A Força da União - Parte 2
13 Hayley
Notas iniciais
– Você pode se retirar, por favor, Petra?! – pediu Angelina calmamente.
– Mas eu não fiz nada! – ela levantou-se num pulo – Por que você ainda...
– Saia, agora!
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– Ok. – ela não reagiu – A gente se fala outro dia, Sarah.
Após sair da casa, Petra rapidamente pegou o celular e ligou para Rebecca.
– Rebecca, sou eu. Preciso que ligue para a Sarah imediatamente, se a imbecil da Angelina contar tudo a ela, estaremos ferradas!
– Contar o quê? Ela sabe de alguma coisa?
– Liga e inventa alguma coisa que a deixe ocupada por um tempo. Só faça isso, eu cuido da Angelina. – ela desligou e atravessou a rua.
Caminhou até a esquina, onde conseguia enxergar a casa de Sarah.
...
– Pode parecer loucura, mas é tudo verdade o que vou te contar.
– Eu não entendo. Mesmo se a Petra estivesse planejando algo, qual é seu objetivo?!
– Eu não sei, mas não é nada bom. Eu encontrei a tia dela... – Angelina é interrompida por um toque de telefone.
– Só um segundo. – Sarah atendeu – Alô, Rebecca?!
– Sarah, vem aqui, por favor! É urgente! – disse Rebecca em prantos.
– O que aconteceu?
– Você sabe onde é a minha casa, então venha, por favor!
– Tudo bem, já estou indo.
Angelina olhou sobressaltada.
– O que aconteceu?
– Sinto muito, nossa conversa vai ter que ficar para outra hora.
– Mas Sarah, não podemos adiantar essa conversa ainda mais.
– Sinto muito. – ela pegou a chave pendurada na parede e foi até a porta – Eu preciso ir na casa da Rebecca. Quer vir comigo?
– Não, obrigado. Acho melhor eu ir para casa, o Luigi está me esperando. Amanhã na escola a gente se fala.
Sarah saiu correndo para casa de Rebecca, ficava só à alguns quarteirões. Ela bateu na porta e a ruiva atendeu.
– Obrigado por vir. – as duas se cumprimentaram com um abraço – A gente pode caminha um pouco?
– Claro, como quiser.
– Desculpe – disse Rebecca depois de alguns minutos –, eu não sabia quem chamar além de você.
– Sem problemas, amigos são para isso. – Rebecca hesitou depois daquilo, mas seguiu o plano. Sarah perguntou: – O que aconteceu?
– Você sabe do que aconteceu, dos meus sentimentos pelo Caleb – ela retraiu-se –, e teve alguém que me ajudou a superar. Na verdade foi... a minha cachorra, a Hayley, e ela fugiu. Eu sei que é idiota, mas ela é a minha melhor amiga!
– Não é idiota. Muitas vezes os cachorros são melhores que os seres humanos.
– Você me ajuda a procurá-la? Ela é uma labradora de pelo preto, é grande e está com uma coleira vermelha.
– Tá, eu ajudo. Por onde a gente começa?
– Pelo parque! Eu costumo passear com a Hayley lá.
Sarah não achava que perder o animalzinho de estimação fosse um problema grande, mas muitas pessoas se apegam a esses bichos, e como Rebecca era um tanto sozinha ela resolveu ajudar. Enquanto isso, Rebecca se sentia culpada por mentir, mas precisava fazer aquilo para obedecer Petra e com a ajuda dela, conquistar Caleb.
Começou a escurecer e as duas sentaram-se em um banco da praça.
– Eu sinto muito por não encontrarmos a sua cachorra.
– A coleira dela tem identificação, número e endereço, se alguém encontra-la saberá onde devolver. Mas obrigado mesmo assim, você é muito gentil de me ajudar com uma bobagem dessas.
– Não é bobagem! – Sarah olhou para o céu, para a lua que mostrava os seus primeiros brilhos – Acho melhor a gente voltar para casa, amanhã tem aula e já está escurecendo.
– Eu também acho... e, obrigado de novo.
...
Na manhã do outro dia, os portões da Escola Secundária Welsburg eram abertos. Rebecca e Petra se encontram logo na entrada.
– Eu preciso que você faça uma coisa. – a Petra sussurrou.
– O quê?
– Eu preciso que você mantenha a Sarah ocupada. A Angelina não pode, de forma alguma, contar o que aconteceu. Fica de olho! Quando elas forem conversar você se intromete no meio. – ela parou – Entendeu?! Deixa a Angelina comigo!
– Entendi, mas por que elas não podem se falar? O que a Angelina tem para contar?
– Não faça perguntas! É melhor a gente se separar, porque se aquelas duas nos verem juntas não vão mais confiar em você. – ela saiu.
“Mas do que ela está falando? O que a Angelina contaria para a Sarah?” pensou Rebecca “Desculpe Caleb! Eu estou fazendo isso por você”.
...
Quando o sinal tocou para o intervalo, a primeira coisa que Angelina fez foi ir a classe de Sarah, pegar a mão dela e puxá-la para fora da sala.
– Não posso mais esperar, ok?! É sério o que tenho para falar!
– Tudo bem, Angel, você pode...
– Sarah! – disse Rebecca chegando de surpresa – Tem um minutinho?
– Agora não! – falou Angelina.
– Mas é rápido, eu só...
– Agora não! – gritou – Eu preciso falar algo importante!
– Angel, está tudo bem com você? Por que está gritando?
– Desculpa, eu s-só – ela estava muito afobada – quero falar com você!
– Vou roubar ela por um segundo. – Rebecca sorriu e puxou a menina pelo braço, não dando escolha.
Angelina ficou parada no corredor, frustrada.
– A Angel anda meio... perturbada. Ela não quis gritar com você.
– Tudo bem, eu entendo. – disse Rebecca após descer as escadas e parar no patamar de descanso – Eu só queria dizer que achei a Hayley! – ela sorriu.
– Sério?!
– É! Uma garota achou ela caminhando por uma rua e viu a coleira. Eu estou tão feliz! – ela abriu um sorriu ainda mais largo – Desculpa por interromper sua conversa com a Angelina, mas é que ela não sabe e eu prefiro que continue assim.
– Ok. Você poderia me mostrar ela um dia né?!
– É – Rebecca concordou sem jeito. A Hayley na verdade nunca existiu, se a Sarah fosse visita-la, ela teria que se virar para conseguir uma labradora preta –, a gente combina um dia.
...
Angelina esperava no corredor de braços cruzados. “O destino não está nem um pouco a meu favor” – ela pensou.
– Olá, Angel! Como vai? – cumprimentou Petra aproximando-se.
– Sai de perto de mim!
– Cala a boca! – Petra segurou o braço da Angelina e apertou, começou a puxá-la para a sala de informática, que ficava no corredor ao lado.
Ela abriu a porta e quando viu que ninguém estava usando os computadores, empurrou Angelina lá para dentro.
– Você acha que sabe alguma coisa sobre mim? – disse Petra aproximando-se furiosamente – Você não sabe nada sobre mim, sua patricinha ridícula! – ela empurrou Angelina bruscamente, e a mesma caiu no chão.
– Eu sei o que você...
– Cala a boca! – gritou Petra aproximando o dedo indicador do rosto de Angelina – Você é tão perfeitinha, seria uma pena se alguém... – ela juntou o dedo médio ao indicador, simbolizando uma arma, bem entre os olhos de Angelina – Boow!
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