A Freira e o Prostituto
15 Capítulo 14 - A megera domada?
Notas iniciais
Bjs e boa leitura o/
Cretino, maldito, desgraçado! Finalmente estava conseguindo o que queria desde que havíamos chegado. Eu só conseguia xingá-lo em pensamento, pois meus lábios estavam selados pelo beijo que ainda trocávamos. Aquilo era um absurdo, um ultraje dos piores... Mas, também era tão... Gostoso!
Edward era sem dúvidas um aproveitador usando de sua beleza e charme para me seduzir, e o pior é que eu realmente estava gostando. Cada pedacinho do meu corpo se negava a desejar que ele parasse o gosto de morango que sua boca tinha... O cheiro de seu perfume cítrico, suas mãos fortes segurando minha cintura com força, era demais para meu autocontrole. Nós já havíamos nos beijado antes, a prova disso foi a marca roxa que ele havia deixado em meu pescoço, mas agora era diferente. Não havia álcool em mim, embora estivesse em chamas.
Meu santo Deus, aquilo era errado, muito errado. Mas, naquela altura o pecado já havia me dominado por completo. Estava pecando por deixá-lo me tocar, por deixar que sussurrasse palavras promiscuas em meu ouvido... Enfim, isso não importava eu precisava encontrar um modo de me livrar daquela tentação. Com uma força, que nem eu mesma sabia que tinha consegui empurrá-lo para longe de mim.
–Seu cretino – Falei arfando – Nunca mais faça isso!
Ele sorriu torto e alisou os cabelos voltando a se aproximar.
–Suponho que não queira isso.
Eu suspirei e praguejei internamente por concordar com ele.
–Você desrespeitou uma das cláusulas do nosso contrato.
–Eu não li aquela estupidez!
–Deveria ter lido! Deixei bem claro que não podia tomar liberdades comigo.
–Foi você quem pediu para eu beijá-la.
Merda! Murmurei algo inaudível deixando claro que ele estava certo. Edward enlanguesceu o sorriso e eu podia ver a palavra “touché” estampada em sua cara.
–Diga que não quer – Ele já estava com as mãos em minha cintura novamente e eu presa a seus olhos verdes.
–N-Não – Sibilei.
–Acho que está mentindo.
Ele se curvou e começou a me beijar novamente. Droga! Eu não consegui controlar meu corpo, parecia que tinha vida própria. Havia agarrado os cabelos de Edward beijando-o com ainda mais vontade. As mãos dele me puxaram para si. Enlacei sua cintura com as pernas e logo estava no colo dele. Edward levou-me da cozinha para algum lugar, eu não sabia onde, eu não sabia de nada tudo que sentia era o gosto da boca dele na minha. Assim que ele me deitou no sofá meu cérebro processou que estávamos na sala, mas não me pensei nisso por muito tempo. As mãos dele passearam por minhas pernas subindo até tocar meus seios. Foi como tocar um fio desencapado, uma descarga elétrica percorreu meu corpo fazendo-me arfar. A boca dele se desviou para o meu pescoço, ora mordendo, ora beijando. Eu tinha certeza que o jeito o meu corpo pulsava embaixo do dele era pecado... Uma voz lá no fundo de minha mente gritava isso, mas somente quando senti Edward desabotoando minha camisa foi que voltei a raciocinar.
–Pare – Falei firme empurrando-o.
Edward não protestou, se afastou e sentou-se no sofá enterrando as mãos no cabelo e suspirando.
–Desculpe, eu perdi o controle.
–Não devia ter feito isso – Falei nervosa abotoando tudo de novo, minhas mãos tremiam.
–A culpa não foi só minha.
–O que pretendia? Me levar para a cama como todas as outras?
–Você não é como as outras, você não é como nenhuma outra Isabella!
–Foi isso que chamou atenção em você? O fato de eu ser uma puritana que seria difícil de ser levada assim tão fácil?
