A Force Called Love
7 Pesadelo, Skate, Música e COMIDA
Notas iniciais
OOOOOOOOOOOOOOOOLÁ
Desculpem a demora, bloqueio criativo é uma merda.
Como ainda tenho que lavar a louça, vou postar rapidinho ^^
Beijosssss
Eu corria sem saber o que fazer. Não sabia por que estava naquela floresta ou por que estava com tanto medo, mas estava. Era algo involuntário. Debaixo de meus pés descalços os galhos estalavam e as folhas secas também. Corri mais rápido. Conseguia ouvir urros distantes. Achei que se corresse, me afastaria do monstro, mas não. Ele continuava do mesmo jeito. Parei. Minha cabeça começara a doer com a vibração do urro. Eu o sentia em todo lugar. Pus as mãos nas laterais da cabeça e segurei firme. Pensei que assim ele sumiria, mas tapando os ouvidos o barulho ficava mais alto. Que estranho. Então eu me toquei. Me toquei que não havia monstro atrás de mim. Percebi que nunca conseguiria me livrar dele, porque, pelo menos no momento, eu era o monstro.
Acordei ofegante e respirando com dificuldade. Que pesadelo estranho. Me levantei e fui até a janela. Tudo apagado na casa do Nate. Ele devia ter saído pra balada, algo assim. Saí da minha casa e me sentei na grama. Estava frio, eu só usava shorts curtinhos e uma regata. O céu estrelado estava me deixando tranquila de novo. Tão tranquila que eu voltei a dormir.
POV’S NATE
A balada estava ruim, só funk e garotas estereotipadas. Cheguei em casa e vi um pequeno corpo encolhido no gramado da Jess. Era ela. Fui até lá e parei na sua frente, com pena de acordá-la. Ela parecia um anjo dormindo. Seu cabelo estava meio bagunçado e suas roupas eram quase um pornô, mas ela continuava linda. E que corpão, hein?
- Jess? – Ela resmungou algo. – Acorda, garota, você tá no quintal. – Ela só mexeu milimetricamente a cabeça para a direita e continuou dormindo. Suspirei. Peguei-a no colo. Ela não era tão pesada, devia pesar 50 quilos ou um pouquinho mais. Ela, inconsientemente, passou o braço pelo meu pescoço e encostou a cabeça no meu ombro. Sorri de leve. Bati na porta, com medo de que fosse o Nick a atender. Por sorte, foi a Laura.
- Nate? – Diz, com cara de sono. – Que que foi?
- Sua irmã pirada estava dormindo no quintal.
- Sério? Maluca.
- É. Posso... levar ela pro quarto?
- Claro, sobe. – Subi as escadas com ela e abri a porta de seu quarto. A coloquei sobre a cama e pensei em qual fora a última vez que eu tinha visto o quarto dela. Acho que em seu aniversário de 12 anos. Depois daí, ela parou de me convidar, por mais que sua mãe implorasse. Agora, havia mais coisa no quarto. Tipo pôsters. E um violão. E um computador. E coisas bem hipsters do tipo catchdreamers, bolsas da kipling e colares de tendas artesanais (especialmente hipsters) pendurados em todo lugar. Havia uma estante enorme, cheia de livros que ela foi acumulando por aí. Na festa dela de 12 anos ainda haviam pouquíssimos livros. Pouquíssimos não, ok, eu atualmente tenho a quantidade que ela tinha naquela época, mas era BEM menos que agora, e os autores eram bem diferentes. Se antes ela lia, sei lá, Meg Cabot, atualmente ela lê Stephen King, por aí. A cobri e observei-a dormir. Perecia tão calma, tão sem preocupações. Certamente sua cara pacífica era linda, mas eu gostava da zangada. Era adorável. Suspirei. Ela se virou de lado e se cobriu mais pra cima. Sorri e acariciei seu rosto. Ela deu um micro sorriso e se aconchegou nas cobertas. Saí do carro e saí da casa, dando um beijo na Laura. Quando deitei na minha cama, a imagem do rosto dela estava em minha mente. Esfreguei os olhos e pensei. Precisava conquistá-la logo.
