A Freira e o Prostituto
14 Capítulo 13 - Sob a luz das velas
Notas iniciais
–Arthur – Meu pai falou com brilho nos olhos.
–Você nem sabe se vai ser menino! – Renné disse balançando a cabeça.
–Claro que vai ser! E eu vou ensiná-lo a cavalgar, pescar e jogar bola.
–E se for menina? – Jessica falou – Eu gosto de Sabrina.
–Não, é muito comum – Vovó disse – Que tal Samyra? Nomes árabes são lindos!
–Ah eu não gostei...
E novamente a discussão sobre o nome do meu “filho” começou. Tudo havia acontecido tão rápido que fugira do meu controle. Renné não nos deu tempo para explicar e Bree implorou que eu não contasse a verdade ainda, eu estava num beco sem saída. Minha suposta gravidez tinha sido anunciada em menos de uma hora e já estavam todos ali decidindo o nome da criança. Por sorte Rosalie, Emmett, Tanya e Pablito estavam na casa de um dos nossos vizinhos. Eram quatro a menos para presenciar aquela confusão toda.
Olhei para Bree desesperada... Eu não podia lidar com mais uma mentira, já estava enrolada até o pescoço com Edward. Eu precisava dar um jeito naquilo sem prejudicar minha cunhada, então uma ideia surgiu em minha mente. Talvez se eu fizesse o Mike confessar que gostaria de ter um filho Bree não ficaria tão hesitante em lhe contar.
–E o que você acha Mike? – Perguntei puxando assunto, Bree o encarou.
–Que vocês estão enrolados – Ele riu – Um filho é muita responsabilidade. Ainda bem que não sou vocês!
–Você tem razão, mas também tem seu lado positivo não acha?
–Quem sabe – Ele deu de ombros – Acho que vocês vacilaram. Mas, vai ser legal ter um sobrinho.
–Então você gosta de bebês?
–De brincar com eles de vez em quando sim, cuidar deles não.
–Edward – Meu pai falou sério.
–Sim? – Ele perguntou em uma pose despreocupada. Certamente estava se divertindo muito com aquela situação embaraçosa.
–Você sabe que terá que casar com nossa filha o mais rápido possível, não é?
–Estou ciente disso – Ele me olhou – Certo Bella?
–Tive uma ideia – Renné falou pondo-se de pé – Que tal realizarmos o casamento enquanto estão aqui? Vocês terão que se casar de qualquer jeito então por que adiar?
–Mãe...
–Não se preocupe Bella! O seu noivado foi incrível e planejamos em cima da hora. Vai dar tudo certo.
Engoli em seco. Bree olhou-me aflita, eu havia contado tudo a ela. Era justo compartilhar meu segredo já que ela confiara o seu a mim.
–Vou começar a planejar tudo imediatamente – Renné disse sorrindo.
–Espere! – Bree falou ficando de pé, todos olharam para ela – Renné, sua filha não precisa se casar agora.
–Claro que precisa. Ela está grávida!
–Não está não.
–Como assim?
–O teste de gravidez... – Ela suspirou – Não era da Bella, era meu.
–O que? – Renné sentou-se, estava perplexa – Por que vocês mentiram?
–A senhora não nos deu tempo de explicar – Falei – E Bree tinha medo da reação do idiota do meu irmão.
Mike permanecia calado. Estava tão branco quanto papel.
–Eu sinto muito por ter feito essa confusão... Eu tinha medo da reação do Mike, me desculpem... – Ela saiu correndo da sala.
–Viu só seu idiota o que você fez! – Esbravejei contra Mike.
–Eu fiz? – Ele balançou a cabeça – Eu não fiz nada!
–Você não leva ninguém a sério! Engravidou a menina e ela nem teve coragem de te contar porque sabe o canalha que você é!
–Bella – Minha mãe falou em tom de repreensão.
–Quer saber, talvez você nem mereça ser pai de qualquer forma!
Fui atrás de Bree. Ela estava na cozinha sentada na bancada, chorando como esperado.
–Desculpe por ter te metido nisso – Ela falou enxugando as lágrimas.
–Não se preocupe. Está tudo bem.
–Ele vai me odiar Bella... Você ouviu o que ele disse? Nunca vai aceitar essa gravidez!
–Vocês precisam conversar melhor sobre isso. Foi uma surpresa para todos, para o Mike então deve ter sido um choque. Ele é um cabeça dura, mas é boa pessoa. Ele não vai te abandonar.
–Será mesmo?
