A Freira e o Prostituto

7 Capítulo 6 - Preparativos


Notas iniciais
Oiii gente, sei que demorei horrores pra postar, mas é que meu pen drive sumiu e eu fiquei q nem louca procurando, como nao encontrei resolvi reescrever o capitulo espero que gostem.
Bjs e boa leitura ^^

Eu tinha cem por cento de certeza que estava sonhando, pois somente ali no conforto das imagens produzidas pela minha mente é que eu podia ter alguns momentos de paz. Eu estava ajoelhada na areia da praia rezando com muita tranqüilidade. O sol brilhava no céu e a brisa do mar soprava em meu rosto fazendo meus cabelos voarem. Não havia mentiras, não havia noivado e principalmente não havia Edward... Eu queria prolongar aquela sensação maravilhosa, mas meu corpo reagiu automaticamente à vontade de acordar e logo meus olhos se abriram. Ainda com a visão embaçada corri os olhos pelo cômodo, eu estava deitada em minha cama e o quarto estava iluminado pela luz do dia. Como eu havia ido parar na minha cama? Eu não me lembrava de ter me deitado. Afastei as cobertas e percebi que estava de pijama, mas como? Então a resposta veio instantaneamente: Edward. Senti uma raiva muito grande, mas foi superada pela minha vergonha. Sentei-me na cama e o vi deitado no tapete, pelo menos teve o bom senso de não querer dormir ao meu lado.

-Bella – Ouvi a voz de minha mãe batendo na porta – Bella querida, está acordada?

-Só um momento – Gritei de volta e chamei Edward baixinho, mas ele não se mexeu – Edward! – Chamei um pouco mais alto e nada — Edward acorda – Suspirei e peguei a primeira coisa que estava no criado mudo e atirei na cabeça dele.

-Ai – Ele acordou num pulo esfregando a testa – Mas que porra é essa? – Ele olhou para mim confuso em seguida para o objeto no chão – Você me acertou com o celular está maluca?

-Desculpe é que estou sem óculos.

-Pra que diabos fez isso?

-Minha mãe quer entrar no quarto.

-E daí?

-Ela não pode te ver ai no chão venha deitar aqui do meu lado.

-Ta bem – Ele suspirou e catou o cobertor e o travesseiro e engatinhou na cama até ficar ao meu lado. Passei seu braço em meu ombro um tanto incomodada com essa intimidade e me ajeitei.

-Relaxa – Ele disse ainda esfregando a testa – Se ficar tensa ela vai perceber.

-Pode entrar mãe – Falei e a maçaneta girou.

Renné entrou no quarto sorridente com uma bandeja de café da manhã nas mãos. Colocou-a aos nossos pés e se sentou na beirada da cama.

-Bom dia meus amores – Ela disse simpática.

-Bom dia Renné, está linda hoje – Edward disse arrancando um sorriso ainda maior dela, puxa saco!

-Não precisava trazer nosso café mãe.

-Ah imagina – Ela balançou a cabeça – Eu não queria acordá-los, mas é que está uma manhã tão linda e vocês dormiram até tarde, não queria que perdessem o resto do dia.

-Que horas são? – Perguntei fitando o relógio no criado mudo, mas não consegui enxergar direito.

-Onze e meia – Edward disse em seguida pegou meus óculos no outro criado mudo e me entregou – Aqui seus óculos mozão.

-Obrigada ursinho – Falei entre dentes, eu odiava aquele apelido ridículo.

-Oh meu Deus Edward – Renné disse examinando a testa dele – Que hematoma é esse?

-Foi sua filha – Ele me olhou e abaixei a cabeça – Ela é um pouco... Exótica.

-Sério? – Renné me analisou, o que ela estava pensando? Que absurdo!

-Ah ele só está brincando – Falei dando uma cotovelada nas costelas dele.

-Qual é mozão, não precisa esconder o quanto sua paixão é louca e selvagem.