–Isso não é verdade! Não culpe apenas a mim, ta legal?
–Você que começou!
–Tem razão fui eu sim!
–E por quê? Por que Edward? Queria eu que fosse apenas mais uma na sua lista?
–Não seja estúpida Bella!
Ele se levantou e ficou caminhando de um lado para o outro.
–Estúpido é você!
–Você é tão burra Bella! – Ele disse entre dentes, estava com os punhos cerrados – Você é tão burra! Será que não conseguiu enxergar ainda?
O encarei espantada, mas o que diabos ele estava tentando dizer?
–Por que diz isso? – Perguntei perplexa, ele olhou-me agoniado.
–Porque – Suspirou – Porque estou apaixonado por você. Não percebe o jeito que te olho? Nem mesmo as citações que lhe disse hoje cedo não serviram para nada?
Era como se eu tivesse levado soco no estômago. Eu não conseguia falar, meus pulmões perderam o ar. O encarei assustada, não conseguia formular qualquer resposta coerente. Minha mente estava bagunçada e eu não processava nada.
–E-Eu... – Tentei falar, mas as palavras morreram ali mesmo.
–Não precisa dizer nada.
–Pensei que fosse recíproco, mas já vi que não é.
–Você tem razão – Falei me levantando – Eu jamais me apaixonaria por você.
–Não foi isso que seu corpo demonstrou agora pouco.
–Isso foi um erro, um erro terrível que não irei cometer novamente. Eu escolhi meu caminho Edward, você tem que respeitar isso!
–Mas, eu te amo!
–Isso não é verdade! – Esbravejei na mesma hora em que a luz voltou.
A claridade só tornava a situação ainda mais embaraçosa. É claro que Edward não me amava, ele só queria me levar para a cama não é? Eu não podia acreditar nele. Eu havia jurado que nunca mais acreditaria em homem algum e não seria diferente.
Edward observou-me enquanto me afastava em direção à escada. Eu precisava ficar sozinha...
Corri para o meu quarto e bati a porta. Joguei-me na cama e fiquei deitada ali em posição fetal. Logo as lágrimas começaram a correr por meus olhos. Talvez seja difícil compreender o motivo, mas tudo que eu acreditava parecia estar desmoronando. E se ele só quisesse brincar comigo como Emmett fez? Se me trocasse pela primeira loira aguada que aparecesse na frente dele? O meu destino não era aquele, eu havia decido tornar-me uma freira. Era uma decisão minha e ninguém podia tirar aquilo de mim. Levantei-me e caminhei até o espelho, a imagem ali refletida não era eu... Aquela maquiagem... Aquelas roupas, tudo ali era uma mentira. Descontrolada peguei um vidro de perfume e acertei no espelho quebrando-o em pedaços. Arrastei-me de volta para cama e abafei meu choro com um travesseiro, por que eu sentia tanta dor?
Quando acordei pela manhã senti que meus olhos estavam inchados. Minha cabeça doía e os cacos do espelho estavam espalhados por toda a penteadeira. Com um esforço enorme me levantei e fui tomar um banho. Vesti qualquer coisa e limpei a bagunça que havia feito antes que alguém percebesse. Quando olhei para o relógio notei que já passavam das duas da tarde. Ouvi batidas na porta, fui até lá destrancar e Bree me deu um sorriso assim que me viu.
–Desculpe incomodar.
–Tudo bem – Abri mais a porta – Entre.
–Obrigada – Ela entrou e sentou-se na beirada da cama.
–Aconteceu alguma coisa?
–Eu que pergunto – Ela apontou o espelho quebrado.
–Ah – Cocei a cabeça – Foi um excesso de raiva.
–Brigou com Edward?
–Como sempre – Tentei sorrir sem sucesso – Você já o viu? Ele está muito bravo?
–Pra mim parece o mesmo de sempre. Sorridente, brincalhão e lindo – Ela deu uma risadinha.
–Hmm – Murmurei.
