A Freira e o Prostituto

8 Capítulo 7 - A festa


Notas iniciais
Gente esse capitulo ficou pequeno pois eu o dividi em tres rs Espero que vocês gostem e desculpem a demora ta? Bjs boa leitura o/

Fitei-me no espelho incrédula. Pablito me arrastou o dia inteiro por diversas lojas dizendo que iria me produzir da cabeça aos pés. Senti um medo terrível devo confessar, mas naquele momento em meu quarto faltando poucos minutos para iniciar a festa me olhei no espelho e tive certeza que ele estava realmente louco.

-Pablito – Falei e forcei um sorriso – Acho que não mudei muita coisa.

E realmente não havia mudado, exceto o vestido que ele me obrigara a usar. Era mais curto que de costume, batia nos meus joelhos e era sem mangas, vermelho uma cor neutra. Meu cabelo estava preso em um rabo de cavalo simples e meus óculos antigos foram substituídos por algo mais moderno e bonito. Tirando isso eu estava do mesmo jeito.

-Tem razão querida – Ele disse me analisando – Mas, confie em Pablito. O encanto da Cinderela terminou à meia noite não quero que isso aconteça com você.

-Não estou entendendo nada. Pode parar de me comparar com contos de fadas?

-Ai mona – Ele suspirou – Não seja rabugenta. O que quero dizer é que você não pode mudar assim de uma vez. Tem que ser aos poucos, se você aparecesse como uma perua do nada todos iriam descobrir a mentira!

-Por quê?

-Já ouviu dizer que quando a esmola é demais o santo desconfia? Pois é, o processo de mudança acontece lentamente é como uma lagarta no casulo leva um tempo para se transformar numa linda borboleta. Você não precisa entender querida. Apenas confie em mim.

-É claro que confio em você Pablito – Segurei suas mãos – Você é meu melhor amigo.

-Amiga ok? – Ele sorriu e revirou os olhos – Preciso ir me ajeitar não quero ser o esculhambado da festa.

Ele saiu saltitando pela porta. Balancei a cabeça e sorri, Pablito era sempre alegre e de bem com a vida mesmo enfrentado todos os tipos de preconceitos possíveis e aprendi a lidar com as dificuldades por causa dele.

Peguei um casaco caso lá fora estivesse frio já que era quase noite e sai do quarto. Desci as escadas e logo encontrei com Edward que se preparava para subi-las. Ele já estava arrumado com uma camisa de manga longa vermelha, calça jeans e sapatos sociais.

-Esteve sumida o dia todo – Ele me disse assim que desci o ultimo degrau.

-Por acaso te devo explicações? – Arqueei a sobrancelha e ele levantou as mãos num sinal de rendição.

-Ok, está com a macaca hoje é melhor deixá-la sozinha.

-Concordo – Falei e preparei-me para sair quando ele me cercou. Revirei os olhos e cruzei os braços impaciente – O que foi?

-É impressão minha ou tem alguma coisa diferente em você?

-Deve ser coisa da sua cabeça. Andou bebendo alguma coisa?

-Que eu me lembre não – Ele alisou o maxilar – Falando em bebida por que razão motivo ou circunstancia tem tanta bebida alcoólica no freezer? Não é uma festa de criança?

-É... Até certa hora. Depois disso eles a tornam “festa dos adultos” e enchem a cara a noite toda.

-Eu já disse que adoro sua família? – Ele falou sorridente.

-Vejo que se encaixa perfeitamente nela. Agora se me der licença – Empurrei-o – Preciso sair.

-Trocou de óculos? – Ele perguntou fazendo-me suspirar entediada.

-Sim.

-Por quê?

-Não te interessa!

-Está de vestido novo e o cabelo diferente... Alguém está tentando dar um tapa no visual é? – Ele sorriu e me cutucou.

-O único tapa que eu quero dar é um no centro da sua cara!

-Nossa! Essa doeu!

-Edward – Falei impaciente – Você faz questão de me irritar não é?

-Confesso que é bem divertido.

-Escuta aqui...

Quando estávamos prestes a iniciar uma discussão a campainha tocou interrompendo. Revirei os olhos e fui até lá atender, mas assim que abri a porta me arrependi no mesmo instante. Soltei um grito de pavor e a fechei rapidamente. Renné surgiu de algum lugar assustada.

-O que foi filha? – Ela perguntou.

-Quem convidou o palhaço?

-Bom... – Ela riu sem jeito – Fui eu a Anne adora, desculpe-me eu havia esquecido...

-O que está acontecendo? – Edward perguntou confuso e lhe lancei um olhar furioso, intrometido!

-Bella tem medo de palhaços coitadinha – Ela afagou meu ombro – Na verdade tem pavor.

Edward tapou a boca com a mão reprimindo um sorriso. Olhei indignada para minha mãe que deu de ombros se fazendo de ingênua. Corri escada acima indo para o quarto. Logo o ser idiota entrou com uma cara de deboche.