–Mesmo que ele faça isso você tem a todos nós. Meus pais te adoram, Jessica e eu também.
–Obrigada Bella.
Pelo menos aquele mal entendido havia sido resolvido a tempo. Mas, minha mentira continuava firme e forte e eu tinha a ligeira impressão que o desfecho não seria muito agradável.
[...]
Mais uma semana havia passado. Mike e Bree se acertaram e até escolheram o nome do bebê. Se fosse homem seria Arthur, como meu pai queria e se fosse menina seria Samyra como vovó pedira. Quanto mais o tempo passava, mais difícil era sustentar a mentira que eu havia contado. Edward e eu estávamos mais próximos, de um modo totalmente estranho e desconfortável. Havíamos visitado algumas praias, e fizemos algumas trilhas. Mas, naquela manhã teríamos que fazer um passeio a cavalo que eu havia prometido. Acordei bem cedo e fui até o estábulo. Celine estava com os pelos dourados brilhantes e ficou toda manhosa assim que comecei a acariciá-la.
–É uma égua muito bonita – Edward falou parando ao meu lado.
–Faz tempo que não a monto, estava com saudades.
–Você também está muito bonita – Ele falou olhando-me dos pés à cabeça, senti meu rosto se avermelhando.
–Obrigada – Falei abaixando a cabeça.
Será que eu realmente estava bonita? Eu só vestia uma calça jeans escura, blusa xadrez e uma bota preta. Nada demais, espera ai, por que eu estava me perguntando isso?
–Não vai me responder? – Ele falou sorrindo.
–O que? – Perguntei balançado a cabeça – Desculpe estava distraída. Qual foi a pergunta?
–Qual cavalo vou montar?
–O Peter – Falei apontando o Hunter – Ele é bem ágil e atlético.
–Um Hunter? – Ele estreitou os olhos e foi até lá acariciando a cabeça do cavalo marrom – E ai garotão? Quer dar um passeio? Você é muito bonito sabia?
–Conhece essa raça?
–Sim – Ele sorriu, mas respondeu vagamente – Conheço.
–Eu nunca consegui montar o Peter. Meu avô era o único que conseguia. Ele é muito rápido.
–É natural já que ele é um cavalo de caça. Mas, Isso não vai ser problema para mim – Ele sorriu.
–Não vou poder te acompanhar, a Celine é uma andaluz, não é muito veloz.
–Ela pode não ter velocidade, mas cavalos andaluz são bem ágeis é só você não apertar muito as rédeas.
–Como conhece tanto de cavalos?
–Se eu contasse teria que te matar – Ele riu – Vamos?
–Ta – Falei e fui selar minha égua.
Havia algo intrigante em Edward. Por mais que eu pensasse já conhecê-lo eu sempre sentia que havia algo a mais e eu precisava descobrir o que era.
Nós cavalgamos por um bom tempo. Eu tinha que admitir que Edward realmente era bom na montaria. Havia domado Peter com uma graça incrível e mesmo estando em um cavalo muito mais veloz que o meu conseguia fazê-lo acompanhar-me sem nenhum problema.
–Quando vai admitir – Ele perguntou num tom presunçoso.
–Admitir, o que Cullen?
–Que eu sou muito bom nisso.
–Nunca – Falei gargalhando, eu morria, mas não admitia em voz alta.
–Nesse momento deve estar suspirando em sua mente. Aposto que nunca viu um homem ficar tão charmoso em cima de um cavalo.
–Você é muito idiota sabia? – Guinei o cavalo e sai na frente – Tente me pegar! – Gritei olhando para trás.
Cavalgamos por uma longa estrada de chão. Resolvi seguir o caminho que eu conhecia muito bem. Atravessamos um campo florido que ficava a beira de um lago. Desci da égua e a amarrei numa árvore. Edward fez o mesmo.
–Você realmente é muito boa nisso – Ele falou me olhando.
–Eu sei – Sorri presunçosa.
–E muito modesta também.
–Pois é.
Sorrimos e nos sentamos à beira do lago. Ficamos conversando por horas, o crepúsculo já surgia no céu. As nuvens estava pintadas de alaranjado e ao longe, no meio das montanhas podíamos ver o sol se pondo.
–Esse é o meu lugar favorito – Falei atirando uma pedrinha no lago.
–Posso imaginar o porquê. É realmente um lugar lindo.
–Às vezes eu vinha aqui meditar. Ouvir o canto dos pássaros, sentir o vento do findar da tarde.
–Deve ter sido incrível crescer num lugar assim.
