Notas iniciais
Esse é o último de hoje pessoal e eu vou explicar algumas coisas do capítulo passado que eu esqueci e foi bastante perguntado. Top ou Dominador é considerado aquele que gosta do controle em uma relação BDSM. Bottom ou Submisso é aquele que gosta de ser comandado, se submeter e agradar. Switch é aquele que gosta tanto de se submeter quanto dominar, é uma espécie de versátil. Existe também a diferença entre D/s (Dominação/Submissão) e SM (sadomasoquismo), é algo bem simples. Em uma relação D/s as partes gostam de dominar e submeter, independente dos jogos de dor. Em uma relação que existe SM, quer dizer que uma das partes gosta de infligir dor ou seja é sádica e a outra gosta de sentir dor é masoquista isso tudo dentro de um contexto de prazer na dor, seja causando ou sofrendo. Existem também os casos onde ambas as partes gostam dos dois, fazendo uma relação versátil nisso também. Espero que tenha ficado bem explicado. Beijos de limão :*

Stiles acordou com dores, seus músculos estavam fatigados, suas coxas ardiam e ele mal conseguia sentar direito. Derek não estava ao seu lado, mas sim na poltrona do quarto lendo alguma coisa. Ele demorou para lembrar de tudo o que aconteceu, sua mente estava uma bagunça, a garganta arranhada e seca, sua cabeça parecia que ia explodir ao mesmo tempo que uma sensação de liberdade o envolvia, ele mal se deu conta do abraço que recebia, até voltar a abrir os olhos.

– Oi. — Derek sussurrou acariciando seus braços.

– Hey, que horas são? — Stiles nunca esteve tão rouco.

– Pouco mais de quatro da manhã. Beba isso, vai te fazer bem. — era chá, Stiles odeia chá, mas pareceu ser a coisa certa para acalmar sua garganta.

– Eu nunca estive tão exausto. — o mais novo reclamou ao se movimentar.

– Sente alguma dor? — Derek estava preocupado.

– Em todos os lugares. — Stiles fez careta ao se ajeitar nos braços de Derek. — Não! — o mais novo se afastou ao sentir o formigamento habitual ao ter sua dor sugada.

– Stiles. — Derek o chamou com a expressão confusa.

– Eu preciso dessa dor, ontem... Derek. — Stiles suspirou e se sentou de frente para o lobo.

– Eu sei, está tudo bem. — ele sentiu os dedos de Derek resvalando na pele sensível da sua clavícula. — Eu sinto muito por isso. — o lobo delineou as pequenas marcas de mordidas no ombro, peito, até as coxas do humano. — Eu deveria me controlar mais. — Stiles sorriu, o toque quase fantasma era reconfortante.

– Não, você não vai se sentir culpado por me marcar, eu gosto disso, eu nunca estive tão leve. — Stiles sorria. — Eu posso estar dolorido e vai ser difícil esconder algumas dessas marcas, mas eu definitivamente gosto delas, nossa noite toda foi incrível.

Derek puxou Stiles para a cama, um resmungo ou outro de dor, até os gemidos de prazer começarem a se tornar audíveis. O lobo lambia lentamente cada marca no corpo do mais novo, era prazeroso de um jeito reconfortante. Stiles nunca se sentiu acolhido desse jeito, o humano se sentia seguro perto de Derek. Ele adormeceu. Quando Stiles acordou de novo, Derek estava vestido, ele se sentia melhor, ainda dolorido, mas muito melhor que antes e seu café esperava na cama em uma bandeja.

– Eu pedi serviço de quarto, Boyd não me deixou pagar. — Derek deu de ombros.

– Você não tinha que ir para a livraria? — Stiles perguntou bebericando seu suco.

– Eu disse que não estava me sentindo bem. — Derek sorriu ao ver o humano revirar os olhos.

– Meu pai ligou?

– Sim, está nos esperando para almoçar.

– Saliva de lobisomem é curativa, certo?

– Sim, mas isso é apenas um paliativo, eu sei que você quer essa dor, mas eu não acho que seu pai aprecie as marcas. — Stiles sentiu as bochechas esquentarem.

– Obrigado. Quanto tempo até precisarmos sair?

– Três horas, ainda é cedo. — Derek se arrastou até a cama.

– Que bom então, porque eu estou louco para aproveitar um pouco mais do meu namorado. — o humano afastou a bandeja vazia e puxou Derek para um beijo.