–O que vai fazer Bella? O verão já está acabando e as férias também.
–Fazer sobre o que?
–Sobre você e Edward.
–Nós dois não existimos. Assim que tudo isso terminar ele segue o caminho dele e eu sigo o meu.
–Vai deixá-lo escapar assim?
–Edward é um prostituto Bree e eu vou me tornar freira, não temos nada em comum.
–Será mesmo?
–Eu acho que você não veio falar sobre mim e Edward não é? Aconteceu algo?
–Ah sim – Ela sorriu – Mike e eu vamos nos casar na semana que vem.
–Jura? Aqui mesmo?
–Sim. Seus pais disseram que devemos nos casar antes da barriga aparecer e já que estão todos aqui reunidos não devemos esperar mais. Sua festa de noivado foi planejada em cima da hora e deu tudo certo, então concordamos que o casamento também dará.
–Nossa Bree, isso é fantástico!
–Eu liguei para minha mãe ontem à noite, ela ficou tão feliz com as duas noticias que resolveu embarcar para cá ontem mesmo. Já deve estar quase chegando.
–De onde ela está vindo?
–De Paris. Se casou com um francês à uns dois meses.
–Ah...
–Eu quero que seja minha madrinha Bella.
–Sério?
–Claro. Você me ajudou com a história da gravidez e não vejo ninguém que mereça mais que você.
–Muito obrigada Bree – A abracei – Vai ser um prazer!
–Viu só bebê – Ela falou com a barriga – A titia aceitou.
–Nem acredito que aquele cabeça dura vai finalmente casar e que meus pais enfim terão o sonhado neto – Sorri – Parece brincadeira.
–Sim. Acho que Mike finalmente irá mudar.
–Claro que sim.
–Vou lá encontrar-me com ele.
–Tudo bem, vou descer daqui a pouco.
–Obrigada por ter aceitado Bella.
–Por nada querida – Acariciei a barriga dela – E você logo estará aqui com a gente bebê.
–Não vejo a hora disso acontecer – Ela disse emocionada – Até mais Bella.
–Tchau Bree.
Ela saiu do quarto e eu sorri feliz. Finalmente meu irmão cabeça oca tinha tomado um rumo na vida. Olhei-me no pedacinho de espelho que havia sobrado e encarei minha barriga. De repente a lembrança do sonho invadiu minha mente... A menininha me chamando de mãe, senti uma falta tão grande dela como se realmente existisse. Balancei a cabeça para espantar o pensamento e resolvi descer de uma vez.
A mãe de Bree estava chegando naquele momento. Ela era muito... Excêntrica. Me cumprimentou com um grande abraço e depois seguiu para a cozinha junto com a filha e Renné.
–Boa tarde – Edward falou assim que chegou na sala.
–Boa tarde – Respondi sem olhá-lo.
–Où je metsles sacs? – O padrasto de Bree perguntou, fiquei calada olhando para ele já que não tinha entendido.
–Ele perguntou onde pode colocar as malas – Edward falou.
–No quarto de hóspedes – Falei um tanto espantada.
–Chambre d'amis – Edward falou e ele assentiu.
–Où est-il?
–Onde fica – Ele traduziu novamente.
–Lá em cima no quinto quarto.
–En haut, dansLe cinquième Chambre.
–Merci.
O homem sorriu e subiu as escadas levando as malas.
–Eu não sabia que falava francês – Falei para Edward.
–Conheço algumas palavras – Ele deu de ombros.
–Ah – Me virei para sair, mas ele segurou meu braço.
–Por quanto tempo vai fugir de mim?
–Até você perceber que não vai acontecer nada entre nós.
Livrei-me de seu braço e sai para a cozinha. Edward estava passando dos limites, mas por que eu sentia que minhas palavras não eram sinceras?
[...]
