A Force Called Love
25 Verdades.
Notas iniciais
Acho que vocês vão amar esse ♥
Beijos ♥
- Ok, o que eu tenho que fazer? – Pergunto. – Eu não consigo dar uma dentro quando tô perto dela. Sempre faço algo errado. – Ele riu. Pedro estava achando muita graça do fato de eu estar apaixonado. Isso me deixava meio bravo. – E outra: ela age como se me detestasse, só me dá patada, não importa como eu seja legal.
- Essas coisas levam tempo, Mike. Vamos. – Estávamos indo encontrar ela e JG no Pasteleiro, que, como o nome já diz, vendia pastel, com nomes de filmes. Chegamos. Ela estava lá na frente, rindo de alguma coisa que JG falara.
Ela nunca estava menos que linda. Usava shorts um pouco mais compridos e um moletom rosa da GAP. Seus fios negros com os cachos douados em californianas caíam em seus ombros e ela calçava all-stars. Era incrível o quanto era linda.
- Oi. – Diz Pedro. Eu aceno pra ela e ela, vermelha, retribui. – Deixem disso, se abracem. – Resmuga ele, e eu a abraço, sussurrando em seu ouvido:
- Desculpa por ontem, pequena. – Ela sorri.
- Desculpado. – Algo amoleceu dentro de mim. Entramos no Pasteleiro. Todos menos JG, que teve que atender o telefone. Sentamos, ela do meu lado e Pedro na minha frente. Ficamos falando de algo nada a ver até JG voltar.
- Era uma Jessica muito brava gritando por que a gente não tinha convidado ela se ela já tinha melhorado. – Rimos.
- Tadinha, convida ela. – Diz Julie.
- Convidei, ela já vem pra cá com o Guto.
- Vamos pedindo os nossos, então? – Pedro pediu um King Kong, que é de banana com chocolate, JG pediu Titanic, de Strogonoff.
- Hmm... eu quero de Romeu e Julieta. – A olhei.
- Era o que eu ia pedir. – Ela sorriu.
- Então um grande, a gente divide. – Me aqueci por dentro e sorri. Perto da comida chegar, entra Guto e Jess. Ela com um moletom preto enorme e shorts, e ele de jeans, moletom cinza e uma touca. Sentaram.
- Já pediram, seus traidores? – Diz ela.
- Já, atrasadinha. Chama aí o garçom. — Diz JG, rapidamente, antes que ela o surrasse.
- De que você quer, princesa? – Pergunta Guto.
- Quero um 007. – Era basicamente uma bomba de chocolate branco e preto em forma de pastel. – Grande. – Guto ergueu as sobrancelhas com nossa cara de espanto.
- O que é um 007?
- Já vai saber. – Eles pediram, e, óbvio, o nosso chegou primeiro. Dividi o pastel com Julie e pensei: ela é mesmo a minha Julieta.
~*~
- PUTA QUE PARIU, o que é ISSO? – Exclama Guto ao ver o 007. Jess esfrega as mãos, claramente com água na boca.
- É a maior coisa que você vai ver uma garota comer em toda sua vida. – E começou.
- Você não vai comer tudo. – Diz Guto, receoso. Jess parou de comer e o olhou, com uma sobrancelha erguida.
- Quer apostar?
- Ih, já vi que vai dar merda, vou tomar um ar. – Diz Julie, deslizando pra fora da cadeira.
- Eu vou junto. – Digo, saindo atrás dela. Com o vento frio da noite, coloquei as mãos nos bolsos. Como ela conseguia andar de shortinho nesse clima?
- Mike... desculpa. – A olhei. – Sabe, por eu ser tão vaca com você. É só que... você... tentando me agarrar, falando aquelas coisas de estupro ontem, me fez lembrar de uma parte do meu passado que eu gostaria de deletar. – Estudei sua expressão triste e me aproximei.
- O que houve? – Ela me olhou por um tempo e deu um risinho.
- Não quero falar disso na frente do Pasteleiro. – Sorri e acenei com a cabeça, indicando a praça. Ela assentiu e fomos para lá em silêncio. Sentamos em um banco e esperei ela começar.
- Mike, eu... droga, não sei como falar isso.
- Você não quer nada comigo? Olha, eu entendo, eu...
- Mike, eu fui estuprada. – Fiquei olhando para seus olhos castanhos esperando que ela dissesse “PEGADINHA DO MALANDRO” ou algo do tipo, mas ela só me olhou de volta, séria.
- Como... quando...? – Falei. Ela suspirou.
- Quando eu era bem menor, com uns... sete anos, antes do meu pai morrer, eu saí de casa. Guto estava com meu pai, tinha ido passar um fim de semana na nossa casa, com o irmão dele, ainda vivo, na época. Eu saí porque não aguentava mais o cheiro de cigarro e bebida que basicamente exalava do velho, e precisava clarear as ideias. Mas... quando eu cheguei na rua.... – Parecia doloroso lembrar. – Eu era muito pequena. Eu não sabia o que eles estavam fazendo. Mas eu estava tão assustada. Sorte que Guto e Gabe me encontraram e colocaram os pivetes pra correr. Apesar de serem mais novos que os estupradores, eram seriamente maiores e mais fortes. Mas eu não consigo esquecer. – Eu a olhava meio sem acreditar. Se eu tivesse pegado um desses moleques... não sobraria nada pra contar a história. Ela me olhou.
- Você entende meu medo agora, Mike?
- Julie... – Ela fechou forte os olhos e sacodiu a cabeça.
- Eu não quero me apaixonar por você e depois descobrir que você só quer me levar pra cama. Eu... eu não ia suportar isso. – Diz.
- Julie.
- Mas com você sempre tão perto e tentando tanto me conquistar, não ajuda em nada! Só me faz gostar cada dia mais de você!
- Você gosta de mim? – Perguntei, com uma centelha de esperança. Ela se levantou, brava.
- Óbvio que sim, ô animal! E, a propósito, eu... – Sem esperar mais nada, me levantei, puxei-a pela cintura e colei nossos lábios. Não fui nem delicado nem quente do jeito que eu queria. Não queria assustá-la, mas ao mesmo tempo queria que ela visse como eu queria beijá-la.
Ele recuou um pouco mas depois passou os braços para trás do meu pescoço e me grudou mais nela. Minhas mãos passeavam por suas costas e cintura, e ela apertava minha nuca. Nossas línguas lutavam entre si e eu queria fundí-la em mim.
Terminei o beijo com um selinho. Ela me olhou, estupefata e ofegante.
- Você acabou de me beijar, Mikael?? – Dei um sorriso malicioso, olhando sua boca.
- Sim. Foi errado?
- Foi! Mas... – Ela também olhou minha boca. – Eu gostei de cometer esse erro. – E me beijou.
Notas finais
AMARAM?
ODIARAM?
O QUÊ?
REVIEWS, PLEASE ♥
AMO VCS
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