A Garota dos vampiros
6 Elisa Bennett
P.O.V. Aro.
Foi difícil, mas com um pouco de persuasão consegui encontrar a bruxa.
Elisa Bennett. Ela treinou a menina nas artes mágicas.
Era uma bela mulher de olhos e cabelos castanhos encaracolados e volumosos, pele cor de chocolate que usava um vestido azul com um decote V, a saia do vestido era Mullet e tinha uns detalhes que pareciam uma cascata. Quando ela olhou para Alec, riu.
—Qual é a graça?
—Você realmente não sabe? Oh, santa ignorância. Um vampiro filho de uma bruxa que é atormentado por uma consciência. Agora eu já vi tudo.
—O que? O que quer dizer com filho de uma bruxa?
—Porque é o que você é.
—E como sabe que minha mãe é uma bruxa?
—Porque eu a conheci. Sua mãe era Genevieve Levesque. Ela era uma poderosa. Na verdade, sua mãe praticamente inventou as artes negras. Ela era minha tutora.
—Artes negras?
—Magia negra, menino.
—Espera, minha mãe era mesmo uma bruxa?
—É claro que ela era.
Então, olhou para Ellie.
—E você deve ser... quem sabe?
—Eu sou Ellie. A parceira do Alec.
—Certo. Então, você é o obstáculo.
—Obstáculo?
—Não se vanglorie. Era como assistir uma novela, só que chata e sem o controle de volume.
—Uma novela?
—Sabe, havia uma coisa pior do que estar do outro lado e ter Genevieve me azucrinando. Século após século, eu assisti Alec encontrar várias outras versões de Renesmee. Como imãs. Conquistando tudo, se apaixonando... sempre a mesma história.
—Espera, o que?
—Oh, você não pensou que o seu namorado ficou com você porque te amava, pensou? Não. O problema é... que Alec tem as memórias de todas as versões de Renesmee que ele já encontrou, conheceu e por quem se apaixonou. Sei que tem, mas o inverso não é verdadeiro. Não é mesmo?
Alec olhou para ela chocado.
—E como você sabe disso?
—É simples. Eu te amaldiçoei. Você assassinou a minha filha. Minha primogênita. Não podia te deixar se safar. A última coisa que eu fiz antes de morrer foi amaldiçoar você. Vil criatura. Eu vi o jeito que olhava para ela. Lucinda Bishop. Amaldiçoei vocês a serem os amantes mal fadados.
P.O.V. Alec.
Toda vez que eu tentei transformá-la ela morreu. Lucinda, Marisa, Clarissa. E mesmo antes disso. Ela sempre morria. Doença, peste, assassinato.
—Você não passa de um peão. Sempre pensou que fosse o rei, mas é só um peão. Você assassinou minha filha, minha única filha! Tive seis meninos, mas só uma menina. Nerissa. Aposto que nem se lembra dela. Foi satisfatório ver você perder o seu amor de novo, de novo, de novo. Assisti-lo sofrer como eu sofri. Mas, sempre tem uma brecha. O destino está tentando te unir a ela desde sempre!
Elisa olhou para Ellie.
—Você e eu somos iguais, Ellie. Somos o obstáculo que se interpõe entre dois destinos.
—Você é doida.
—Você não quer me ouvir, mas lá na fundo sabe que o universo está trabalhando contra você. Pense a respeito. Qual são as chances? Um aborto. Uma criança nascida de dois bruxos poderosos, mas sem um pingo de magia. Tem alguma ideia do quanto isso é raro? Pelo o que sei, Isabella Swan é a única. E um vampiro de 117 anos. Um zé ninguém que estava morrendo de Gripe Espanhola é encontrado por este vampiro médico e transformado. Ele vive cento e dezessete anos e pula de um lugar para o outro para encontrar esta humana que na verdade é um aborto e também por acaso é sua Cantante. Ele se apaixona por ela, os dois quase morrem por conta disso... eles casam-se, tem relações e boom! Eis a sua brecha. Bebê milagroso imortal.
—Uma versão de Lucinda Bishop que é imune á minha maldição. E mais poderosa do que qualquer um poderia ter imaginado. Eu tive minha vingança, tive meu verdadeiro amor e Alec tem Renesmee. Somos meramente o conflito que torna a história interessante. Tome de alguém que está assistindo isso de camarote á mil duzentos e dezenove anos.
Sou amaldiçoado? Meu Deus!
—E porque criar essa tal brecha agora?
—Eu não criei a brecha. Sou uma mantenedora do equilíbrio e como tal sempre sei quando a natureza cozinhou uma coisa nova. Veja, todos tem a sua metade da laranja. E quando eu tirei a sua de você... isso violou a lei natural de que todos tem o seu... companheiro. Então, a natureza encontrou um equilíbrio. Criando uma versão de Lucinda que não pode morrer.
Que víbora.
—Você a treinou, ela confia em você.
—Eu sei. E eu tive minha vingança, não desejo mal á Renesmee Cullen. Nem desejava para Lucinda. Desejava para você. E obtive sucesso. Olhe para si mesmo. Preso numa existência miserável, em um relacionamento que nunca quis. Infelizmente para mim... você é o filho de Genevieve Levesque. Então sua mãe fez da minha pós vida um inferno. Passei todo este tempo no purgatório com Genevieve me enchendo. E quando a bruxa Bennett, a minha descendente baixou o véu eu vi uma oportunidade de voltar como um ser humano vivo de novo e pensei... porque não? Sua mãe me ajudou. Com a condição de que eu cuidaria da garotinha.
Como assim no purgatório?!
—Tá me dizendo que você tá morta?!
—Eu estive. Por mil duzentos e dezenove anos. Mas, eu voltei. Por você.
Gente que é isso?! Pessoas voltando da morte? E como humanos? Purgatório?
—Minha mãe está no purgatório?
—Sim. Ela não vai encontrar a paz. Não até você e Jane terem encontrado a sua.
Meu Deus!
—Somos imortais. Nunca vamos morrer.
—Não precisa morrer para encontrar a paz, filho.
P.O.V. Jane.
Minha mãe é uma bruxa! E meu irmão é amaldiçoado!
—Espera, se minha mãe é uma bruxa... isso me torna parte bruxa?
—Não. No momento em que foi transformada em vampira, sua magia foi suprimida. Uma bruxa é uma serva da natureza, já um vampiro é uma excentricidade da natureza. Geralmente você pode ser um ou outro. Quase nunca ambos. A luz e a escuridão sempre lutando por dominância. É por isso que a herege tem forte magia negra.
—Herege?
—A sua garota. Ela é uma herege. A primeira e única herege. E como ela vem de uma das três linhagens Originais... ela tem um Poder incrível.
—E quais são as três linhagens Originais?
—Bennett, Levesque e, é claro... Bishop. Mas, os Bishop... dizem que eles os originais dos originais.

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