A Grande Mesa
9 Parte IX
Notas iniciais
Tabirth ja estava escorado sobre a porta do sedã, mexendo ao isqueiro. Erold ja havia levado Sophy para dentro fazia muito tempo. Quando havia chego, o motor do carro do amigo estava quente (Tabirth não resistiu em checar). Não queria atrapalhar a conversa de ambos, mas ele tinha suas teorias: Pelo que lembrava de Erold, ele era um cara expansivo, mas, julgava que, por ser sobre a filha dele, ele seria mais maduro. Fazia muito tempo que não via nenhum Deus, e o jeito que estava os retornos das cartas, parecia que não havia mais ninguém presente, ou ninguém se importava.
Mas Erold era diferente, e Tabirth sabia disso... Na boa época, ele era o melhor espadachim, e o mais forte do grupo, mas, diferente de Tabirth, que tinha maior concentração dos poderes na vitalidade, Erold era poderoso, mas tinha pouca vitalidade. Ele deveria estar meio bem, mas, Tabirth apenas especulava. Voltou a abrir e fechar o isqueiro prateado. Algo chamou seu interesse na mão. Era o tal isqueiro... Tanta coisa passou com ele. Era um guerreiro temido pela fama de "controlar o fogo como o verdadeiro Diabo" mas, no fim das contas, toda sua manipulação vinha quase que totalmente do isqueiro, sua arma principal.
Viu uma silhueta passar pelo vidro, uma sombra alta. Tabirth respirou fundo, e cruzou os braços, com o isqueiro na mão. Finalmente reencontraria o Velho Erold depois de séculos.
E então finalmente surgiu.
A forma do antigo Templário.
O todo poderoso Cavaleiro Erold!
"... Ele... Parece velho." Foi tudo que Tabirth conseguia pensar. O grande cavaleiro do passado hoje esta com marcas de idade, e poderia muito bem se passar por pai de Tabirth. O albino deu um suspiro "Meu deus, quanto tempo passou?"
Erold se aproximou, com um sorriso fraternal. O leve preconceito de Tabirth havia sumido naquele instante: não importava a aparencia dele, ele ainda era o mesmo cavaleiro da armadura prateada que um dia, lutou ao lado dele.
Erold mal pensava nisso, era bom rever um bom amigo, mesmo em um dia triste.
—Você anda precisando de umas festas — provocou Tabirth, guardando o isqueiro — Mas, acho que eles barram idosos em clubes hoje.
—E você com este cabelo! — retrucou Erold — é mais facil te barrarem do que eu!
Ambos riram, e trocaram um longo abraço.
—Há quanto tempo, Velho Piromaniaco. — disse Erold, apertando o abraço.
—Muito tempo, Velho Cavaleiro. — Respondeu Tabirth — e não estou velho.
—é claro que não... — Olhou para o lado, e viu o carro — Seu?
—Sim... — Disse o albino, olhando o carro como se fosse uma criança mostrando um brinquedo a outra — Modelo especial, totalmente customizado.
—Nunca aprendestes a ter humildade, não? — Erold brincou e riu.
— Hm... — Tabirth fingiu pensar um pouco — não.
Riram mais um pouco. Erold sabia que Tabirth estava lá para trabalho, mas admirava o carinho que tinha consigo para ir com calma no assunto.
Tiro e queda, depois de coçar a nuca, Tabirth investiu.
—Então... Eu recebi uma carta de Halfgazer que...
—Sim — Erold suspirou — eu estou ciente... Recebi a carta enquanto estava no cemitério com Sophy. — Viu o albino assentir, ele ja sabia da historia. — Dizia sobre re-abrirem a Irmandade, certo?
—Isso... — Tabirth assentiu.
—E esta aqui para me convencer de ir... Olha, eu...
—Na verdade — interveio Tabirth — Eu queria prestar homenagem a sua mulher... Se não se importar.
Erold se surpreendeu. Antigamente Tabirth tinha fama de mentiroso e trapaceiro, mas, pelo modo que se encararam, Erold começou a perceber mais franqueza em seu olhar. "Não fui o único que ficou velho" pensou Erold.
—Sem problema nenhum.
Tabirth deu um leve sorriso, e assentiu.
—Obrigado.
—Deixe so eu avisar a Sophy sobre...
—Você ainda não avisou?
—Desculpe, mas... — Erold deu um suspiro entristecido. — Acabamos de voltar, recebi a carta la e...
Tabirth percebeu a subita mudança de humor do colega, precisava agir rapido.
—Ei, ei. — chamou a atenção dele — Vamos juntos, ta bom? Não precisa passar por isso sozinho — Deu um leve sorriso — e não se preocupe. Um ou dois telefonemas, e ela estara segura, protegida e distraida.
—Obrigado, amigo — Disse Erold, forçando um sorriso, meio entristecido.
—Tudo por um velho. — brincou novamente.
Foram para a entrada da casa. Erold, antes de abrir a porta, parou.
—me lembrei de algo.
—O que?
—que existiam 8 Deusas na Irmandade... — Olhou de canto para o albino. — E você partiu o coração de duas.
Erold deu um suspiro.
—O mundo mudou, lembre-se disso, Tabirth.
—Sim, hoje está mais facil. — Tabirth olhou para o lado, ignorando a frase do seu amigo. Não gostava de lembrar de "uma delas"
Antes do cavaleiro revirar os olhos, Sophy se fez no meio de ambos. Tabirth olhou pata baixo somente quando ouviu a voz dela.
—Papai, quem é ele?
—Um antigo amigo — Disse o pai, batendo ao ombro do albino.
Tabirth percebeu que ela estava inquieta, tambem, não era para menos. "Seja sutil, ja quase levaram ele a força no cemiterio...".
Tabirth se abaixou calmamente.
—Oi Sophy... Me chamo Alexander...
—P-prazer ... — a garota disse, e foi para tras do pai. Talvez estranhasse um rapaz de cabelo branco, ou a "aura estranha" que ele possuia.
—Você é bonita — deu um sorriso charmoso a ela — Deve ter puxado a mãe, por que o pai...
Começou a dar certo. Sophy deu um leve risinho.
Erold deixou os dois conversando, e foi até a sala de estar. Pegou a antiga fotografia de sua amada e sua filha. Suspirou e observou a foto por tempo o suficiente. Quando se deu conta, Tabirth saiu do quarto de Sophy. Parecia falar de uma maneira totalmente diferente. Desligou o celular.
—Bom — disse, e olhou o amigo — Fiz minhas ligações... Sophy vai estar segura e distraida... Um tutor vai levar ela até a lua se ela quiser.
—Obrigado, Tabirth... Ou melhor, Tsubassa.
o albino deu um risinho.
—É melhor ela aprender meu nome humano a meu nome real...
—como quiser.
—Bom, vamos — gesticulou a saida — até chegarmos aquele maldito castelo, vai demorar muito tempo...
Erold riu.
—pode apostar.
Foram ao carro. Tabirth cantou pneu como um adolescente em racha. Erold se segurou no apoio.
—muito rapido, vôvô?
—Eu so quero chegar ao castelo de Halfgazer inteiro!
Com uma grande risada denovo, Tabirth foi.
Era tudo que Erold precisava no momento: um velho amigo para faze-lo sorrir, e esquecer o foco de tristeza
Fizeram uma pausa ao cemiterio antes, e Tabirth pode deixar um buquê antes de partirem para a estrada.
Seria um Longo Caminho...
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