Os dias se passaram e o grande dia do casamento chegou. Foi uma cerimônia emocionante, Renné chorou do inicio ao fim. Pablito havia organizado a festa tão perfeitamente em tão pouco tempo que era espantoso. Tanya e Rosalie também foram madrinhas junto comigo. Edward e eu estávamos afastados, alias eu estava afastada. Evitava ao máximo encontrar-me com ele, pois queria evitar constrangimentos. O verão estava no fim e o outono já anunciava sua chegada. As nuvens cinzas carregadas já surgiam no céu. Os trovões também eram o sinal da primeira chuva da estação.
Todos estavam se divertindo na festa, alguns até demais para o meu gosto. Edward e Tanya dançavam “moves like Jagger” juntinhos na pista. Peguei uma taça de champanhe e bebi tudo de uma vez só. Eu queria disfarçar, mas não conseguia desgrudar meus olhos deles. Assim que a música acabou os dois saíram de mãos dadas. Como podiam fazer aquilo? Todos iam pensar que ele estava me traindo com ela, meus pais podiam pensar mal por isso fiquei tão furiosa e me levantei para ir atrás deles.
Guiada pelo som das risadas histéricas de Tanya fui até a sala de TV. Fiquei atrás do batente da porta espiando-os. Os dois gargalhavam de alguma coisa e estavam muito próximos... O sangue borbulhou em minhas veias, mas perdi completamente as estribeiras quando ele se inclinou e a beijou. Senti vontade de ir até lá e xingá-los até minha língua ficar dormente. Aquele desgraçado havia dito que me amava e ficava lá se esfregando nela? Eu não tinha dúvidas ele era como todos os outros. Sai de lá pois não queria mais presenciar aquilo. Eu não sabia direito o que fazer, meu peito arfava, eu não sabia se era raiva, ódio. Corri para o estábulo e peguei Celine. Cavalguei com ela até o lago. O céu trovejou e logo a chuva começou a cair, assim que cheguei ao meu destino desci da égua e a amarrei numa árvore.
Estava chovendo e eu chorava. Droga, desde quando havia me tornado tão frágil e idiota? E por que eu chorava por ele? Justo por ele, aquele cafajeste, idiota, promiscuo e imbecil? Eu sempre soube que aquilo não daria certo. Fui muito burra e infantil achando que poderia resolver meus problemas contratando um... Um prostituto. E agora eu estava lá no meio do campo chorando porque estava confusa e por tê-lo visto beijando outra, mas aquela era a profissão dele não era? Ele fazia aquilo o tempo todo, não tinha compromisso algum comigo, e também eu havia dito que não o queria, mas por que doía tanto? E por que a lembrança do gosto do beijo dele queimava minha boca?
Desabei no chão esfolando os joelhos, pensei em rezar, mas que moral eu tinha com Deus depois de tê-lo deixado me tocar, me beijar e despertar desejos obscenos em mim? Meu rosto corava instantaneamente quando lembrava de suas mãos fortes fazendo aquilo comigo, me deixando... Me deixando daquele jeito. Chorei ainda mais ao perceber que tinha pecado demais para poder me tornar uma sacerdotisa. Fiquei lá por longos minutos chorando e praguejando. Eu era uma tola. Mas, felizmente não havia entregado meu coração a ele, caso contrario estaria ainda pior.
–Isabella? – Ouvi a voz dele. Virei me espantada ao vê-lo descendo do cavalo e vindo até mim.
Demorei tempo demais o encarando, aquilo não era bom. Sua camisa azul social estava encharcada definindo os músculos fortes e viris, senti uma queimação terrível ao observar aquilo, meu coração se acelerou e perdi o ar dos pulmões. Os cabelos molhados faziam a água escorrer por seu rosto lindo e perfeito. Droga, por que eu estava reparando tanto nisso?
–O que você quer? – Falei tentando disfarçar minha total admiração.
–Falar com você.
–Mas, não quero falar com você!
–Deixa de ser criança – Ele caminhou até mim e me puxou pelos ombros, colocando-me de pé.
