantes. –Falou sorrindo. –Melhor do que as anteriores, verdade.

-Eu não escrevia letras antes. –Observei.

-Então era por isso!!! –Riu de novo, tirando um vestido de uma das caixas e da outra uma bota de cano alto.

-E você, quais são as novidades? –Puxei assunto.

-Ah, eu fui para Nova York no verão prestar um teste para a Academia de Dança de Manhattan.

-Puxa, legal. E como foi?

-Foi relaxante. É bom estar de volta à área que eu gosto, pena é que eu dei uma enferrujada, sem contar que estou quase nos limites de idade para coda. Resumindo, me saí bem, mas eles querem um rosto mais jovem para o estrelato. Chegaram me escalar para ser bailarina de corpo, mas recusei. Quero uma carreira e não um consolo. –Fiquei impressionado com isto. Me lembrava claramente de quando ela estava hospedada em casa, disse que não via mais sentido em seguir em frente com o que gostava por falta de incentivo e por sua idade. Achei interessante ela ter mudado de ideia e ter corrido atrás do que queria, apesar dos resultados. Mais tarde me perguntei se o que instigou ela a dar esse passo foi ter estado perto da morte no fim do ano retrasado.

-Nunca imaginei que você fosse investir nisso. Nunca a vi dançando –ela riu, porque eu já vi ela dançando sim, lindamente, uma dança promiscua e maldita que me fazia tremer em desejo de possuí-la- mas sempre acreditei que devia ter talento.

-Como? Só por que eu comentei com você certa vez?

-Não. Você tem um jeito próprio para coisa, um corpo propício além de movimentos delicados. Deve ser jeitosa em cima de uma sapatilha. –Sorri bem humorado.

-Boa justificativa puxa saco! –Sorri mais ainda. –Mas quero me concentrar em coisas que rendam e não nos meus hobbys. –Disse séria. –Terminei um curso de Educação Física. Vou voltar a Inglaterra e trabalhar como estagiária.

E então minha vista ficou turva e percebi o que todos queria quando insistiam para que eu viesse para a festa vê-la. Ela iria embora e eu não teria mais oportunidade de vê-la, de conversar com ela, de me desculpar por todos os transtornos que causei em sua vida. Agradeci mentalmente por estar ali, naquele momento, agindo como se tudo que nos envolvesse fosse laços de amizade, fingindo que nunca dissemos um ‘eu te amo’ para o outro. Agradeci por aquela poder ser a última vez em que nos vemos.

Eu não estava assustado ou me sentindo perdido, eu estava feliz por ter vindo e por poder conversar com ela sem os transtornos que eu cogitava. Depois de um ano sem nem ao menos ouvir sua voz, ela voltar para Inglaterra não faria uma diferença muito grande, já que nem enquanto estamos na mesma cidade nos víamos ou nos falávamos. A grande diferença é que eu não teria mais a certeza que ela estaria na cafeteria da esquina limpando manchas redondas de café nas mesas, nem que estaria nas festas de Ino ou de Naruto. A ausência dela na minha vida agora vai ser total.

Agora, a possibilidade absurda de que talvez pudéssemos tentar algo de novo se tornara completamente impossível e inalcançável. Ultimas páginas de um livro. Notas finais de uma canção. Final de um filme ruim e amador, estrelando atores péssimos em um enredo confuso. Comparando a situação atual dessa forma, se tornava quase uma coisa bonita e apreciável, apesar de entediante. Ninguém se interessa por dois teimosos sem rumo, acho que todos nós já estamos um pouco entediados disso tudo.

-Fala alguma coisa! –Pediu com um ar mais sério.

-Não tenho uma coisa certa para dizer. –Disse.

-Gostaria de... Não sei. Ouvir algo de você. –Desviou o olhar. –Queria conversar como antes, sabe? –Fiquei calado a observando. –Desde aquele dezembro eu fico voltando na tarde em que ficamos no sofá falando banalidades! Aquele foi o melhor sofá em que eu me deitei. E você tinha se tornado a pessoa mais legal para falar trivialidades e bobeiras que eu havia conhecido em toda minha vida. –Sorriu. –Será que, só por essa noite, você poderia fazer igual aquele dia e conversar comigo? –Pediu sentando-se na beirada da cama. –Eu não me sentiria tão sozinha e você estará mais fresco na minha memória enquanto eu estiver longe.

