Notas iniciais
HELLOOOOOO
DESCULPA, acho que demorei :x
Mas cheguei e tó para vcs outro cap
espero que gostem ~tuts

POV’S JESS

Eu estava com medo dos olhares que Nate mandava para Guto.

Não que isso tivesse lógica. Guto era tão grande e forte quanto Nate. Mas... sei lá. Eu já havia visto Nate brigar, e não queria que isso acontecesse de novo, muito menos contra o Guto.

Peguei minha lata de sprite do balcão e sorri em agradecimento pra tia da cantina. Saí, sendo escoltada por Guto. Encontramos com uma Julie viajando na maionese no caminho.

- Julie? – Chamei. – Julie, tá aí? – Ela me olhou.

- Ah, oi! – Ri. Ela não tinha jeito mesmo. Abri a latinha e levei à boca para tomar um gole, vendo a expressão indignada da minha amiga. – Que porra, por que só eu não consigo abrir essas latinhas??

- Você é fraquinha. – Falo e Guto prende a risada.

- Ha ha ha. – Ri Julie, cinicamente.

- E então, tudo bem? Você e o Mike saíram mais cedo ontem. Ele me disse que tinha que te levar pra casa, que você não tava bem. O que deu? – Ela nos olhou.

- Anh... nada... só dor de cabeça. Nada demais. – Sei, Julie, sei.

- Ok. Temos que ir. Né, Guto? – Digo.

- Sim, vamos na minha casa.

- Tá bem. Períodos livres?

- Sim! – Ela fez biquinho.

- Por que eu não tenho isso também??

- Sei lá, Julie. Mas a gente tem, então, fui. – Digo e arrasto Guto depois de darmos um beijo nela.

~*~

Deitada na cama com o guto do meu lado brincando com meus dedos, era difícil manter os olhos abertos.

- Tá me dando sono, Guto. – Digo, rindo. Ele passa o nariz de levinho na curva do meu pescoço.

- Não por isso, senhorita. – E me beijou.

- Engraçadinho. – Ele entrelaçou nossos dedos.

- Jess... – Diz, hesitante.

- Pode falar. – Digo, doce, induzindo-o a continuar.

- Você é virgem? – Olho seus poços verdes. Uma pontada de dor atinge meu coração quando balanço a cabeça.

- Não. – Ele franze os lábios.

- Aquele cara é um idiota. – Assenti.

- É. – Acaricio seus cabelos castanhos. – E você? É virgem? – Ele sorriu de leve.

- Lembra que eu disse que tentei ficar com outras meninas quando você foi embora? – Sorri.

- Rápido você, hein? – Ele apertou minha mão, que ainda estava entrelaçada na dele.

- Eu não queria... você sabe... eu só... eu só queria você. – O estudei. Ele era tão perfeito que me fazia pensar o que ele via em mim. As palavras dele me fizeram refletir. Era noite, estávamos na cama e ele estava sem camisa. O olhei nos olhos.

- Eu só quero você. – E ele me beijou.

- Tem certeza? – Disse, entre os beijos.

- Apaga a luz. – Respondi.

~*~

POV’S NATE

Eu não conseguia nem pensar direito.

Nem ver direito.

Tudo que eu queria era quebrar a cara daquele surfista idiota.

Carol era melhor investigadora que o FBI. Pra que eu parasse de gostar da Jess, ela conseguiu gravar ela e Guto entrando na casa dele e depois uma sessão de beijos pela janela. Depois eles apagaram a luz. E foi aí que eu endoidei, porque não deu pra ver mais merda nenhuma.

Assim que vi o casal chegando na escola, fui até lá, quase não vendo o chão de tanta raiva.

- Eu vou acabar com a sua raça. – Digo, empurrando-o.

- Nathaniel. – Diz Jess.

- Que que foi, idiota? – Diz ele. Trinco o maxilar.

- Você... vocês... vocês transaram, não foi?

- Isso não te interessa! – Diz Jess.

- Interessa sim, porra!

- Me deixa em paz, Nate, o que eu tenho que fazer pra você me largar?? – Diz ela, empurrando meu peito.

- Ah, eu te deixo em paz. Assim que eu matar esse infeliz! – Tento avançar e ela coloca a mão direita no meu peito, me barrando.

- Vem se tu é homem! – Diz Guto, e Jess faz o mesmo com ele.

