A Garota de Edmundo
14 O nome disso é angústia.
Notas iniciais
O que aconteceu foram três coisas quebrou o PC + 1ªa etapa do PAS (um vestibular que vc faz no final de cada ano do EM) + Esqueci
1º É culpa minha, eu sempre desligava o computador indevidamente e alguma hora ele tinha que quebrar (tive que formatar e perdi tudo)
2º é culpa minha, tinha que ter estudado antes.
3º é culpa minha e da minha memória de passarinho
Então, me descupem sério e não me abandonem, apesar do que eu disse ali em cima.
Ouça Cosmic Love da Florence and the machine, antes de ler (sei lá, isso me deixou inspirada para escrever, então...)
PDV Elisabeth:
Era de mármore branco e refletia fracamente a luz do sol que brilhava alto no céu alheio a essa tragédia. Na minha alma eu sentia algo era náusea misturada com uma dor muito forte, como um grito entalado na minha boca implorando para sair. Lagrimas escorriam silenciosamente sobre meu rosto, não queria berra, espernear lá. Era uma ocasião solene, exige respeito, coisa que até os mortos merecem.
Eu olhava a pequenina foto acima das inscrições “Aqui jaz Edmundo Pevensie, o Justo” e não conseguia acreditar naquilo. Um pequeno sorriso se formou em minha boca quando eu li aquilo, eu o amava e continuaria amando-o vivo, ou não.
Coloquei uma rosa vermelha sobre o túmulo, que significa amor, andei até chegar no de Lúcia e coloquei uma branca, inocência, então a dor começou a ficar cada vez mais forte e não agüentei e sentei ao lado do túmulo de Lúcia e chorei silenciosamente. Como aquilo era possível, Eddie, Lúcia, Pedro, Digory e Polly na estação, Eustáquio e Jill no trem que se chocou no trem onde estavam os pais de Eddie, nove mortes de pessoas que eu amo em um dia em um único lugar.
Terminei de colocar as rosas nos túmulos, suspirei e olhei para trás, para Susana que chorava silenciosamente em pé olhando para os túmulos. Ela levou o lenço aos olhos para limpar as lágrimas. Eu caminhei até ela e a abracei, assim que sentiu meus braços ela se apoiou em mim e chorou muito, de soluçar, eu me segurei, não queria piorar a situação.
S2-S2-S2
Sentei em minha cama e me debrucei sobre o travesseiro para chorar. Mordi o travesseiro para sufocar um grito, afinal os vizinhos não mereciam serem acordados por isso. Acabei dormindo chorando.
Acordei aos berros assustada com o pesadelo que tive e rapidamente me dei conta da realidade, que era muito mais aterrorizante, muito mais penosa, então um pensamento sombrio invadiu a minha cabeça e fui até a cozinha me sentei ao balcão e passei os dedos por entre a minha aliança que continuava em minha mão direita, a mão da noiva. Peguei a faca ao lado do balcão e me coloquei-a acima do meu pulso direto, o da aliança, e respirei fundo para criar coragem.
-Eddie, querido, logo vamos nos ver de novo, logo, logo, você vai ver – falei com a voz embargada para as paredes.
Então eu vi uma cor diferente na faca, um amarelo areia e olhei para a faca. Havia um enorme leão refletido nela, ele parecia zangado, decepcionado, assustada e por reflexo eu olhei para trás procurando encontrá-lo na minha cozinha, mas não havia ninguém lá, apenas eu.
Olhei de volta para a faca e fitei o reflexo da cozinha vazia. Larguei a faca e apoiei as mãos na cabeça. Como pude ser tão boba, como pude me esquecer tão rápido de tudo que eu acreditava. Então eu finalmente entendi Susana, entendi finalmente porque ela esquecera Nárnia, era muito fácil esquecer do que você acreditava em momentos de perda, de profunda tristeza.
Edmundo havia me contado o que acontecera em Nárnia e finalmente pude entender, ela amava Caspian e o perdeu quando voltou. Ignorar é menos doloroso que aceitar, se tornar fútil, ver a felicidade em coisas materiais era mais fácil que aceitar e tentar continuar a ser o que era antes. Eu quase fui pelo mesmo caminho, o mesmo triste caminho. Eu tinha que tirá-la dessa, seria o que Edmundo queria.
S2-S2-S2
Eu lhe contei toda a história das idas a Nárnia e sobre Caspian, ela se encostou em mim e chorou, muito.
-Eu lembro – ela disse entre soluços – há algum tempo que eu comecei a ter visões sobre meu tempo em Nárnia, mas eu ignorei, por favor, me perdoe ter sido tão ridícula com você. Agora eu sei por que Eddie escolhera você – e sorriu para mim como uma irmã.
Estávamos no café próximo à casa dos Pevensie, onde eu trouxe Susana para que ela não desse um escândalo e começasse a gritar comigo, já que ela não faria isso em público, mas eu não tinha noção que seria tão fácil e que ela ficaria tão triste. Com certeza tinha um dedo de Aslam nisso.
-Susana, você com certeza merece o título de Gentil que recebeu quando era Rainha, você é uma amor em pessoa, é delicada, sensível e linda. Você não acha que está na hora de esquecer Caspian e seguir em frente como ele próprio fez.
-Acho, Lizie, mas é tão difícil! – disse ela voltando a chorar.
-Você deve tentar, nunca será feliz assim, ignorando, isso é mais doloroso do que tentar.
-Obrigada, Lizie, mas agora devo ir, comecei a fazer faculdade de artes plásticas e tenho e o primeiro passo para me formar é ir a aula, não?
Eu sorri, não sabia que ia fazer faculdade, isso era ótimo.
-Vá, então, se chegar atrasada não a deixarão entrar.
Ela foi até a saída e se voltou para mim.
-E você, vai esquecer o meu irmão e seguir em frente.
Eu sorri, mas no fundo eu sabia que isso não era possível. Caspian tinha tido uma outra esposa, ele e Susana não tinha nascido para ficarem juntos, mas comigo e com Eddie era diferente, eu sentia que seria incapaz de amar outra pessoa em toda a minha vida.
Notas finais
Deixem Reviews, se vc me perdoarem por isso.
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