POV’S JESS
Acordei. Porra cara, será que o Nick tinha me visto no quintal e me trazido de volta? Meu pescoço doía um pouco. Levantei e olhei o relógio. Ah, claro. OITO DA MANHÃ. Só macumba mesmo, eu acordar tão cedo assim em fim de semana. Joguei o cabelo pro lado (manias e manias) e me levantei. Teria bastante tempo para comer, correr e me arrumar antes do pequinique com os guris. Desci e sentei na mesa com as outras pessoas da família, fora meu pai e minha mãe, como sempre.
- Bom dia.
- Bom dia não sei, mas a noite foi boa ontem, hein? – Diz Laura. Olho pra ela.
- Oi?
- Sim, o Nate veio te trazer aqui apagada três da manhã. – Senti meu rosto esquentar. NATE?
- Nate? O vizinho? – Diz Nick, olhando pra mim e pra Lala.
- Sim. E as roupas da Jess não eram as melhores.
- Jessica? – Diz Nick, meio desconfiado.
- Não fiz nada de errado. Tive um pesadelo, fui pro quintal, fiquei vendo as estrelas e dormi. Ele deve ter me trazido.
- Sorte sua que não foi nenhum estranho que te encontrou. – Diz, meneando a cabeça e tomando café como se dissesse: “essa daí não tem mais jeito”. Bebi meu café e subi. Coloquei roupa de corrida e coloquei a Luna na coleira. Com músicas agitadas bombando nos meus ouvidos no último volume, consegui correr mais de três quilômetros sem cansar. Voltei, almocei, lavei a louça e já era hora de ir. Vesti uma camisa xadrez vermelha, preta e branca, uma regata branca por baixo, pois não estava tão frio, jeans claros e all-star preto. Penteei o cabelo, peguei a mochila e fui pra frente de casa com o celular na mão.
[tu vem me buscar? :3]
Mandei pro Rafa.
[opa uma gata me mandando mensagem hehehe claro, vou sim]
[que nada, seu tonto sjdhskjbdjhf te espero]
Ele tinha um carro “Santa Fé”, muito bonito. Logo estacionou e mandei tchau pra galera. Entrei no banco carona e dei um beijo em sua bochecha.
- E aí, o pessoal já tá lá?
- Sim, a cesta de piquinique tá aqui, meu skate e meu violão também.
- AHHHH me ensina a andar? – Ele sorriu.
- Com muito prazer, moça. – Sorri pra ele. – Aliás, tá muito linda.
- Obrigada! – Ele usava jeans e uma blusa de manga curta da vans. Calçava seus vans azuis também, e seu cabelo escuro estava meio bagunçadinho. Isso combinado com aqueles olhos azuis, dava em um quase deus grego. – Você tá lindo também. – Ele riu.
- Que nada. – Chegamos logo lá. Era um lugar muito bom de se fazer piqueniques com os amigos. E qualquer coisa, porque tinha uma pista em volta e um lago com pedalinhos no meio. Os guris estavam tocando “Smoke on the water”. E tocavam bem. Sentamos no lençol em que eles estavam e colocamos a cesta em cima.
- Oi, meninos. – Digo, sentando. Eles sorriram, eram os mesmos do dia anterior, tão lindos quanto.
- E aí, Jess. – Todos me deram beijos na testa.
- Toca aí pra gente, Danone. – Diz Mike, com seus apelidos extremamente criativos, passando o violão pra mim. Peguei-o. Era dele. Tinha vários adesivos de bandas, cerveja, até do Darth Vader. No automático, coloquei ele no meu colo já em posição de tocar.
- O que querem que eu toque? – Falei, moxendo o cabelo pro lado.
- Hmm... – Pensa Rafa.
- Canta Lady Gaga. – Ri Pedro.
- É, ele é Little Monster. – Diz Mike, puxando um dos alargadores dele.
- EI – Exclama Pedro, nos fazendo rir muito.
- Tá bom, tá bom. – Falo, tentando me controlar. – Vamos ver... Sei de uma, mas alguém teria que cantar comigo, porque é um dueto.
- O RAFAEL CANTA. – Diz JG, decidido. Dou de ombros.