- Ah não, vocês não vão brigar né, por favor! – Diz, brava.

- Ah tá, e agora você faz o tipinho vadia? Que sai da cama de um e pula pra do outro? – Eu achei que o Guto ia me matar, mas o olhar da Jess... me fez querer engolir as palavras que disse e sair correndo pra chorar no colo da minha mãe.

- Em primeiro lugar, eu não sou como a sua nova namoradinha ridícula que abre as pernas pra todo mundo. Em segundo, quero dizer que você é muito hipócrita mesmo. Foi só eu me afastar pra você colocar um bebê naquela vagabunda. Você não tem a mínima moral pra falar de mim. Em terceiro, eu só não quebro tua cara porque teria que limpar a sujeira depois. E em quarto – Ela me olhou com tanto desprezo, que doeu mais que um tapa. – Sai da minha vida. Eu te odeio. Eu não quero mais te ver na minha frente, eu não consigo lembrar de nada que não seja NOJO. O nojo que eu sinto de você agora, Nate, poderia te fazer apodrecer aí mesmo. – Então passou por mim em direção à escola. O perfume dela ficou no ar como uma nuvem. Guto pegou a mochila e foi atrás dela, batendo o ombro em mim de propósito. E eu fiquei ali, estático, querendo que, por Deus, um raio caísse em mim.

~*~

POV’S JULIE

Sentei no banco do corredor e puxei as mangas do moletom até as juntas dos dedos.

Suspirei quando minha franja caiu nos meus olhos. Eu deveria saber que ela nunca ia ficar no coque. Fechei os olhos.

Eu não queria lembrar do sonho que tive. Eu queria apagá-lo. Eu queria simplesmente esquecer que tinha sonhado com essas merdas. Mas ele não sumiria se eu fechasse os olhos. Na verdade, como ele está na minha cabeça, de olhos fechados o pavor ficava mais forte.

Eu sonhara com aquele dia. Aquela rua. Aqueles dois pivetes. No final do sonho, aparecia um ruivo e me salvava. Como se eu não soubesse quem era.

- Oi priminha. – Abro os olhos e vejo Guto sentar do meu lado.

- Parou de escoltar a Jess como se ela não soubesse dar nem um passo sozinha? – Brinco e ele revira os olhos.

- Ela foi no banheiro. E eu tô precisando de calma. Quase matei o ex imbecil dela hoje.

- O Nate? O que ele fez? – Ele sacodiu a cabeça, como se preferisse não lembrar.

- Foi um ridículo. Bem, e você? Não parece legal. – Suspirei. Quando se é criada com alguém, não tem como esconder muita coisa dessa pessoa. Bufei.

- Você e sua mania de me conhecer melhor que eu mesma.

- Vai, o que te atormenta? – Soprei a franja pra longe do olho.

- Ah... tive um sonho.

- É?

- Sim. Com aquela noite. – Ele demorou a raciocinar.

- Como foi? – Pergunta, passando o braço por meus ombros.

- Foi horrível, foi como viver tudo outra vez. Mas... no final...

- No final...? – Diz, me induzindo a falar.

- No final muda. Não é você e o Gabe me salvando. É o... Mike. – Ele sorri.

- O Mike? Eu sabia que tava dando uns rolos com ele, mas não sabia que era pra tanto. – Cobri o rosto com a mão.

- Ai, nem eu! É que eu contei tudo pra ele. – Guto tirou minha mão da frente e me olhou.

- Isso sim é incomum. Por que contou?

- Eu precisava de um bom motivo pra fazer ele me esquecer. E eu achei que, com ele vendo que meu medo era que ele me machucasse, ele pararia de me provocar. Mas não, isso só pareceu atiçar mais o garoto, e agora ele quer provar que é bom o suficiente pra mim!! – Joguei tudo sem nem respirar. As coisas simplesmente saíram da minha boca. Ele me abraçou mais forte.

- O Mike é gente boa.

- Ele é mulherengo. – Gemi. – E quem garante que ele não vai me machucar?? – Guto se levantou e beijou minha testa.

- E que garante que ele vai? – E saiu pelo corredor, deixando a dúvida pairando sobre mim.

Notas finais
ENTÃÃÃÃO?
GOSTARAM?
ODIARAM?
CORRO PRAS MONTANHAS?
COMENTEM!!
BEIJOS ♥