A Force Called Love
26 É complicado.
Notas iniciais
É que eu quero muito ler a fic da Twilight *u*
COMENTEEEEM ♥
POV’S NATE
Ver Jess entrando ladeada por Guto foi doloroso. Vê-lo dando um selinho nela, foi infernal. Tive que desviar o olhar. Porra.
Não conseguia parar de pensar se eles já tinham... droga, eu precisava beber. Entrei na sala com raiva e me larguei na classe antes que Caroline entrasse, com uma blusa mais apertada que o necessário, exibindo sua microbarriga de seis semanas.
- Oi, amor. – Me deu um selinho na hora que o novo casal feliz entrou na sala. Sorri para a loira.
- Oi, Carol. – Digo, carinhoso. Jess revira os olhos e Guto passa o braço por seus ombros. Aquilo me irritou mais.
- Amor, a gente tem que sair pra comprar umas coisas pro cheguei dela! – Sim, descobriram que o bebê é uma menina.
- Carol, ela vai nascer em sete meses, calma.
- Não podemos adiar tanto, vai comigo, por favoooooooooor! – Revirei os olhos.
- Claro, amor. – Ela ficou muito feliz. Ficou fazendo mil e trezentos planos, enquanto que eu, por minha vez, só ouvia superficialmente. Minha atenção estava do outro lado da sala, com Jess sentada na classe do Guto e rindo de algo que ele falou.
Ele a olhava com adoração, como se ela fosse a coisa mais preciosa da vida dele, como se fosse uma boneca de porcelana. Eu sabia como era. Ela já havia sido minha boneca, minha joia. E eu estraguei tudo.
A professora chegou. Quase a abracei, porque assim, a Caroline parava de falar. Como era estudos sociais, a professora só falava um pouco e deixava que “fizéssemos algo para melhorar o mundo”. Tipo uns projetos, enquanto corrigia trabalhos.
Olhei para o fundo da sala. Jess mexeu a cabeça para o lado, pra afastar o cabelo da orelha, e colocou um dos fones brancos. Ficou rabiscando algo na folha enquanto movia a cabeça no ritmo da música. Eu sabia que estava desenhando.
Guto, sentado na frente dela, se virou e perguntou algo. Ela ergueu a mão, pedindo pra ele esperar, e voltou a desenhar. Ele sorriu de lado e ficou olhando-a. Dava pra perceber que não olhava pra folha, só para ela.
Eu não o julgava. Ela ficava linda quando concentrada. Ela ficava linda de qualquer jeito.
- Senhor Forges? – Olho para frente e a professora está ali, me olhando. – Preste atenção no seu trabalho.
~*~
POV’S JESS
A música que fluía em meus ouvidos era “Hey There Deliah”, eu estava apaixonada por ela.
“Hey there, Deliah
How it’s like in New York City?
I am a thousand miles away
But girl, tonight you look so pretty
Yes, you do”
Eu rabiscava no papel algo que viraria o Guto em alguns minutos. Aqueles traços perfeitos, lábios rosados e carnudos, cabelos bagunçados sob uma touca vinho. Mordi o lábio, sorrindo. Ele era perfeito.
- O que tá desenhando? – Pergunta ele, em sua incrível voz rouca. Suspiro.
- Espera, cê vai ver. – Ele se comportou, só olhava para mim. Não sei o que achou tão interessante pra ficar olhando. Terminei e mostrei a ele. Ele sorriu, maravilhado.
- Porra, Jess, que coisa linda, meu! – Ele passou o dedo sobre os traços. – Nunca vi nenhum desenho lindo assim. – Corei.
- Obrigada. E você, o que fez? – Ele franziu o nariz.
- Eu não sei fazer nada. – Ri.
- Você surfa muito bem. – Ele riu também.
- Gente, como eu posso te amar tanto? – Só sorri e colei nossos lábios.
POV’S JULIE
Andei como um zumbi pelos corredores da escola e cheguei no pátio. A luz do sol queimava meus olhos, mas fingi que não. Minha trança balançava em meu ombro e eu tinha uma latinha de coca na mão escrito “Quanto mais ROCK melhor”.
Eu não dormira nada depois do beijo do Mike. Ele era o complemento perfeito pra uma noite sem dormir. Segurei a Jess acordada até quanto deu, mas depois ela parou de responder e soube que ela tinha apagado.
Sentei em um banco e tentei abrir a latinha. Fail.
- Porra... – Murmurei, sacodindo a mão de dor. MEUS DEDOS SÃO SENSÍVEIS, TÁ? Uma mão surgiu do além e pegou a lata.
- Fraquinha. – Diz o ruivo e abre com a maior facilidade. Até a Jess fazia isso. POR QUE DIABOS EU NÃO CONSEGUIA? – Tó. – Me devolveu.
- Obrigada. – Quando peguei, nossos dedos se encontraram e eu fiquei vermelha.
- Então, tudo bem? – Pergunta, sentando do meu lado.
- Quase não dormi. – Ele ergueu uma sobrancelha.
- Por quê? – Fiquei quieta e ele riu. – Pelo mesmo motivo que eu?
- Por que você não dormiu?
- Porque fiquei louco com seu beijo. – QUE DIRETO MIKAEL, NOSSA.
- Pode-se dizer que sim, então. – Seu sorriso se alargou.
- Isso é bom?
- Não tenho certeza. Tenho que pensar, Mike. – Ele piscou um olho e se levantou.
- Claro, o tempo que quiser. Vou indo. – Ele se inclinou pra mim e ia beijar o canto da minha boca, mas eu virei sem querer e ele me deu um selinho de seis segundos. Se afastou e balançou o cabelo. – Té mais. – Vendo ele voltar pro prédio, suspirei. Ruivo gostoso, que merda.
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