– Eu posso gostar disso. — Derek puxou Stiles para cima de si mesmo e voltou a beijá-lo.

John não foi feliz ao ver o torso do seu filho cheio de marcas de dentes, mas ele não falou nada e Stiles não o incentivou de qualquer forma. Derek e o xerife pareciam se dar bem, torcendo para o mesmo time de basquete e gostando da mesma marca de cerveja. Stiles podia se acostumar com a sensação familiar de ter os dois por perto.

– Eu estou pensando em chamar Melissa para vir comigo na próxima vez. — John comentou enquanto Derek cozinhava alguma coisa e Stiles ajudava com os legumes.

– Isso seria ótimo, Scott ficaria tão feliz.

– Você acha que ele se importaria que eu e ela estivéssemos nos conhecendo melhor?

– Você e Melissa se conhecem há uns cem anos pai.

– Stiles. — Derek o encarou prendendo o riso.

– Oh! Meu Deus! Meu pai está namorando! — Stiles tinha a boca aberta.

– Parabéns John. — Derek comentou rindo.

– Obrigado garoto e você, — ele apontou para o filho. — não diga nada ao Scott, eu vou contar, na hora certa. — Stiles se apressou em abraçar o pai.

– Parabéns, eu só quero que sejam felizes. — John retribuiu o gesto.

Alguns dias se passaram até que Derek tomou uma decisão. Talvez, essa tenha sido sua decisão mais difícil até hoje em sua vida, principalmente depois das horas de conversa com o xerife e Stiles. O lobo estava sentado no escritório do namorado, em frente a Peter que também estava sozinho, era melhor assim, sem Danny, sem Stiles, só eles dois e muita coisa para resolver, muita história para trocar.

– Eu fiz tudo errado. — Derek começou.

– Não, você sabe que não. — Peter deu de ombros e sentou. — Kate não prestava, todo mundo sabia, ela conseguiu enganar, burlar uma regra aqui, outra ali, mas no fundo? Todos sabiam. Eu errei também, você é meu sobrinho, eu poderia ter te procurado. — Derek desviou o olhar.

– Eu não posso viver em torno de Kate, eu tenho Stiles agora e ele me faz feliz, ele realmente se preocupa com o meu bem estar. — Peter sorriu.

– Sim, eu posso ver. — Derek corou.

– Eu quero ver Cora, preciso tentar consertar as merdas que fiz. — Peter concordou.

– Vamos marcar uma data, eu tenho o número dela, você liga se sentir vontade, senão, eu aviso a data e vamos. — Derek ficou satisfeito com isso.

– Eu preciso me reaproximar, sinto falta dela, de Laura, da mamãe. — Derek parecia muito mais infantil quando se tratava do seu bando.

– Elas sentem sua falta também. — aquele era o primeiro passo para algo bom acontecer para o lobo.

Naquela noite Stiles teve certeza que a família era um gatilho para Derek, ele parecia bem mais abalado que o normal, mesmo que não tenha se oferecido para uma cena de espancamento, Derek precisava da dor.

– Meu pai está fazendo pipoca, ele vai assistir um jogo de pôquer na TV.

– Eu sei, ele está comentando sobre essa competição desde o dia em que chegou.

– Eu quero você nu e ajoelhado no quarto, você já sabe o que fazer.

– Stiles, seu pai... — o humano encarou o lobo com uma carranca.

– Eu não vou repetir, você já sabe o que fazer, eu vou te ver em alguns minutos. — Derek assentiu.

– Sim senhor. — Stiles sorriu e beliscou a bunda de Derek enquanto ele caminhava para a cozinha.

O lobo sentia seu estômago retorcer e vibrar, tudo dentro de si gritava por mais, ao mesmo tempo que ele não tinha certeza do que estava fazendo. Stiles nunca iniciou cenas assim, por vontade própria, mas Derek sabia que toda a postura maleável era para mantê-lo saudável e mesmo surpreso, não havia nenhuma dúvida de que Stiles cuidaria muito bem dele. Dentro do quarto, o lobo tomou algumas respirações, Derek não estava realmente nervoso, mas a ansiedade e o desejo já começavam a mudar seu ritmo e a ideia de se submeter apenas pela vontade de seu dom, era algo que ele não conseguia controlar. A primeira coisa que ele fez foi se livrar das roupas e se lavar, ele tentou não demorar e se apressou mais ainda em buscar sua coleira, os objetos que Stiles poderia precisar e então se ajoelhou ao lado da porta, apenas o abajur do quarto aceso, suas mãos apoiadas nas coxas e a cabeça baixa.

