A Force Called Love

8 Nate entra de vez na jogada


Notas iniciais
E AÊ GALERINHAAAAA
Desculpem aê a demora ^^
MULHERES (OU HOMENS) QUE COMENTÁRIOS FORAM AQUELES? MEU DEUS QUE PERFEITOS ASSIM VOCÊS ME MATAM!
Taí um cap quentinho :33
Nate tá se apressando, hehehe
Bjuxxx

Cheguei em casa e já ouvi a voz da minha mãe berrando pra Lala fazer alguma coisa. Sorri. Eles voltaram.

- Oi, mãe. – Ela me abraçou.

- Minha filhinha linda, que saudades de você!! Como está? Onde estava?

- Calma, mãe. Também estava com saudades. Tava no Lago Negro com o Rafa, o Mike, o Pedro e o JG.

- Ah, então tá. Vamos jantar. Depois, quero que arrume aquele seu quarto, mocinha, está um caos. – Sentamos e meu pai começou a falar sobre como o projeto da casa que estavam construindo era bonito e difícil de montar.

- A casa é estilo provincial, tipo um palácio. Bonita, mas difícil. Então. Como foi a semana de vocês?

- Boa, até. Mas a Jessi.... – Lala não continuou porque chutei ela por baixo da mesa.

- A Jess o quê? – Pergunta mamãe.

- Ah, ela... ela... ela quase não parou em casa, deve ter muitos amigos mesmo.

- Sério, Jess? – Pergunta mamãe. Nunca fui de sair muito. Devia ser uma surpresa mesmo que a garotinha que prefere livros a seres humanos tivesse amigos.

- Sim, o Rafa me chamou pra sair quase todos os dias dessa semana.

- Hum quem é esse Rafa aí? – Pergunta papai.

- Não vem bancar de pai ciumento, pai. Sei que você não é. – Falo, rindo. Meu pai não era mesmo. Lembro que quando eu namorava o Jake, ele simplesmente dizia que esatava ficando velho e voltava a trabalhar.

- Tudo bem, tudo bem.

- Tive uma ideia maravilhosa. – Fala mamãe.

- Lá vem. – Diz Nick. Ela olha brava pra ele.

- Quem disse que tu tá incluído na ideia? – Ele se calou. – Amanhã a gente podia sair com a Gê e com o Nate, né? Pra praia, ou sei lá. Depois da escola. – SABIA QUE TINHA A VER COM O NATHANIEL.

- Tenho que fazer um trabalho pra escola, mãe. – Diz Lala.

- Tudo bem, vai só eu e a Jessica mesmo. – Fala e eu olho pra ela. – Que foi? Vai ser uma oportunidade de você se juntar mais com o Nate! Ele é um garoto tão legal, Jess. Por favor.

- Mãe, por favor digo eu. O menino me irrita desde que nasci.

- Ele só tenta ser legal com você. Vamos, Jess. Odeio essa rivalidade de vocês. – Bufei e comi mais macarrão.

- Tá, tá bem. Vamos então.

***

- Com o NATE? Mas a sua mãe perdeu o medo dele morrer? – Diz Avril quando conto as novidades pra ela.

- Acho que sim, pelo visto. – Suspirei. – Que merda, cara. Eu queria passar a semana inteira com o Rafa. – Ela me olha maliciosamente. – Que foi, Dona Malícia? É porque ele me ensinou a andar de skate, e eu queria treinar, ok? O problema é que não tenho skate. Ô gente maliciosa, hein?! – Ela ergueu as mãos em sinal de rendição.

- Não tá mais aqui quem maliciou. – Eu ri. – Então, você, tia Gê e tia Ana no mesmo carro viajando para SC hoje de tarde? – Assenti. – Boa sorte.

- Vou precisar.

- E não exploda.

- Difícil, porém tentarei. – Tivemos aula de História. Dois períodos antes do inferno da viagem. Vimos um documentário sobre a Revolução Francesa. Quem diz que as mulheres são fracas, tem que ver esse documentário. As donas de casa invadiram Versalhes e saíram pelos corredores querendo destroçar a rainha. Isso me deu inspiração para escrever, por isso parei de prestar atenção no momento em que o Rei vai para a guilhotina e comecei a escrever uma história. Rafa estava sentado do meu lado, juntamente com Avril, Mike e Pedro. JG estava do outro lado da sala com o Lucas. Rafa riu quando percebeu que eu não prestava atenção em nada, e ficou mexendo nas mexas azuis que eu tinha refeito no cabelo. Quando tocou o sinal, saí da sala e bati de frente com o Nate.