-Nem ouse – Falei e o ameacei com um lápis que estava na penteadeira.

-Calma – Ele levantou os braços – Eu não ia fazer piadas.

Percebi que ele se segurava para não rir, imbecil. Mas, até que a cara que ele fazia era engraçada. Suspirei e me sentei na cama cruzando os braços e fazendo bico.

-Vai – Falei por fim – Pode rir.

Edward gargalhou alto e precisou se apoiar na parede para não cair de tanto rir. Esperei até que sua histeria se acalmasse e o fitei com raiva.

-Tem medo de água, de baratas e agora de palhaços? – Ele perguntou.

-Não tenho medo de palhaços... Tenho trauma.

-Por quê? – Ele perguntou curioso sentando ao meu lado.

-Rosalie me trancou numa sala quando éramos crianças. Ela havia acabado de colocar o filme It o palhaço. O pior é que eu nem conseguia me mover para desligar a TV.

-Nossa que maldade – Ele sorriu – E por que não tapou os olhos?

-Tapei, mas o som da risada dele ecoava na minha cabeça. É difícil explicar.

-Ela foi muito malvada com você não é?

-Sim – Assenti – Desde aquele dia não suporto palhaços.

-Pobrezinha – Ele me abraçou – Você sofria muito bullying da sua prima.

-Ela me odeia – Falei e sorri.

-Tenho certeza que é inveja. Você deve ter alguma coisa que a incomoda.

-Exceto o fato de eu ter nascido? – Perguntei e ele gargalhou.

-Não sei como é isso – Ele falou com desdém – Sempre fui muito adorado pelas pessoas.

-Convencido – Empurrei-o – Vamos descer a festa já deve ter começado.

-Tudo bem – Ele me puxou pela mão – Eu manterei o palhaço assustador longe de você.

-Obrigada.

-Por nada – Sorrimos e descemos as escadas.

O jardim estava decorado com um lindo tema de princesa. Anne vestia um dos clássicos vestidos das meninas da Disney. Várias crianças da clinica em que ela fazia tratamento estavam presentes. Diversos balões rosas e brancos estavam espalhados por todos os cantos.

-Tia Bella... Tio Edward – Ela gritou enquanto corria até nós.

-Oi princesa – Edward disse se abaixando até ela – Como está bonita!

-Eu adorei o presente de vocês – Ela disse sorrindo – Muito obrigada!

-Nós os compramos com muito carinho pra você meu amor – Falei alisando seu cabelo.

-Tia Bella eu sei que você odeia palhaços, mas poderia deixá-lo aqui só um pouco?

-Claro – Falei e olhei para Edward – Tenho um guardião.

-Exatamente – Edward falou se levantando e passando o braço em meu pescoço – Vou protegê-la de qualquer coisa que ameace sua segurança.

-Vocês são tão bonitos juntos – Anne falou e sorriu – Quando vão se casar?

-Ah... Bem... Nós...

-Bella achei você – Jessica disse vindo até mim, salva pelo gongo.

-Precisa de alguma coisa?

-Que você me ajude com a mesa do bolo. Você sempre teve muita habilidade em decoração, eu fiz o máximo que pude junto com as meninas, mas elas tem tanto talento quanto eu.

-Ah sim – Respondi aliviada – Vamos lá.

-Tudo bem eu roubá-la de você um pouquinho Edward? – Jessica perguntou a ele.

-Sem problemas – Ele respondeu e me olhou – Vou morrer de saudades mozão...

-Eu também ursinho – Falei tentando parecer simpática enquanto Jessica nos observava – Vamos lá...

Arrastei-a para longe dele antes que a danada realmente descobrisse alguma coisa. Fomos até a mesa em que estava o bolo e os docinhos, realmente estava uma desordem. Arrumei a mesa inteira e a orientei sobre o que fazer com o resto. Em seguida rumei para uma das mesas estava exausta já que Pablito me arrastara por diversos lugares o dia inteiro e tudo por nada.

-Entediada? – Edward perguntou sentando-se à minha frente.

-Agora que você chegou sim.

-Você me trata tão mal vou começar a ficar sentido – Ele disse fazendo bico.

-Não seja dramático – Balancei a cabeça e sorri.

-Posso fazer uma coisa? – Ele perguntou inclinando-se para frente até ficarmos bem próximos.

-O que? – Falei desconcertada.

Edward não disse nada apenas sorriu de leve e puxou os meus óculos tirando-os do meu rosto. Em seguida analisou cada traço do meu rosto que provavelmente estava em brasas. Eu não enxergava bem sem os óculos, mas tinha plena noção da cara que ele estava fazendo.

-Você fica muito bonita sem eles – Ele disse com a voz rouca.

-Está de brincadeira comigo? – Perguntei tomando o óculos da mão dele – Do que adianta ficar bonita sem eles se não consigo enxergar?