– Você é sempre tão bom para mim. — Stiles sussurrou ao encontrá-lo perfeitamente posicionado.

O humano caminhou até ele, Derek podia ver seus pés, o barulho do clique da maçaneta, indicando que estavam trancados, o som dos batimentos cardíacos calmos e o cheiro leve de excitação invadiam todos os sentidos do lobo.

– Venha até aqui. — Stiles pediu, vestindo apenas um par de jeans, os pés descalços, a ausência de camisa. — Olhe para mim. — Derek obedeceu.

O par âmbar quente que compunham os olhos de Stiles faziam Derek estremecer. Stiles podia ver a submissão em cada traço colorido dos olhos de Derek e apreciava que aquela montanha de músculos não passava de um lobo bobo que precisava ser amado, tudo o que um precisava estava no outro.

– Eu quero tentar uma coisa nova, mas está tudo bem se você precisar de mais tempo para isso. — Derek continuou a encarar seu dono com respeito e paciência. — Você pode falar apenas para responder minhas perguntas filhote e você não pode me tocar ou se mexer durante a cena, você me entende? — Stiles esperou pela reação do lobo.

– Sim, senhor. — a voz de Derek tremulava.

– Eu estou caminhando para amarrá-lo com aquelas cordas firmes e macias que tenho no armário, então vou prender seus pulsos na cabeceira da cama e seus tornozelos em suas coxas, de modo que você vai estar aberto e exposto só para mim. — Derek estremeceu com a ideia de ficar a mercê de seu senhor. — Cor? — Stiles pediu.

– Verde, senhor. — o sorriso triunfante de Stiles, fazia Derek tremer.

– Eu vou fotografá-lo filhote, quero encher minha câmera de fotos suas, as mais íntimas, para poder passar horas do meu dia observando-as, apreciando como meu submisso é perfeito. — Derek choramingou. — Você está bem com isso, filhote? — o lobo assentiu.

– Sim, senhor. — ele usou as palavras com dificuldade.

– Bom, agora fique de quatro e caminhe até a cama lentamente, meu lindo lobo. — Derek soltou algo muito parecido com um gemido antes de obedecer seu dono.

Stiles pegou a câmera fotográfica e ajeitou, ele podia sentir seus jeans apertados por causa de uma ereção e gostava da forma como Derek o obedecia e parecia se exibir sem nem perceber.

– Rosto no chão, filhote. — Stiles ordenou, Derek foi mais do que satisfeito em servir. — Você é tão bonito. — a voz de Stiles tinha um tom bem mais envolvido, ele estava a beira do próprio descontrole. — Está tão ávido por algo em seu buraco, não é? — Derek choramingou, as palavras de Stiles eram quase demais. — Tão ávido por algo que o preencha. — os dedos de Stiles resvalaram pelo períneo inchado.

Derek podia sentir a atmosfera ao redor mudar lentamente, a voz de Stiles se tornar mais pesada, o toque provocativo, a respiração lenta e o cheiro de excitação e sexo mais forte. Ele poderia jurar que o toque de Stiles em qualquer parte do seu corpo, acompanhado dos cliques obscenos da máquina o queimavam, o deixavam quente como o fogo e o faziam querer gritar por mais, ansiar por ser o melhor, por oferecer-se.

– Vá para a cama. — Stiles ordenou, a câmera pousada a cabeceira, enquanto ele mexia nas cordas e as levava para o mesmo lugar que agora Derek ocupava. — Muito bom. — Stiles tocou o ombro de Derek com carinho. — Deite-se de barriga para cima, mãos na cabeceira, joelhos no peito. — Derek não contestou.

Faziam meses desde que o lobo se sentiu tão contido. Ele não poderia mexer suas pernas, não conseguia soltar seus braços e podia sentir o alívio que as contensões causavam, era a mesma sensação de alívio e pertencimento que ele tinha todas as vezes que Peter o conteve no primeiro ano em Londres, ou as tantas vezes em sua infância e adolescência que sua mãe e alfa precisou contê-lo nas luas cheias. A verdade, é que Derek nunca gostou da liberdade, nunca se sentiu completo sendo dono de si mesmo, ele amava dar o controle, amava ter Stiles para tomá-lo com segurança o suficiente para ele aproveitar e se deixar ir.