–Foi maravilhoso – Sorri.
–Devia fazer isso mais vezes.
–O que? Vir aqui?
–Não. Sorrir... Você fica linda quando faz isso.
–Edward... Não vai me dar uma daquelas cantadas baratas de prostituto não é?
–Não, mas posso dar uma de médico, pode ser?
–Tente.
–Certo – Ele chegou mais perto de mim e colocou meu cabelo atrás da orelha – Você me dá contrações ventriculares prematuras.
–E o que isso significa?
–Você faz meu coração bater mais rápido...
–Espera ai – Revirei os olhos – Não vale! Você copiou a frase do filme que assistimos semana passada!
–Pensei que não ia notar – Ele riu maroto, é claro que havia feito de propósito – Posso dizer outra?
–É de médico?
–Hum, não.
–Vamos ver se consegue melhorar.
–Talvez eu não seja o homem dos seus sonhos, mas quem disse que eu quero ser? Eu quero ser é o da realidade...
–Mediana – arqueei a sobrancelha.
–Que tal essa: Se Deus fizesse um livro com suas melhores obras com certeza você estaria na capa.
–Péssima – Gargalhamos.
–A cantada pode ter sido ruim, mas o elogio foi sincero.
Novamente o momento constrangedor veio ao nosso encontro. Nossos olhares se cruzaram daquele modo desconfortável. Fiquei hipnotizada pelos olhos verdes de Edward, o brilho que havia neles era tão... Enigmático. Meu coração estúpido se acelerou e senti um formigamento nas mãos... Tudo piorou quando ele colocou a mão no meu rosto acariciando-o com a ponta dos dedos. Seus lábios esboçaram um leve sorriso e ele disse quase num sussurro...
–Ah, ela ensina as tochas a brilhar! Parece estar suspensa na face da noite, tal qual jóia rara na orelha de uma etíope; beleza incalculável, cara demais para ser usada, por demais preciosa para uso terreno.
–Romeu e Julieta – Sussurrei encantada com a citação dele – É meu ato favorito, quando Romeu descreve o que sente quando a vê pela primeira vez.
–Amor é uma fumaça que se eleva com o vapor dos suspiros; purgado, é o fogo que cintila nos olhos dos amantes; frustrado, é o oceano nutrido das lágrimas desses amantes. O que mais é o amor? A mais discreta das loucuras, fel que sufoca doçura que preserva.
–Ato I cena I – Falei perplexamente encantada. Ele assentiu.
Ainda continuávamos nos olhando. Edward esquadrinhava meu rosto delicadamente com a ponta dos dedos. O vento gélido de final da tarde soprou deixando-me ainda mais arrepiada. Fechei os olhos para sentir a caricia mais profundamente. Como um simples mover de dedos podiam desencadear tantas sensações? Como era possível, Edward fazer meu peito arfar tanto a ponto de doer?
–Meu coração amou antes de agora? Pois minha visão rejeita tal pensamento, pois nunca tinha eu visto a verdadeira beleza antes dessa noite.
–Edward... – Sussurrei ainda de olhos fechados – O que está fazendo?
–Citando Romeu e Julieta para você – Respondeu com a voz mansa.
–Sabe que isso não é verdade... – Eu não conseguia desgrudar as pálpebras.
–Então... – Ele se aproximou do meu ouvido e sussurrou – O que acha que estou fazendo?
–Está tentando me seduzir...
–Estou conseguindo?
–Por favor... Pare...
–Por quê – Ele soprou, um arrepio percorreu minha espinha.
–Porque as coisas não podem ser assim...
–Assim como?
Fomos interrompidos quando ouvimos os relinchos de Celine. Ela se agitava e guinchava. Sem muito esforço conseguiu se soltar da corda e saiu galopando pelo vale.
–O que aconteceu – Falei assustada.
–Não sei. Alguma coisa a assustou.
–Deve ter sido uma cobra. Ela tem muito medo.
–Bom – Ele se levantou e estendeu a mão para me ajudar a levantar também – O que faremos agora?
–Ela sabe voltar para casa. Não é a primeira vez que isso acontece.
–Devemos voltar então?
–Sim, já está quase anoitecendo.
–Certo.
–Terei mesmo que montar no Peter? – Perguntei chorosa, eu tinha muito medo dele.
–Não se preocupe. Você está comigo, ele será bonzinho.
Certo.
–Vamos então.