- Ok. Conhece “Two Is Better Than One”, do Boys Like Girls?
- Sim, e sei cantar.
- Opa, bora lá então. – Posicionei os dedos e comecei. Ele cantou:
“I remember what you wore in our first date
You came into my life
And I thought "hey you know this could be something
'Cause everything you do and words you say
You know that it all takes my breath away
And now I'm left with nothing”
Voz perfeita mode on. Que voz era aquela? Se comparava a do Na...QUE DIABOS EU TAVA LEMBRANDO DO NATHANIEL NAQUELA HORA QUE ISSO SAI MACUMBA.
Cantei junto:
“So maybe it's true that I can't live without you
And maybe two is better than one
There's so much time to figure out the rest of my life
And you've already got me coming undone
And I'm thinking two is better than one”
Cantamos a música toda. No final os meninos aplaudiram.
- Que voz linda. – Diz Rafa pra mim.
- Obrigada, a sua também é.
- Toca mais pra gente!!! – Diz Mike.
- É, e Rafa, deixa só ela cantar, não estraga a música com tua voz de taquara rachada. – Brinca Pedro.
- Ok, que música querem? – Falo.
- Eu quero LADY GAGA, porra. – Diz Pedro. A gente ri demais.
- Tá, eu vou cantar “You & I”, pode ser?
- Claro, mandaê.
- E depois canta Coldplay. – Diz Mike.
- TÁ BEM! – Comecei.
“It's been a long time since I came around
Been a long time but I'm back in town
And this time I'm not leavin' without you
You taste like whiskey when yoü kiss me awe
I'd give anything again to be your babydoll
This time I'm not leaving without you”
Essa era uma música bem fácil de tocar, e no meu tom. Eu adorava cantar ela. Terminei e os meninos aplaudiram, já esperando eu emendar a do Coldplay. Rapidamente, comecei “The Scientist”, que eu AMO DE PAIXÃO, e sei cantar de cor.
“Come up to meet you, tell you I'm sorry.
You don't know how lovely you are
I had to find you, tell you I need you
And tell you I set you apart
Tell me your secrets, and ask me your questions
Oh let's go back to the start
Running in circles, coming up tails
Heads on a silence apart”
- Nossa cara, tu canta muito, guria! – Eu sorri.
- Valeu, Rafa. – Comemos MUITO. Tinha nutella, mumu, queijo, refri, pão, brigadeiro, bolacha, café, (SIM, CAFÉ S2) jujuba, balinha, barra de chocolate, leite, salada (pra por no sanduíche), peito de peru, presunto, frutas, doces, e, pra acompanhar, eu tinha levado três livros. “A Culpa é Das Estrelas” (estava quase acabando), “A Probabilidade Estatística Do Amor À Primeira Vista” (próximo da minha lista) e meu queridinho e antigão “Harry Potter and the Deathly Hallows”, pré-lançamento, com a capa dura preta com o cordão da Sonserina. Era raro, e em inglês. Eu curtia lê-lo ao ar livre pra treinar o inglês. Continuei lendo “A Culpa É Das Estrelas” enquanto os guris tocavam, mas logo Rafa me chamou.
- Quer aprender?
- Oi? – Digo, acordando do mundo da Hazel e do Augustus. Ele sinalizou o próprio long.
- A andar. – Sorri.
- CLARO! – Levantei e fui atrás dele pra pista de caminhada em volta do lago e da grama. Sorte que não tinha muita gente, já pensou, me verem levando mil quedas?
- Tá, tenta se equilibrar primeiro. – Subi no skate. Consigo cair até se eu estiver deitada, então foi um pouco difícil. Mas consegui. Fiquei bem parada ali e não caí. Ufa.
- Ótimo, agora tenta remar.
- Rafa...
- Vai, eu te seguro se você cair. – Ao longo da tarde, eu caí várias vezes, mas o Rafa me segurou em todas. Aprendi a andar, e percebi que tenho mais amigos do que achava que tinha. Também comecei a levar a sério a ideia da Avril de que o Rafa gosta de mim. Será?
Notas finais
Bom, comentem :xx
Beijos
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