Preparada pra hoje, Jess?

- Vai te fuder, Nathaniel. – Nick me esperava em seu carro. – Tchau. Até já. – Me despedi.

- Tchau, estressadinha. – Entrei no banco do carona. Chegamos em casa. O cheiro do almoço invadia meus pulmões. Eu estava morrendo de fome. Sentei à mesa.

- Jessica, depois do almoço toma um banho, quero que tire esses negócios azuis do cabelo. – Olhei pra ela com uma cara tão indignada que ela deu de ombros.

- Não quero andar com uma maloqueira na rua. – Revirei os olhos. Maloqueira, mãe. Sei. Comi e depois subi as escadas pro meu quarto.

- Toma logo que a gente sai daqui às duas. – Fechei a porta depois que ela gritou isso. Escolhi uma roupa muito leve, já que aqui estava sol, não muito frio, e que, mesmo se estivesse, a gente ia pra um lugar quente. Shorts jeans bem curtos, um top curto preto básico e uma blusa branca regata, solta, leve e com o roso de uma caveira cortado nas costas (tenho três dessas de cores diferentes). Tomei banho e lavei as mechas parei na frente do espelho com uma tesoura e pensei: por que não cortar uma franja bem linda? Certamente que mamãe não ia se importar se eu fizesse isso direitinho. E eu sabia fazer. Por isso, cortei uma franja lateral. Depois que sequei o cabelo, ficou bem bonita. Quando desci as escadas com minha mala (que era mais uma bolsona preta cheia de roupa) e minha mochila, minha mãe me olhou.

- Você cortou o cabelo, Jessica? – Eu assenti. – Esse mundo tá perdido mesmo. – Fomos pro carro. Fiquei no banco de trás aguardando mamãe chamar tia Gê e o Nate. Puxei “Aprobabilidade Estatística do Amor À Primeira Vista” da mochila e continuei lendo.

- E aí, leitora compulsiva? – Olho pro lado. Um par de olhos castanho esverdeados me olhavam quase que fixamente. O sorriso de lado dele era maroto, brincalhão, mas não pude deixar de achar um pouco sexy também. QUE ISSO JESSICA CALA A BOCA.

- Oi, chato de galochas. – Encolhi as pernas (eu estava deitada no banco, ocupando-o por inteiro) para ele sentar. Quando ele sentou, pus os pés em cima dele. Me olhou com as sobrancelhas erguidas. Eu simplesmente sorri e voltei a ler. Ele não fez menção à tirar meus pés dali, o que foi bom. Ele brincava com meus cadarços. O observei por um tempo. Cabelos castanhos, olhos castanhos esverdeados, dentes perfeitos enquanto ele ria de alguma piada da minha mãe. Aliás, também havia uma covinha na sua bochecha direita. Mas que que eu tô prestando tanta atenção nele? É que ali, mexendo no meu cadarço, rindo de piadas toscas, fazendo aparecer aquela covinha, ele parecia tão legal que baixou minha guarda por um tempo. Mas aí lembrei que ele era o Nate, e voltei a ler.

***

- Eu não vou entrar nesse poço de Hades, não adianta. – Digo, sentada na minha cadeira na arei lendo meu livro enquanto Nate me chama pra ir pra água.

- Então tá. Eu vou. – Ele tirou a camisa. QUE VISÃO DO PARAÍSO. Na boa, eu não gosto do guri, mas que ele é bonito, e tem um corpo de deus grego, eu não posso negar. Ele correu pra água. Revirei os olhos e voltei a ler. Já estava terminando o livro, era uma história tão legal que eu não queria acabar. Passei um tempo lendo, até que mamãe me chamou para comer. Nossa pousada era, tipo... NA PRAIA. Sério. Você saía dela, dava na areia diretão. Então, fomos lá dentro, comemos e voltamos pra lá. Nate desapareceu por um tempo, mas depois voltou. Ficou conversando com minha mãe e com a mãe dele, mas não ouvi nada porque estava concentrada no livro. Uma sombra se fez na minha frente. Ergui o olhar.

- Oi, Nate. – Ele só sorriu.

