A Garota dos vampiros
5 Boatos
P.O.V. Aro.
Soube deste rumor vicioso. Se algo assim é possível, então... estamos em maior perigo do que eu poderia ter imaginado.
Ela veio quando chamada.
—Olá. Veja bem, eu soube de uma notícia realmente alarmante.
—O aquecimento global está piorando?
—Mm. Eu soube que de alguma forma seu sangue transforma lobisomens, filhos da lua em híbridos de vampiro.
Todos ficaram chocados.
—É. E o meu beijo transforma Príncipes em sapos. Talvez. A teoria permanece não testada.
—Então os rumores são falsos?
Ela respirou fundo. Estava de pijama.
—Você me fez levantar da cama ás quatro da madrugada por causa de um boato idiota de transformar lobisomens em híbridos? Só falta agora você me dizer que ainda acredita em papai noel e colhinho da páscoa! Acho que você está desesperado. Está com medo. E está tudo bem. Tudo mundo tem medo do que não entende. Isso é normal. Mas, não acredite em qualquer besteira que te falam.
—Acha mesmo que estou com medo?
—Não. Sei que está com medo. Sou empata. Olha, eu nunca quis nada disso. Se acha que eu quero sei lá, roubar o seu Castelo ou que seja, não se preocupe. Eu não quero. Eu nem gosto de estar aqui. Esse lugar me deixa doente. Me deixa com raiva, com dor de cabeça e estressada. Então... relaxa.
—Soube que a humana que lhe mandei saiu viva.
—E saiu. Mas, ela também não lembra de nada sobre vampiros. Me alimentei, curei ela, apaguei a memória e tchau e benção.
—Apagou a memória dela?
—É. Chocante, eu sei. Tentei ser uma vegetariana, mas não funcionou. Minha parte bruxa rejeita sangue animal. Então, tem que ser humano e como não temos bolsas de sangue disponíveis... posso só beber um pouco e a pessoa sai como se nada tivesse acontecido.
—E como se posso perguntar o Castelo te deixa doente?
—Não é o Castelo em si, Marcus. Para todos os efeitos... isso é só pedra e cimento, mas muita gente morreu aqui. Isso... marca um local para sempre. Energia de sacrifício. Tem muitas almas de pessoas mortas vagando por aqui. Demais para contar.
—Sim. Como a garotinha fantasma.
—Você acha que isso é uma piada?
Ela saiu e voltou carregando um monte de velas as quais posicionou com simetria pela sala.
Com um estalar de seus dedos todas as velas se acenderam.
—Impressionante.
Ela olhou feio para Caius, e sentou-se no chão em posição de lótus.
—Phesmathos redox redismus sustera. Phesmathos redox redismus sustera.
Enquanto falava aquilo, ela se balançava para frente e para trás. As chamas das velas foram nas alturas. E então... estávamos cercados.
A híbrida abriu os olhos.
—O véu caiu. Ainda acha que estou brincando? Olha em volta. Eles estão todos mortos. Cada pessoa que está vendo agora está morta. Por causa de vocês. Eu só precisava da energia de três massacres para baixar o véu. Mas, só nesta sala, tenho a energia de cem massacres.
Haviam muitos. Muitos.
P.O.V. Dimitre.
Ok. Agora estou... apavorado.
—Vocês nem fazem ideia do efeito cascata que vocês causam!
—Bem, concerte isso.
—Certo. Eu é que tenho que limpar a bagunça. Mas, sozinha não dá. Vocês fizeram essa bagunça e agora vão me ajudar a limpar. Eu preciso de algo em que me apoiar e mesmo todas as velas do Castelo não são suficientes. Então, se juntem ai e se deem as mãos.
—Vamos cantar cumbaia?
—O que vocês vão fazer é formar uma roda e se darem as mãos. Vocês vão ser a minha fonte. E isso não foi um pedido.
—Você ousa me comandar?
—Ok. Então deixa eu colocar isso de um jeito que você entenda. Esse lugar é o triângulo de expressão mais poderoso do mundo! Expressão é uma forma de obter Poder. É tão negro, tão terrível, não é natural. É profano, é sacrilégio. Canalizar o poder de sacrifício humano ou sobrenatural ou os dois. Invoca uma escuridão que não pode existir neste plano sem engolir tudo! E por tudo... eu quero dizer literalmente tudo! Se um bruxo canalizar esse poder... bruxas, vampiros, lobisomens, metamorfos, humanos... não vai importar. Todo mundo vai morrer! Você compreende isso? Você entende isso? Cullen, Volturi, Denali, não importa todos morrem se alguém canalizar esse poder.
—E o que planeja fazer com isso?
—Liberar. Libertar os espíritos e liberar o poder. Antes que alguém decida canalizar. É a sua bagunça, você tem que limpar. Não tem escolha. Se fosse outra bruxa que não eu aqui dentro... você já teria se dado mal. Já estaria morto e teria levado o mundo pro túmulo com você. Então... ao menos uma vez... pense em alguém que não em si mesmo pra variar.
Eu não vou esperar o Aro decidir.
—Tudo bem. O que a gente faz?
—Deem-se as mãos e façam um círculo.
A guarda toda obedeceu.
—Mestre, o que está acontecendo?
—Vamos precisar de um espaço maior. E quanto mais vampiros melhor. Mais energia.
P.O.V. Aro.
Eles simplesmente passaram por cima da minha autoridade. E toda a guarda, literalmente todos os membros da guarda se reuniram no pátio do Castelo e fizeram um círculo. Ela pegou na mão de Alec e Jane.
—Ok. O que quer que aconteça... não soltem as mãos. Se quebrarem o círculo antes de eu terminar o feitiço... vão piorar tudo. Então... vamos nessa. Eu sou muito grata pelo o que estão fazendo aqui agora. Vocês estão concedendo paz ás almas de suas vitimas.
Ela acendeu tochas, velas, desenhou no chão um símbolo com sal e começou a recitar o feitiço. Era francês.
—Niv avec new... Niv avec new... none vi... liberare!
Dava para ver a luz subindo, as almas virando bolas de luz e subindo para o céu.
P.O.V. Jane.
Eu podia sentir era como se estivesse sugando minha energia, era incômodo com certeza, mas valeu á pena. Ver as almas subindo para o céu foi um espetáculo incrível. Só que eu senti cheiro de sangue.
Quando acabou...
—Conseguimos.
Foi a última coisa que ela disse antes de cair desmaiada no chão. O nariz dela tava sangrando como uma cachoeira.
—O que diabos aconteceu? Porque ela está sangrando?
—Como vamos saber, Jane? É melhor tirarmos ela daqui.
Alec a carregou de volta para dentro. Ele se preocupa com ela, gosta dela.
Ele limpou o sangue do nariz dela e botou fogo no pano.
—Alec?
—Diga.
—Você tem sentimentos por ela?
—Isso é bobagem.
—Eu te conheço irmão. Você ficou em pânico assim que ela desmaiou. E agora está aqui de enfermeiro.
—O coração dela está batendo normalmente, mas ainda assim está inconsciente. O nariz parou de sangrar.
Ele desviou o assunto.
P.O.V. Alec.
Tenho de admitir que comecei a admirá-la. Ela não é o que eu esperava, em nenhum aspecto. É meiga, doce, mas agressiva e capaz de qualquer coisa para proteger aqueles que ama. Em se tratando disso ela é viciosa.
—Aro nos convocou.
—E quanto a ela?
—Ela vai viver. É imortal.
Quando chegamos á sala do Trono toda a alta guarda estava reunida, e até mesmo Ellie estava lá. E havia uma mulher. Uma mulher humana.

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