-Tenho certeza que minha mãe não quer saber disso – Falei lançando um olhar de “Por favor confirme isso” para ela.

— Bella ainda é muito tímida – Ela disse segurando minha mão- Outro dia falamos disso — Assenti – Bom, agora vou deixá-los a sós pra poderem comer. Assim que puder desçam para conversarmos ok?

-Pode deixar – Falei sorrindo.

-Obrigado pelo café Renné você é mesmo encantadora.

-Ah não tem de que – Ela se levantou.

Assim que minha mãe saiu empurrei Edward para fora da cama sem poupar violência e ele caiu de cara no chão.

-Ai sua louca! Por que fez isso?

-Resultado da minha paixão louca e selvagem.

Edward jogou a cabeça para trás e gargalhou.

-Está rindo do que? – Perguntei cruzando os braços.

-Da sua cara de vergonha quando eu disse isso – Mais uma gargalhada.

-Não teve graça.

-Assim como esse galo enorme que você fez na minha cabeça.

-Bem que foi merecido – Falei dando de ombros e Edward se levantou.

-Você é uma ingrata. Eu dormi no tapete pra não te incomodar e ainda te trouxe pra dentro ontem a noite. Podia ter te deixado dormir lá na friagem!

-Então foi você quem me colocou na cama?

-Foi – Ele me olhou e sorriu de canto – Até te vesti o pijama.

-Você o que? – Arregalei os olhos e ele gargalhou.

-Relaxa, já estou acostumado a ver mulheres nuas e você está com aquela cinta horrível que deixa seu corpo totalmente sem curvas, falando nisso – Ele alisou maxilar pensativo – Por que você a usa mesmo? Por acaso é mesmo gordinha?

-Isso não te interessa – Falei jogando um travesseiro nele.

-Calma foi só uma pergunta inofensiva – Ele disse indo para o banheiro – Vou tomar um banho e nada de me espiar nu ouviu?

Se eu fosse uma garota sem escrúpulos morais teria lhe mostrado meu dedo médio, mas como sou bem comportada apenas virei o rosto, mas ainda pude ouvir sua risada grave enquanto entrava no banheiro. Aproveitei que ele tinha sumido da minha frente e fui até a bandeja de café que minha mãe trouxera. Tinha pães frescos, frutas, suco, leite e iogurte. Comi o máximo que meu estomago suportou com o objetivo de não sobrar nada para ele. Edward saiu do banheiro enrolado na toalha, abri minha mala e peguei algumas roupas e fui tomar banho, mas ainda o ouvi reclamando quando fechei a porta:

-Droga você comeu quase tudo!

Sorri e liguei a ducha tirei a roupa e entrei no box, deixei a água quente aquecer meu corpo e tomei um belo e demorado banho, passei mais tempo que o necessário lá dentro. Sai da ducha me enxuguei e vesti minha roupa. Não queria correr o risco de sair de toalha e encontrar Edward com aqueles olhos penetrantes e aquele sorriso de canto cafajeste. Vesti meu vestido vermelho comprido e sem mangas, prendi meu cabelo num coque tradicional. Coloquei os óculos e estava pronta. Sai do banheiro e vi que o quarto estava vazio. O perfume de Edward ainda estava impregnado no ambiente, uma mistura de erva doce e frutas frescas. Inspirei profundamente e o cheiro me agradou, é claro que eu não contaria isso a ele. Sai do quarto e desci as escadas, logo ouvi um burburinho de vozes na sala de estar.

-Sabe o que não entendo? – Ouvi a voz de meu pai – É que as mulheres não entendem que precisamos de um tempo a sós. As vezes demoro mais do que de costume na rua e quando chego Renné acaba com a minha raça.