-Já ouviu falar em lentes de contato?

-E você já ouviu falar em cuidar da própria vida.

-Tudo bem – Ele deu de ombros – Não dá pra ficar cinco minutos perto de você sem sentir vontade de...

-De que? – Arqueei a sobrancelha em desafio.

-De esganá-la – Ele disse entre dentes – Acho que vou curtir a festa, é como dizem antes só do que mal acompanhado.

Edward saiu da mesa lançando-me um olhar de raiva. Não era minha culpa se ele me irritava tanto. Por que tinha que ficar elogiando meu rosto e todas essas coisas? Eu nunca me importei com beleza e não fazia questão que me achassem atraente.

A festa seguiu tranquilamente, cantamos os parabéns para a Anne e partimos o bolo. Assim que a noite tardou somente os adultos permaneceram no que sobrou da festa: Muita bebida alcoólica e tira gosto. Edward e eu ficamos sem nos falar durante quase a noite inteira, ele estava com raiva de mim e quer saber? Pouco me importava com ele.

-O que está acontecendo com vocês dois – Tanya perguntou me cutucando.

-Nada – Respondi olhando para onde Edward estava conversando com os outros garotos.

-Estão separados a festa inteira. Acha que ninguém percebeu?

-Ah Tanya eu não me importo nem um pouco.

-Então quer estragar o plano?

-Olha – Falei tentando não me estressar – Não sou obrigada a suportar a presença do Edward o tempo inteiro. Casais brigam não é? Se alguém perguntar alguma coisa diga isto.

-O que está acontecendo com você? – Ela me perguntou séria.

-Que eu saiba nada.

-Pessoal com licença – Minha mãe falou no microfone –Boa noite.

-O que ela vai fazer? – Tanya perguntou.

-Nem imagino.

-Como vocês sabem minha filha Bella – Ela apontou para mim, encolhi-me assim que todo mundo me olhou – Minha filha caçula irá se casar então Charlie e eu decidimos fazer uma surpresa.

Levei um susto quando ela disse isso. O que meus pais estavam pretendendo?

-Edward – Ela falou olhando para ele e em seguida para mim – Isabella. Charlie e eu decidimos lhes dar uma festa de noivado aqui mesmo na casa de campo. E o melhor, marcamos para a próxima semana!

Renné terminou de falar animada e todos bateram palmas e assobiaram. Olhei desesperada para Edward que apenas deu de ombros, estávamos ferrados!

O resto da noite tornou-se ainda mais entediante. Logo quase todo mundo encheu a cara e dançavam musicas que eu odiava. Sentei-me em uma das mesas e lá permaneci de braços cruzados até que todos vieram até mim com um olhar suspeito.

-Maninha – Jessica disse olhando-me com cara de pidona – Nós estávamos pensando em ir à boate na cidade, o que acha?

-B-Boate? – Perguntei gaguejando.

-É – Ela falou sorrindo – Agora que tirou essa ideia maluca de ir para o convento e vai se casar nada melhor do que fugirmos daqui e irmos para a boate.

-É Bella – Mike disse – Só tem velho aqui agora!

-Mike olha o respeito – Jessica ralhou e ele deu de ombros.

-Vai diz que sim, por favor...

-Eu não sei gente... O que você acha Edward? – Perguntei na esperança que ele livrasse minha cara, mas o desgraçado fez o contrário.

-Acho que devemos ir mozão.

-Sério ursinho? – Perguntei entre dentes – Já está tão tarde.

-São uma e meia – Mike disse consultando o relógio – Cedinho.

-Vamos Bella – Tanya disse quase implorando – Por favor.

Lancei-lhe um olhar de “até tu brutos meu filho?” Ela me respondeu com um largo sorriso.

-Tudo bem – Falei por fim era inútil discutir – Mas é só meia hora ouviram?

-Sim senhora – Jessica disse animada – Vou correndo pegar minha bolsa e um casaco.

Todos eles rumaram para pegar suas coisas deixando-me a sós com Edward.

-Por que não me ajudou a negar? – Falei com raiva.

-Vai ser divertido Bella – Ele me cutucou – E ai já foi numa boate?

-O que você acha?

-Eu acho que não – Ele sorriu – Você não vai morrer. Eu não vou deixar nenhum mal te acontecer.

-Que Deus me perdoe por essa afronta – Falei fazendo um sinal da cruz.

-Ele vai perdoar – Edward disse e passou o braço envolta da minha cintura puxando-me para ele em seguida se abaixou e sussurrou em meu ouvido – Deus é um cara legal.

Notas finais
E ai gostaram? Pequeno eu sei. O próximo será maior, prometo ^^ Bom, não foi dessa vez que nossa lagartinha virou uma borboleta, mas não se preocupem Pablito sabe o que faz e no momento certo ele deixará a Bella bem linda.
Bjs gente, não esqueçam de comentar ok? Bjks o/