Ele entrelaçou nossos dedos e caminhamos juntos até o cavalo. Ele me ajudou a subir e em seguida desamarrou Peter e montou tomando as rédeas. Cavalgamos de volta para casa. Estava tão próxima a Edward que podia sentir o perfume de seu pescoço. Fiz de tudo para controlar meu nervosismo, mas meu coração idiota batia tão rápido e alto que fiquei com medo de que ele escutasse.
–Está confortável ai? – Ele perguntou risonho.
–Aham – Foi só o que consegui responder.
–Estamos um pouco longe. Vou precisar ir mais rápido, não precisa ter medo, ok?
–Ta – Assenti nervosa.
–Ótimo – Ele beijou o topo da minha cabeça e fez o cavalo andar mais depressa.
Durante todo o caminho estive de olhos fechados. Peter era muito rápido e eu morria de medo dele. Mas, não demorou muito para chegarmos em casa. Edward me ajudou a descer do cavalo e em seguida foi colocá-lo de volta no estábulo. Celine já estava lá, prontinha para ser guardada.
A casa estava muito escura e silenciosa, o que era estranho. Subi na varanda e fui até a porta, para minha surpresa havia um bilhete colado lá.
–O que diz ai? – Edward perguntou atrás de mim me dando um susto.
–Você parece um fantasma, Deus me livre – Fiz um sinal da cruz.
–Desculpe – Ele riu.
–Não acredito nisso – Falei lendo o bilhete.
–O que foi?
–“Todos nós fomos para a festa dos Lutz, vocês tem a casa inteirinha para vocês, então aproveitem. Com amor, mamãe”
–Só pode ser brincadeira! – Falei suspirando. Fui até o local secreto onde ela guardava a chave e peguei o molho. Destranquei a porta e entrei em casa. Apertei o interruptor, mas nada aconteceu.
–Parece que a energia acabou – Edward disse.
–Jura? – Revirei os olhos.
–Tem velas por aqui?
–No armário da cozinha.
–Não faço ideia de como chegar lá – Ele riu – Está muito escuro.
–Espere ai – Tateei ao meu redor procurando uma mesinha – Deixei meu celular aqui em algum lugar... Espera, achei.
Liguei o aparelho e uma pequena luz surgiu.
–Muito bom.
–Vamos lá pegar as benditas velas.
Acendemos velas por toda a casa. Tivemos que tomar um banho gelado e então voltamos para a cozinha. Edward dissera que ia cozinhar para mim.
–Ótimo – Falei entediada – Eles numa festa e a gente aqui nessa escuridão toda.
–Preferia estar lá?
–Claro que não. Só não gosto de escuro.
–Será que a queda de energia não acabou com a festa deles?
–A casa dos Lutz fica na costa, bem longe daqui.
–Entendi.
Edward revirou os armários e a geladeira garimpando todos os ingredientes que ia usar.
–O que você vai fazer?
–Tacos. Meu prato favorito.
–Eu não sabia que você cozinhava.
–Tem muita coisa que você não sabe sobre mim, Bella.
–Percebi que você é um homem misterioso.
–Todos nós temos segredos.
–E qual é o seu?
–Não ando pelas ruas falando que sou um acompanhante.
–Tem razão – Sorri irônica – Você deixa estampado num jornal.
–Não tem minha foto lá.
–Esse é seu único segredo?
–É o mais importante.
–Ah – Brinquei com a chama da vela, minha barriga roncou.
–Parece que alguém está com fome, hein?- Ele riu- Não se preocupe, logo nosso jantar estará pronto.
–Hmm — Assenti.
Me levantei e fui para o lado dele afim de acompanhar tudo de perto. Edward cortou os tomates, preparou os temperos e logo estava preparando os tacos. Devo confessar que ele estava muito bonito naquele avental de florzinhas. Jantamos sob a luz das velas, era bem estranho pois parecia que estávamos no meio de um jantar romântico, o que não era verdade. Era inegável que ele era um excelente cozinheiro e eu me perguntei quantas coisas mais ele escondia de mim.
Quando terminamos de jantar entramos no acordo em que ele lavava e eu secava a louça. Assim que terminou de lavar tudo a tarefa passou para mim. Abri uma das gavetas ao lado da pia, peguei um pano de prato e comecei a secar a louça. Edward ficou escorado preguiçosamente no balcão ao meu lado, de frente para mim bebericando uma taça de vinho. Um sorriso sexy escapava de seus lábios a cada gole. Perdi toda a compostura. A lembranças das frases que ele havia me dito ecoavam na minha cabeça mixadas com o som rouco da voz dele. Senti cócegas na barriga... Era uma sensação tão boa e tão ruim ao mesmo tempo.
