Notas iniciais
Nacey shippers preparem o coração.
Tam tam tam taaaaaaaaaaaaaammmmm
Esse capítulo está pequeno, não pude revisar sorry, minhas aulas voltaram então os capítulos vão sair mais ou menos um ou dois por semana por ai. Mas a fic já está chegando no fim. Vejo vocês lá em baixo, beijos e bye.
** Dedico este capítulo a Malu que fez aniversário esses dias **

- Isso é um absurdo. – Libby dizia enquanto arrumava o saco de dormir no refeitório.

A diretora fez todos os alunos passarem a noite no refeitório enquanto os policiais e guardas faziam uma investigação total dentro dos dormitórios e no resto da escola para procurar armas. Finalmente, aquela história toda iria acabar. Eu voltaria para minha casa do outro lado do país, voltaria para os meus amigos e para Jamie. O assassino seria pego, e mesmo que não fosse, segunda-feira eu já estaria longe do maldito internato. Alguns alunos como Nate, que não tinham um lugar para ir, teriam que ficar na escola até que o assassino fosse pego. Pensar naquilo me deixava um pouco preocupada, e se algo de ruim acontecesse com ele? Bom, eu não morria de amores por Nathan, mas também não quero que ele sofra. Só de lembrar-se da facada que ele levou nas costas e na cicatriz que ele carregaria pelo resto da vida, já me sinto culpada o suficiente para querer vingá-lo. Bom, para falar a verdade, Nate me confundia muito. Também por causa do Augustus. Eu não sabia bem o que dizer. Duas semanas é muito pouco tempo para se apaixonar por uma pessoa, quem dirá duas. Mas aqueles dois garotos eram capazes de me deixar confusa com relação aos meus sentimentos por Jamie. Augustus era tudo que uma garota poderia querer, ele era inteligente, bonito e muito atraente, mas era tão calado e “profissional” que me fazia querer pensar duas vezes. Já Nate, bom ele não era tão bonito quanto Augustus. Para falar a verdade Nate tinha aparência comum. Ele era esperto e muito inteligente também, mas só quando queria. E havia alguma coisa nele que me puxava em direção ao perigo. Como se nada pudesse me atingir quando estivesse ao seu lado. Parece loucura mas é isso.

- Jacey? Tá ai? – Libby estava passando a mão na frente do meu rosto. Notei que enquanto pensava, olhava fixamente para o meu travesseiro em cima do saco de dormir.

- Desculpe. O que foi que disse? – Perguntei, ajeitando minha “cama” nova.

- Eu disse para você perguntar a Alyss se ela tem mais notícias da Natalie. – Ela falou impaciente e depois virou a cabeça de lado. – No que estava pensando?

- Eu? Em nada. – Desviei o olhar, não queria falar de garotos com Libby. Ainda não engoli a história do Peter.

- Sim, claro. Estava pensando no seu príncipe encantado? – Olhei para Libby, revirei os olhos e depois busquei Peter no meio da multidão. Ele estava sentado em um canto da parede conversando com Louis. Não pude deixar de me lembrar de Natalie. Eu havia prometido a ela que a ajudaria com Louis, mas ela estava na enfermaria agora.

- Mas é claro que não. – Ajeitei as cobertas em cima do saco de dormir e me deitei. Cutuquei Alyss com o dedo. – Lys?

Ela se virou e me olhou com seus olhos azuis, inchados de choro. – Oi Jay, o que foi?

- Libby está perguntando se tem novidades da Natalie.

Alyss respirou fundo e soltou o ar devagar. – Ela está desmaiada ainda, ela bateu forte com a cabeça na quina do banco quando todos praticamente nos atropelaram. Ela quebrou duas costelas e fraturou o rádio, sem contar os arranhões. – Ela derramou uma única lágrima. – Estou tão triste por ela, Jacey, acho que não vou conseguir parar de chorar durante esta noite.

Libby se levantou do saco de dormir e se sentou ao lado de Alyss, ela a abraçou. Os bracinhos curtos de Libby quase não conseguiam envolver o corpo de Alyss. – Ela vai ficar bem, todos vamos.

- Espero que sim. – Alyss concordou.