-Pensei que quisesse me esquecer.

-Queria. Não pude, nem poderei. –Sorriu, depois, batendo a mão no espaço ao seu lado me convidando para sentar. Depois de hesitar, me sentei, logo ruborizando pela proximidade de nossos corpos. Minha perna encostava na dela, mas eu quase não sentia seu calor pelas várias camadas de roupa que ela usava. –Eu saí da casa de dança. Nós três saímos(Ino e Hinata). Fomos demitidas depois que um homem ousado se aproveitou da Hinata, que bateu nele com a cadeira. –Ri enquanto ela repetia divertidamente ‘Trágico! Trágico!’. –A Ino não teve mais nenhum namorado, só ficantes, mas todos de uma noite e nada mais. Ela parou de caçar homens como o Capitão Jack Sparrow parou de ir atrás do Pérola Negra. –Gozei da comparação fanática. Dava para ver como ela era fã do ator só de olhar para a porta do vestíbulo que ela toda forrada com pôsteres do Johnny Deep em papéis no filme Piratas do Caribe, Alice no País das Maravilhas, Edward Mãos de Tesoura e outros clássicos. –Eu gostei dessa mudança dela, essa coisa dela se valorizar mais, porém, sinto que no fundo ela continua sendo a mesma pervertida sem reversão, só que não mais na prática. Acho que ela tá apaixonada. –Ri zombeteiro.

-Ino apaixonada? É mais fácil o Canadá derreter do que a Ino se apaixonar.

-Pois saiba que ilhotas de gelo do Canadá estão mesmo derretendo, o que pode significar que Ino está se apaixonando! Oh meu Deus, Sasuke! Por quem será?! –Perguntou com a mão na boca.

-Não faço a mínima ideia. –Disse.

-Puxa, ela nem confiou em mim para falar... Que falsa! Tenho certeza que a Hinata deve saber!

-Calma, você ainda nem sabe se é isso.

-Você mesmo disse que as ilhas de gelo estão derretendo.

-Quem disse isso foi você, não eu.

-Não importa. Ino está amando, consequentemente está sofrendo. Pobrezinha... Preciso livrá-la dessa dor! –Pôs a mão sobre o peito. –Bom. Agora preciso me trocar. Desculpa a indelicadeza, mas você está sendo convidado a se retirar. –Falou bem humorada.

-Ah, claro! Desculpa, nem me toquei. –Me levantei ao mesmo tempo que ela. –Bom, então eu já vou me despedindo pois só vim marcar presença e deixar esse presente à Ino.

-Não vai ficar? Nossa, mal começou a comemoração...

-Você deve se lembrar que sou anti social.

-Em um ano muita coisa muda. Se continua se isolando é porque não gosta mesmo de gente. –Rimos do comentário.

-De qualquer forma. –Comecei. –Obrigado por... conversar comigo. Não pensei que fosse agir assim...

-Queria que eu agisse como? –Perguntou ainda com um sorriso doce e curioso.

-De modo algum. Eu... Eu tinha receio de vê-la e de você ainda estar magoada.

-Sinceramente, eu estou magoada. –Me entristeci. –Mas comigo. –Fiquei confuso. –Aquelas coisas que eu disse no hospital, veja...

-Já foi dito. Já passou. Se concentre em agora.

-É que...

-Se arrependeu?

-De forma alguma. Quer dizer. Eu queria ter dito as palavras certas no momento certo, mas fiz tudo errado. Eu nunca quis que você se afastasse tão drasticamente de mim. Não dei fé que fosse cumprir com o que eu pedi, sabe, eu agia como se me garantisse e por muito tempo acreditei que você iria surgir novamente na cafeteria e me convidar para conversar no parque, aí resolveríamos tudo e tentaríamos ser um casal, como nos filmes, até que algo muito desagradável acontecesse e nos afastasse de novo. –Sorriu sem humor, enrolando as pontas do cabelo já longo nos dedos e soltando em forma de cachos que rapidamente se desmanchavam. –De fato, eu queria tirá-lo da minha vida, mas percebi que independência não compensava a saudades de você. –Se sentou na cama novamente, pesada e com a voz baixa, como se lutasse muito para dizer aquilo. –Tinha medo de depender de você para estar bem, só não sabia que era tarde demais.

-Por que está me dizendo isso? –Perguntei impassível, com as mãos no bolso e a expressão neutra de sempre.