-Mas, mulheres são assim mesmo – Dessa vez foi Edward quem falou – Conheço um truque infalível. É o seguinte, se vocês chegam em casa de mansinho, na pontinha dos pés vocês encontrarão suas mulheres sentadas na cama pronta para abatê-los vivos, mas se chegarem derrubando tudo se fingindo de bêbado e gritando que quer sexo elas vão virar pro canto e fingir que está dormindo.

-Boa – Meu pai gritou.

Uma série de gargalhadas se espalhou pela sala. Revirei os olhos me perguntando como homens podiam ser tão idiotas. Segui para a cozinha quem sabe o papo por lá estivesse mais produtivo. Assim que cheguei na entrada senti um cheiro bom de cookies de chocolate. Vovó estava tirando-os do forno naquele momento.

-Bom dia querida – Ela disse colocando a forma em cima da pia – Como passou a noite?

-Bem – Inspirei adentrando na cozinha – Que cheiro maravilhoso.

-São cookies de chocolate, os seus favoritos.

-Nossa que maravilha – Dei – lhe um beijo na testa.

Minha mãe descascava alguns pêssegos sentada à mesa enquanto Jessica, Tanya e Bree, a namorada de Mike, preparavam brigadeiros, tirando-os da panela fazendo bolinhas, passando no granulado e colocando nas forminhas.

-Estão todas ocupadas logo cedo?

-Você esqueceu Bella? – Jessica perguntou arqueando a sobrancelha.

-Esqueci o que?

-É o aniversário da Anne.

-Droga – Bati na testa – Esqueci completamente.

-Vamos fazer uma festinha – Minha mãe disse.

-Posso ajudar em algo?

-Claro – Renné disse levantando e enxugando as mãos no avental – Aqui estamos todas ocupadas, as meninas fazendo os brigadeiros, a vovó os cookies e eu o doce de pêssego. Ainda temos que preparar os salgados e o bolo então não temos tempo de ir à cidade buscar as toalhas de mesas, os pratos, os balões e todas as coisinhas da festa. Por que não vai buscar para nós? Assim você pode levar seu noivo para conhecer a cidade.

-Meu o que? – Perguntei despercebida.

-Seu noivo oras – Mamãe disse sorrindo.

-Ah é – Cocei a cabeça, que mancada – Vai ser legal.

-Seu noivo é um gato mana – Jessica disse lambendo uma colher de chocolate.

-Não acho tudo isso não – Falei sem pensar novamente e Tanya me lançou um olhar de “que diabos está fazendo?” – Quero dizer – Remendei – Ele tem qualidades que superam a beleza física.

-Sei – Ela disse com um olhar que eu sabia muito bem que significava que ela não acreditou, droga por que eu tinha que ter uma irmã tão esperta?

-Então eu vou lá na cidade comprar o que está faltando. Assim aproveito e compro um presente pra Anne – Falei disfarçando.

-Seu carro está na garagem – Mamãe disse pegando uma chave do bolso e jogando para mim.

Meu carro, meu velho carro. Um Fiat Spider 1967 vermelho, um carro muito bonito e econômico. Eu nunca quis trocá-lo, pois fora um presente do meu falecido avô. Também nunca quis levá-lo para longe da casa de campo. Fazia tanto tempo que não o dirigia que estava até com saudades.

-Peter fez a revisão semana passada – Mamãe disse retomando o serviço com os pêssegos – Está em perfeito estado, exatamente do jeito que você deixou.

-Obrigada mãe.

-Por nada princesa.

-Vou indo então.

Acenei para elas e me dirigi até a sala de estar. Felizmente o papo de “Como enganar sua esposa” já tinha terminado e somente Edward e meu pai estavam na sala conversando alguma coisa e bebendo vinho, alias meu pai bebia vinho e Edward um suco de pitanga. Assim que entrei eles pararam o que estavam falando e me olharam.

-Bom dia querida — Meu pai disse me chamando com um aceno caminhei até ele.

-Estávamos falando sobre como é surpreendente crescer num lugar assim – Edward disse e bebericou um pouco do suco – Em meio a natureza, deve ser fantástico.