- Estica a mão. – Estiquei, confusa. Ele colocou algo ali e a fechou. – Acho que vai gostar. – E correu de volta pra água. Abri a mão. Uma pulseirinha. Uma daquelas que simboliza algo forte, sabe? Que você não tira pra nada. Era trançada, com tiras finas de algum material bonito. O fecho era uma âncora sourada que você passava por uma argolinha do outro lado. Era bem fina e delicada, muito bonita. Coloquei-a no pulso e olhei pro Nate, se divertindo no mar. Será que ele era tão ruim assim? Bom... eu só ia descobrir isso vendo. Me levantei e tirei os shorts.

— Mãe, vou na água um pouco, ok?

- Claro, filha. Pode ir. – Tirei a blusa e vi Nate olhando pra mim. Andei até ele. Alguns garotos passaram por mim, me olhando. Nem liguei. Só cheguei perto do Nate e pus as mãos na cintura.

- Gostei da pulseira. Obrigada.

- Você vindo me agradecer? A que devo a honra? – Olho bem para seus olhos bicolores e sorrio.

- Resolvi te dar uma chance. Vê-se aproveita. – Ele ficou bem feliz.

- Então vem cá. – Ele ME PEGOU NO COLO como um bebê.

- Nathaniel... o que você vai...?

- Prepara pra mergulhar! – Só tive tempo de tapar a respiração e de me agarrar no pescoço dele antes que ele mergulhasse. Quando emergimos, dei um tapa nele.

- SEU DOIDO! QUER ME MATAR?

- Ah, vai, foi divertido. – Diz, rindo. E, incrivelmente, eu rio junto.

- Ok, foi divertido. Me põe no chão agora. – Passamos três dias lá. Não importava o quanto eu dissesse pra minha mãe que eu não queria ficar perdendo aula, ela não quis nem ouvir, disse que tava com saudade da tia Gê. Eentão, nos mandaram dar um rolé (sim, com ESSAS palavras) pela cidade. Eu fui. O Nate topou também. A cidade era bem bonita. Como eu tinha levado minha Canon (que eu passara ANOS pedindo pro meu pai), comecei a tirar fotos da rua. Depois era colocar um efeito e mandar pro tumblr. Chegamos em uma barraquinha com catchdreamers, colares artesanais, pulseiras, muita coisa bacana. Parei nela e pedi pro moço para tirar algumas fotos. Ele disse: “com o maior prazer! Uma fotógrafa bonita dessas, e um rapaz tão sorridente, como eu diria que não?”. Enquanto eu tirava as fotos, conversávamos com o senhor. Seu nome era George. Tinha 44 anos. Quando era pequeno, morava em Foz do Iguaçu, e sabe falar fluentemente o espanhol. Ele trabalhava pesado com oito anos de idade, e se mudou para ficar com a tia, já que os pais não cuidavam bem dele. Aqui, ele continuou trabalhando, mas em ritmo menos pesado. Conheceu Miranda, a mulher com quem se casou, na rua em que montou a barraca.

- Quando eu vi os olhos daquela moça de 19 anos, tão jovem, porém tão sofrida quanto eu, eu me abri. Aqueles olhos azuis como o mar da nossa praia. Aquele sorriso doce que fazia com que todos se encantassem. Como sinto falta da minha Miranda. – Miranda morrera aos 35 anos, de câncer, dissera ele. Fiquei tocada com a história. Mas também fiquei completamente encantada pelo senhor e pela barraca. Comprei dois catchdreamers, três colares, oito pulseiras “que simbolizam algo forte” e um brinco de penas. O senhor agradeceu e nós nos despedimos, prometendo que voltaríamos lá mais vezes.

- Olha, comprei pra você. – Diz Nate, me dando um colar.

- Não precisava... como não vi você comprando? – Ele coçou a nuca, envergonhado.

- Você é uma fotógrafa concentrada. – O colar era feito com as mesmas tirinhas neutras e “laváveis” da pulseira que ele me dera antes. Porém, no centro, as tiras se separavam para de unir a um pingente em forma de símbolo da paz, prateado. Eu amei.

- Nossa, Nate, muito obrigada, cara. Coloca? – Levantei meu cabelo e ele colocou. Fiz um coque e me virei pra ele. – Ficou bom?

- Perfeito. – Sorri, tímida, e voltamos para a pousada. No outro dia, simplesmente curtimos a praia mais um pouco. Nate era realmente legal. Cmo eu não pude ver isso antes? Eu estava estudando a ideia de ser amiga dele. Com certeza estava. E a resposta era quase sim.

Notas finais
Como ficou? Nate tá entrando no jogo, né? sjdhfsjkfhsj comentem, por favor! Beijinhos