-Talvez eu não tenha outra oportunidade de te dizer.

-E qual a necessidade de eu saber disso? –Perguntei friamente, de propósito, apenas para saber como ela responderia.

-Precisa saber que, se pudesse voltar no tempo e mudar minhas palavras, eu voltaria, mas não posso. Então se você não me perdoar por isso, eu vou entender. –Mordeu o lábio inferior num reflexo de nervoso, ainda sem olhar para mim.

Depois de um longo silêncio, quando vi que ela não tinha mais nada a dizer, me agachei em sua frente ficando da mesma altura, peguei seus pulsos suavemente, a forçando olhar para mim e sussurrei com a voz áspera.

-‘I don’t believe that anybody feels the way I do about you now!’ –Ela riu e me olhou nos olhos seriamente, como se tentasse ver através da minha íris um conforto ou um significado.

-Já percebeu que, sempre que nos encontramos assim cantamos Oasis? –Obsevou. –Na cama. No parque. Agora.

-É isso o que eu tenho a dizer sobre você. ‘Eu não acredito que ninguém se sinta do jeito que eu me sinto por você agora’.

-‘Há muitas coisas que eu gostaria de te dizer, mas eu não sei como’. –Continuou. –‘Porque talvez, você seja aquele que irá me salvar. E depois de tudo, você é meu protetor.’

-You’re my guest. –Disse sem muito humor.

Como quem não queria nada, ela foi se inclinando para perto de mim, perigosamente perto, com os olhos semi cerrados e os lábios entre abertos. Eu não me movi, somente a observava corar, porque talvez esperasse que eu me entregasse ao desejo de tocá-la como ela fez comigo. Soltei minhas mãos dos pulsos dela e as levei em seus cabelos, agora compridos. Acariciei-os, a vendo fechar os olhos e arfar, como um gato ronronando de manha. Era engraçado compará-la a este exemplo, assim ela não aparentava tão submissa e ‘fraca’ por uma simples situação. Não tinha meia hora que estávamos conversando depois de um ano sem se ver. As coisas não são assim.

Puxei sua cabeça ao meu encontro, mas meus lábios se encontraram em sua orelha e não em sua boca.

-Eu não posso. –Sussurrei, vendo os pelos de suas costas se arrepiarem.

Ela me queria.

Me levantei, percorrendo os traços de seu rosto e saindo pela porta. Não olhei para atrás, mas sentia seu olhar em minhas costas, pesado e tentador, mas eu não daria o braço a torcer. Com isso me dei conta de que de fato, eu amo Sakura um pouco menos do que antes. O que é bom. Pensava nisso enquanto Tenten me preparava um drink. Estava orgulhoso de como havia me saído com Sakura. Jamais, em todo esse tempo de ausência, cogitei que nosso reencontro fosse assim, calmo, limitado e inofensivo. Sair daquele quarto sem tê-la beijado depois da proximidade em que ela colocou nossos corpos, só isso em si, era um avanço para a vitoria desse sentimento impiedoso.

-Sasuke, as três estão em casa. Sakura e Hinata já chegaram com o gelo e outros ingredientes. Topou com alguma delas?

-Sim, sim. Estava conversando com a Sakura...

-Então é por isso que não te achei Sasuke? –Perguntou Ino me interrompendo. Me virei para analisá-la e soltar uma piadinha irônica pela ousadia de ter interrompido minha conversa com Tenten, porém, tive de abrir mão deste luxo ao perder o dom da fala.

Eu já vi Ino de roupas curtas. Eu já vi Ino seminua. Eu já vi ela arrumada para festas e eventos. Entretanto, nunca a tinha visto tão bela quanto naquele momento. Usava um vestido justo que batia no joelho, com mangas longas e colo a mostra em um decote elegante, não aquela coisa exuberante e vulgar que ela sempre exibia. Os cabelos longos e claros dançavam em chuvas de cachos delicados, a maquiagem quase que imperceptível de tão básica, o que realçava a beleza natural do rosto dela. Ino estava excepcionalmente linda, como jamais havia visto, isso sem parecer ter tido muito trabalho. Era fato que eu gostava de mulheres simples que não tentassem elevar sua beleza a sétima potência com produtos estéticos e roupas vulgares.

Era uma outra Ino que me despertou atenção.