-Realmente foi – Respondi.

-Parece estar apressada querida.

-Mamãe pediu para eu ir até a cidade comprar algumas coisas pro aniversário da Anne.

-Ainda lembra o caminho?

-Como nunca – Respondi e sorri.

-Vá pela costa – Meu pai disse – É mais rápido e o caminho está melhor.

-Ok – Olhei para Edward – Você vem comigo? – Senti que meu pai estranhou a frieza em minha voz então tentei novamente – Quero que conheça a cidade querido.

-Claro – Ele sorriu – Vou a qualquer lugar com você mozão.

-Ta, então vamos?

-Vou só pegar minha carteira lá no quarto.

-Ok.

-Com licença – Edward se levantou e saiu da sala.

-Ele é um bom rapaz – Charlie disse se levantando e indo até o mini bar servindo-se – Inteligente, divertido, responsável. Tudo que eu sempre quis para você minha filha.

-Sim – Mordi o lábio tentando reprimir a vontade de confessar minha mentira.

-Bella – Ele suspirou e andou até mim – Eu também notei que Edward é especialista em mulheres, não que isso seja ruim, pelo contrário. Mas, eu queria saber como é... Como é a relação de vocês. Você sempre foi tão recalcada e agora com um jovem como ele seria difícil se segurar até o casamento. Sabe que sua mãe e eu somos liberais em relação a isso, mas eu queria saber se ele é gentil com você... Digo, se ele não te pede pra fazer... – Charlie se calou e respirou fundo lutando com as palavras – Fazer coisas... Obscenas.

Levei um susto. Charlie estava realmente tentando ter uma conversa sobre sexo comigo? Justo comigo? Ta certo que aquela história de noivado era mentira, mas eu me incomodava com esse assunto. Senti minha pele fervendo e tudo que eu queria era um buraco pra enfiar minha cabeça. Balancei a cabeça nervosa, buraco e enfiar na mesma sentença me lembrava sexo e sexo me lembrava meu pai falando sobre isso comigo. Ele ficou calado, também envergonhado, mas ainda sim esperando minha resposta. Ajeitei meus óculos e suspirei.

-Não pai – Respondi morrendo de vergonha, e ele suspirou aliviado.

-Bom — Ele coçou a cabeça – Acho que sua mãe vai falar disso com você com mais facilidade.

-É – Sorri sem graça.

-Bom, vou ver se elas precisam de alguma coisa.

Charlie saiu e eu respirei fundo. Quanto mais eu teria de suportar por causa daquela mentira? Logo Edward voltou com uma nova roupa. Calça jeans Levi’s preta, blusa pólo preta, óculos escuros e um tênis branco.

-Vamos?

-Por que trocou de roupa?

-Fico mais bonito de preto – Ele disse sorrindo de canto, revirei os olhos e sai da sala.

Fui em direção à porta com Edward atrás de mim. Saímos da casa e fomos até a garagem. Tirei a lona de cima do meu carro revelando sua beleza e magnificência.

-Bonito – Edward disse analisando-o.

-É um clássico – Falei alisando o capô – Foi o primeiro carro do meu avô. Modelo 1967 conversível.

-Ele deu pra você?

-Sim de presente quando fiz quinze anos – Abri a porta – Vamos indo?

-Não – Edward fez um gesto de negativa com o dedo – Eu dirijo.

-É o meu carro.

-Não confio em ninguém além de mim atrás de um volante. Tanto que nem ando de ônibus nem metrô.

-Você anda de avião.

-Não se dirige um avião, se pilota.

-Tanto faz.

-Pra ser piloto eles exigem diversos cursos preparatórios enquanto os motoristas só precisam ter uma carteira.

-Sou muito boa na direção – Falei cruzando os braços.

-Você usa óculos quase fundo de garrafa, como vou confiar em seus reflexos e visão?