–E-Eu também não sabia que você gostava de livros – Falei tentando puxar algum assunto o clima estava constrangedor.
–Eu gosto... Até sei que a revolução dos bichos não fala sobre animais.
–Bobo – Sorri e balancei a cabeça, mas cometi o erro de olhar para ele.
Sem dúvidas aquela foi minha perdição. Os olhos dele estavam ainda mais brilhantes, como esmeraldas derretidas. Seus lábios estavam avermelhados por causa do vinho e um sorriso cafajeste brotava deles. De uma forma insana e inexplicável senti um desejo imenso de beijá-lo.
–O que foi? – Ele perguntou levantando a sobrancelha. Colocou a taça sobre a pia.
–Ah... Nada – Engoli em seco, estava ficando doida.
De um momento para o outro Edward parecia estar bem mais próximo a mim. Minhas mãos tremiam e eu mal conseguia segurar o prato para enxugá-lo.
–Deixe que eu termino – Ele pegou as coisas da minha mão e então nossas peles se tocaram. Ficamos imóveis, incapazes de nos mover um palmo sequer.
Balancei a cabeça e me afastei dele indo para o outro lado da cozinha.
–O que foi? – Senti ele se aproximando por trás de mim – Assustei você?
–Claro que não — Arfei.
–Então o que foi? – Ele tocou meu ombro.
–Nada.
–Mentira – Meu coração bateu mais rápido.
–Quem é você para me chamar de mentirosa Cullen?
–Olhe nos meus olhos Isabella – Ele me virou para ele bruscamente. Novamente me perdi na imensidão de seu olhar – Pare de ser tão orgulhosa e diga o que está sentindo agora.
–Eu só tenho medo de...
–Gostar de mim?
–Eu jamais gostaria de você!
–Então do que tem medo?
–De estar apenas caindo na sua arte de sedução.
Amaldiçoei-me por ter dado a entender que ele realmente causava alguma coisa em mim. Droga!
–Tem medo que eu a seduza e depois a despreze?
–Não é exatamente isso...
Fui caminhando para trás até esbarrar na geladeira. Edward colocou as duas mãos ao lado, impedindo minha passagem. Estava encurralada.
–Eu sei que você quer me beijar – Ele disse pausadamente, seu hálito era morno e tinha um cheiro gostoso de vinho.
–Você é mesmo muito metido! – Falei empurrando-o, mas ele segurou meus pulsos me deixando imobilizada.
Edward me puxou para junto de seu peito até estarmos colados um ao outro. Num ato rápido e súbito ele me ergueu pela cintura e me levou até o balcão sentando-me nele. Estávamos com o rosto na mesma altura, era ainda mais tentador. Minha sanidade me abandonou de vez quando ele abriu aquele sorriso maligno e totalmente provocativo. Arrastei-me para frente e enlacei sua cintura com as pernas. Uma voz lá no fundo da minha mente me mandava parar, mas eu a ignorava completamente. Ele agarrou minha cintura no mesmo instante que inclinou sua cabeça de lado e veio na direção da minha boca. Não era certo, eu não podia fazer aquilo, mas por que eu queria tanto? A pele dele, o cheiro dele, a voz dele, o sorriso dele... Tudo era convidativo.
–Por favor... Não faça isso – Implorei com a voz entrecortada.
–Isso o que? – Ele perguntou sorrindo – Isso? – Beijou meu pescoço – Ou isso – Mordeu o lóbulo da minha orelha.
Meu cérebro não me obedecia. Tudo que meu corpo queria era sentir cada toque daquelas mãos pervertidas. Logo Edward estava de volta ao meu rosto, beijando minhas bochechas, mordendo meu queixo...
–Edward... – Balbuciei
–O que? – Ele fitou-me com seus profundos olhos verdes.
–Acabe logo com isso – Suspirei rendida.
Um novo sorriso brotou em seus lábios. Aquele era fácil de identificar, era um sorriso de satisfação. Mas, logo não pude vê-lo mais, pois seus lábios estavam colados nos meus iniciando uma dança frenética entre nossas línguas.
Notas finais
Eiiita Bella sortuda meu Deus! hauhauah Gente eles estão caidinhos um pelo outro né? o Ed então nem se fale! Consegui encaixar os trechos de Romeu e Julieta na história, eu amo essa peça demais. O que será que vai acontecer no próximo capitulo? hummm veremos!
A temporada está na reta final. Fortes emoções estão por vir... bjs até o próximo o/
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