-Ahm.. er.. bem... eu... –Gaguejei, depois, contando o caso para o Naruto, omiti essa parte pois me senti envergonhado demais para deixá-lo saber que gaguejei diante de uma mulher bem produzida.

-Não importa! Fico feliz por ter falado com ela e ainda estar com vida. –O que ela queria dizer com aquilo? –Agora venha e me dê um beijo. –Na minha mente, tudo deu uma pausa para organizar os estímulos que influenciavam na situação presente dos que influenciavam nas minhas vontades. Ela abriu os braços e eu fui cambaleante ao seu encontro, abaixando para deixar um beijo tímido na sua bochecha. –Ah, Sasuke! Que broxa você! Até parece que é virgem! –Me afastou. –Que é que você tá estranho? Tá triste?

-Não, eu só... Não gosto muito de festas. –Disse.

-Eu sei disso melhor do que ninguém! –Sorriu.

-Seu presente está no quarto da Sakura. Eu não sabia onde era o seu, então...

-Oh! O que é?! –Perguntou animada.

-Um perfume e um colar. –Falei bebericando um pouco da bebida que havia deixado de lado.

-Sabia que quando uma pessoa pergunta o que é o presente você não pode dizer? É surpresa! –Fez bico.

-Então por que me perguntou?! –Perguntei injuriado.

-É a força do hábito. –Pegou minha mão. –Se bem que, não querendo ser ingrata, você ganha cem mil dólares por mês, bem que poderia ter me dado mais presentes... –Foi me guiando entre as pessoas até o quarto de Sakura.

-Sabia... –Murmurei comigo mesmo por ter adivinhado que ela reclamaria dos presentes simples.

-O que disse?

-Nada.

Enfim, pegou a sacola e conferiu o conteúdo embalado em caixas condecoradas com o logo das marcas. Para cada embalagem um grito estridente. Quando abriu as caixas, tive de tapar a sua boca para o resto da casa não ouvir. Depois da euforia, ela trancou a porta a chave e de lá me olhou como se fosse me devorar. Pegou impulso e pulou em cima de mim, me derrubando na cama, ficando em uma posição um tanto desconfortável. Daí começou me beijar: pescoço, rosto, orelha... tudo! E eu tentando tirá-la de cima de mim e mandá-la parar com aquilo(que já estava muito estranho)de uma forma que não a magoasse, porque coisas mínimas a deixavam zangada, em casos extremos, melancólica e chorosa.

Aí está a razão de eu sempre tratar Ino bem, educado e tolerante. Na verdade, é a segunda, pois a primeira razão para eu não ser tão insensível com ela era por não ter outro alguém que a substituísse no papel de me fazer companhia.

-Ora, Sasuke! Assim até parece que você não quer mesmo transar comigo... –Sussurrava ao mesmo tempo que lambia meu pescoço.

-E não quero... –Tentava me levantar, mas ela havia cravado as pernas em torno da minha cintura, então mesmo quando consegui ao menos me sentar, ela ficara no meu colo, passando as unhas nas minhas costa e eu já começava a ficar excitado, ainda assim tentando pará-la. –Ino, por favor, por nossa boa amizade, para com isso...

-Que amizade, Sasuke?! Até parece que você nunca soube que morro de vontade de dormir com você! –Eu não sabia. –Nunca tomei iniciativa pelos conselhos e relatos de Sakura. Mas que saber? Foda-se o que ela disse! –E de repente toda a minha relutância cessou para eu raciocinar a respeito do que ela havia dito. Sakura havia falado de mim para ela?

-O-o que Sakura disse? –Perguntei com dificuldades quando percebi que o vestido justo que ela usava havia subido e sua calcinha estava a mostra a medida que ela de mexia sobre determinada região da minha calça.

-Disse que se eu desse brecha você tomaria atitude, que não gostava de garotas atiradas e apressadas como eu. Então tive que mudar e agir como sua amiga, mas sempre dando espaço para você tomar iniciativa e me levar para sua king size enorme, porém, você nunca o fez. Não sei como pude resistir você por tanto tempo! –Conseguiu enfim beijar minha boca. O jeito dela beijar era voraz, molhado, rápido, extasiante, mas não me embriagava como o beijo de Sakura que a cada toque me surpreendia.

-Quer dizer que além de desleal e falsa, você também é mentirosa? –Oh não. Maldita Lei de Murphy!

Notas finais
Músicas mencionadas:
Feel so close - Calvin Harris
Wonderwall - Oasis