-Escuta aqui – Levantei a mão para falar e ele caminhou até mim me dando uma bundada e me afastando do carro. Abriu a porta e entrou no carro se apossando do banco motorista.

Eu queria gritar espernear ou fazer um escândalo, mas não adiantava e só ia chamar atenção então o jeito foi deixá-lo dirigir. Sentei no banco carona e ele sorriu triunfante. Ligou o carro e saímos da garagem.

Da nossa casa até a cidade pela estrada da costa levava mais ou menos vinte minutos. Permanecemos calados até metade do caminho, eu estava brava e Edward parecia muito distraído com a visão da mata.

-O que aconteceu mais cedo? – Ele perguntou.

-Como assim?

-A hora que desci e te encontrei na sala. Parecia tensa.

-Ah – Suspirei – Meu pai resolveu ter uma conversa sobre sexo.

-Jura? – Ele gargalhou – O que ele queria saber exatamente?

-Se você me pedia pra fazer coisas obscenas.

-Nossa – Mais uma gargalhada alta – E o que você respondeu?

-Que não é lógico.

-Hmm – Ele alisou o queixo – Mas, eu pediria.

-O que?

-Estou só brincando relaxa.

-Precisamos chegar logo, pare de falar e pisa fundo.

-Se eu pisar mais fundo que isso meu pé vai atravessar o assoalho e nós vamos ter que andar que nem os Flintstones. Alias, por que esse carro não acelera?

-É um sistema de segurança que meu avô criou. Ele odiava velocidade então mexeu no motor até deixá-lo em uma velocidade constante.

-Jura? –Ele perguntou zombeteiro – Quase não percebi.

-Meu avô era um homem precavido.

-E de que ele morreu?

-De cirrose.

-Ah... Ele tinha medo de morrer em um acidente de carro e acabou morrendo de tanto beber?

-Não foi de tanto beber!

-Claro que foi. Cirrose hepática pode ser causada por hepatite, drogas, hemocromatose, insuficiência cardíaca entre outros, mas o principal fator é o alcoolismo. Seu avô bebia muito?

-Uhum.

-Então...

-Droga esqueci que você é um futuro médico – Edward gargalhou.

-Pois é.

-Mas, não entendi o que quis dizer.

-Que um dia a morte te pega, não adianta tentar fugir dela. Seu avô era precavido e acabou morrendo mesmo assim.

-Tem razão.

-A vida é muito curta pra se ter medo dela. Temos que viver cada instante como se fosse o último.

-Olhando por esse lado...

-Que tal ouvirmos um pouco de radio?

-Parece bom – Apertei o Power e a musica Prince Tag da Jessie J começou a tocar.

-Essa musica é bem verdadeira – Edward falou analisando a letra – As pessoas se preocupam muito com o status financeiros e esquecem de sorrir um pouco. Preocupam-se muito com coisas materiais e esquecem os sentimentos.

-É o preço a se pagar em um mundo quase todo capitalista.

-Preferia viver no socialismo?

-Também não. Nenhum ismo é bom.

-Tem razão – Ele riu – Boa analise, alias.

Edward e eu passamos algumas horas na cidade, que não era muito grande, compramos diversas coisas para a festa e uma boneca falante para Anne, Edward comprou uma casinha de bonecas e um joguinho de chá. Voltamos para casa e entrei logo levando algumas sacolas enquanto Edward se ocupava de pegar as outras.

-Mãe já cheguei – Gritei entrando.

-Oi filha – Ela disse saindo da sala de estar – Tenho uma surpresa pra você – Ela pegou minhas sacolas.

-Que surpresa?

-Euuuuu!

Ouvi a uma voz escandalosa totalmente conhecida, os berros que subiam duas oitavas só podiam pertencer a uma pessoa...

-Pablito – Gritei e corri para abraçar meu melhor amigo, ou seria melhor amiga? Eu dizia amigo pra não enfrentar o ciúme de Tanya.