Olhei na direção da porta e vi Augustus conversando com o guarda. Tinha um pouco de privacidade. Bom, não exatamente, já que 70% da escola estavam ali dentro. Os outros 30% estavam na enfermaria e no pior dos casos, no hospital. Uma delas, minha amiga Natalie. Cecília, a nossa aluna mais brilhante, estava em coma no hospital com mais de dez ossos fraturados e com um traumatismo craniano. Ela fora pisoteada. Desta vez, tenho que admitir que o assassino foi brilhante. Ele não só matou Jacob como também feriu vários alunos e transformou a escola em um pandemônio.
Enquanto Libby tentava animar o ânimo de Alyss, eu me ajeitei no saco de dormir. Eram nove horas, tínhamos acabado de comer e empilhamos todas as mesas para um canto do refeitório. As portas estavam todas lacradas e as janelas também. Todos os alunos dormiriam ali por supervisão dos guardas até domingo, quando iríamos voltar para casa. Assim que acordássemos, nos dirigiríamos para os chuveiros nos dormitórios para tomar banho e escovar os dentes. O recado da diretora foi de evitar perambular pela escola. Ficar somente a vista dos policiais e não sairmos sozinhos para o dormitório. É claro que isso não adiantaria nada. O assassino daria um jeito. Não ficaria surpresa se alguém acordasse morto. Só temo que este alguém seja eu.
Alguém se sentou do meu lado e eu pulei. Era Peter. Tomei um susto maior ainda.

- Jacey, posso falar com você um minuto? – Ele disse, seus cabelos cumpridos e castanhos cobriam-lhe as sobrancelhas. Ele era até que bonito, mas tinha alguma coisa que dizia para não confiar nele.

- O que você quer? – Perguntei olhando-o com desdém. Não gostava de Peter. Ainda não me esqueço do que ele fazia e ainda faz.

Ele apertou a barra da camiseta e depois olhou para Libby. Minhas sinapses eram excelentes porque já havia entendido. Ele se levantou e saiu, alguns segundos depois eu fui atrás dele.

- Tá, eu sei que você gosta da minha amiga. – Eu disse.

Os olhos dele não pareciam esboçar nenhum tipo de surpresa. Era como se ele esperasse que eu soubesse. Não pude deixar de me sentir uma tola por isso. – É, agradeça a mim e a minha boa atuação. – Mas que convencido! Será que Peter disse aquilo porque sabia que eu ia ouvir? Sim , ele fez isso de propósito. Maldito. – Você contou a Libby?

- Claro que não.

Agora a expressão dele ficou confusa. – Que tipo de amiga você é? Geralmente as garotas, quando descobrem algo do tipo, contam.

- Eu sou do tipo de amiga que protege.

- Isso não é proteger. – Ele falava mexendo as mãos, aquilo tirava a minha atenção. – Isso é privar.

- Quando se trata de você é proteger. – Fiz uma pausa para ver sua reação. – Libby não precisa de você.

- Está sendo egoísta. – Ele tinha razão, mas quem se importa?

- Se é assim, vá lá e fale com ela você. Eu não me responsabilizo por nada. Bom, Libby é um doce, infelizmente ela não vai fazer nada que possa quebrar seu coração de cretino.

Ele me olhou, cerrando os olhos. – Por que você é tão detestável?

- Eu não sou detestável, você saiu por ai rindo de mim pelas costas. Certas coisas a gente nunca esquece. – Controlei uma lágrima. Não podia chorar agora. Mas se não fosse culpa de Peter, eu não teria visto Caroline morrer em minhas mãos.

