A Garota de Edmundo
13 Adeus
Notas iniciais
Já se fazia vários meses que Eustáquio morava conosco e Jill em um internato próximo, havíamos colocado em prática os planos de realizarmos as reuniões dos “Amigos de Nánia”, Lizie, apesar de saber de Nárnia, se recusou a participar das reuniões alegando não teria absolutamente nada a acrescentar, e mais, disse que nos atrapalharia, então no tempo em que ficávamos em reunião ela fazia companhia a Susana e implementava devagarzinho a idéia de Nárnia e para surpresa de todos ela conseguia fazer um pouco de efeito em Susana que ainda defendia suas idéias que éramos loucos por acreditar, mas agora era com menos convicção. Essa mudança pode parecer pequena e de pouca importância, meus irmão consideraram isso, porém devo dizer que por mais lenta que seja é essencial, e mesmo que demore anos para ela começar a acreditar, creio, que valerá apena.
Estávamos próximos no nosso encontro mensal “Amigos de Nárnia” e todos estavam mais ansiosos do que nunca. Esse encontro havia sido adiantado em muitos dias, já que apenas se passara uma semana do último, a razão disso é que em nosso último encontro um homem, em aparente estado de desgraça apareceu como mágica, ele vestia trajes de rei tentava falar, mas não saia sons de seus lábios, tentamos conversar, mas a imagem logo se dissipou, decidimos aquela noite que deveríamos agir, pois era evidente que se tratava de um rei de Nárnia em profunda dificuldade, não houve discordância que deveríamos procurar os anéis que levaram o professor Kirke e a senhora Polly à Nánia pela primeira vez ( ler “O sobrinho do Mago” de C. S. Lewis), Pedro conseguiu recuperá-los cavando próximos à árvore que deu origem ao Guada-Roupa que nos levou a Nárnia pela primeira vez, foi lá que o professor havia enterrado, mas mesmo assim ficamos surpresos de ter encontrado, já que os novos proprietários da casa pudessem ter descoberto os anéis ou os mesmo pudessem ter se deteriorado, porém eles estavam conservados em perfeitas condições. Foi decidido naquela reunião que assim que conseguíssemos os anéis iríamos marcar imediatamente uma reunião que aconteceria dentro de algumas horas.
Me sentei ao lado de Lizie que estava apreensiva quanto à reunião.
-Tem certeza que não quer participar?
-Tenho, acredite em mim Edmundo, eu só iria atrapalhar.
-Me chamou de Edmundo? Poxa, a coisa ta feia! – falei brincando.
-Estou preocupada, só isso.
-Com o que?
-Nárnia, a situação deve estar tão triste por lá, fico imaginando o que teria acontecido.
-Logo que Jill e Eustáquio voltarem nós saberemos.
-Eddie, estou feliz por não você não precisar ir, não me entenda mal, mas qual seria o motivo para ser Jill e Eustáquio os escolhidos para ir. Eles são tão jovens, é tão perigoso.
-Entendo sua preocupação, mas fique tranqüilo eles conhecem bem Nárnia podem passar bem lá.
-Mas só Aslam sabe dos males que assolam Nárnia, que por sinal pode estar completamente mudada. Quem sabe quanto tempo se passou lá?
-Entendo, mas eles são os únicos que podem ir até lá.
-São?
-Aslam disse a todos nós, Pedro, o professor, Polly, Lucia e, claro, Susana que não poderíamos mais voltar a Nárnia, mas não disse nada aos dois e eu até arriscaria dizer que é a sua vontade que vão.
-Vou tentar me contentar com isso.
-Quer motivos para se contentar?- perguntei com um sorriso maroto para ela.
-Cla-claro – um tanto surpresa com a pergunta.
Ajoelhei-me tomei suas mãos entre as minhas e tirei um par de alianças no bolso.
-Elisabeth, desde a primeira vez que te vi senti algo indescritível que é o amor e sonhei viver eternamente ao seu lado. A senhorita com a benção de seu pai, que já foi pedida e aceita, quer realizar esse meu sonho?
Pega desprevenida, Elisabeth, não conseguia responder tamanha sua felicidade, assentiu com a cabeça e deu um grande sorriso. Eu vi e coloquei a aliança em sua mão, ela, um pouco mais calma mas não menos feliz, tomou a outra aliança de minha mão e colocou-a em meu dedo, selamos o compromisso com um beijo.
Pouco tempo depois todos os membros dos “Amigos de Nárnia” estavam nos felicitando.
Decidimos na reunião que Jill e Eustáquio colocariam o anel no trem. Essa decisão foi tomada por dois motivos, o primeiro é por que meus pais chegariam, um trem depois do que Jill e Eustáquio tomariam, de viagem e o segundo é que foi lá naquela estação que eu e meus irmãos voltamos para Nárnia. E o dia foi marcado, seria Dalí dois dias.
Quando o esperado dia chegou, Susana avisou que não buscaria papai e mamãe porque teria um chá na mesma hora e Lizie falou que pretendia escolher seus vestido de noiva naquele dia. Quando chegamos à estação e as devidas pessoas que deveriam entrar no trem entraram, todos nós sentamos no banco satisfeitos e com a sensação de missão cumprida apesar do anel não ter sido usado, ele só seria depois que o trem saísse. O trem partiu e voltei a observar a maravilhosa arquitetura da construção que sempre me fizera ter admiração, eu sorri desconhecendo que nunca mais veria aquela estação de novo.
Obs: Bom quem leu “A última batalha” de C. S. Lewis sabe o que aconteceu a seguir e conseguiram ver que a minha intenção ao fazer essa fic era narrar a vida de nosso querido Eddie quando ele não estava em Nárnia. Prevejo mais dois capítulos (os últimos) para a fic, haverá grande mudanças e já posso adiantar que uma delas será o narrador, pela primeira vez teremos um PDV da Lizie. Espero que curtam os próximos capítulos! Beijos a todos!!!
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