Pablito era gay, muito assumido devo dizer. Era baixo, tinha cabelos quase loiros super lisos cortado em cogumelo. Usava sempre uma maquiagem leve e muito lápis de olho. Naquele momento vestia uma blusa de seda rosa e calça jeans apertada com botas.

-Oi mona como você está? – Ele perguntou me analisando dos pés a cabeça.

-Ótima e você?

-Maravilhosamente bem, principalmente agora que te vi. Que saudades amiga – Ele me deu um abraço de urso – Meu Deus, mas que espetáculo! – Ele disse se separando de mim e colocando a mão no peito, acompanhei seu olhar e vi que ele falava de Edward.

-Aqui o resto das sacolas – Edward disse olhando as coisas em seguida estendeu seus olhos para nós parando em Pablito – Olá.

-Coloque ai em cima dessa mesinha – Falei para Edward.

Puxei Pablito pela mão levando-a até Edward antes que tivesse um ataque.

-Edward esse é meu amigo Pablito.

-Pablo Fernandez – Ele estendeu a mão para Edward beijar – Mas, pode me chamar de Pablito.

-Edward Cullen – Ele disse balançando a mão de Pablito é claro ele que não iria beijá-la.

-Você é um amigo da família?

-Não.

-Na verdade – Falei um pouco mansa, doía muito mais mentir para Pablito do que pra qualquer outro.

-Sou o noivo da Bella – Edward disse percebendo minha relutância.

-O que? – Pablito jogou a cabeça pra trás e gargalhou – Ótima piada – Deu um tapinha no ombro de Edward – Você tem bom humor gostei.

-Pablito é verdade – Falei séria e o sorriso desmanchou de seu rosto.

-Minha nossa senhora da bicicletinha, me dê equilíbrio! – Ele pôs a mão no peito – É sério isso mona?

-Sim Pablito eu vou me casar.

-Ai Jesus – Ele pôs a mão na testa fingindo um desmaio – Me amarrota que eu tô passada!

-Não é pra tanto né?

-Claro que é pra tanto, que eu saiba sou sua melhor amiga ok?

-Pera ai – Tanya disse entrando na sala com um pacote de bexigas – A melhor amiga dela sou eu sua biba louca!

-Oi pra você também loira aguada.

-Vocês duas nada de brigar agora!

-Isso aqui ta parecendo um programa de humor – Edward disse sorrindo.

-Que tal você levar as coisas lá pra dentro... Ursinho – Falei, mas na verdade a frase implícita era “some daqui agora!”

Edward deu de ombros e saiu. Tanya e Pablito se encaravam com raiva e eu estava no meio dessa disputa.

-Seguinte – Falei – A questão aqui não é quem é minha melhor amiga, certo? Eu amo vocês dois. Mais do que possam imaginar então parem de brigar por que isso me magoa.

-Oh mona – Pablito disse me abraçando – Sabe que eu te amo e não quero te magoar.

-Eu também Bella – Tanya disse.

-Então parem de brigar!

-Tudo bem... As pazes? – Pablito disse estendendo a mão.

-As pazes – Tanya disse apertando – Vou lá pra dentro terminar de encher bexigas.

-E então por onde andou Pablito? – Falei quando Tanya já tinha ido.

-Vegas – Ela bateu palminhas – Aproveitei h-o-r-r-o-r-e-s!

-Imagino, mas o que estava fazendo por lá?

-Conheci um bofe na minha viajem pra divulgar o filme sabe.

-Hmm...

Pablito me contou sobre suas sessões de fotos, a nova produção para um filme, isso mesmo ele é um ator quase famoso ou melhor uma atriz como ele mesmo diz. Contou-me sobre seu relacionamento conturbado com um inglês que não se assumia e muitas outras coisas. Fomos para o quarto de hóspedes para colocar suas coisas.

-Vai confessar agora? – Pablito disse sentando-se na cama.

