A Grande Mesa

8 Parte VIII


Notas iniciais
"Escrito por Erold"

Após alguns longos e torturantes minutos Erold ressolve retirar a pequena Sophy daquele local, ela já sofrerá bastante para um dia e então ele levantou-se e a pós em seus braços, não precisou fazer grande esforço pois Sophy não passava dos trinta quilos, e foi em direção ao carro, Sophy ainda chorava bastante. Quando chegou no carro Erold acomodou Sophy no banco traseiro e entrou. A chuva já não estava tão intesa, ela já estava parando, agora Erold poderia dirigir sem muita dificuldade. Erold ainda escutava os pequenos choros de Sophy e ele não gostava de ver a sua filha triste dessa maneira e então pensou: "Onde eu poderia leva-la para que ela fique menos triste? Onde?" Erold ficou pensando nisso enquanto o semafáro estava em vermelho, quando o semafáro mudou para verde ele pensou: "Já sei o lugar perfeito para leva-la" e abriu um sorriso o carro da rota de casa, Sophy percebendo que seu pai havia mudado o percurso de casa resolveu perguntar:

-Pai, a nossa casa fica para o outro lado...-Disse a pequena Sophy com uma voz ainda um pouco triste.
-Eu sei- Disse Erold sem hesitar
-Então para onde está nos levando, pai?-Disse a pequena Sophy curiosa
-Para a... -Erold lembrou que queria fazer uma supresa para a sua pequena filha e se interrompeu.- Para uma grande surpresa. Agora eu quero que você tape os olhos com suas mãos e só retire-as quando eu disser que poder, ta bom?
-Ta bom papai.-Disse Sophy meio confusa.

Sophy não estava entendo muita coisa, mas resolvera fazer o que seu lhe disse afinal ela gostava muito de supresa e essa seria feita pelo seu pai, ele sempre fazia as melhores surpresas. Secou as lágrimas que estavam a cair e parou de chorar por um tempo.

Enquanto Sophy tapas os olhos com as mãos Erold percebeu que ela havia deixado um pequeno sorriso escapar deixando-o feliz.
Apos algumas horas Erold chegará ao local desejado e ele estava como ele queria, deseto, sem ninguém a por perto e então ele estacionou o carro e abriu as portas para Sophy, pegou-a no colo e disse:

-Não olhe ainda.
-Mas pai, eu quero ver logo.-Disse Sophy um tanto quanto curiosa.

-Calma, já estamos chegando- Disse Erold enquanto andava.
Depois de alguns segundos Erold pôs a pequena Sophy no chão e disse:
-Pronto, pode olhar.- Disse Erold com um ar alegre.
Sophy retirou as mãos do rosto lentamente e fez um olhar muito feliz, toda aquela tristeza havia desaparecido rapidamente e agora Sophy estava com um belo sorriso no rosto. Erold apreciava o belo sorriso da filha e ficará satisfeito por ter feito toda aquela tristeza em que ela estava desaparecer.

-PRAIIIAAAA!!!!- Gritou Sophy enquanto corria de um lado para o outro.
Erold sempre soube que sua filha gostava muito de visitar a praia e ela sempre se acalmava enquanto observava o mar.
-É bom te ver assim Sophy... É muito bom!-Disse Erold observando sua filha correndo.
Depois de algum tempo Sophy se cansou e então ela havia se dado conta que o seu pai havia desaparecido, olhou por todos os cantos e não conseguia vê-lo, com medo do que poderá ter acontecido ela começou a gritar:
-PAI! PAPAII! PAI!- Gritou Sophy a procura do pai- PAPAII! PAAAAAII!-Continuou gritando Sophy sem obter sucesso.

Erold logo aparece com as mão cheias de conchas-do-mar, Sophy correr direção ao pai e pega as conhcas e fica brincando com elas durante um tempo.
Erold nunca havia visto sua filha tão feliz a tempos e vê-la feliz fazia ele esquecer toda a tristeza que passará. Erold ficou observando o mar enquanto Sophy brincava, ele pensava em tudo na vida e traçando planos futuros e lembrando coisas de seu passado, de suas antigas e gloriosas histórias de quando ainda vivia como um Deus, de certa forma ele sente uma pequena falta daquela vida de Deus... De todas aquelas guerras, de todos aquelas batalhas com demonios e criaturas... Mas isso não fazia mais parte dessa nova vida em que vive, agora ele tinha uma filha para cuidar e isso já o deixava imensamente feliz mesmo com a falta da sua amada, Sophy conseguia tampar todo aquele vazio que a sua mulher deixou quando morreu.

Algumas horas depois, Erold percebeu que já estava anoitecendo e nem ele e nem Sophy não haviam comido nada. Preocupado com Sophy ele resolve ir para casa e a caminho comer algo.

--Sophy, vamos embora-Disse Erold enquanto se dirigia à sua filha- Já está ficando tarde e precisamos comer algo, vamos.
--Ta bom Papai. — Disse Sophy sem pensar duas vezes, afinal ela já estava a morrer de fome

Entraram no carro, Erold logo dirigiu em direção de casa, no meio do caminho pararam em um Fast Food e compraram Hambuguers e batatas fritas para poderem ir comendo no carro. Não demorou muito para eles chegarem em casa, Sophy não aguentou ficar acordada durante toda aquela viagem então adormeceu no banco de trás, Erold, pegou-a no colo e levou para o seu quarto. Após deixa-la no quarto ele percebeu um Sedã prata parando em frente a sua casa e de dentro dele saiu um homem muito branco, Erold desconfiava de que aquele homem esbranquiçado fosse um velho amigo, mas estava faltando algo, então o albino retira um objeto prateado do bolso e então o acende...

--Um isqueiro??!-Disse Erold um tanto quanto surpreso-- Finalmente esse Piromaniaco veio me visitar!
Erold desceu as escadas para cumprimentar o velho amigo com um sorriso, fazia anos que ele não falava com Tabirth, eles sempre foram grandes amigos desde as guerras e agora depois de anos eles se reencontrarão.