Foi a queda mais rápida ao submundo que Stiles tinha visto. Bondage ativava um lado de Derek que o humano amou conhecer. Primeiro os olhos deixaram de ser verdes avelãs e se tornaram azuis. O azul que fazia Stiles estremecer e amar, ansiar e desejar cuidar, proteger e dominar o lobo a sua frente. Derek fechou os olhos ao sentir os lábios de seu senhor sobre os seus, se entregando ao beijo, se entregando ao prazer de deixar-se dominar.

– Você ainda está comigo filhote? — Stiles perguntou acariciando a pele do peito de Derek.

– Verde. — Derek murmurou com os olhos apertados, a respiração ofegante, a pele arrepiando a cada toque.

– Eu vou lambê-lo, tudo bem? — Stiles mantinha o carinho desleixado pelo torso nu do submisso.

– Verde, senhor. — Derek arfou ao sentir a língua do mais novo em sua orelha.

Stiles gostava da forma como Derek tremia e arrepiava ao toque, como ele podia sentir a ereção do lobo se esfregando contra a sua enquanto sua língua brincava com a mandíbula bem marcada e a curva do pescoço do lobo.

– Eu quero ouvi-lo implorar por mais filhote, mas é tão difícil manter minhas mãos longe de você. — Stiles correu as unhas curtas pelas costas das coxas de Derek, fazendo o lobo gemer. — Tão difícil. — Stiles sussurrou voltando a lambê-lo.

Derek sentiu o contorno úmido em seus mamilos, um por vez, lentamente, acompanhado de uma ou outra mordida sensual, Stiles estava fazendo um bom trabalho em colocar o lobo o mais fundo do subespaço que ele já tinha chegado desde sua primeira cena no mundo BDSM.

O caminho morno por cada contorno muscular do abdômen de Derek foi revestido de saliva, Stiles estava atento a qualquer reação negativa, mas Derek já não estava preso a qualquer coisa do mundo externo, o lobo estava flutuando.

– Eu vou fodê-lo lentamente enquanto o espanco com a minha mão, vou usar uma luva de couro e então vou fodê-lo mais difícil, tão difícil que você vai querer gritar, mas não vai, pois não queremos chamar atenção do xerife, certo? — Derek abriu os olhos, levou um tempo até que ele assimilasse cada palavra e assentisse. — Você não tem permissão para fazer qualquer barulho ou se mover, nem pense em gozar antes de mim. Estamos entendidos? — Derek tomou algumas respirações antes de assentir novamente. — Eu vou trabalhar o controle da respiração com você durante o orgasmo, tudo bem? — Derek franziu o cenho. — Qual sua cor, lobo? — Stiles esperou pacientemente pela resposta.

– V-verde. — Derek mordeu o lábio inferior.

– Derek, eu não vou fazer nada contra sua vontade, você compreende isso? — Stiles não tinha certeza que o lobo estava consciente o suficiente.

– Eu sei. — Derek encarou o namorado nos olhos. — Verde, senhor. — o lobo voltou a relaxar na cama, o subespaço era um lugar bom demais para ele perder tempo absorvendo a tensão momentânea.

– Bom garoto. — Stiles verificou a circulação nos pulsos e pernas de Derek antes de se levantar e pegar o lubrificante.

Derek sentia seu pau doer e latejar, ele estava sensível e fora de si. Seus braços e pernas dormentes foram esquecidos e ele se concentrou apenas na tarefa de não fazer nenhum barulho enquanto sentia todo seu corpo tremer de excitação enquanto Stiles o estimulava com os dedos.

O lobo estava lambuzado de lubrificante, os dedos de Stiles roçando superficialmente contra sua próstata enquanto abriam caminho para a penetração posterior. Derek queria se contorcer, gemer e urrar, ele queria implorar por Stiles, mendigar, mas o humano não lhe deu esse direito e ele acima de tudo, do seu próprio prazer, de qualquer coisa naquela cena, ele queria ser bom, pertencer e amar seu sub, cada dia mais, cada dia melhor.

– Oh! — Derek soltou um choramingo, seu corpo se acostumando com a invasão desleixada e violenta, o deixando sem fôlego.

