A Garota Normal
42 Capítulo 40
Notas iniciais
Começa a cair vários pingos de chuva. Thomas cai na gargalhada.
– Por que está rindo? — Digo com uma expressão irônica.
– Por que tudo nos atrapalha. Já percebeu? — Ele diz largando minha mão.
– Bom, talvez não é para ser né. — Digo por fim caminhando de volta para o gramado.
– Ei! — Thomas exclama. Ele puxa minha mão e se aproxima de novo. Ficamos bem próximos.
– Está chovendo Thomas. Acho melhor voltarmos. — Digo me afastando.
– Você quer isso tanto quanto eu. — Fala Thomas com um sorriso malicioso porém escondido.
– Isso o que? — Digo com um sorrisinho bem pequeno. Me fiz de idiota porque eu sei muito bem o que eu e ele queremos.
– Isso aqui. — Ele diz me puxando.
Ele me beija. Não é um simples beijo, é um beijo do tipo ''mágico''. Onde sai estrelinhas e brilho como nos contos de fadas. A chuva aumenta e ele não me larga. Me abraça ainda mais e morde meu lábio inferior. Ai como eu amo quando ele faz isso. Um trovão nos assusta.
– Precisamos ir. — Falo rindo.
– Só mais um pouquinho. — Ele puxa minha boca para a dele. Me abraça e corre sua boca para o meu pescoço. Que covardia!
– Grace!! Thomas!! — Ouço alguém nos gritando.
– Viu Thomas são eles. Vamos logo. — Falo pegando a mão dele e correndo na direção de Karen e Murilo.
– Nossa que demora! Estávamos procurando vocês. — Fala Karen enfurecida.
Puxo Thomas e sussurro no ouvido dele.
– Aconteceu alguma coisa. Vamos deixar isso para depois. Vou levar Karen em casa.
– Okay. -Thomas sorriu.
– Vamos Karen. Sua mãe deve estar preocupada e a minha também.
– Tchau meninos. — Karen não olha para eles. Ela aperta o passo e me puxa.
– Espera só um minutinho. — Solto o braço de Karen e corro na direção de Thomas dando um selinho nele. — Boa noite. — Digo e corro de volta para Karen.
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No caminho de volta fui obrigada a ouvir todas as ladainhas de Karen.
– Não acredito que ele fez isso! — Karen grita.
– Xiu. Estamos no meio da rua. Dá para abaixar o tom? — Digo apertando o braço dela.
– Dane-se! Não quero mais saber dele! — Karen grita de novo.
– Isso é para você aprender que não se deve comprar dois batons por causa de menino. — Falo rindo da cara dela.
– Ah não Grace. Vai colocar a culpa em mim? Ele é um tarado e pervertido. Querendo passar a mão em mim. Dei um tapa na cara dele por que ele mereceu! Pervertido.
– Ué, ele pensou que você queria. Não culpa o menino. — Digo com um tom baixo.
– Não queria nada. Só dar uns beijinhos. Ele não foi nada romântico. Ele foi um selvagem. — Karen fala horrorizada com suas lembranças.
– Deixa para lá. Esquece essa noite. — Digo tentando tranquiliza-la.
– Não dá para esquecer. Ele estuda na nossa escola. Vou ver ele todo dia!
– É só não olhar e nem conversar com ele. Simples.
– Ah Grace. Não dá para não olhar. Ele é um pervertido mas é um tremendo gato. — Ele sorri e depois percebendo seu erro muda sua expressão ficando com raiva.
– Ka, você pelo menos presta atenção no que você fala? — Pergunto encarando-a.
– Não. — Ela admite.
– Ai ai Ka. A única coisa que vai melhorar seu humor é... — Digo mas Karen me interrompe.
– Compras! — Karen grita me completando.
Dou um sorriso acolhedor. Sou mesmo uma ótima amiga.
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