–Diz logo o que quer e suma da minha presença.
–Por que saiu da festa que nem uma louca nesse temporal?
–Não te interessa!
–Você é mesmo irritante – Ele revirou os olhos e então sorriu malicioso – Então funcionou.
–Funcionou o que?
–O ciúme que Tanya e eu fizemos em você.
–O que? Do que está falando?
–Sabíamos que estava nos espiando, por isso a beijei. Foi um plano nosso desde o inicio. A dança tudo...
–Idiota até parece que eu teria ciúmes de você!
–É claro que tem, porque você me quer do mesmo jeito que te quero.
–Não fale uma besteira dessas!
–Eu te quero tanto que você vai ter que casar comigo.
–A única pessoa com quem irei me casar é com Cristo!
–Acha que ele te aceitará depois do que fizemos? Sei que você também acha que essa é uma hipótese descartada!
–Você é um estúpido Cullen.
–Um estúpido sim, mas eu te amo... Te amo sua chata, orgulhosa e mandona!
–Está mesmo dizendo a verdade?
–Claro que sim! – Ele beijou meu rosto – Eu te amo Isabella, de um jeito como nunca amei antes.
–E-Eu... Eu também te amo... Eu te amo Edward.
Não adiantava mais negar. É claro que eu estava apaixonada por ele, era inevitável. Edward sorriu e me puxou para si com uma rapidez incrível, sugou meus lábios com ferocidade espalmando suas mãos fortes em meu corpo... Um calor infernal me invadiu, Edward estava em toda parte me tomando por inteira. Naquele instante eu soube que minha entrada para o convento estava cancelada, mas se estar nos braços dele me condenasse ao inferno, então eu iria com prazer...
Puxei sua nuca e o beijei com desespero. Eu estava irrevogavelmente apaixonada por ele e não havia chance alguma de remediar à minha decisão.
Ele me deitou gentilmente na grama molhada e se colocou sobre mim. Meus dedos acariciavam seus cabelos desgrenhados e ele beijava meu pescoço e meus ombros. Quando nossos lábios se encontraram nos beijamos loucamente, estávamos ofegantes, ambos absortos demais naquela sensação maravilhosa para nos lembrarmos de respirar. Em um momento rápido demais para meus olhos capturarem Edward acariciava minhas coxas fazendo um tímido gemido escapar de meus lábios. A chuva continuava a cair e nossos corpos estavam quentes e gelados ao mesmo tempo.
–Bella – Ele falou arfando – Precisamos parar.
Olhei para ele incrédula incapaz de pronunciar uma palavra sequer.
–Eu te amo e quero muito fazer isso, mas não aqui no meio do mato.
Nós dois rimos eu assenti. Edward se levantou e me ajudou a levantar também. Mas, logo voltamos a nos beijar novamente. Ficamos namorando debaixo da chuva a tarde inteira. Era como se não existisse mais ninguém no mundo e eu me arrependia muito por ter demorado tanto tempo para descobrir o quanto eu amava aquele homem. Infelizmente Edward decidiu que tínhamos que voltar para casa, pois eu podia ficar doente. Eu não queria ir, mas fui obrigada.
Assim que guardamos os cavalos no estábulo corremos para dentro de casa. Parecia que a festa já tinha terminado, provavelmente Bree e Mike já estavam no aeroporto rumo à lua de mel. Edward e eu parecíamos duas crianças travessas tentando ir para o quarto sem chamar atenção, mas assim que passamos pela sala fomos obrigados a parar.
–Que bom que chegaram – Renné falou deixando-nos imóveis perto da escada.
–O que foi mamãe? – Perguntei tentando parecer “normal”.
–Temos uma visita.
Ela nos conduziu até a sala de estar. Edward parou ao meu lado, seu corpo inteiro se tencionou assim que seus olhos fitaram uma moça que estava sentada no sofá.
–Alice? O que faz aqui? – Ele perguntou perplexo.