-Confessar o que? – Sentei-me perto dele e Pablito segurou minha mão.

-Pelo amor de dios Isabella Marie Swan, você não me engana não viu? Te conheço muito bem e sei quando está mentindo. Você sempre foi muito certa da sua vocação e não abandonaria tudo por um gato, por mais gato que fosse. E também eu sou uma atriz de Hollywood, sua interpretação está um caos, sem contar o fato de eu ser sua melhor amiga e te conhecer como a palma da minha mãozinha linda.

-É impossível enganar você não é?

-Uhum – Ele fez biquinho – Agora me conta querida, por que está fazendo isso?

-Queria tirar os meus pais do meu pé. Foi ideia da Tanya.

-Só podia ser – Ele revirou os olhos – E onde conseguiram esse bofe?

-Nas páginas amarelas do jornal – Falei abaixando a cabeça.

-Minha nossa senhora das bibas loucas – Ele exclamou – Ele é um... Um prostituto?

-É – Admiti mordendo o lábio.

-Isabella que pecado! – Ele disse e em seguida gargalhou – Isso é muito legal. Agora que me contou isso me sinto parte de uma conspiração.

-Você é tão exagerado!

-Vai ter que me contar tudinho!

-É claro – Sorri – E me sinto tão bem por ter te contado isso, eu não suportaria mentir pra você.

-Menina, ele é tão lindo – Ele se abanou com as mãos – Parece meu bofe só que o Mikael é mais gato, não... Nem pensar ninguém é tão gato quanto aquele Edward!

-Não sei o que todo mundo vê nele – Falei dando de ombros.

-Ou você é cega ou se faz... Não viu aqueles bícepes? Aqueles músculos e aqueles olhos que parecem duas esmeraldas derretidas?

-Não.

-Fala sério – Ele revirou os olhos – Nunca pensei que você aceitaria participar de algo assim. Podia ter me ligado pedindo ajuda.

-Você se passaria por meu noivo?

-O que? – Ele gargalhou – Desculpe amiga, mas estou mais pra fada madrinha do que pra príncipe encantado. E quem em são consciência iria acreditar que éramos noivos? Sou gay desde que nasci meu bem.

-Um milagre – Falei sorrindo – Uma ex candidata a freira e um ex gay.

-Mona querida – Ele me encarou – Você já ouviu falar de um ex gay?

Pensei um pouco.

-Não — Respondi.

-Pois é.

-Acha que eles estão acreditando?

-Com essa sua atuação negativo. Principalmente com essa aparência.

-O que tem minha aparência?

-Bella figurino é tudo no cinema. Ele diz quem você é e o que pretende. Que mulher de boa saúde mental se vestiria assim ao lado de um deus grego feito Edward?

-Você insiste em dizer que ele é bonito.

-É lindo e assim que acabar seu contrato vou pedir seus serviços.

-Vai ter que entrar na fila, Tanya disse a mesma coisa.

-Como sempre no meu caminho – Ele revirou os olhos – Mas, voltando ao figurino, você precisa de um novo look ai sim todos vão acreditar de vez!

-Que figurino?

-Como eu disse sou a fada madrinha e como hoje tem festa vou transformar a gata borralheira na cinderela...

-Você não está pensando em...

-Estou – Ele jogou os cabelos pro lado e se levantou me arrastando para fora do quarto – Pablito está aqui para salvá-la amiga.

-Mas, eu tenho que ajudar na festa.

-Pra isso existem os empregados. Vamos para o meu carro, hoje a noite Isabella Marie Swan você será uma nova mulher.

Ajeitei os meus óculos e respirei fundo enquanto era arrastada para um porsche 911 turbo rosa.

Notas finais
Gostaram? Compensou a demora?
Não esqueçam de comentar, seus comentários são minha inspiração.
E ai o que será que Pablito vai fazer com a Bella? Hmmm n conto :P
bjs e até o proximo o/