Stiles se concentrava em manter a carne das coxas de Derek aquecidas com tapas certeiros e firmes, enquanto impulsionava ininterruptamente seus quadris contra a pélvis do lobo, eram movimentos selvagens, curtos, duros, dolorosos. Derek perdera a conta, começava a sentir a pele queimar, o fôlego faltar e seu corpo buscar por ar em meio as lágrimas, seu membro cada vez mais dolorido, duro e implorando pelo toque, pela libertação.

Derek percebeu que Stiles tinha mudado a cena, que a lentidão, a tortura, ele deixou para depois, quando a carne estava sensível pela surra, seu canal se contraía e reclamava por libertação, seu pênis expulsava pré gozo contra seu abdômen e sua próstata era acariciava pelo membro de seu dono, em uma lenta e sufocante ondulação de quadris.

– Você é a porra de um lobo tão perfeito. — Stiles alisou as bolas de Derek o fazendo choramingar. — Eu posso ver a mendicância em seus olhos, meu bom menino. — ele correu os dedos pela fenda úmida do pau de Derek. — Tão perfeito para mim. — o humano correu os quadris mais algumas vezes. — Você é meu lindo menino lobo. — Stiles voltou a arquejar os quadris com rapidez.

Golpes intensos, porém lânguidos, queridos. Stiles queria sua própria libertação, mas não era uma busca desenfreada ou punitiva, era apenas ele querendo aproveitar e fazer durar seu próprio prazer, sua própria cena.

– Eu quero guardar todas as suas expressões na memória, meu bom menino. — Derek sentiu a mão do garoto envolver sua garganta, a pressão suave, o controle nas mãos. — Não se apavore. — a outra mão correu o pênis do lobo. — Isso vai ser tão bom. — Derek podia sentir Stiles pulsar dentro dele, o orgasmo do garoto tão próximo quanto o seu, mas ele precisava resistir. — Você tem permissão para vir, assim que eu gozar. — Stiles envolveu o pênis de Derek e o masturbou lentamente.

Os movimentos ondulatórios se tornaram mais ofegantes, não demorou mais que cinco golpes até que o humano apertou a garganta de Derek com força o suficiente para travar a respiração e gozou. O lobo não se viu mais preso ao controle e se deixou levar, seu próprio orgasmo os sujando, seu canal apertando Stiles dentro de si, a falta de ar, tudo ao redor girando e então ele não sentia mais nada, a não ser paz.

Stiles soltou a garganta de Derek poucos segundos depois de gozar, não tinha sido grande coisa e ele podia ouvir a respiração do lobo e se certificar que estava tudo bem. O humano saiu de dentro do namorado lentamente, ouviu os resmungos de sensibilidade e se levantou, indo para o banheiro.

Voltou com uma bacia pequena de água morna, duas garrafas de água, uma toalha e um óleo de massagem calmante. Soltou primeiro os pulsos do namorado, massageou estimulando a circulação, beijou cada um e murmurou palavras de conforto. Derek não parecia muito consciente para registrar todos os movimentos, mas era o suficiente para Stiles continuar. Derek sentiu suas pernas serem esticadas e massageadas e reclamou, estava dormente, mas Stiles não parou de massagear, beijar e limpar o suor, sêmen e qualquer resíduo da pele do lobo, até que ele estivesse completamente limpo.

– Hum... — Derek gemeu enquanto Stiles enxia o corpo do lobo de loção calmante e massageava os pontos, relaxando e desfazendo qualquer tensão remanescentes.

– Está tudo bem? — Stiles murmurou depois de se limpar e voltar para a cama.

– Sono. — Derek suspirou ao sentir suas costas encostarem no peito do humano.

– Eu sei, só beba um pouco, vai aliviar a queimação na garganta. — o lobo aceitou a água. — Você pode dormir agora, vou estar aqui quando despertar. — Stiles beijou a bochecha de Derek, antes de colocá-lo na cama de novo.

– Stiles. — Derek o chamou depois de um tempo, o humano estava quase dormindo enquanto afagava o cabelo do lobo.

– Sim Der. — o lobo se aninhou ao peito do humano, envolvendo sua cintura com o braço.

– Eu... — um ronco baixinho escapou dos lábios do lobo e Stiles sorriu.

– Durma bem, meu bom menino. — Stiles beijou o topo da cabeça de Derek e se ajeitou para dormir.