A Força da União - Parte 2
12 "Semideus das Trevas"
Notas iniciais
– Tratando-se de personalidade vocês são bem diferentes. Ela é mais doce, educada e alegre, se você fosse assim as pessoas gostariam mais da sua companhia.
– As outras pessoas não importam, você está aqui, isso já é o suficiente. – ele sorriu discretamente.
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– Cally, Sarah! – Melinda entrou correndo no quarto – Podem vir almoçar!
Sobre a mesa da sala de jantar haviam vários tipos de massa. Dona Isabella insistiu que todos provassem ao menos um pouco de cada tipo.
– Está muito bom, Sra. Isabella! – elogiou Sarah.
– Sarinhah, vai começar com o “senhora” de novo?! – ela brincou.
– Desculpe, vou tentar mais uma vez. “Está muito bom, Isabella!” – disse ela dando ênfase ao nome da dona.
– Assim é bem melhor. – sorriu a mulher simpaticamente.
– Mamãe, a Sarah me ajudou a matar o “Semideus das Trevas” no Battle With Dragons, agora só falta o chefão e eu vou conseguir virar o jogo! – comentou Melinda após tomar um gole do suco de laranja.
– Nossa, isso é incrível! Parabéns para vocês duas. Não sabia que você jogava vídeo game tão bem, Sarah.
– Ela joga muito bem, até melhor que o Cally.
– Você não sabe de nada, pirralha! – disse Caleb.
– Mas é verdade, admita!
– Não, eu jogo melhor que você e que a Sarah juntas!
– Aé, então vamos ver!
– Já estou avisando que vou humilhá-las.
– Cala boca, seu idiota! – Melinda pegou a almôndega de cima de uma massa e tacou no rosto de Caleb.
– Sua pirralha! – ele pegou uma almôndega que estava em seu prato e atirou na menina – Você sabe que vai perder!
Enquanto eles discutiam e atiravam almôndegas um no outro, a dona Isabella tentava contê-los verbalmente.
Sarah olhava para aquela cena, inerte. Ela nunca viu Caleb tão infantil, pois ele sempre levava consigo uma forma bruta e rebelde. Parece que no fundo ele ainda era criança, todos somos, apenas mostramos em momentos diferentes.
...
No dia seguinte, Petra foi a casa de Sarah, as duas estavam se tornando cada vez mais próximas. Elas estavam conversando quando o celular de Sarah começou a tocar.
– Alô?
– É a Angelina, preciso falar com você agora! Eu não posso mais esperar.
– Mas agora?
– Sim, agora! Vou ir na sua casa, ok?!
– Tudo bem, só que a...
– A gente se fala aí!
E a loira desligou o telefone.
– Posso saber quem era? – perguntou Petra.
– Era a Angel – respondeu –, parece que ela vai vir aqui.
– Perfeito! – Petra sorriu – A Angelina é uma pessoa muito boa, você tinha razão.
Não muito tempo depois, a mãe de Sarah abriu a porta e avisou:
– Sarah, a Angelina está esperando você lá na sala. Eu vou precisar sair, tenho um compromisso urgente, não sei se voltarei até a hora do jantar.
– Entendo... tudo bem. Eu já vou falar com a Angel.
Após a porta fechar-se, Petra perguntou:
– Mas a sua mãe chegou não faz uma hora e já saiu de novo. Ela trabalha muito?
– Bastante. Meus pais quase nunca estão em casa, para falar a verdade só jantamos juntos aos Domingos, e as vezes nem isso, eles costumam ficar até tarde no trabalho. Já estou acostumada, eles não tem muito tempo, eu compreendo.
– Então, vamos receber a Angelina?
Sarah assentiu e as duas garotas foram até a sala.
Angelina levantou-se ao ver Petra.
– O que ela está fazendo aqui?
– Ela almoçou aqui. Mas o que você queria falar?
– Me escuta, por favor, pelo menos uma vez. Não chegue perto dela!
– Eu não estou entendo. – murmurou Petra com uma expressão perdida.
– Não se faça de sonsa, você sabe muito bem! – gritou.
– Ei, Angel, acalme-se!
– É, “Angel”, tente se acalmar. – falou Petra.
Angelina a fitou ardentemente e falou de uma forma ofensiva:
– Não! Fique quieta! Não me chame assim, você não tem o direito, sua mentirosa!
– O que está acontecendo?
– Ela mentiu! Sarah, ela mentiu! Acredite em mim! Tenho coisas para contar a você que até eu duvidava, mas é verdade! Ela não é essa pessoa fofa e gentil que parece ser, eu juro, eu tenho certeza que ela deve estar tramando alguma coisa!
– Chega, para com isso! Já não cansou de inventar histórias?!
– Por que você duvida de mim? – perguntou Angelina com os olhos cheios de lágrimas – Somos melhores amigas, não somos?! Então por que prefere acreditar em uma garota que conhece há poucos dias? Eu não entendo!
– Somos melhores amigas, sempre seremos! Eu quero que você me diga a verdade.
– Mas eu estou dizendo. – ela pausou, Sarah olhou para o chão confusa, indecisa– Você não acredita, não é?! Você não acredita em mim! – Angelina saiu correndo pela porta.
– Angel! Angel, espera! – Sarah correu atrás dela.
Angelina abriu a porta do carro preto e entrou num pulo, Sarah abriu a porta e saltou para dentro do carro que já estava arrancando.
– Saia daqui! – gritou Angelina.
– Srta. Finkler, está tudo bem aí?! – perguntou Luigi, o motorista da família.
– Está. – disse mais calma – Desculpe, pode seguir.
– Me conta o que aconteceu. – pediu Sarah com a voz aveludada.
– Você não acredita em mim! – sussurrou Angelina brava, mas sem escândalo para não preocupar Luigi – Você prefere a Petra! Só por que ela parece meiga, inteligente, delicada, gosta das mesmas músicas que você, então por que você não fica ao lado dela?!
– Eu acredito em você! – exclamou de repente, Angelina ficou espantada, mas não acrescentou comentários – Desculpe, por favor! Você tem razão, você sempre tem razão! Você é minha melhor amiga, a pessoa que mais confio, eu nunca deveria duvidar da sua palavra.
– Ai meu Deus! A Petra ficou na sua casa! – ele debruçou sobre o banco e falou: – Luigi, volte para a casa da Sarah, agora!
– É pra já, srta. Finkler!
– Me conta o que aconteceu. O que a Petra fez?
– Não posso agora. – Angelina sentou-se novamente – Não dá tempo! O importante agora é verificarmos se ela não fez nada na sua casa.
As duas saíram rapidamente do carro e entraram correndo casa a dentro. Petra estava sentada no sofá, com as pernas juntas e a mãe no joelho.
– Sarah, Angelina, pensei que vocês não fossem voltar mais. – ela sorriu.
– O que você ficou fazendo? – perguntou Sarah.
– Nada, eu só sentei e fiquei observando a sua casa enquanto esperava.
– Ata. – disse Sarah ainda desconfiada – Legal saber que você nos esperou. – ela olhou para Angelina como se quisesse dizer algo.
– Você pode se retirar, por favor, Petra?! – pediu Angelina calmamente.
– Mas eu não fiz nada! – ela levantou-se num pulo – Por que você ainda...
– Saia, agora!
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