A menina colocou a xícara de volta na mesinha com uma elegância impressionante. Nos olhou dos pés a cabeça arregalando os olhos, provavelmente se perguntando o que diabos fazíamos debaixo daquele temporal.
–Lhe faço a mesma pergunta – Ela disse e notei que seu sotaque não tinha nada de americano, era meio puxado para o francês – Mas, esses hospitaleiros e educados senhores já deixaram-me a par do ocorrido.
Ela sorriu para os meus pais deixando-os convencidos em seguida lançou-me um olhar furtivo.
–Eu posso explicar... – Edward disse e coçou a cabeça nervoso.
–Não é a mim que deve explicações meu caro irmão, mas sim a nossa mãe.
–Como você me encontrou?
–Isso não importa, apenas vim avisá-lo sobre algo importante.
–Aconteceu alguma coisa?
–Nosso irmão está enfermo. Se estivesse em casa saberia.
–O que houve?
–Ele sofreu um acidente automotivo.
–Meu Deus, é muito grave?
–Infelizmente sim. Impressiona-me o fato de eu mesma ter que vir procurá-lo para contar, mamãe está decepcionada com sua falta de interesse pela família.
–Não venha me dar sermões agora Alice.
–Veja só – Ela arqueou a sobrancelha – Até fala como um verdadeiro americano. Você não devia estar na Inglaterra agora? Para ser mais específica, em Oxford estudando medicina?
–Medicina? – Meu pai questionou – Você não cursa direito?
–Explicamos isso depois – Falei um tanto atônita.
–Estou em recesso Alice. E quem é você? Minha mãe por acaso?
–Ah – Ela suspirou – Edward eu não teria vindo se não fosse urgente. Você é meu irmão e eu o amo, mas deve admitir que seu compromisso para com nossa família tornou-se vergonhoso. O país está em choque, você bem sabe que nossa mãe não pode assumir as atividades políticas. Com o acidente de Albert nós estamos em crise.
–E o que eu tenho a ver com isso?
–Carlisle também era seu pai! Como descendente legítimo você tem obrigações para com nosso país. Todos precisam de você neste momento difícil.
–Com licença – Perguntei me intrometendo na conversa – Podem me explicar o que está acontecendo?
–Desculpe meus maus modos – Ela veio até mim, era tão delicada que mais parecia uma boneca de porcelana – Você deve ser Isabella, certo?
–Sim.
–Deixe apresentar-me, sou Alice Madeleine Grimaldi– Apertamos as mãos.
–Esse sobrenome não me é estranho.
–De certo – Ela sorriu.
–Vocês são irmãos? Por acaso não tem Cullen no seu nome?
–Cullen? – Ela estreitou os olhos – Não.
–Eu não estou entendendo nada.
–Oh meu Deus, você não contou a ela – Alice disse boquiaberta olhando para Edward.
–O que ele devia me contar?
–Alice não faça isso, por favor... – Edward disse em tom de suplica.
–Não é justo com ela irmão.
–Pelo amor de Deus me digam o que está acontecendo!
–Bem querida – Alice olhou-me com gentileza – O que meu irmão não lhe contou é que somos da família real de Mônaco, sou a princesa Alice Madeleine Grimaldi.
–Então...
–Sim – Ela completou olhando para ele – Embora não aceite, meu irmão Edward é um príncipe.
Notas finais
Esclarecendo: Não tem nada a ver com gossip girl, eu já tinha tido essa ideia desde o inicio da fic. Eu sou louca por Mônaco hehe
MAs, e agora? Por que Edward trabalhava como acompanhate de luxo sendo um príncipe?
Vocês devem estar pensando "Que porra é essa?" ahuahau sei que parece não ter nada a ver com a história, mas tem sim vocês vão entender.
No próximo capitulo - o Último da temporada - Vocês terão uma big surpresa. Preparem seus corações hehe Bjs e até o próximo o/
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