Peter deu um passo para trás, abriu os braços e disse antes de se virar – Me desculpe. – E voltou para o seu lugar.

~~~~

Voltei para o meu saco de dormir. Fiquei me revirando ali por horas. O turno de Augustus já havia acabado. Todos dormiram e eu fiquei acordada, olhando para as janelas. A lua brilhava lá fora, como no dia que cheguei ao internato. Fiquei um tempo olhando para fora dos vidros. Imaginando o que estaria acontecendo lá fora, do outro lado do país. O que meus amigos estariam fazendo, se Jamie estaria ocupado. Senti vontade de ligar para ele, mas meu celular havia ficado no quarto, descarregado. Ouvi um barulho ao meu lado. Libby estava roncando. Segurei um riso. Libby era uma peça. Virei para o outro lado e fiquei assim por um bom tempo. Não estava conseguindo dormir, eram pensamentos demais. Medos demais. Inseguranças demais. Problemas demais. Alyss estava dormindo toda encolhida do meu lado. Em posição fetal. Certa vez, a minha mãe me disse, que quando dormimos assim é porque estamos nos sentindo sozinhos. Querendo se isolar do mundo. Não culpo Alyss por se sentir assim. Na verdade, acho até que ela é mais forte do que eu.

Alguém puxou meu saco de dormir e percebi que tinha caído no sono. Por mais sutil que o toque tenha sido, me fez acorda com o coração disparado. Olhei para cima e vi os olhos escuros de Nate.

- O que está fazendo aqui? – Perguntei, sussurrando.

Ele colocou o dedo nos lábios, para que eu ficasse em silêncio. Depois, ele se esgueirou para dentro do meu saco de dormir. O espaço ficou mínimo. Pensei que ia estourar com nós dois ali dentro. Nate estava usando alguma espécie de pijama composto por samba canção e uma camiseta do Kings of Leon surrada e esbranquiçada de tanto lavar. Ele também usava meias e os seus cabelos estavam bagunçados. Ele não disse mais nada, e eu também não via necessidade de falar.
Após alguns minutos, comecei a me sentir incomodada com a falta de espaço. E também com o calor. E também porque alguém poderia nos ver e já tinha arrumado encrenca demais para esse curto tempo.

Já estava quase pedindo para Nate sair dali quando ele me beijou.

Eu não senti vontade de dar um tapa na cara de Nate igual eu senti com Augustus. Nate tinha um cheiro bom e era como se eu o conhecesse há tempos. Embora fossem apenas duas semanas. A sensação era como se meu cérebro estivesse se transformando em líquido e escorrendo pelos meus ouvidos. E eu queria aproveitar cada segundo, afinal eu poderia estar morta até domingo.

- Nate, desculpe-me. Por tudo. – Eu disse baixo, rente ao ombro dele.

- Pare de se desculpar. – Ele disse, no mesmo tom. A camiseta dele tinha cheiro de amaciante de roupas misturado com seu perfume. – A culpa não é sua. Nada disso é culpa sua.

- Estou falando do lance com o Augustus. Hoje cedo no refeitório. – Eu não queria estragar esse momento falando do Augustus, mas acabou saindo. Por que eu tinha o dom de estragar tudo?

- Ah. – Ele ficou meio tenso e se mexeu. Fui obrigada e me mexer junto já que o espaço era reduzido. – Não esquenta.

- Como você veio pra cá? O guarda não te pegou? – Aquilo realmente estava me intrigando. Havia um guarda sentado em cima de uma das mesas, usando elas de palco.

- O guarda adormeceu na cadeira. – Ele disse e riu baixo, perto do meu ouvido.

Eu o acompanhei e sorri também. Uma imprudência que valeu a pena.

Eu estava com a cabeça apoiada em cima do braço de Nate. “Será que não o estou machucando?” pensei. Que tipo de garota eu estava me tornando? Nunca me preocupei antes com um garoto como estou me preocupando agora. Nem com Jamie. É, tive de admitir para mim mesma que estou apaixonada por Nate.

- Nate?

- O quê?

- Era só para saber se você não tinha dormido. – fiquei pensando se ele estava tão desconfortável quanto eu.

- Pode dormir Fiona. Eu não vou a lugar nenhum. – Ele começou a massagear as minhas têmporas com o polegar e me deu um beijo na testa.

E assim eu fiz. Por mais que eu não gostasse de Shrek, não era tão ruim assim quando Nate me chamava de Fiona. Eu poderia me acostumar. Fechei os olhos e dormi como uma pedra.

~~~~

Quando acordei, Nate não estava mais lá. Ainda estava de noite e eu ouvia vozes que vinham da cozinha. Eram duas pessoas conversando. Uma das vozes era de Nate, a outra me era conhecida, mas não conseguia me lembrar de quem era. Eu já ouvira várias vezes, disto tinha certeza.
Fiquei curiosa e me levantei do saco de dormir. Andei cautelosamente por entre os outros alunos e me escondi atrás de uma lata de lixo, ao lado da porta.

Eu não podia acreditar no que estavam falando. Alguém havia puxado o meu tapete.

Notas finais
Me respondam:
Nate ou Augustus? Qual vocês preferem? hahaha
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Bom, eu estou escrevendo uma nova fic! o/ Vai sair em breve.
Espero que tenham gostado!
~Verônica